domingo, junho 26, 2011

Recordar é viver!

Em plena manhã de domingo, entro na internet e veja a seguinte notícia: "Morre o ex-Ministro  da Educação Paulo Renato de Souza". Como estudante universitário da era FHC, não pude deixar de lembrar o quanto foi nefasta a política educacional implantada nesse período, onde "privatização" era a palavra de ordem.
Na gestão do de cujos o MEC foi transformando num balcão de negócios, onde proliferaram as "Fafus" da vida. Foi ele um dos artífices do aumento indiscriminado desses verdadeiros consórcios de diplomas.
Também foi nessa época em que a precarização nas universidades foi intensa. Nunca havia recursos e aconteceram os famosos cortes e mudanças na aposentadoria de professores e servidores. O resultado disso foi  a deterioração do ensino e uma queda de braço entre governo e servidores, configurada em greves e manifestações que nem consigo enumerar.
Graças ao bom Deus, essa corja deixou o poder e houve um pouco de recomposição da máquina pública, mas os efeitos nefastos são sentidos até hoje. Em mim, ficou a marca de uma graduação (geografia) marcada por sérios problemas estruturais, que me privou avanços numa área em que era minha paixão. O desestímulo foi tamanho, a ponto de fazer outro vestibular para outro curso.
Ao de cujos e toda sua turma, fica aqui meu desabafo: "Já vai tarde!"

domingo, junho 19, 2011

Impressões da cidade saúde

Em viajem a cidade que um dia recebeu o título de "cidade saúde", recolhi algumas impressões bem interessantes, que me fizeram concluir: Guarapari está  finalmente entrando na Região Metropolitana da Grande Vitória. Isto porque está cada vez mais parecida com Vila Velha ( isso definitivamente não é um elogio).
Ainda é possível encontrar grandes extensões de praia com vegetação nativa, mas a especulação avança de forma impiedosa, graças a omissão do poder público e a ganância dos especuladores de plantão.
Cheguei a encontrar obra da Cesam (sim, até lá tem obra para encher o saco da população) dentro de uma área de Reserva de Desenvolvimento Sustentável, próximo a um lixão. O lugar em questão chama-se bairro Lameirão.

A volta dos que não foram

"Volta do diploma não é de interesse da imprensa", critica político



Após quase dois anos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que extinguiu a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, a imprensa pouco tem falado do assunto. “A volta do diploma não é de interesse da imprensa, não é interesse jornalístico. Os jornalistas cobrem tudo, mas não falam da situação deles”, critica o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC 386/09, que pede a volta da exigência da graduação específica em jornalismo.
De acordo com o parlamentar, a proposta só foi aprovada em todas as Comissões da Câmara pelo barulho nas redes sociais, nas faculdades de jornalismo e pelo trabalho nas bases políticas.
O deputado também critica a postura dos jornalistas e veículos de comunicação que não se sentem parte da questão. “O jornalista que está no mercado acredita que não é um problema para ele e existe a pressão das empresas também. O pano de fundo por trás de tudo isso é a questão da força econômica. Os grandes grupos de comunicação - que cada vez mais diversificam suas atividades, abrem seus capitais - a informação é uma mercadoria como qualquer outra, igual ao cara que vende laranja, vendo atum, vende feijão. Eles vendem informação”.
Pimenta acredita que nesses quase dois anos da queda do diploma, que serão completados nesta sexta-feira (17/6), muitas questões devem ser respondidas. “Aumentou a liberdade de expressão?, o sigilo da fonte será para todos? E como ficará o credenciamento dos jornalistas na Copa e Olimpíadas aqui no Brasil, já que todos podem ser jornalistas?”, questiona.
A expectativa do deputado é que a PEC possa ser votada até o final deste ano, trazendo novamente a exigência do diploma para o exercício da profissão. Outra PEC, a 33/09, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), aguarda para ser votada no Senado. (...)
Fonte: Comunique-se

Parece que o nobre deputado está finalmente conhecendo o perfil da categoria que, nem ganhando um salário de fome e sofrendo exploração, perde a pose.

Meninos, eu vi!

Ainda envolvido com algumas atividades, encontrei um tempo para atualizar o blog. Na úlitma quarta-feira fui testemunha ocular de mais um capítulo envolvendo a disputa entre Casagrande versus Senzala. E não é que a Senzala marcou um gol! Conseguiram cancelar um evento nacional e deixar o governo do estado numa situação, digamos, vexaminosa. Algumas fotos do embate.
Abaixo, um pequeno vídeo onde os estudantes mostram o seu apreço pela Polícia Militar do ES, também conhecida como "ursinhos carinhosos"
video

sábado, junho 04, 2011

Grooveshark

Há um bom tempo venho tentando substituir a minha dependência do Goear em relação a música. Isto porque o Goear de vez em quando dá um probleminhas. Procurei algumas opções e a que eu achei bem legal foi o Groovesark. Nele você pode encontrar o artista e as músicas ordenadas pelos albuns ou distribuídas aleatoriamente.
Consegui encontrar preciosidades como Sagrado Coração da Terra ou a discografia completa e vários artistas. O único inconveniente é que não consigo colocar no blogspot. Isso até o dia em que descobrir um jeito. Para quem se interessar o endereço é www.groovesark.com.

País do futuro

O que é isso, ex-companheiro?


Ainda envolvido com um trabalho e com pouco tempo para atualizações, encontro espaço para tecer alguns comentários sobre a “baderna” ocorrida na Grande Vitória nos últimos dias. Estudantes vêm realizando protestos contra o aumento da passagem dos ônibus – algo que foi feito no final do ano passado, de forma bem escusa – e a qualidade – horrível – do serviço prestado.
Eis que o governo estadual, cujo governador é do PSB e o vice do PT, renunciaram ao diálogo com os estudantes e optaram pela solução mais simples: mandar a PM baixar o cacete! Esse arroubo de “socialismo pós moderno” produziu cenas de batalha campal que há muito não se via por aqui. A PM, é claro, se esmerando em cumprir às ordens e exercendo a chamada “pedagogia da borracha”. Sim, da borracha, porque era bala de borracha, cacetete e gás lacrimogênio para tudo que era lado.
É claro que não faltaram as matérias favoráveis dos maiores jornais capixabas, taxando os estudantes de baderneiros, tecendo ilações de que o movimento era de cunho político e que partidos de esquerda estariam por trás das ações dos estudantes. Quer dizer então que se for um movimento de cunho político, pode baixar o cacete a vontade, né? Sei... Mas enfim, da imprensa do ES não dá para esperar coisa diferente.
A manifestação dos estudantes trás a tona uma série de questões  que precisam ser debatidas e resolvidas rapidamente. A primeira é referente ao aumento de passagens, pois, legitimar interesses de empresas concessionárias na “calada da noite” não me parece uma prática salutar. Essas empresas detêm a concessão do serviço, que é de péssima qualidade e muito caro para o custo de vida na região metropolitana. Quem anda de ônibus na Grande Vitória sabe que os coletivos nunca ficam vazios, o que nos remete a lógica de lucros altíssimos para os empresários.
Outro ponto a ser discutido é a questão da composição do conselho tarifário, onde é decidido o valor do reajuste nas passagens. Que representação é essa onde os empresários são maioria? Dá para falar em participação da sociedade num conselho desses? Acho que nem Habermas, um dos maiores teóricos sobre conselhos e esfera pública, pode avalizar essa composição.
A reivindicação do passe livre também me parece justa. Ou pelo menos, merece ser discutida com mais clareza e, se possível, considerar todas as possibilidades.
Por fim há de se considerar a situação caótica envolvendo o transporte público da Grande Vitória. Se a prioridade sempre foi os interesses dos empresários donos de ônibus, a logística e a mobilidade urbana foram solenemente ignoradas durante décadas. Ou alguém pode me explicar como uma simples manifestação estudantil no centro de Vitória consegue paralisar o trânsito em quase toda região metropolitana? Já passou da hora de discutirmos alternativas de transporte público na região metropolitana e parar de encher os bolsos de empresários – que sempre dão generosas contribuições nas campanhas dos políticos capixabas.
Por fim, repasso o texto do professor do Departamento de Filosofia da Ufes, Maurício Abdala, uma das vozes dissonantes do discurso propagado pela mídia e dono de uma sensatez constrangedora para ex-militantes que chegaram ao poder.

O vice-governador Givaldo Vieira foi meu amigo, militante e estava conosco quando paramos a cidade com mais de 10 mil pessoas contra o aumento das passagens em 1988. Hoje a PM, sob seu comando, agrediu violentamente uma manifestação igual, ferindo estudantes. Tenho orgulho de dizer que minha filha estava lá. E o meu ex-amigo, agora, manda a polícia atacar minha filha que, graças a Deus, seguiu os meus passos e não o dele. Enquanto ele não se retratar e punir o comando da PM, estará na lista de meus inimigos. Quem puder, faça chegar a ele essa mensagem. Sei que na lista há muitos que são mais próximos.
Saber que entre os estudantes que foram agredidos sob o seu comando estão os filhos de seus antigos companheiros, dos quais temos orgulho por terem seguido nossos passos na luta por uma sociedade melhor, talvez lhe provoque vergonha, se ainda lhe restar alguma.

Maurício Abdalla.

Quem twita o que quer...

Justiça aceita denúncia contra estudante que tuitou “nordestino não é gente”

A Justiça Federal de São Paulo aceitou a denúncia, por crime de racismo, contra a estudante de direito Mayara Petruso. A universitária insultou nordestinos no Twitter, ao postar "Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", no dia 31 de outubro de 2010. A denúncia foi oferecida pela Procuradoria da República de São Paulo.

A estudante postou a frase após se irritar com o resultado do segundo turno das eleições para Presidente da República, que levou Dilma Rousseff (PT) ao cargo. A mensagem de Mayara foi criticada por milhares de internautas, que levaram o assunto ao Trending Topics do microblog.

No caso de Mayara, a punição pode ser maior que a pena estipulada para crimes de racismo praticados fora das redes sociais, já que a mídia social difunde a mensagem para um público muito maior. A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão e multa.

Segundo o jornal O Globo, o processo correu em sigilo até chegar a Justiça Federal de São Paulo, enquanto o Ministério Público Federal (MPF) comprovava a autencidade do perfil da estudante.
Fonte: Comunique-se

Tomara que depois desta, a dita cuja aprenda um pouco e controle suas emoções.

Um pouco do próprio veneno


Polêmica entre Tas e blogueira: apresentador não nega processo contra professora

Anderson Scardoelli

O texto “CQC anti-amamentação, vai pra pqp”, publicado no blog Escreva Lola Escreva, da professora Lola Aronovich, da Universidade Federal do Ceará (UFC), tem “prejudicado” Marcelo Tas. Desde a publicação do post da educadora, na quarta-feira (1/6), muitos tuiteiros se voltaram contra o apresentador do humorístico da Band, após a blogueira afirmar que o apresentador era contra a amamentação em público.
No blog, Lola acusa os apresentadores do CQC Marcelo Tas e Rafinha Bastos de se posicionaram contra a amamentação em público, ao comentarem sobre o ‘mamaço’, manifestação ocorrida no dia 12/5, em São Paulo, e que teve a participação de cerca de 50 mães. O evento foi promovido após uma moça ser repreendida por um segurança do espaço Itaú Cultural, por amamentar seu filho no local.
O vídeo, linkado pelo blog de Lola, que mostra os apresentadores do CQC comentando o ‘mamaço’, foi feito durante a última edição da versão 3.0. E mesmo sendo citado no texto, as imagens não mostram que Tas se posicionou contra a amamentação e nem contra o protesto feito pelas mães. “Acho legal pra caramba”, disse, em relação ao protesto. Rafinha, o mais criticado no texto da professora da UFC, também declarou que “não se pode proibir” a amamentação em público.
Mesmo com o vídeo, além das afirmações de que não é contra a amamentação, até mesmo em público, Tas faz questão de lembrar que o CQC é uma atração humorística e que em muitas ocasiões algumas pessoas parecem se esquecer disso. “Precisarm se dar conta que o que a gente faz ali é humor”, salienta.

Troca de e-mails
Com a acusação de Lola, Tas admite que entrou em contato com a professora para que ela provasse que ele é contra a amamentação e, posteriormente, “corrigisse” a informação de seu blog. “Eu pedi que ela me mostrasse de onde ela tirou a afirmação de que eu sou contra a amamentação, mas ela não me respondeu”, diz.
O apresentador não deu mais detalhes sobre o conteúdo dos e-mails, por avaliar que isso “não é notícia”.  Lola, entretanto, publicou um novo texto na quinta-feira (2/6), no qual afirma que Marcelo Tas tentava censurá-la. Ela também declara que foi ameaçada de ser processada pelo texto sobre a amamentação. A blogueira também afirmou que respondeu aos questionamentos do ex-repórter Ernesto Varella.

Processo
“Ele (Tas) me mandou um outro email, subindo o tom, pedindo retificação imediata, porque ele não se disse contra a amamentação em público, ele não disse nada daquilo, e ele não é misógino. Comentei no Twitter que eu tinha recebido email do Tas e, mais tarde, publiquei nos comentários do meu post esses dois emails curtinhos como resposta dele, como um ‘outro lado’. Recebi outro email em seguida, em que ele diz: ‘Você vai aprender através de um processo por calúnia e difamação a ser mais responsável com o que publica, esta troca de e-mails documenta a minha tentativa de dialogo com você antes de tomar o caminho da Justiça’”, argumentou Lola.
Quando o assunto processo é mencionado, Tas afirma que se trata de “um assunto pessoal”, mas que jamais vai censurar alguém por criticar o CQC. “Ela pode falar mal o quanto quiser do programa, dizer que somos babacas, mas não pode ser leviana e espalhar uma informação que não é verdadeira, ainda mais na posição dela, que é professora em uma universidade federal”, comenta. “Eu acredito que as pessoas não podem ser levianas. E esse foi mais um capítulo de leviandade. Eu me sinto prejudicado”, complementa.

Repercussão no Twitter
Após a publicação de Lola, ao afirmar que Marcelo Tas a ameaçava de processo, o nome do apresentador do CQC figurou, na tarde de ontem, entre os Trending Topics Brazil, termos mais comentados no microblog no País. Muitos internautas se posicionaram contra o apresentador.

@jhcordeiro: @marcelotas disse que vai processar blogueira por ter sido chamado de misógino. Ué, mas e a liberdade de expressão?
@cynaramenezes: eta! o @marcelotas foi parar nos TTs por causa da ameaça de processo à blogueira @lolaescreva. cai a máscara do falso democrata!!!
@nanamelon: Oi @marcelotas! Eu acho você misógino, hipócrita, manipulador, sem graça e preconceituoso. Me processa também?
@fabianamotroni: ainda digerindo a babaquice incrível do @marcelotas que ameaca @lolaescreva por ela ter escrito que ele é misógeno, assim como todos do CQC.
@pedrox: Se o @MarceloTas processar a @lolaescreva vai pegar muito, mas muito mal pra ele e pro CQC

As atitudes dos ‘tuitteiros’ não surpreendem Tas. “Há muita imprecisão no que acontece no Twitter”, justifica. Na própria rede social, o apresentador comentou que a “campanha” feita para ele perder seguidores não deu certo e que, inclusive, sua lista de ‘followers’ aumentou.
Ao finalizar o assunto, Tas se mostra chateado com a situação e ainda diz, que até mesmo no Twitter, pessoas que conhecem o trabalho dele há décadas o questionaram sobre a acusação. “Sou colunista de uma revista de educação, a Crescer, e pai de três filhos. É ruim alguém afirmar que sou contra algo que sou totalmente favorável”.
Fonte: Comunique-se

Mas não era o Tas quem defendia liberdade de expressão e dizia que o Congresso Nacional cerceava a liberdade de imprensa? Será que ele não aguenta ouvir críticas?