sábado, março 31, 2012

Direto de Texas City

Depois do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo,o "sistema é bruto."

Δημοσθένης και η διαφθορά

Demóstenes e a corrupção. Homônimo do famoso orador grego, a piadinha parece irresistível. Se o Demóstenes orginal tinha talento para ser orador - as Filípicas que o digam - a versão tupiniquim parece se pronunciar apenas pelo advogado dianta da cachoeira ( perdão pelo  trocadilho) de acusações sobre propina, corrupção, etc.
Neste momento, o Demóstenes brasileiro está sendo deixado de lado pelo companheiros (sem nenhuma alusão a  um certo partido) e está lembrando outro personagem, Midas, aquele rei cujo toque transformava tudo em ouro. No caso do Demóstenes tupiniquim, tudo que toca vira merda.

Millor RIP


sábado, março 24, 2012

O último esquete

Desce a cortina e apagam-se as luzes. Aquele que por muitos era considerado o mestre do humor (brasileiro?), partiu na última sexta-feira, deixando uma obra que praticamente se confunde com a TV brasileira. Durante décadas, Chico Anysio marcou presença na TV, teatro, radio, cinema e artes plásticas (também gostava de pintar) como poucos na história recente deste país.
Sempre me impressionei com a versatilidade que ele criava e interpretava os mais de duzentos personagens que foram levados a TV. Cada um com cuidadosos trejeitos, voz, vestuário e outras características, que fizeram com que recebesse a alcunha de mestre do humor. Isso sem contar com  seu talento como escritor e redator, somada  a capacidade de captar o momento político que o país vivia durante os anos 80.
Para os mais jovens ele é o professor Raimundo, da escolhinha. Para minha geração ele é o Haroldo, Justo Veríssimo, Painho, Zelberto Zéu e tantos outros personagens marcantes. Lembro que nos anos 80, havia uma expectativa para saber qual o novo personagem que ele iria criar e como seria o formato do programa. Recordo-me de um personagem chamado Tim Tones, que eu não gostava, pois aparentemente não via qualquer tipo de humor naquilo e, portanto, não entendia. Um problema para um adolescente de doze ou treze anos. Um tempo depois fui perceber o que significava aquele personagem e o quanto Chico foi inteligente ao captar toda essa pilantragem pentecostal que assola esse país.
Vejo hoje imagens do velório, homenagens por parte da Rede Globo - a mesma que o colocou na "geladeira" por anos e nos privou de seu humor inteligente  - e penso que em tempos de humor politicamente correto, o Brasil ficou mais medíocre com a morte de Chico Anysio.







Copa ou copo?


Ainda não foi dessa vez...


Projeto sobre direito de resposta na imprensa é revisto no plenário do Senado 

Portal Imprensa

O projeto que regulamenta o direito de resposta na imprensa, aprovado semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), terá que passar pelo plenário da Casa.

Segundo a Folha de S. Paulo, senadores apresentarão recurso para que o texto seja melhor discutido antes de seguir para a Câmara. A proposta havia sido aprovada em caráter terminativo pela comissão, portanto só passaria pelo plenário se fosse entregue o recurso assinado por mais de oito senadores.

O projeto, articulado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), já foi assinado por mais de dez parlamentares. Nunes disse que é preciso detalhar lacunas no texto antes da aprovação definitiva no Senado. "É preciso regular o procedimento de resposta, mas com cuidado para que a reparação ao agravo não fira o direito à informação", explicou.

Revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, a regulamentação do direito de resposta era um dos artigos da Lei de Imprensa. Não houve nova lei sobre o assunto desde então.
Fonte: FNDC

Saudade

domingo, março 18, 2012

Rick James

E já que estamos falando de funk  - sim, o legítimo, norte-americano e não aquela merda carioca - porque não citar Rick James. Talentoso e com sérios problemas na justiça por causa de drogas e outras coisinhas, Rick teve sua carreira abreviada em 2004, quando faleceu devido a complicações cardíacas e pulmonares. Entretanto, deixou sua marca, como podemos ver no vídeo abaixo.

Três longos meses

O mestrado começou e terei que ficar três meses sem café e cerveja. Maldito refluxo!

Toda manguaça será castigada (após a Copa)

Olha aí Lirio, a nova logomarca da Copa do Mundo no Brasil.

A volta do direito de resposta


Por Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa

Os jornais de quinta-feira (15/3) acompanham com atenção a tramitação, no Senado Federal, do projeto que regulamenta o direito de resposta a pessoas ou organizações que se considerarem ofendidas pelo conteúdo de publicações da imprensa.

A proposta original, do senador Roberto Requião (PMDB-PR), bastante modificada pelo relator, senador Pedro Taques (PDT-MT), foi aprovada na quarta-feira (14) por unanimidade, em caráter terminativo, pela Comissão de Constituição e Justiça, devendo seguir diretamente para a Câmara sem ter que ser submetida a votação no plenário do Senado. Caso nenhum senador exija a votação também em plenário, a tendência é que o texto também seja aprovado rapidamente na Câmara dos Deputados.

O direito de resposta se tornou um objeto de Direito sem regulamentação legal desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal, atendendo a demandas das empresas de comunicação, derrubou a Lei de Imprensa criada em 1967.

Embora a Constituição mantenha a obrigatoriedade da concessão de espaço proporcional à ofensa e até mesmo indenização para os delitos de imprensa, a falta de uma regulamentação estimulava os assessores jurídicos das empresas a protelar indefinidamente a execução do mais básico direito ao cidadão ofendido pela atividade jornalística: o de ver reconhecido o erro que o atingiu e recomposta a verdade.

Gratuita e proporcional
O projeto que segue adiante no Congresso Nacional estabelece um prazo de 60 dias, contados a partir da publicação, para a pessoa que se considerar ofendida requerer o direito de resposta.

A empresa jornalística citada tem sete dias para responder, sob pena de sofrer ação judicial que a obrigará a atender o pedido, além de se submeter à possibilidade de pagar indenização por danos morais.

Interessante observar que a concessão do direito de resposta não determina o encerramento da ação por dano moral, material ou agravo à imagem do ofendido, que seguirá tramitando mesmo se o veículo se antecipar e publicar uma retratação. Em caso de condenação em primeira instância, a empresa poderá recorrer ao Tribunal de Justiça pedindo a suspensão da publicação imediata do direito de resposta.

As entidades que representam jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão não fizeram comentários oficiais e provavelmente acompanham a tramitação do projeto com cautela.

A rigor, o texto recompõe as normas que existiam antes da extinção da Lei de Imprensa, incluindo as publicações em sites da internet e demais extensões dos veículos de comunicação. Mas não se aplica a comentários de internautas e outras manifestações de leitores, que são regidos pela lei comum.

Como na lei original, o atual projeto mantém a obrigatoriedade para que a resposta seja publicada gratuitamente e proporcional ao conteúdo que produziu a retratação, por motivo de atentado contra a honra, intimidade, reputação, conceito, nome, marca ou imagem.

O dano permanente
Antes de publicar a retratação, o veículo deve responder ao questionamento do juiz, justificando-se pelo teor do texto ou imagem que gerou a queixa, num prazo de sete dias. Se não concordar com os esclarecimentos oferecidos pela empresa de comunicação, o queixoso poderá cobrar na Justiça a publicação de sua resposta, no espaço correspondente e com o mesmo destaque que foi dado ao conteúdo ofensivo. No entanto, as empresas ainda terão o direito de recorrer pela suspensão da publicação, caso considerem que o texto da resposta extrapola ou se desvia do assunto que motivou a demanda.

Uma questão polêmica observada no projeto é a falta de um prazo para a publicação da resposta. Como se sabe, nas raras oportunidades em que aceitam a decisão judicial obrigando a cumprir o direito de resposta inscrito na Constituição, as empresas de comunicação costumam protelar tanto quanto possível a publicação, o que na prática agrava e prolonga o efeito nocivo da ofensa, tornando permanentes os danos causados.

Não custa lembrar o caso que atingiu o professor de Educação Física Nelson Luiz Cunegundes de Souza, especialista em Fisiologia do Treinamento Esportivo, que em 1998 perdeu o emprego na Associação Atlética do Banco do Brasil, em São Paulo, depois que foi acusado pela Folha de S.Paulo de estar abrindo uma “liga pirata” de basquetebol, com a intenção de ganhar dinheiro (ver, neste Observatório, “A Folha de retrata”).

Ele entrou na Justiça exigindo a retratação do jornal e a reparação dos danos. A Folha recorreu a todas a instâncias, inclusive o Supremo Tribunal Federal, para não ter que atender a esse mínimo direito do cidadão.

A ação só foi julgada e executada em outubro de 2011, ou seja, treze anos depois o senhor Nelson Luiz teve o direito de ver sua verdade publicada no jornal que o ofendeu.

Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/3/2012

Legítimo funk da pesada

Para quem não conhece, Mr. George Clinton.

sábado, março 10, 2012

O melhor da piada-canção music

Playlist daquilo que tem melhor naquilo que um dia foi chamado de "piada-canção' ou simplesmente música para sacanear. Som na caixa!

O que ando ouvindo

Há algum tempo venho reclamando neste blog sobre a mediocridade que assola a música e a mesmice que assola os vários estilos musicais. Alguns poderiam dizer que se trata de um ranzinza, frustrado e que parou nos anos 80, etc.
Venho então dizer que não é bem assim, pois graças a internet conseguimos encontrar coisas boas ou interessantes. Musicalmente, costumo entrar em fases e a minha atual é ouvir rock cantado em alemão. Por quê? Porque acho uma língua bastante apropriada para esse estilo musical, sem falar que estou de saco cheio de ouvir músicas em inglês.
Atualmente há uma cena musical forte acontecendo na Alemanha, chamada Neue Deutche Welle (ou nova onda alemã) onde o pessoal finalmente perdeu a vergonha de cantar na língua nativa. Rammstein, Oomph!  e vária outras bandas vem ganhando destaque na Europa e na América do Norte. No Brasil, a coisa fica mais na internet, pois percebe-se uma má vontade das produtoras em relação a essa nova onda alemã (essa raça foi criada ao som da língua inglesa e não aceita outra coisa).
A última banda que tenho ouvido é o Blutenengel, de her Cris Pohl, uma espécie de Marilyn Manson germânico, só que com um som mais charmoso (pelo menos na minha opinião). Além disso, o feioso vem acompanhado de  duas cantoras e várias dançarinas (gostozíssimas por sinal) o que é um diferencial em relação ao anti-cristo norte-americano. Abaixo, um pouco do rock vampiresco germânico.



Metáfora para o mercado imobiliário

Nesse caso, qualquer semelhança com a venda de apartamento não é mera coincidência.

Roxy music

Ainda no campo da nostalgia - diante de tanta merda sem criatividade que assola a música - vale a lembrança do Roxy Music, banda capitaneada por mister Brian Ferry.