segunda-feira, dezembro 19, 2011

Costelão do final do mundo

Depois de um ano tenso e com a perspectiva do mundo acabar em 2012, resolvemos realizar a XI edição do Costelão de Final de ano. Com a presença de quase todos os notórios ébrios,conseguimos realizar aquele evento tradicional, cuja marca é a esculhambação organizada. Em 2012, se o nosso fígado permitir, estaremos lá de novo!

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Considerações sobre a perversidade da globalização

Durante esses últimos dias, estive envolvido num processo de seleção de mestrado  e para  melhor o estudo envolvendo a referência bibliográfica do processo seletivo, resolvi escrever alguns artigos sobre os livros. Começarei a publica-los aqui no blog, pois acho que não ficaram tão ruins e dá uma ideia sobre as discussões envolvendo os temas da prova. O primeiro é sobre o livro "Por uma outra Globalização', do geógrafo Milton Santos.


Fábulas e perversões sob os auspícios da globalização

Como entender e sobreviver ao mundo do século XXI, em meio a um processo de globalização excludente e cercado de contradições? O livro “Por uma outra Globalização”, do geógrafo Milton Santos, fornece algumas pistas e apresenta alguns caminhos que ajudam na compreensão do mundo e da realidade que vivemos.
Santos percebe o mundo de hoje a partir de um mundo de fabulações, pautado pela construção de um discurso único, cercado de desigualdades alicerçado no poder do dinheiro e na ação das empresas. O ser humano passa a ser entorpecido pelo discurso do consumo, inserido num mundo de fabulações, de uma globalização perversa e de uma perspectiva de outra globalização.
Para o autor, a fabulação reside na construção de ideias que na prática não se configuram ou se restringem a um determinado segmento. Ideias como a de que vivemos em direção a uma aldeia global e da difusão ampla das informações. Santos desconstrói esse paradigma alertando para o poder da máquina ideológica que propaga um mundo onde  os espaços são contraídos e todos podem viajar. O poder avassalador do mercado passa a ser o imperativo desses tempos modernos, onde a exclusão é a palavra de ordem e uma minoria consegue usufruir das benesses de “novos tempos modernos”.
Chama atenção a crítica feita pelo autor sobre o papel dos meios de comunicação como gestores de informações superficiais e players na construção de mundo de fábulas, onde a exclusão é a marca. A ideia de aldeia global cai por terra na medida em que percebemos a ação avassaladora do mercado no aprofundamento das diferenças locais.
O autor nomeia a globalização como uma “fábrica de perversidades”, onde desemprego crescente, pobreza, perda da qualidade de vida, salários baixos, fome, desabrigo, novas enfermidades (e ressurgimento de velhas), são as características desse processo, onde alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos, a corrupção.
Ao mesmo tempo, Santos ressalta a possibilidade de construção de um novo mundo, baseado na unicidade das técnicas, na convergência dos momentos e no conhecimento do planeta, onde uma nova narrativa pode ser elaborada, visando se contrapor ao discurso único imposto pelas grandes corporações.

A globalização e suas engrenagens
Aquilo que o historiador Eric Hobsbawn classificou (talvez jocosamente) de “breve século XX”, devido as intensidade dos acontecimentos e das mudanças, Milton Santos, numa narrativa  excepcional, disseca  o dínamo que  impulsiona esses acontecimentos e as suas consequência no século XXI.
Partindo da ideia de que a globalização é a internacionalização do capitalismo, Santos discorre sobre  o papel das técnicas nesse processo. Graças aos avanços da ciência, produziu-se um sistema de técnicas presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema técnico uma presença planetária. Sistema que assegura a emergência do mercado global.
Para explicar esse processo de globalização, o autor aponta como fatores primordiais: a unicidade da técnica, a convergência dos momentos, a cognoscibilidade do planeta e a existência de um motor único na história, representado pela mais-valia globalizada.
Na ótica de Santos, a palavra “crise” ganha um novo contexto no sistema capitalista, onde o que antes era cíclico passa a ser estrutural, estruturado pela associação entre a tirania do dinheiro e a tirania da informação conduz, desse modo, à aceleração dos processos hegemônicos, legitimados pelo "pensamento único".
Sob esse enfoque, o raciocínio de Santos é quase profético, na medida em que observamos países como a Grécia, Portugal, Itália, dentre tantos, serem vitimados  por crises estruturais dentro daquilo que conhecemos como o mais antigo e estruturado bloco econômico existente. Nas palavras de Milton Santos, as soluções para essas crises são inócuas, já que os problemas estruturais não são atacados devido a interesses do mercado. Os governos se tornaram reféns e as decisões são submetidas a apreciação de instituições financeiras internacionais (verdadeiros difusores dessa globalização). Nas palavras do autor “a única crise que os responsáveis desejam afastar é a crise financeira e não qualquer outra”.

Perversidade líquida
O  mundo torna-se unificado em virtude das novas condições técnicas, bases sólidas para uma ação humana mundializada. Esta, entretanto, impõe-se à maior parte da humanidade como uma globalização perversa.
A perversidade se apresenta através da utilização das técnicas de informação em prol dos interesses de alguns atores e a manipulação dessas informações.  Se o cientista político Antonio Gramsci definia os meios de comunicação como aparelhos ideológicos do Estado, Santos vai mais longe. Ele vaticina que o que é transmitido à maioria da humanidade é uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde, desvelando o que muitas vezes se esconde sob o manto da tão propalada liberdade de expressão.
Outro mito desconstruído por Santos é o de que o espaço e o tempo são contraídos graças aos prodígios da velocidade. Virtude que revelaria  uma humanidade desterritorializada, sem  fronteiras e existência de uma cidadania universal. As fronteiras mudaram de significação, mas nunca estiveram tão vivas, na medida em que o próprio exercício das atividades globalizadas não prescinde de uma ação governamental capaz de torná-las efetivas dentro de um território.
Neste mundo globalizado dissecado por Santos, a competitividade, o consumo, a confusão dos espíritos constituem baluartes do presente estado de coisas. A competitividade comanda nossas formas de ação e o consumo comanda nossas formas de inação.
Outro ponto dessa perversidade é o fato de que a ciência passa a produzir aquilo que interessa ao mercado, e não à humanidade em geral e as informações passam a se concentrar nas mãos de um número limitado de firmas.
A política agora passa a ser feita no mercado, só que este mercado global não existe como ator, mas como uma ideologia, um símbolo. Os atores são as empresas globais, que não têm preocupações éticas, nem finalísticas.

Por onde transitam dinheiro e fragmentação
No nosso mundo globalizado, os territórios tendem a uma compartimentação generalizada, onde se associam e se chocam o movimento geral da sociedade planetária e o movimento particular de cada fração, regional ou local, da sociedade nacional, o que origina  movimentos são paralelos a um processo de fragmentação que rouba às coletividades o comando do seu destino.
O dinheiro usurpa em seu favor as perspectivas de fluidez do território, buscando conformar sob seu comando as outras atividades. Por meio da regulação, a compartimentação dos territórios, na escala nacional e internacional, permite que sejam neutralizadas diferenças e mesmo as oposições sejam pacificadas, mediante um processo político que se renova, adaptando-se às realidades emergentes para também renovar, desse modo, a solidariedade.
Ao mesmo tempo percebe-se a competição entre entes federativos em busca desse dinheiro, que na maioria das vezes, sob a direção de técnicas disponíveis, é fluido e praticamente abstrato.

Vertigens provocadas pelas verticalidades e horizontalidades
Milton Santos é um dos maiores teóricos do espaço geográfico e não é exagero dizer que ele colocou a geografia brasileira no mesmo patamar das escolas francesas e alemã. A sofisticação dos conceitos teóricos elaborados por ele traz a tona a discussão envolvendo o espaço e toda a dinâmica  que o cerca.
Dentro dessa dinâmica, Santos tece considerações sobre as verticalidades e horizontalidades que integram o espaço geográfico, bem como a ação de empresas e do Estado se constituem peças fundamentais na engrenagem do processo de  globalização.
Entende-se por verticalidades como um conjunto de pontos formando um espaço de fluxos. Seria, na realidade, um subsistema dentro da totalidade-espaço, já que para os efeitos dos respectivos atores o que conta é, sobretudo, esse conjunto de pontos adequados às tarefas produtivas hegemônicas, características das atividades econômicas que comandam este período histórico.
Nesses pontos do espaço de fluxos, as macroempresas acabam por ganhar um papel de regulação do conjunto do espaço, além da ação explícita ou dissimulada do Estado, em todos os seus níveis territoriais. Regulação frequentemente subordinada porque, em grande número de casos, destinada a favorecer os atores hegemônicos.
No que tange as horizontalidades, Santos as define como zonas da contiguidade que formam extensões contínuas.
Nesse espaço, a ação atual do Estado, além de suas funções igualmente banais, é limitada. Na verdade, mudadas as condições políticas, é nesse espaço banal que o poder público encontraria as melhores condições para sua intervenção. O fato de que o Estado se preocupe sobretudo com o desempenho das macroempresas, às quais oferece regras de natureza geral que desconhecem particularidades criadas a partir do meio geográfico, leva à ampliação das verticalidades e, paralelamente, permite o aprofundamento da personalidade das horizontalidades.

Até onde vai a perversidade da globalização?
Santos fornece algumas pistas  dos caminhos que a humanidade pode percorrer a fim de reverter o processo de perversidade causado pela globalização. Ele é enfático ao afirmar que a vida cotidiana também revela a impossibilidade de fruição das vantagens do chamado tempo real para a maioria da humanidade. A promessa de que as técnicas contemporâneas pudessem melhorar a existência de todos caem por terra e o que se observa é a expansão acelerada do reino da escassez, atingindo as classes médias e criando mais pobres.
Segundo Milton Santos, o momento atual da história do mundo parece indicar a emergência de numerosas variáveis ascendentes cuja existência é sistêmica. Isso, exatamente, permite pensar que se estão produzindo as condições de realização de uma nova história.
Entre os indícios está o fato de que  o projeto racional começa a mostrar suas limitações e uma boa parcela da humanidade, por desinteresse ou incapacidade, não é mais capaz de obedecer a leis, normas, regras, mandamentos, costumes derivados dessa racionalidade hegemônica.
O autor também aponta para o fato de que o nosso tempo consagra a multiplicação das fontes de escassez, seja pelo número avassalador dos objetos presentes no mercado, seja pelo chamado incessante ao consumo. Consumo que cada vez mais dá mostras de que não é para todos.
Outro fator apontado como diferencial é a evolução de uma nova significação da cultura popular, tornada capaz de rivalizar com a cultura de massas. Uma cultura popular capaz de descontruir os símbolos e a estética da cultura de massas existente, produtos da cultura popular, e portadora da verdade da existência e reveladores do próprio movimento da sociedade.
O resgate da significação da cidadania é outra pista apontada por Santos que coloca os países subdesenvolvidos como artífices e protagonistas de reconstrução desse conceito.
Por fim, Milton Santos  fala da importância da obtenção de uma visão sistêmica, com possibilidade de enxergar as situações e as causas atuantes como conjuntos e de localizá-los como um todo, mostrando sua interdependência. A partir daí, a discussão mostra que a história não acabou e que o homem, e não às técnicas e empresas, precisa ocupar o lugar central dentro das discussões  em nosso planeta.


Final de ano intenso

fim de ano chegando, finalmente, e depois de todos esses dias finalmente consigo começar a respirar. Mas os objetivos foram alcançado e estou de volta a vida acadêmica.

domingo, novembro 06, 2011

Achados e perdidos

Voz feminina no blues

Pode parecer ignorância da minha parte, mas até onde sei são poucas as cantoras de blues que possuem algum destaque. Não estou falando de jazz, soul ou ritmo similar. Estou falando de blues mesmo, daquela pegada rápida e forte, que deu origem ao rock and roll, com aquela guitarra solando e tudo mais que tem direito. Sinceramente não me lembro de uma cantora que esteja no panteão dos mestres do estilo como o lendário Robert Johnson, Buddy Guy, BB King, Steve Ray Vaughan, dentre outros. Alguns perguntariam: E Janis Joplin? Sim, Janis merece destaque, mas pessoalmente não gosto muito da sua voz e acho o seu trabalho um pouco inconsistente. Entretanto, existe uma cantora que merece ser citada – antes que me chamem de machista ou coisa parecida.


Tina Turner. Isso mesmo! A velha e boa – bota boa nisso! – Tina Turner e suas famosas pernas. Sex appel a parte, Tina e o seu ex Ike Turner trilharam a estrada regravando e compondo grandes sucessos de blues. Ike Turner ficou conhecido como o marido cafageste e violento de Tina Turner, mas foi ele quem a criou – deu até nome e sobrenome – e tem um trabalho de respeito. Infelizmente a carreira de Ike não sobreviveu a separação e a biografia e filme sobre a vida de Tina Turner. Ex-esposa com raiva é o quinto cavaleiro do apocalipse!

Mas falaremos de Tina. Confesso que lembro mais da sua carreira a partir dos anos 80, quando retomou-a após a separação de Ike. Foi uma fase mais pop, voltada para vendagem de discos e shows, que não me atraia muito. Só que a carreira de Tina é bem mais do que isso. É só dar uma olhada no youtube ou algum site de música que podemos perceber seu talento e um trabalho sólido com blues – fruto da mente de Ike. Atualmente está meio sumida, mas a qualidade do trabalho permanece intacta e de fazer inveja a qualquer Beyonce.

Para vê-la em ação, uma pequena amostra do seu talento.






sábado, outubro 22, 2011

São Gilmar apareceu

E não é que tive o (des) prazer que ver ao vivo e a cores São Gilmar  em solo capixaba. O padroeiro dos banqueiros oprimidos apareceu por essas plagas e o pessoal resolver fazer uma manifestação visando aprovação de um plano de carreira.
Não pude deixar de notar a semelhança física do mesmo com aquele personagem da Praça é Nossa. Como? você não sabe de quem estou falando? Olhe só embaixo.

O rapa em Laranjeiras

Não, não é a famosa banda brasileira, mas sim uma ação da polícia visando reprimir o comércio ilegal em Laranjeiras. Acho que o pessoal não pagou a caixinha e a polícia resolveu mostrar serviço. No outro dia estavam todos os camelôs vendendo seus artigos.

Um pouquinho de pauleira

Diferenças


O piadista


Eu já sabia!


Brasil entregará infraestrutura da Copa nos ‘45 do segundo tempo’, dizem jornalistas

O Governo Federal promete estádios 100% concluídos em 12 capitais brasileiras e serviços de mobilidade urbana de qualidade para a Copa de 2014. Mas na opinião de jornalistas, o País só dará conta de conta de cumprir essas demandas às vésperas do mundial.

O colunista do jornal Agora São Paulo, que edita o “Caneladas do Vitão”, e do “Pra Toda Obra”, transmitido na rádio BandNews FM, Vitor Guedes, cobriu a última Copa e pensa que a situação no Brasil será a mesma da África do Sul. “O meu grande temor é com relação aos aeroportos, que são patéticos, caóticos, é um inferno.”

Segundo Guedes, o deslocamento urbano é um gargalo a ser resolvido. “Tudo ficará pronto, principalmente os estádios, mesmo que em cima da hora. Mas vão ter atrasos. Já os aeroportos, não vão dar conta se continuarem como estão”, opina.

“Estamos perdendo uma chance única de crescer”
Por outro lado, o repórter esportivo da Rádio Jovem Pan AM Bruno Vicari defende que o País está perdendo uma chance única de crescer, pela forma como está sendo conduzida a preparação para a Copa. Ele compara o Brasil a Los Angeles (EUA), que realizou a Olimpíada de 1984 e se desenvolveu. “Trinta anos depois o Brasil ainda não aprendeu – ou não quer colocar em prática – a lição.”

Outra questão levantada por Vicari é o fator financeiro. “Nós realizaremos um grande mundial. O problema é o custo disso tudo e o quanto será revertido em melhorias para o País. As obras, até onde sabemos, estão atrasadas e mal orçadas. Além disso, o governo tem o papel de investir em comunicação, transporte e na qualificação de profissionais. Levantar o estádio não é o problema.”

Vicari acha questionável o critério adotado para a escolha das capitais que sediarão o Mundial de 2014. ”Como explicar cidades como Manaus e Brasília, que não têm times nem público, ganharem grandes estádios enquanto Belém do Pará, com três torcidas fanáticas ficar fora da copa?“, comenta.
Fonte: Comunique-se

Homenagem ao passado de um amigo

Uma singela homenagem ao amigo Cajaiba, já que ele é um dos poucos no Brasil a poder dizer aquela célebre frase da música de Leo Jaime: "Eu comi a Madonna"

O homem do abraço gostoso


Há poucos dias estive com um velho amigo dos tempos de São Mateus. Deusdete é daqueles tipos que não dá para esquecer devido a sua bondade, generosidade e principalmente pela personalidade, digamos, pitoresca.
Deusdete nada mais é do que um cruzamento de Zé Bonitinho com Bibelô - aquele personagem do Angeli - e que rende histórias memoráveis.
Dividi uma república com a figura, juntamente com outro amigo memorável, Eduardo, que já cheguei a mencionar aqui.  Sair com o dois era  no mínimo hilário, diante da disputa em conseguir uma '"ficante". Era o  equivalente a apostar uma corrida, ante a competição que se formava. "Eu vi primeiro", "não, ela está dando mole para mim", "vocês não tem chance com ela" e por aí vai. Iam os três em cima de um grupo de meninas e logo Deusdete mostrava o repertório de cantadas - daquelas bem cafajestes - e emendava uma disputa com Eduardo. O arsenal de Deusdete era algo que impressionava, do tipo: "Menina, quando você quiser lembrar de mim, pense em Deus... Deusdete" ou o seu grito de guerra "Oi Meninaaaa!" e por aí vai.
Mas a clássica, inesquecível, sempre vinha no final. Após uma disputa equivalente a duas onças em cima de uma capivara - eu saia logo de cara, pois sabia que era muito homem em cima de uma mulher e partia para outra - Eduardo me encontrava e vociferava sua frustração ante a insistência de Deusdete junto a menina em disputa. Eis que minutos depois, chegava Deusdete,  serelepe e com um ar de felicidade que invejava. Vinha então a pergunta dos desistentes:
- E então, ficou com a menina?
Vinha então a solene resposta do galã insistente:
- Não, mas eu dei um abraço gostoso!
Respostas como essa renderam a ele um apelido jocoso de vinagrete (apenas temperava a mulher), mas o interessante disso que sua confiança não era abalada. Pelo contrário, dava mais força ainda, o que tornou-o uma figura popular entre as mulheres. Afinal, qual homem que se contenta com um abraço gostoso? Mas é bom ressaltar que as vezes ele conseguia sucesso em suas investidas.
Deusdete é uma daquelas pessoas marcantes que passam por sua vida e que rende histórias para serem contadas aos netos. É um cara de uma lealdade e bondade   que vejo em poucos atualmente.
Nesse encontro fiz questão de tirar uma foto com a figura, sem antes registrar o momento em que presenciei uma de suas investidas numa garota que estava esperando ônibus, como pode ser visto abaixo. E olha que ele ainda conseguiu o número do telefone da garota!

Fast time

Está bem difícil manter o ritmo das postagens de outrora, mas ainda assim vou levando o Ericknews até passar esse período turbulento.

domingo, outubro 02, 2011

Nulla est pestis quae non homini ab homine nascatur


Não há flagelo que atinja o homem que não venha do homem. A frase é de Cícero, filósofo romano, mas serve bem para os dias de hoje. Pode uma pessoa reunir avareza, mesquinharia, estupidez, arrogância e truculência? Pode, com certeza pode. Contagem regressiva para o final do ano, onde tudo pode mudar.

domingo, setembro 25, 2011

The runaways

Só porque assisti o filme e pelo "talento" da banda.

A última grande banda de rock'n roll

Em tempos de festival do rock meia-boca e bandas coloridinhas, há tempo para lembrar da última grande banda de rock  que já passou pela terra. Falo isso com tristeza, pois detesto as bandas norte-americanas e o que tem hoje me dá vergonha.
O Nirvana, na figura de mister Kurt Kobain era uma mistura de depressão, vício, violência, genialidade, ousadia e, acima de tudo, atitude -algo que falta bastante para essa garotada arrogante que se diz roqueira - temperado com muita, mas muita heroína. Quase fui assistir ao único show feito no Brasil, durante um festival chamado Hollywood Rock, realizado no Rio de Janeiro, salvo engano em 1992.
Eu e meu irmão - que morava no Rio - fomos no primeiro dia ver Red Hot Chili Peppers, Alice and Chains, Defalla e Biquini Cavadão. Se juntasse tudo não daria o show de uma banda de rock descente, tal foi a merda que encontramos e ouvimos. Os norte-americanos estavam chapados de heroína e acho que os brasileiros também aderiram a loucura. Resultado: tirando o despresível nudismo do tal Edu K, do Defalla (alguém já ouviu falar dessa banda? acredito que não), os caras não fizeram nada que chocasse ou empolgasse o público. Ainda bem que nessa época minha miopia já começava avançar e não precisei ver certas coisa sob o risco de ficar lembrando e lamentar a grana perdida.
Na volta, ainda nas barcas - viagem Rio-Niterói - meu irmão encontrou um conhecido que reclamou pra cacete do show e de como foi quase assaltado na saída. Ao chegar em Nikiti City, uma piranha de quase 50 anos - chapada - se engraçou com meu irmão e depois deu em cima do cara. É claro que nenhum deles teve coragem de encarar a empreitada, pois tinha que estar muito doido para isso.
Por fim, paramos num bar, às 4 horas da manhã, para tomar a última cerveja. Esse colega do meu irmão disse que estava com ingressos para o show do Nirvana no outro dia e preguntou se queríamos, pois ele não iria mais. Meu irmão, virou-se para mim e perguntou:
- E então, está fim?
Cansado, levemente bêbado e com uma vontade doida de dormir, recusei e disse a ele que quando tivesse outro show, voltaria para ver. Lamento até hoje por ter dito isso.

Nevermind

Google+

Mal tenho tempo de dar conta deste blog - o Perdido em Laranjeiras está a deriva - e recebo o tão esperado conviete para o Google+. Como? Você não sabe o que é o Google+? É a mais nova arma do Google nas redes sociais, criada para enfrentar o Facebook. O orkut foi para as calendas, ficando restrito aos fakes e os mais novos alfabetizados digitais da classe C e D.
Sinceramente, até agora não me impressionou. Tem uma interface um pouco confusa, obrigando os mais desavisados a pesquisar como fazer suas postagens e participar dos círculos. O ponto positivo é o fato de que é uma rede social que tem tudo para crescer e vai se aperfeiçoar, já que o Google entrou de vez na briga com os concorrentes nesta área.
No quesito segurança, ainda não fiquei convencido. Recentemente estive em Pedra Azul e tive que acessar uma Lan House. qual foi a minha supresa ao abir meu email dois dias depois, e ver que um hacker FDP apagou todas as mensagens, deixando apenas uma "gracinha' para mim. Cheguei a mandar um email para o Google, para saber da possibilidade de recuperar meus emais. Estou esperando a resposta até hoje.

Correria

Com a correria que vem sendo a minha vida nos últimos meses, não estou tendo tempo nem de atualizar blog. Consegui arrumar esse tempo, mas estou deixando de fazer coisas. Nunca li tanta na minha vida, mas se tudo der certo, acho que valerá a pena.

Rock'n stole

Parece que a robalheira anda solta na festinha do senhor Roberto Medina. Como se já não bastasse ser assaltado pela organização deviso aos preços extorsivos, a gatunagem anda solta. Lembro bem da minha experiência no Rock'n Rio III, onde tive que encher a cara fora da área do evento, pois a cerveja - de uma marca vagabunda por sinal - estava a um preço absurdo. Isso é só uma prévia do que será a Olimpíada e a Copa do Mundo. Certamente, passaremos vergonha!
Esculhambação à parte, parece que do espírito de rock'n roll, ficou apenas a marca. Claudia Leitte cantando num festival por onde já passaram Queen, Iron Maiden, Judas Priest, ACDC, Whitesnake, Megadeath, dentre outras bandas de renome? Só pode ser mesmo a decadência daquilo que um dia já foi um dos maiores festivais do planeta. Vai ver o senhor Medina conseguiu criar o tal "axe metal". E tome dinheiro!

sábado, setembro 03, 2011

Um dia no CT

Faz um mês que estou inserido num projeto no departamento de engenharia ambiental e tenho perambulado bastante pelo Centro Tecnologico. Essa semana, presenciei um fato curioso: uma assembleia dos alunos do CT. É claro que a maioria dos participantes era formada de homem - aparentemente - mas nunca tinha presenciado qualquer organização dos alunos de lá. E olha que passei por três graduações e um pós! O pessoal está mobilizado contra a possibilidade de greve dos estudantes - isso mesmo que você está lendo - da Ufes e querem deixar bem claro que não vão participar. Achei curiosos os dizeres do líder que estava conduzindo a assembleia: "Gente, quando formos  para assembleia geral, por favor, sem violência, pois é isso que eles esperam da gente". Como assim?
Depois participei de uma apresentação de uma aluna que está saindo do laboratório. Falou um pouco do projeto em que estava inserido. Teve até comes e bebes.

Quando a poderosa encontra a criptonita

A superpoderosa Presidenta deparou-se essa semana com uma verdadeira criptonita. Depois de iniciar uma faxina em alguns ministérios, Dilma mãos de tesoura se empolgou com os cortes no orçamento 2012 e resolveu simplesmente não mandar  a previsão orçamentária do Poder Judiciário. Acostumada a não ser contrariada, a Presidenta deu início a uma celeuma que poderia ter trazido um séria dor de cabeça para seus próximos três anos de governo - se é que não vai querer se reeleger.
Eis que o Poder Judiciário despiu-se da toga e resolveu partir para uma espécie de "utlimate fight" entre os poderes. Servidores do judiciário e várias associações de magistrados deram aquela chamada em Peluso, o emburradinho, do tipo: "você é um home ou um rato?"
O resultado foi que Dilminha teve que voltar atrás e mandar o orçamento na íntegra para ser discutido no Congresso. A desculpa foi a "perspectiva de crise mundial" e, como sempre, o fato o do governo não ter recursos suficiente. Aliás, desde que me entendo por gente, o governo - seja em qualquer instância - nunca tem dinheiro.
O fato é que Dilminha teve que cumprir a constituição e aceitar o fato de que pode ser contrariada. Será que até o final dos quatro anos ela vai entender o significado da palavra democracia?

Mudanças no blogspot

Parrece que o Google resolveu tomar vergonha na cara e investir mais na configuração e uso de blogs. A nova interface mostra isso. Concorrência às vezes faz um bem danado.

sábado, agosto 27, 2011

Poderosos

Sessão nostalgia II

O outro lugar que me traz essa nostalgia é São Mateus, mais especificamente o CEUNES, extensão da Ufes a qual estudei também por quatro anos. Como fui a São Mateus resolver uns problemas e não tinha nenhuma foto do prédio - local que não visistava há mais de dez anos, resolvi dar uma passada por lá e documentar.

Sessão nostalgia I

Sou uma pessoa saudosista. Assumo! E sem tem uma coisa que faz ter essa sensação saudosista é a visita a lugares por onde stive, estudei, presensiei vários fatos, enfim que me trazem recordações - boas ou más. Nos últimos dias visitei dois deles. O primeiro foi o prédio do departamento de geografia, onde passei quatro anos e agora volto novamente como aluno. As coisas mudaram bastante, inclusive na parte estrutral.

sábado, agosto 20, 2011

Fausto Fawcett e Fernanda Abreu



Corrupção S.A.


Crise? Que crise?

E eu que achei que não ia estar vivo para ver essa situação. Só falta agora os  EUA pedirem ajuda ao FMI

Sai capeta!



De saída da Band, RR Soares diz que Ibope “é coisa do capeta”

A Band está perto de tirar o Show da Fé, do missionário RR Soares, do seu horário nobre. Com base na baixa audiência que o programa traz ao horário nobre, às 21h, a emissora não estaria disposta a renovar o contrato de locação do horário, que vence em dezembro. A informação é do blog Outro Canal, editado por Keila Jimenez e publicado na Folha.com.
O que ainda estaria segurando RR Soares na TV Bandeirantes é o lado financeiro, já que a igreja liderada por ele paga R$ 4 milhões mensais à emissora do Morumbi, diz o Outro Canal.

Queda sequencial
Em muitas ocasiões, a audiência da Band sofre queda no horário nobre. Antes das 20h30, a emissora segue com três pontos no Ibope e após o início do Show da Fé não atinge um ponto, dificultando o desempenho dos programas seguintes.

Discordância
De acordo com a coluna da Folha.com, o missionário, sabendo do argumento do canal para tirar o seu programa do ar no fim de 2011, está pregando contra o Ibope.
No programa desta quinta-feira (18/8), RR Soares disse que a medição de audiência “é coisa do capeta”, além de ter questionado a aferição dos dados via aparelhos instalados nas casas na Grande São Paulo. "Eles deveriam perguntar de porta em porta quem assiste os programas", ressaltou.
Fonte: Comunique-se


Quem fala o que quer...


“Na hora de falar de processo judicial, meu nome e foto saem na manchete”, contesta Rafinha

Renan Justi

A última edição do programa A Liga, exibida na terça-feira (16/8) na TV Bandeirantes, fez denúncias a respeito do trabalho escravo, ainda existente no Brasil. Em uma das reportagens, fornecedores da marca de roupas Zara foram acusados de exploração de mão de obra. O tema foi manchete na grande imprensa, que apenas creditou informações com base em documentos do Ministério Público. Essa conduta incomodou Rafinha Bastos, um dos integrantes da atração da Band.

“Saiu matéria sobre a Zara em vários veículos sem citar A Liga, mas na hora de falar de processo judicial, meu nome e foto saem na manchete”, publicou o jornalista, na noite desta quinta-feira (18/8) em seu perfil no Twitter. Rafinha faz menção ao episódio ocorrido no início de agosto, quando foi intimidado a depor após instauração de inquérito de incitação e apologia ao estupro. O integrante do CQC disse que “toda mulher estuprada é feia e que o estuprador devia ganhar um abraço”.

Até a edição final do programa, a equipe de A Liga levou aproximadamente cinco meses para produzir todas as reportagens. Apenas em São Paulo foram descobertas 33 oficinas clandestinas, cerca de 200 mil bolivianos trabalhando em condições precárias, alguns deles revelaram ao programa que a jornada de trabalho na confecção das roupas para a loja Zara ultrapassa 16 horas por dia. “Foi sem dúvida um dos programas mais importantes que gravei”, disse Rafinha, em vídeo exibido na página do programa.

Primeira denúncia
A produtora Eyeworks, quem dirige o conteúdo de A Liga e outras atrações da Band, informou, por meio da assessoria de imprensa, que a primeira denúncia ao Ministério Público partiu de um trabalhador. O papel da equipe de reportagem de A Liga foi o de acompanhar o trabalho de fiscalização do MP. De acordo com a produtora, a escolha de parte da imprensa, em não creditar informações ao programa, não foi justa.

"A Liga foi quem deu a devida cobertura para o caso. O jornalismo não deveria trabalhar como se ele tivesse apurado. Informaram como se tivessem dado em primeira mão”, lamentou a Eyeworks.
Fonte: Comunique-se

Não é de hoje que Sr. Rafael Ocsman Bastos vem arrumando confusão por causa de suas opiniões. Essa turma da liberdade de expressão sempre invoca esse direito quando a coisa aperta. É uma tentativa de conseguir salvo-conduto quando faz algo que dá repercussão negativa ou ofende alguém. O que eles – Rafinha e cia – não aceitam é o fato de que, mesmo sem qualquer mecanismo que regule a mídia, a justiça ainda é invocada e pode causar sérios aborrecimentos.
Acredito que o humor e outras formas de expressão não podem se sobrepor aos direitos individuais de cada, o que inclui a sua reputação e valores pelos quais acreditam.
Como diria Marcelo Tas, colega de Rafinha no CQC: “O processo judicial é o diploma do jornalista”. Isso vale também para humoristas.


Podridão FC parte II



Audios colocam CBF contra Globo

Não demorou muito para Ricardo Teixeira enviar um recado à Rede Globo após uma reportagem contrária ao presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ser veiculada no Jornal Nacional, no sábado 13. Na matéria, o manda-chuva do futebol nacional é apontado entre os investigados pela polícia por irregularidades no amistoso entre Brasil e Portugal em 2008, em Brasília.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Ricardo Teixeira se sentiu traído pela emissora e agora teria a intenção de divulgar gravações de conversas com o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto – feitas sem autorização -, que podem constranger a Globo junto aos espectadores e anunciantes.
Nas fitas, há evidências de como a Globo manipulou os horários das partidas de times e da seleção brasileira para que se adequassem a sua grade de programação. Além disso, Teixeira possuíria áudios de emissários globais fazendo comentários hostis contra as concorrentes Record e Bandeirantes.
A reportagem da Globo mostrou que os nove milhões de reais gastos no evento deveriam ter sido pagos pela organizadora Ailanto Marketing, criada pouco antes do amistoso, e não pelo governo do Distrito Federal.
Antes de o Jornal Nacional se manifestar sobre as acusações a Ricardo Teixeira, Milton Leite, narrador e apresentador da Globo e SporTV, comentou o assunto. “Chama a atenção o fato de Ricardo Teixeira considerar-se acima do bem e do mal, poderoso ao extremo, a ponto de menosprezar veículos de comunicação e autoridades sem a menor cerimônia”, disse em seu site pessoal. O profissional alegou que a sua audiência o cobrou por um posicionamento, mas não revelou se foi autorizado pela emissora a discutir o assunto.
Fonte: FNDC

sábado, agosto 13, 2011

Premeditando o breque

 Assim como o Língua de Trapo, o Premeditando o Breque é um dos expoentes da piada-canção deste país. Que Mamonas Assassinas que nada! O Premê fez algum sucesso na mídia na década de 80, mas depois continuou no underground
palistano e seus membros desenvolveram projetos paralelos. Abaixo, algumas de suas pérolas.


Participando da notícia

Equipe da TV Record é roubada em São Paulo

Da Redação

Dois homens em uma moto roubaram uma equipe da TV Record na madrugada desta quarta-feira (10/8), em São Paulo. Os bandidos, que estavam de capacetes, abordaram os profissionais que estavam dentro do carro da emissora, localizado na avenida Senador Teotônio Vilela, distrito de Cidade Dutra, zona sul da capital paulista, informa o site da Folha de S. Paulo.

A ação criminosa aconteceu a cerca de 200 metros de uma base da Polícia Militar. Segundo informações da Folha.com, um notebook que estava com o jornalista da Record, que não teve o nome divulgado, foi levado pelos assaltantes. Com o aparelho roubado, a dupla de assaltantes que abordou a equipe da emissora conseguiu fugir.

Com o roubo, a direção da Record, por meio da assessoria de imprensa, declarou que “lamenta o episódio e solicita a apuração do caso por parte da polícia”. A equipe de comunicação do canal não soube informar se mais algum pertence de seus profissionais, além do notebook, foi levado pelos criminosos.

De acordo com a Folha, a equipe da TV Record registrou boletim de ocorrência no 23º Distrito Policial de São Paulo, em Perdizes, zona oeste da cidade. Porém, contatado pelo Comunique-se, o responsável pelo atendimento do DP afirmou que o caso não foi registrado no local.
Fonte: Comunique-se

O pessoal do dízimo vai ter que trabalhar um pouco mais para pagar o equipamento

A selecinha

E a seleção heim!Vem coelcionando fracassos e vexames (não necessariamente nesta ordem). O jogo contra Alemanha chamou minha atenção para um detalhe: o time alemão estava sem Özil e Khedira, as revelações germânicas (eu disse germânicas, então tá) da última copa. Parece que o emprego do sr. Mano Menezes dura até as olimpíadas da Londres. E da-lhe Kajuru!

Deu no blog do Japiassu

O que Nêumanne sabe de Lula

Deu na coluna do Ancelmo Gois:

O livro de Lula

O escritor e coleguinha Fernando Morais vai escrever um livro sobre os oito anos de Lula no governo.
Num encontro, na semana passada, o ex-presidente garantiu ao autor de "Olga" e "Chatô" acesso à toda papelada governamental.
Janistraquis sugere que o biógrafo, conhecido desde a mais tenra idade como Fernando B (B de babaca), irmão mais moço de um dos primeiros professores de jornalismo do colunista, o genial e saudoso Carlinhos Wagner, pois Fernando deve, antes de escrever a primeira linha da biografia, ler o livro de José Nêumanne sobre o personagem; naquelas páginas aprenderá como é possível tratar o honoris causa da universidade de Coimbra sem o arroubo da bajulação.
O livro O que sei de Lula, de José Nêumanne (Topbooks), será lançado na terça, 16, a partir das 19 horas, na Livraria da Travessa, Rio: Rua Visconde de Pirajá, 572/ Ipanema. Tel.: (21) 3205.9002; o lançamento paulistano, também às 19 horas, será na terça, 23, na Livraria da Vila: Rua Fradique Coutinho, 915/ Vila Madalena. Tel.: (11) 3814.5811).


Seleção Brasileira
Ao final da derrota de 3 X 2 para a Alemanha, comentaristas apostavam que a lateral-esquerda da Seleção, ocupada pelo usurpador André Santos, agora tem dono: Marcelo, do Real Madrid.
Janistraquis discorda:
"O dono da posição se chama Cortês, o negão cabeludo que acabou com a defesa do Vasco na goleada diante do Botafogo."
É mesmo; se Cortês joga sempre aquilo tudo, o lugar é dele.

Uma honra
Montbläat, melhor revista eletrônica do Brasil, criada e dirigida pelo considerado Fritz Utzeri, transcreve esta coluna. É muito mais do que uma deferência; é uma honra.

Tossir&latir
No "país dos impostos", os remédios para nós, seres humanos, são taxados em mais que o dobro dos produtos de uso veterinário, o que originou esta sensacional boutade de Joelmir Beting no Jornal da Band:
"Se você entrar na farmácia tossindo, paga 34% de imposto; se entrar latindo, paga só 14%."

Fenômeno
Segundo o Painel FC da Folha, "Ronaldo fecha patrocínio para Fla e terá comissão de R$ 975 mil".
Janistraquis acha que, com tal facilidade para ganhar comissões, o Fenômeno assinará ficha no PT ainda este ano.

Camisão
Deu em tudo quanto é canto que a Preserv, fabricante de preservativos, mandou fazer uma pesquisa e resolveu fabricar o "camisão", com 5,8 centímetros de largura e 19 centímetros de comprimento.
Janistraquis ficou preocupado com o futuro da "Nova Classe Média":
"Quem tem c... tem medo, eis a verdade que não pode ser esquecida."

Genial autor
Título da Folha na segunda-feira de cinzas:
Com dois tentos de Loco Abreu, Botafogo goleia Vasco por 4 a 0.
O vascaíno Janistraquis comemorou:
"O genial autor do título aliviou bastante a nossa situação; dói muito menos levar dois tentos do que tomar quatro gols...".

Primeiro mundo...

Há um tempo atrás cheguei a discutir com um amigo que mora em Londres sobre o Brasil. Ele saiu daqui a cerca de dez anos e só esculhamba nosso país, enaltecendo as  da terra da rainha.
É claro que dou um desconto, pois meu amigo é uma das milhares vítima da era FHC, mas deixei bem claro a ele que sabemos que aquilo lá não é uma maravilha- ainda mais para imigrante.
Eis que ontem, ao entrar em contato com esse meu amigo, não perdi a piada. Segue o diálogo:
- Está sabendo dos tumultos aqui (Londres). O pessoal está quebrando tudo! disse meu amigo.
- Claro que estamos sabendo. Acompanhamos tudo o que acontece no primeiro mundo, onde tudo funciona , não há problemas e as pessoas são civilizadas.
Espero não ter perdido o amigo.

Brazilian Smurfus


O peso da notícia em tempo de pescoção



Editor da Veja é agredido por “lobista” do Ministério da Agricultura

Por Anderson Scardoelli

Entrevistar o empresário Júlio Fróes, durante o fim da tarde da última quinta-feira (4/8), não foi um bom negócio para Rodrigo Rangel, editor da sucursal da Veja em Brasília. Após ser ameaçado por Fróes, que é tido pela revista como lobista (pessoa, geralmente empresário, que visa ter benefícos por meio da política, subornando e ameaçando funcionários do executivo e legislativo) no Ministério da Agricultura, e, sem sucesso, tentar encerrar a conversa que acontecia em um dos restaurantes da capital federal, o jornalista foi agredido e teve um dos dentes quebrado.

Jornalismo, ameaça e agressão
Na edição desta semana, a Veja destaca a atitude agressiva de Fróes na seção “Carta ao Leitor”, que coincidentemente, na semana passada, abordou o trabalho da equipe do veículo em Brasília, que foi citada como “a sentinela avançada da luta contra a corrupção por meio de reportagens investigativas”. A revista afirma que o profissional cumpriu o papel do jornalismo, que era ouvir o “lobista”, citado em uma matéria da publicação como o responsável por manipular licitações do Ministério da Agricultura e subornar funcionários públicos.

De acordo com a própria revista, Fróes não aceitou ser questionado por Rangel sobre os benefícios que aparentemente tem dentro da pasta comandada por Wagner Rossi (PMDB) e ameaçou o jornalista, perguntando se ele tinha esposa e filhos. Tendo em mãos a entrevista que durou meia-hora e foi totalmente gravada, o editor tentou ir embora, mas foi puxado pelo braço, recebeu uma gravata, joelhadas na barriga e foi arremessado contra uma mesa. Não satisfeito, o agressor roubou o bloco de anotações do funcionário da Veja. (…)
Fonte: Comunique-se

Esse foi um dos assuntos da semana. Cheguei a conhecer Rodrigo ainda no curso de Comunicação da Ufes. Estava entrando e ele saindo, mas já galgava posições importantes na CBN. O pouco contato que tive com ele revelou uma pessoa atenciosa e muito astuta. Era uma espécie de golden boy do curso, mas sem as afetações costumeiras daqueles que se sentem o “máximo” e enchergam as pessoas como o “mínimo”. Poucas vezes conheci uma pessoa com vocação tão forte para uma profissão.
Acho que o episódio em si – e olha que detesto a Veja – reflete o risco que o jornalista corre ao fazer um trabalho de investigação mais detalhada da matéria. Até que ponto vale a pena colocar seu pescoço em risco?
É claro que há a adrenalina, a luta pela justiça, o prazer de fazer uma matéria bem feita e é claro, os benefícios profissionais que isso traz. Entretanto, com o passar do meses, o simples ato de ir a padaria comprar pão pode resultar numa emboscada, onde o desfecho é um tiro bem dado na nuca, por um assassino – provavelmente menor de 18 anos - , cujo inquérito poderá ter como desfecho uma tentativa de assalto. Tudo bem conveniente para lobistas e políticos que perderam a boquinha e ficaram bem chateados com uma matéria incoveniente.
Enquanto isso, durante uma homenagem póstuma ao jornalista assassinado, o editor-chefe – que não arriscou sua preciosa pele - irá discurssar na solenidade sobre o compromisso que a empresa tem com a verdade e o jornalistivo investigativo e certamente irá dizer: “A morte dele não foi em vão”. Fica a pergunta: será que vale a pena?

sábado, agosto 06, 2011

Me ajuda aí, pô!

Parece que um dos temas mais discutidos esta semana foi a passagem fugaz do apresentador Datena pela Rede Record. Há muito as partes vem se estranhando por causa de uma multa milhonária e o troca-troca – no sentido profissional – da Bandeirantes para Record não teve o efeito desejado por ambas as partes.  Ouvi esse tema até da boca do barbeiro em que costumo faz meu “ trato visual”. Sendo assim, para não deixar o assunto passar em branco, um pouco do Datena genérico, que pelo menos me faz rir. Mi dá ibagens, por favor!


I remember you, Gary Moore!

Ao navegar pela internet esta semana descubro que  Gary Moore faleceu este ano, em fevereiro. Quem é Gary Moore? Um dos maiores blues man e guitarrista que  existia na atualidade, com passagem por várias bandas e uma carreira solo de grande sucesso.  Morreu de ataque cardíaco na Espanha, em fevereiro, onde passava férias.
Moore era irlandês de Belfast e era mais conhecido na Europa e por quem gosta de blues, estilo que marcou sua carreira e onde realmente fez coisas marcantes. No Brasil era pouco conhecido, mas  chegou a emplacar um sucesso Still got the blues,  que foi tema de novela da Rede Globo nos anos 90. Esse  foi o primeiro sucesso dele que ouvi  e que me fez despertar a curiosidade pelo seu trabalho. Abaixo, uma singela homenagem póstuma a um músico genial e que vai deixar saudade.

Mudanças

Os últimos dias tem sido de uma intensidade que há muito não vivia. Intensidade marcada por mudanças que avalio como positivas e que atende a antigas aspirações. Espero estar trilhando um novo caminho para que portas se abram, pois desde 2008 só tenho levado – como diria um amigo – “tijolada” na cabeça.
Novos rumos e novas perspectivas profissionais e de estudo.

Inspirações

A conta da festa

Globo recebe R$ 30 milhões de governo e prefeitura do Rio para organizar festa da Fifa
Como denunciou o Portal UOL Esporte, a Geo Eventos, empresa das Organizações Globo e do Grupo RBS, vai receber R$ 15 milhões do governo estadual e R$ 15 milhões da prefeitura do Rio. A soma de R$ 30 milhões será para organizar o "Preliminary Draw". Neste evento será realizado o sorteio preliminar das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. A empresa foi contratada em regime de exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para produzir e captar patrocínios para a cerimônia. A contrapartida que os governos municipal e estadual receberão é a colocação de banners e materiais com a "marca Rio" no cenário da festa, "além de receber na cidade um evento com visibilidade mundial".
O sorteio preliminar, "Preliminary Draw", será no dia 30 de julho, às 15h, na Marina da Glória (zona Sul do Rio), e será transmitido ao vivo para cerca de 200 países. Neste dia, movimentos sociais e defensores dos direitos humanos do Rio saem às ruas para protestar contra os efeitos negativos gerados pelos mega-eventos na cidade - e patrocinados pelo poder público. Dentre eles estão o custo de vida e aluguel cada vez maior; famílias sendo removidas de forma arbitrária e violenta; camelôs e ambulantes proibidos diariamente de trabalhar. A Marcha por uma Copa do Povo sai às 10h do Largo do Machado e vai até a Marina da Glória, para mostrar insatisfação frente ao cenário que se anuncia: desvio de dinheiro público, investimentos em obras grandiosas, mas inúteis após os jogos, benefícios apenas aos empresários e violações de direitos da população em geral.
Fonte: NPC

domingo, julho 31, 2011

Viana

Essa semana fui ao município de Viana. Sim, Viana, o município mais rural da região metropolitana. Aquele que um dia tive o (des)prazer de ser servidor público - e concursado ainda por cima! Fui tentar  conseguir um documento pela quinta vez, já que nas vezes anteriores a incompetência do DRH municipal conseguiu se superar. Como é difícil para os cargos comissionados de lá entenderem o que eu peço, fiquei mais uma vez sem  conseguir atingir meu objetivo.
Para não perder a viagem, tirei algumas fotos de paisagens bucólicas da sede do município.