quinta-feira, setembro 30, 2010

quarta-feira, setembro 29, 2010

Um dia de fúria na Ufes

Universitários do curso de Comunicação da Ufes acusam professor de arremessar notebook contra a turma



Por Cláudia Feliz e Melina Mantovani
Alunos do terceiro período do curso de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) acusam o professor Victor Gentilli de ter arremessado um notebook em direção à turma e depois quebrado uma das mesas do Laboratório de Jornalismo Impresso, durante a realização de uma aula, na manhã desta quarta-feira (29), no Campus de Goiabeiras, Vitória.
Tudo teria acontecido durante discussão sobre a elaboração de um texto, relativo à morte de um aluno da universidade, registrada no início deste mês. O texto seria publicado em um dos jornais laboratório do curso. Uma aluna afirma que teve uma das pernas atingidas pelo notebook, mas não apresentou ferimentos. Os estudantes denunciaram o fato à Ouvidoria da universidade.
O chefe do Departamento de Comunicação da Ufes, Cléber Carminati, convocou uma reunião extraordinária no departamento para tratar do assunto. Carminati frisou ainda que o professor Gentili disse não saber por que fez aquilo.
Um professor que dava aula ao lado da sala onde aconteceu o incidente ouviu gritos e choro dos alunos e foi ver o que estava acontecendo. Esse professor acompanhou Vitor Gentili até o departamento de Comunicação. Os alunos vão protocolar ocorrência da situação no Departamento. A esposa do professor Gentili foi chamada até a Ufes para buscar o marido e o acompanhou até em casa.


Fonte: Gazetaonline

Não costumo colocar coisas do gazeta on line aqui nesse blog, mas essa eu não posso deixar passar. Mesmo porque conheci o professor em questão e fui obrigado a fazer uma disciplina ministrada por ele. Desde aquela época sua fama não era das melhores - era tido como o professor “morcego’ do curso – e deixava claro que não estava feliz em dar aula. Percebi uma pessoa amargurada, descontente com seu destino e que não encontrava outra opção para sua sobrevivência.
Sinceramente, tenho pena do Gentilli, pois apesar dessa fama ruim, ele produz alguns textos bons e não se trata de um simples parasita que estacionou no tempo, já que fez mestrado e doutorado. É bem verdade que ele quebrou um paradigma na minha cabeça de que a USP só formava mestres e doutores extremamente produtivos, mas mesmo assim merece respeito.
Acredito que esse surto do Gentilli possa estar ligado a essa condição de “professor-amargurado-que-não-aguenta-mais” somada a arrogância dos alunos de comunicação da Ufes, onde alguém pode ter falado uma “graça” e provocado essa explosão. Falo disso com propriedade porque estudei no curso e sei qual é o perfil dos estudantes e como a banda toca por lá.
É claro que o Gentilli percebeu a besteira que fez e está arrependido, mas acho que está na hora do mesmo pensar numa licença ou então aposentar de vez.

terça-feira, setembro 28, 2010

Um pouquinho de punk

Reuni algumas músicas antológicas daquilo que um dia foi denominada de música punk. Com o tempo foram criados subgêneros como o dark (gótico ou coisa parecida), que trouxe novos elementos ao estilo. Tem gente que torce o nariz, mas gosto de algumas coisas. No playlist estão nomes como: The Clash, Sex Pistols, Sid Vicius, Ramones, Siouxie and the Banhees, Ratos de Porão do cantor/apresentador João Gordo ( "Você traiu o movimento véio"! copyright Dado Dolabella) e a banda capixaba Mukeka Di Rato (só porque conheço Sandro Juliatti).

sábado, setembro 25, 2010

Lula à dorê

Versão modesta do repórter-abelha

Para aqueles que não estão familiarizados com o tema repórter-abelha é aquele profissional que opera a câmera e também faz entrevistas. Sim meus amigos, existe gente que consegue fazer isso! No jargão futebolístico é o mesmo que “bater escanteio e ir para a área cabecear”.
Pois bem, há algum tempo venho incorporando de jeito “octópus de ser” e fazendo o papel de fotógrafo, repórter, editor e, algumas vezes, diagramador.
Ontem tive uma situação bem ilustrativa sobre esse tema, durante a visita do Presidente do TSE, Ricardo Lewandowsk, ao TRE do ES. Tive que me desdobrar para tirar foto, gravar a fala do ministro, fazer anotações e ainda atender outras demandas.
Como estou trabalhando num sindicato de servidores da justiça federal, não podia perder a oportunidade de coletar algumas informações preciosas sobre o Plano de Cargos e Salários da categoria – tenho todo interesse nisso, pois minha esposa é servidora. E lá fui eu me acotovelar com os coleguinhas na tentativa de tirar foto e participar da coletiva.
Para quem tem um pouco de experiência no maravilhoso mundo do jornalismo capixaba, sabe que a falta de educação e a arrogância são imperativos dos coleguinhas, principalmente se forem da TV. Como já conheço essa corja, afinal fui repórter da Radio ES e cobri a Assembleia Legislativa, espero a poeira acalmar um pouco, quando o pessoal do impresso faz uma cletiva  a parte com o entrevistado – dificilmente dá para conciliar uma coletiva com impresso e rádio/TV aqui no ES.
E o momento veio na hora certa, quando pude fazer as perguntas que bem quis ao ministro e não ter uma pretensa Fátima Bernardes ou um repórter de TV mais afetado para encher o saco. O resultado fui melhor do que podia supor e deu até para entregar a tabela do Plano de Cargos e Salários ao ministro. Abaixo, a coletiva com o pessoal da TV e tão conhecida educação.

 
No momento de calmaria deu para falar com o Ministro.

Momento com o pessoal do sindicato, entregando as tabelas do PCS.

Teve até bandinha de congo.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Já vi esse filme!

Esse episódio da quedo do treinador do Santos me lembrou o período em que era professor, pois vi esse filme várias vezes. Ô época desgraçada da minha vida!

Quem disse que "pior do que está não fica"?


Justiça eleitoral recebe denúncia contra Tiririca
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aluísio Sérgio Rezende Silveira, recebeu nesta quarta-feira (22/9) denúncia contra o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR), o Tiririca. O Ministério Público Eleitoral denunciou o candidato por omissão da declaração de bens no pedido de registro de sua candidatura. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Silveira recebeu a denúncia preliminarmente para que o candidato possa apresentar sua defesa em dez dias. Após análise da defesa, o juiz se confirma ou rejeita a denúncia. Caso confirme, tem início o processo criminal para apurar se houve ou não o crime.
O MPE ofereceu a denúncia com base no artigo 350 do Código Eleitoral. O dispositivo prevê como crime eleitoral “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. A pena prevista é a de reclusão até cinco anos e pagamento de multa, se a omissão for em documento público.
A coligação de Tiririca, “Juntos por São Paulo”, é formada pelos partidos PR, PT, PRB, PCdoB e PTdoB. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRE-SP.
Fonte: Conjur
O palhaço achou que ia sacanear todo sistema eleitoral e depois rir da cara de todo mundo. Ledo engano! Acho que isso é só o começo, pois vem mais chumbo grosso por ai.

domingo, setembro 19, 2010

A frase da semana

Passaram pelo trono da Casa Civil: Zé Dirceu, Dilma Rousseff e agora a triste Erenice. E se essa cadeira falasse, diria o quê?
@marcelotas

Assim caminha o Espírito Santo

A ferro e fogo, foi a audiência pública do projeto siderúrgico da VALE no Espírito Santo


Publicado em 18 de setembro de 2010 por Anchieta Transparente


Audiência pública da VALE, em Anchieta, foi marcado por tumulto e intervenção dos movimentos sociais de todo o Estado, por diversas vezes a audiência foi paralisada.


Com faixas, vaias, e intervenções diretas de dezenas de pessoas ligados aos movimentos: ambientalista, estudantil, de pescadores, de camponeses, de catadores de caranguejos, de igreja, indigenista, sindical, central sindical, comunidades afetadas, e da federação das associações de moradores do estado, a audiência pública transcorreu sem respostas na maioria das perguntas.


Ilegalidade foi a marca demonstrada do processo de licenciamento ambiental na audiência, mesmo sem cumprir um etapa do licenciamento, que é a abertura de prazo para a sociedade fazer as devidas contribuições ao termo de referência do estudo ambiental, como determina o decreto estadual 1777/2007, o processo prosseguiu, mas houve pedido de cumprimento da legislação protocolado no Ministério Público Estadual, assim como o pedido de anulação da ANUÊNCIA, dada pela prefeitura de Anchieta, pois o local proposto pela Vale para construção da siderúrgica é o mesmo do projeto siderúrgico anterior da chinesa Baosteel/Vale, que é de propriedade de moradores de descendência indígena de Chapada do Á .


O Órgão ambiental – IEMA, que vem “tocando” irregularmente o licenciamento ambiental da VALE no Espírito Santo, atuou com total apoio ao projeto siderúrgica, colocando abertamente e previamente como já licenciado, fato segunda as entidades acarretado pelo pedido político do governador do estado, Paulo Hartung.


A falta de isenção estatal para conduzir o processo de licenciamento revoltou quem participava imparcialmente, muitos denunciaram isso publicamente ao microfone, diversos representantes alegaram muita proximidade do projeto com o litoral e que a poluição atmosfera, caso fosse instalada o mega empreendimento, traria diversos problemas à saúde dos moradores dos municípios de AnchietaPiúma e Guaraparí – como está ocorrendo no Rio de Janeiro – deixaria sem água Guaraparí e Anchieta, comprometeria grandiosamente o turismo, traria inchaço populacional e subseqüentes impactos na infra-estrutura das áreas urbanas, além do impacto na pesca e na agricultura familiar.


As promessas de empregos temporários na construção, que pode chegar a 31 mil no pico, assim como no Rio de janeiro, não convenceram a sociedade, pois posteriormente serão demitidos e aumentará o numero de desempregados e engrossará a criação de bairros irregulares, a insegurança e contribuirá para o aumento de droga em toda região.
Fonte: Portal da transparência, pelo futuro de Anchieta

quinta-feira, setembro 16, 2010

Homenagem de Netinho a Lei Maria da Penha

Chilique estranho

“Faz de conta que eu não vim”, diz Serra ao ameaçar deixar entrevista de TV
Irritado, o candidato à Presidência, José Serra (PSDB), se levantou na intenção de deixar o programa Jogo de Poder, da CNT. O político ficou contrariado com as perguntas da jornalista Márcia Peltier, que apresenta o programa.
Márcia questionava Serra sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas. Segundo a jornalista, a manobra teria acontecido em 2009, antes do início das candidaturas. Nesse momento, Serra subiu o tom de voz, disse que estava perdendo tempo com a entrevista e que Márcia deveria fazer a pergunta à Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência. (...)


Fonte: Comunique-se

Subitamente, o candidato tucano, maior interessado em falar sobre esse quebra de sigilo, não quer mais discutir o assunto. O que será que encontraram nessas contas bancárias que foram acessadas?

Quando a agente acha que já viu de tudo...


Jornalista lançará biografia de Geisy Arruda no próximo mês

O jornalista Fabiano Rampazzo lançará no dia 22/10 o livro "Vestida para Causar", a biografia de Geisy Arruda, pela editora Matrix, informa a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. O livro conta a história da estudante ficou conhecida depois de ser expulsa da faculdade por usar um vestido curto. O caso ganhou repercussão internacional.
Rampazzo assinou colunas e matérias de comportamento em revistas como Trip e MTV e trabalhou como repórter do jornal O Estado de S. Paulo. Além do novo livro, o jornalista é autor do “Manual do Xavequeiro”, “Xaveco, Câmera, Ação”, “Xaveco pontocom” e “Homem, livro aberto”.


Fonte: Comunique-se

Nem bem foi criado e já ficou velho




Twitter anuncia nova versão com mais recursos
Por Izabela Vasconcelos


Os donos do Twitter apresentaram o novo design do microblog nesta terça-feira (14/9). O “Novo Twitter”, como foi chamado, traz novos recursos, como a visualização de fotos e vídeos na mesma tela em que o usuário lê as mensagens, além de novo layout.
Entre outras facilidades, os twitteiros irão contar com atalhos de teclado, visualização de mini-perfis sem precisar entrar na página do usuário, facilidade para retwittar textos antigos, além de outras novidades.
A visualização de fotos e vídeos na própria página do perfil é fruto de parcerias com DailyBooth, deviantART, Etsy, Flickr, Justin.TV, Kickstarter, Kiva, Photozou, Plixi, Twitgoo, TwitPic, TwitVid, Ustream, Vimeo, yfrog e YouTube.
Outro recurso é o conteúdo relacionado. Com essa novidade, ao clicar em um tweet, o usuário poderá ver detalhes do autor do post, como respostas, outros tweets, localização do autor, entre outros. De acordo com a empresa, o "Novo Twitter" estará disponível aos poucos para os usuários.
Fonte: Comunique-se

Socializando o dízimo




Evangélica cai na Igreja Universal e ganha indenização
A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a pagar R$ 3 mil de indenização por dano moral a uma fiel que caiu em um culto religioso. A decisão é dos desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.
Maria Belliene Almeida conta que, durante o culto, os pastores pediram que todos subissem ao altar a fim de que fossem abençoados. Ao descer, a autora tropeçou em um fio que estava solto, o que fez com que ela se desequilibrasse e caísse, sofrendo diversas lesões.
Na 1ª Instância, o pedido da autora da ação foi julgado improcedente. Ela recorreu e os desembargadores decidiram reformar a sentença e condenar a igreja a pagar a indenização.
Em seu voto, o relator do processo, desembargador Maldonado de Carvalho, destacou que grande parte do público freqüentador de cultos religiosos é constituído, durante o horário comercial, de pessoas idosas, crianças e deficientes físicos e, portanto, as entidades devem fornecer a segurança necessária aos participantes.
É evidente que em rituais dessa natureza, onde o público é atraído para participar das coreografias de cunho artístico-religioso, assumem as entidades promotoras a responsabilidade pelos danos materiais e morais que porventura venham a ser causados aos fiéis, completou.
Nº do processo: 0039827-72.2008.8.19.0021


Fonte: Jurisway

Não! Jura?






MPF acusa Globo e Clube dos Treze por prática de cartel
Procurador diz que cláusula de preferência incluída na venda do Campeonato Brasileiro de Futebol é anticompetitiva
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta terça-feira (14) parecer emitido contra a TV Globo e o Clube dos Treze por prática de cartel em processo que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para o MPF, a emissora deve ser condenada por se unir a TV Bandeirantes para cobrir proposta do SBT, além de exercer influência direta sobre o formato de venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Já o Clube dos Treze é acusado de executar contratos sob regime de exclusividade.
Em defesa a emissora alega que a preferência é competitivamente neutra, uma vez que não impede o acirramento da concorrência a cada fase de renovação de contrato. Já o Clube defende que a exclusividade não implicaria dano à concorrência, mas apenas uma garantia da transmissão a quem compra o produto.
Segundo a Secretaria de Direito Econômico (SDE), responsável pela investigação de práticas anticoncorrenciais, os direitos de transmissão devem ser vendidos em três pacotes separados, evitando a venda conjunta. Além disso, a SDE sugere que seja proibida a cláusula de direito de preferência na renovação em todos os contratos.
Para o MPF, a emissora e o clube de futebol compactuaram na venda da transmissão de partidas com exclusividade. A Globo Comunicações teria atuado de maneira anticompetitiva junto ao Clube ao exigir a preferência na hora de renovar os contratos.
"A prática teve efeitos anicompetitivos. O Clube dos Treze e a Globo limitaram e prejudicaram a livre concorrência ao usar a cláusula de preferência”, explicou procurador regional da República e representante substituto do MPF junto ao Cade, Marcus da Penha Souza Lima.
A TV Globo ainda teria desrespeitado a Constituição Federal, que determina que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. A emissora e os clubes são acusados de impedir o acesso de novas empresas no mercado e criar dificuldades ao desenvolvimento de concorrentes.
O MPF pede que seja instaurado novo processo administrativo para investigar e avaliar melhor as condutas de venda de transmissão e os possíveis efeitos anticompetitivos.


Fonte: FNDC



segunda-feira, setembro 13, 2010

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Perita é condenada por comparar idosa a carro velho
Por Ludmila Santos
A 5ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal da 3ª Região condenou o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e uma médica perita, hoje aposentada, a pagar indenização de R$ 10 mil por dano moral a uma idosa. A servidora ofendeu a autora da ação, que pediu aposentadoria por invalidez, ao compará-la com um “carro velho”. Na decisão, o juiz federal Cláudio Roberto Canata considerou que houve ofensa à integridade moral e à dignidade da idosa.
A idosa compareceu, acompanhada da filha, à perícia médica do INSS no dia 5 de janeiro de 2005 para pedir a aposentadoria por invalidez. Segundo a autora da ação, a perita se dirigiu a ela de modo grosseiro. E, ao examinar os laudos médicos, disse que “nenhum dos relatórios servia para nada”. Ainda sugeriu à idosa solicitar o benefício de um salário mínimo pago pela assistência social, conforme a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas).
Consta dos autos que, ao tentar explicar a diferença entre os benefícios, a médica acrescentou: “Eu vou dar um exemplo ‘pra’ senhora: é a mesma coisa de se fazer um seguro de carro velho; o seguro não cobre os defeitos do carro velho”. A idosa e a filha foram, então, atendidas por uma assistente social e, em seguida, registraram boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher.
Em sua defesa, a perita afirmou que “de jeito nenhum” disse que a autora é um carro velho. E que somente elevou o tom de voz porque a autora alegou dificuldades auditivas. Por fim, disse que não poderia aposentá-la por incapacidade com os laudos médicos apresentados. (...)


Fonte: Conjur

domingo, setembro 12, 2010

Todos contra a hipocrisia

NOVA AMEAÇA CONTRA AS CRIANÇAS BRASILEIRAS: A EXPLORAÇÃO ELEITORAL DE SEUS SOFRIMENTOS.



Padre Xavier Paolillo

João tem 15 anos. O nome é fictício, mas a história é dramaticamente real. Vinha sendo abusado sexualmente desde os cinco anos. O caso chegou até o Conselho Tutelar de Serra que o encaminhou para o Juizado da Infância e da Adolescência. João foi retirado de sua casa. Pois era aí que o abuso acontecia e foi abrigado. Quem abriu as portas para ele foi um dos muitos projetos que a Cáritas Arquidiocesana de Vitória e a Pastoral do Menor da nossa Arquidiocese desenvolvem na Grande Vitória. Na Casa Lar, um grupo de educadores cuidou dele por todo o tempo que fosse necessário, restituindo-lhe o sorriso e a vontade de viver. Alguns dias atrás João voltou para casa. Foi um momento de grande alegria para todos. Pedaço por pedaço sua história pessoal e familiar foi reconstruída. O mérito foi das mãos cuidadosas e cheias de ternura de um grupo de mulheres que, seguindo Jesus Cristo encontrado numa das muitas comunidades católicas espalhadas pela Arquidiocese de Vitória, decidiu consagrar sua vida a estes meninos e meninas. Esta dedicação acontece no silêncio. Enquanto os “três patinhos na lagoa” fazem maior estardalhaço e se servem do sofrimento das crianças e dos adolescentes abusados sexualmente como “cabo eleitoral”, homens e mulheres de boa vontade silenciosa e gratuitamente prestam seu serviço para garantir vida a quem perdeu a esperança de viver. João não é um caso isolado. Hoje em dia, são mais de 100 as crianças e adolescentes acolhidos nas casas mantidas pela Igreja Católica na Arquidiocese de Vitória e é um dos quase três mil meninos e meninas que durante o dia tem a oportunidade de ocupar o tempo livre da escola com atividades socioeducativas num dos centros comunitários educacionais mantidos nos bairros da periferia da grande Vitória pela Igreja Católica. Inclusive, num determinado município da Grande Vitória cujo administrador faz parte da turma da camiseta preta dos três patinhos na lagoa, as crianças vítimas de abuso sexual somente estão tendo atendimento, porque a Cáritas Arquidiocesana assumiu este compromisso mesmo sem receber da administração pública os recursos devidos e necessários para esta finalidade. Os paladinos da luta contra a pedofilia abandonam suas vítimas negando-lhes o acesso a um atendimento de qualidade para sarar suas feridas. Esta é a política do urubu. Precisa-se de carniça para sobreviver.
Disso ninguém fala. Faz barulho quando um padre é preso acusado de pedofilia, mas nada se diz a respeito do trabalho que a Igreja vem desenvolvendo para garantir vida com dignidade a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Cabe inclusive ressaltar que o compromisso da Igreja não se limita ao atendimento direto nos projetos, mas abrange a articulação das forças comprometidas para garantir políticas públicas que efetivem a garantia dos direitos humanos a todas as crianças brasileiras. É merecedor de reconhecimento público o compromisso de dezenas de católicos empenhados nos conselhos dos direitos das crianças e dos adolescentes e nos conselhos tutelares. Dedicam voluntariamente parte de seu tempo para discutir, aprovar e controlar iniciativas contundentes e transformadoras da realidade da infância de nosso País.
Portanto, é verdade que alguns dos nossos erram. É verdade que em nossa história há páginas que nos envergonham. Temos que pedir perdão às vítimas de alguns de nossos ministros e reparar os danos, mas é verdade também que é inegável a contribuição que a Igreja tem dado e continua dando para o reconhecimento da criança como sujeito de direitos.
“A quem muito ama, muito será perdoado”, disse Jesus na casa de Simão, quando a pecadora se prostrou diante dele e lhe pediu perdão pelos seus pecados lavando-lhe os pés com as lágrimas e enxugando-os com seus cabelos. A Igreja se ajoelha aos pés de Jesus para pedir perdão por suas falhas e assume a vivência do amor e do cuidado para com a vida fragilizada como seu jeito de ser e de viver. Aos pecados de alguns de seus membros que devem ser responsabilizados pelos seus erros, a Igreja contrapõe a sua história de dedicação solidária com aqueles que sofrem. Como a mulher pecadora, vive a sua fidelidade ao Evangelho ajoelhando-se aos pés das vítimas de todo tipo de violência e de todo tipo de injustiça curando suas feridas derramando sobre elas o óleo do cuidado e da amorosidade. Mesmo contribuindo com a justiça humana, continua acreditando que só o amor misericordioso, a ternura e o cuidado com a vida são capazes de derrotar definitivamente o mal e sarar as feridas cravadas no corpo e na alma de suas vítimas impedindo que façam outras vítimas.
A campanha contra a pedofilia assim como está sendo levada para frente por alguns candidatos, é equivocada. Prega a defesa das crianças, mas o que está em jogo, na realidade, é o resultado eleitoral. Não está nem aí com as vítimas. Usa e abusa delas para caluniar inteiras instituições. Abandona-as depois do estardalhaço da prisão dos violentadores. Esquece que os agressores de hoje um dia foram vítimas e que as vítimas de hoje um dia poderão se tornar agressores. Mas eles não estão nem ai com isso. O que eles mesmos buscam é a promoção pessoal. Faz-se um barulho enorme na hora da prisão dos agressores, pois é isso que dá manchete. Depois, ao apagar das luzes dos holofotes, fica a vítima sozinha com seu sofrimento, pois o dinheiro que deveria servir para os programas de atendimento é engolido pela corrupção como aquela da máfia das sanguessugas. Abandonada por todos a vítima um dia voltará a ser famosa de novo quando sua ferida não sarada a levará a agredir os outros, assim o “agredido” de hoje tornar-se-á, pela boca dos mesmos hipócritas paladinos da luta contra a pedofilia, “o safado pederasta de amanhã que merece a cadeia perpetua. Este é o resultado da política do pato. Quem paga o pato depois é a sociedade.
A piorar a situação é verificar que os defensores das “crianças vítimas de abuso sexual” são os mesmos que gostariam de colocar na cadeia ”os menores que cometem crimes”. Meu Deus, que retrocesso. Voltou a lógica menorista do antigo Código de Menores que separava a infância brasileira entre crianças e menores. Antes de se comprometerem para garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente seja plenamente cumprido garantindo a todas as crianças brasileiras o acesso à convivência familiar e comunitária, à escola, à saúde, ao lazer... os defensores da redução da idade penal pregam a criminalização do Estatuto acusando-o de divulgar a impunidade e propõem como solução o encarceramento dos nossos adolescentes em presídios onde serão submetidos a todo tipo de violência, inclusive ao abuso sexual. Mas eles não sabem disso, pois em todos os anos de mandato nunca entraram nas unidades de internação, pois preocupar-se com os adolescentes autores de atos infracionais não dá crédito eleitoral.
Causa-me espanto e indignação verificar que candidatos que pregam estas aberrações estão na mesma chapa de pessoas que têm uma história de militância na defesa dos direitos da criança e do adolescente. Como justificar isso? Infelizmente não vejo outra motivação a não ser a necessidade de se aliar a puxadores de votos em nome de um único projeto: a conquista do poder. Nem estes merecem a nossa confiança.
Diante de tudo isso, acho bom pensar muito antes de votar. Ainda penso que patinho fica bem para enfeitar lagoa e não para ocupar vaga no Parlamento Brasileiro onde não pode haver espaço para as neuroses coletivas, as sedes de vingança, as soluções emotivas, os populismos e os interesses pessoais, mas a preocupação em buscar soluções eficazes aos problemas da sociedade em vista do bem comum. Lembrem-se de uma coisa importante: o fato de candidato ou homem público contar com uma grande adesão popular não dá atestado de competência. A opinião da maioria não necessariamente tem valor ético. Quando Pilatos conduziu Jesus e Barrabás diante da multidão para que escolhesse quem ia liberar, a turma pediu a liberação de Barrabás. Foi a escolha da maioria, mas não foi a escolha melhor. Jesus morreu sozinho por ter escolhido os pobres, os “menores”, os presos, os pecadores e as prostitutas como os destinatários privilegiados do Reino de Deus. Aos pés da Cruz estavam João e Maria e um grupinho de mulheres. É bom desconfiar, portanto, destes consensos populares tão procurados pelos homens públicos. Portanto o que conta é a idoneidade moral, a coerência e a defesa intransigente da vida e da dignidade humana.

sábado, setembro 11, 2010

Nem a pau!

Pague pelo acesso. Zero Hora cobra por parte do conteúdo online

Por Anderson Scardoelli

O jornal gaúcho Zero Hora começou a cobrar, a partir desta quarta-feira (08/9), por parte de seu conteúdo online. O internauta, que quiser ver no site do diário as matérias que foram publicadas na versão impressa, terá que pagar pelo acesso das notícias.
Apenas os leitores que são assinantes da “modalidade completa” (segunda a domingo) da edição impressa do Zero Hora continuam com acesso gratuito a todo conteúdo publicado no online. As demais pessoas interessadas em ler as notícias do jornal impresso no site podem optar entre cinco planos de assinatura: mensal (R$ 27,90); trimestral (R$ 74,70); semestral (R$ 149,40); anual (R$ 298,80); e “assinatura fácil” (R$ 24,90 por mês, renovada automaticamente).
Marta Gleich, diretora de internet do Grupo RBS, empresa que controla o Zero Hora, afirma que o jornal está seguindo uma tendência mundial em cobrar no site o conteúdo do jornal impresso. Ela diz que os “leitores que admiram” o diário não vão deixar de ler o jornal e que entendem os motivos da cobrança.
“A produção de conteúdo de qualidade custa caro. E os anúncios na internet não têm acompanhado o número crescente de novos internautas. O modelo do futuro nos sites é este: cobrar pelo conteúdo”, afirma Marta, ao lembrar que a cobrança se deve ao gasto com a Redação do jornal.
O conteúdo do site que não for reprodução do impresso, como a home do portal, vídeos e blogs, continua com acesso gratuito a todos os internautas.


Fonte: Comunique-se

Há alguns meses venho ouvindo notícias de que alguns sites vem cobrando pelo acesso do conteúdo. Parece que isso começou com as empresas do famigerado Rupert Murdoch e a partir daí, vários coleguinhas patronais resolveram seguir a moda, como no caso do New York Times. Agora parece que a moda chegou ao Brasil e a mídia tupiniquim ensaia uma cobrança de conteúdo.
É bom lembrar que a AOL tentou fazer isso e não foi bem sucedida, visto que a maioria dos sites disponibilizavam seu conteúdo gratuitamente. Eu não sei se algum otário vai ter disposição para dar dinheiro para isso, mas eu não acredito que a maioria das pessoas que acesse a internet vai ficar pagando para ler notícias ou artigos de algum jornalista que se considera um intelectual- estrela- formador de opinião. Se essa tendência se confirmar, acho que esse pessoal vai dar com os burros n’água e vão fortalecer ainda mais os blogs alternativos, o que acho ótimo.

Rádios comunitárias livres do Ecad

Rádio comunitária é isenta de pagar direitos autorais, diz TJ

Muito embora não se desconheça a necessidade de resguardo ao direito patrimonial do autor, a sistemática atualmente existente e dirigida pelo ECAD, consistente na cobrança das chamadas retribuições autorais, pode inviabilizar o funcionamento das rádios comunitárias que, de utilidade pública, desenvolvem atividades de relevância para a comunidade (educação, cultura, lazer, integração). Com esse entendimento, a 3ª Câmara de Direito Civil do TJ manteve sentença da Comarca de Canoinhas, que julgou improcedente cobrança de direitos autorais formulada pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - Ecad, contra Fundação Expansão Cultural Rádio e TV Canoinhas e Ulisses Anderson Bernardino.
O Ecad aduziu que a rádio transmitiu obras musicais sem a devida autorização prévia do autor. Requereu, então, a concessão de liminar para suspender ou interromper qualquer execução das músicas, além da condenação da rádio ao pagamento de mensalidades referentes à retribuição autoral.
A Fundação sustentou que o Ecad não apresentou provas do suposto débito, negando, assim, a violação ao direito autoral. Ressaltou, também, a ilegalidade da cobrança de taxas de entidades sem fins lucrativos.
Se a exposição pública de obra intelectual se realiza sem objetivo de lucro, não é devida a cobrança de direitos patrimoniais do autor. E assim, possuindo a estação radiodifusora, no caso, natureza comunitária, sem fins lucrativos e com objetivo, dentre outros, de promover a educação ambiental local (art. 225, VI, CF), o uso de composições musicais em sua programação não a sujeita ao pagamento de direito autoral, sendo correta, portanto, a sentença que conclui pela improcedência da cobrança, concluiu o relator da matéria, desembargador substituto Henry Petry Junior. (Ap. Cív. n. 2010.040370-2)


Fonte: Jurisway

sexta-feira, setembro 10, 2010

Homenagem a quem mora em Vila Velha

A frase da semana

Meus pesadelos são tão ruins que agora tenho Insônia Abrão
@intrometidos

Deu no Blog do Japiassu

Correio Braziliense chama Caxias de almirante


O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no DF, de cujo banheiro, em subindo-se às bordas do vaso sanitário, dá pra enxergar a República com coprólitos até o pescoço, pois mestre Roldão lia o Correio Braziliense e encontrou a pérola sob o título não muito criativo de Anarquista, graças a Deus:
"A aventura de Ézio Pires começou para valer quando ele tinha 14 anos. (...) Embarcou num trem e desembarcou em Niterói. Tentou ser marinheiro, mas, quando ia embarcar no Almirante Duque de Caxias (sic) para aprender a profissão de comissário de bordo (sic) foi impedido de navegar por causa da idade, 16 anos."
Comentário de Roldão:
* Todos sabem que o Duque de Caxias é o patrono do EXÉRCITO Brasileiro. A Marinha do Brasil teve dois cruzadores com nomes de almirantes: o Barroso e o Tamandaré. O nome foi trocado por um lapso dificil de explicar.
* Comissário de bordo é um cargo da aviação civil. É o 'aero-moço'. Na Marinha há a graduação de taifeiro. Seria esse o cargo que o sr. Ézio queria exercer?

Opção: pobreza


O considerado Esdras Fornieri dos Santos, advogado e economista carioca, remete de seu escritório na Praia de Botafogo:
Li e escutei por aí -- Neste último domingo (5/9), a Globo perdeu a liderança no Rio de Janeiro para a Record, das 7h à meia-noite, de acordo com dados prévios do Ibope. É a primeira vez, em um domingo.
Não me surpreende, pois o Domingão do Faustão e o Fantástico nunca estiveram tão ruins.
Janistraquis concorda e tem certeza de que a queda começou quando a emissora resolveu "optar pela pobreza", pois tal e equivocado comportamento costuma gerar produções demenciais.

Regência verbal


O considerado Marco Antonio Zanfra, assessor de imprensa do Detran de Santa Catarina, envia de seu QG na Praia da Joaquina:
Crítico de cinema até pode entender de cinema - tenho minhas dúvidas -, mas em alguns casos acaba derrapando feio na escrita. Caso de André Barcinski, na Folha, por exemplo: ao comentar o remake de "Karatê Kid", ele conta que o jovem Dre Parker (Jaden Smith) "conhece o sr. Han (Jackie Chan), um decadente mestre da pancadaria, que decide ensiná-lo segredos".
Pois eu acho que quem está precisando de um mestre é o próprio Barcinski: a Folha e seus leitores ganhariam muito se encontrassem alguém que pudesse ensinar-lhe regência verbal.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Invocando nuestra latinidad

Dia desses postei uma playlist de mestres do blues, agora vou de música latina, temperada com muita salsa. Nessa playlist reúno algumas feras do ritmo como: Celia Cruz, Ruben Blades, Rey Ruiz, Eddie Santiago, Elvis Crespo, Juan Luiz Guerra e as feras do El Gran Combo de Puerto Rico. Faço um destaque especial para Willie Rosário, com a música "Watusi Boogaloo" e seus poderosos metais.

Esperança para o Serra

Coisas da política capixaba

Deputado é afastado de cargo durante investigação


Robson Vaillant (DEM) continará afastado do cargo de deputado estadual da Assembleia Legislativa do estado do Espírito Santo (ES) para não atrapalhar a colheita de provas. Ele é acusado de reter parte dos vencimentos dos servidores. A decisão é da presidência do Superior Tribunal de Justiça, que negou pedido para suspender a decisão que afastou o parlamentar.
Na decisão do STJ , destaca-se o fato de que a manutenção do deputado no cargo parece impedir a adequada coleta de provas orais. Além disso, a suspensão de liminar e de sentença limita-se a averiguar a possibilidade de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia pública. O entendimento foi o de que o afastamento de apenas um deputado estadual do seu cargo, no caso concreto, não causará grave lesão à atividade legislativa no Espírito Santo, que prosseguirá com os demais eleitos e com o eventual suplente.
O deputado é acusado de reter parte dos vencimentos dos servidores. Ele mantinha, segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, uma empregada doméstica e um servidor à disposição da Igreja Universal do Reino de Deus, pagos com o dinheiro público. O Ministério Público capixaba também encontrou indícios de servidores que eram nomeados pelo gabinete de Robson Vaillant para atuar em obras da igreja. (...)


Fonte: Conjur

quarta-feira, setembro 08, 2010

Torta na cara



Tem situações que são inerentes do modo capixaba de fazer as coisas. Digo isso pela forma como são realizados certos eventos que teriam tudo para dar certo, mas acabam se notabilizando pelo amadorismo ou pela falta de discernimento entre o que é turismo e a simples exploração do cidadão de bem.
Caso em tela: eu e minha senhora resolvemos conhecer in loco o festival de torta capixaba que vem sendo realizado no bairro Ilha das Caieiras, aqui em Vitória. Para quem não sabe, a região tem fama de ser um “point” gastronômico, devido a iguarias encontradas no local como: siri desfiado, a famosa moqueca capixaba e a tradicional torta capixaba. Pratos que fazem parte da história e cultura do Espírito Santo.
Pois bem, no último domingo, saímos do conforto do nosso lar para conhecer melhor a região da Ilha das Caieiras e desfrutar do evento. Para começar a aventura, descobrimos que não há sinalização ou indicação adequada para quem tem interesse em conhecer o festival de torta capixaba. Sim, porque diante de uma mísera nota na imprensa local, há de se esperar a existência de indicações de onde esteja ocorrendo o evento. Não meus amigos, não havia sinalização ou qualquer tipo de orientação para que nos adentrássemos nas ruelas estreitas de uma região que surgiu a partir de uma invasão.
Depois de perguntar a alguns transeuntes, finalmente recebemos a indicação do local onde ocorria o evento. É claro que, se não havia sinalização para indicar o local, também não foi providenciado local adequado para estacionamento. De certo a organização esperava apenas que pedestres viriam ao evento.
Qual foi a minha surpresa ao encontrar meia dúzia de barraquinhas, bem parecido com uma feira livre, próximo a alguns bares. Poucas pessoas presentes no local – talvez devido à falta de divulgação ou pela dificuldade de acesso – sendo em sua maioria composta por pessoas da região.
Eis que me aventuro em perguntar sobre a tão propalada torta capixaba. Estava sendo vendida em embalagens descartáveis, em porções que variavam entre R$ 2,00 a R$ 10,00. Compro duas e pergunto se não havia uma mesa ou um mísero banquinho para saborear a guloseima. A vendedora respondeu que o dono do quiosque em frente não se importava de que suas mesas fossem utilizadas, desde que consumissem bebidas.
Solicitamos uma mesa à garçonete do quiosque – sem nenhum preparo para atendimento – colocada numa área pública, construída pela prefeitura e pedimos bebida, a fim de desfrutarmos da visual local. Ao abrir o cardápio, vejo preços exorbitantes que não condizem com a realidade e estrutura local. Atrevo-me a dizer que o custo estava parelho com Porto Seguro, local que estive umas quatro vezes, só este ano.
Mas tinha a torta. Ah, a torta capixaba! Representante da cultura capixaba, com frutos do mar, azeitona, cebola e.... muito sal. Era tanto sal que dava para matar um hipertenso. Nunca tomei uma cerveja tão rápida em toda minha vida. De sobremesa, recebi uma conta cobrando 20% de taxa de serviço do garçom. Ao questionar a garçonete sobre o preço abusivo, a mesma disse que teria que chamar o gerente e que eu “não era o primeiro a reclamar”. Saí dizendo que não voltaria tão cedo àquele local.
O que fica de lição ou constatação é que aparentemente o capixaba não sabe fazer eventos, ou seja, o show. O profissionalismo dá lugar à ganância descontrolada que vê no turismo uma fonte de depenar o “pato” mais próximo e se não aceitar, que vá embora. Ganância que se apropria de um patrimônio histórico e ousa fazer um marketing errôneo, não condizente com a verdade dos fatos e que sempre é contraproducente.
Como alguém que aprendeu a amar o Espírito Santo, essas situações já não me impressiona tanto, mas fica a vergonha de quem vê turistas saírem reclamando, vociferando impropérios e ressaltando que nunca pisarão mais aqui. A pergunta que fica é: até quando?
Vista do quiosque da Ilha das Caieiras: Somente o visual é suficiente para suplantar a falta de organização?

terça-feira, setembro 07, 2010

Imagem para recordação

Essa é a cantina do seu Honofre, na Ufes. Com a contrução de vários prédios, a cantina tende a mudar e a estrutura antiga desaparecer. Como estava de bobeira na última sexta-feira, resolvi tirar essa foto para guardar de recordação. Afinal, foram muitas festas e momentos felizes ali.

Biblioteca de Valparaiso

Mapeando os espaços culturais do município de Serra, descubro a biblioteca de Valparaiso. Predio relativamente novo e com uma arquitetura digamos, arrojada, a biblioteca é um dos poucos espaços no município onde se pode ler um jornal de graça e fazer uma pesquisa. Apesar da importância para o município, a administração parace não estar se importando muito com o prédio, pois o auditório está fechado devido a infiltrações.
É lamentável porque o prédio também era utilizado para exposições e atividades culturais. Fica o apelo para que algo seja feito.

sábado, setembro 04, 2010

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Projeto prevê prisão para quem discriminar heterossexuais


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7382/10, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pune a discriminação contra heterossexuais. Pela proposta, quem recusar o ingresso ou a permanência de heterossexual em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público, poderá ser punido com pena de reclusão de um a três anos.
Além disso, também será punido com um a três anos de reclusão quem impedir ou restringir a expressão de afetividade entre heterossexuais e quem sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis e pensões.
Segundo o autor, a preocupação com grupos considerados minoritários tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação. Cunha acredita que a heterofobia (aversão a heterossexuais) pode se tornar comum.
O deputado diz ainda que, se o preconceito contra heterossexuais não for levado em conta nas políticas públicas antidiscriminatórias, pode-se transmitir a impressão de que a afetividade da pessoa homossexual, bissexual ou transgênero encontra-se em um patamar de relacionamento humano mais elevado que a afetividade heterossexual.
Tramitação


O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário.


Íntegra da proposta:


PL 7382/2010
Fonte: Jurisway



Mais essa agora


Negado MS a proprietário de terra que alega ter sido prejudicado por criação de floresta


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa negou Mandado de Segurança (MS 27558) a um proprietário de terras em Lábrea, no estado do Amazonas, que pretendia retirar sua propriedade do decreto do presidente da República que criou a Floresta Nacional do Iquiri no município.
O Decreto 08/2008 declarou de utilidade pública para fins de desapropriação os imóveis rurais privados localizados na área destinada à criação da floresta.
Ao recorrer ao Supremo, um dos proprietários dos imóveis da área sustentou que sua propriedade não se enquadra na hipótese que permite a desapropriação. Além disso, afirmou que não foi notificado sobre o processo administrativo que fundamentou o decreto e, por isso, teve seu direito de defesa cerceado, uma vez que o artigo 2º da Lei 8.629/93 estabelece a obrigatoriedade da notificação.
Alegou, portanto, que o decreto “violou o seu direito de propriedade e não observou o devido processo legal”, pois também não teria sido realizado estudo técnico e consultas públicas para identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a unidade de conservação.
Por meio do mandado de segurança, ele pretendia excluir a sua propriedade do decreto tendo em conta, principalmente, “a falta de notificação prévia e a não realização de consulta pública”. Alternativamente, pedia a nulidade do processo por não ter obedecido “as formalidades essenciais”. (...)


Fonte: STF

Barrigada mundial


Campanha de vegetarianos engana imprensa com suposto restaurante canibal
Da Redação

Nada de carne humana. Na realidade, o suposto restaurante canibal Flimé, que anunciava a abertura de uma filial em Berlim, era apenas uma campanha de vegetarianos para sensibilizar os alemães. O restaurante fez barulho na imprensa. The Guardian, Der Spiegel, Folha.com, agência EFE chegaram a noticiar a abertura da filial.
Segundo o site do suposto restaurante, a matriz do Flimé ficaria em Rondônia. Outra informação divulgada foi a de que os interessados poderiam se cadastrar no site do restaurante e doar partes do corpo para o preparo dos pratos.
Para dar mais veracidade à história de canibalismo, a campanha divulgou um vídeo em que uma brasileira entrevista o suposto dono do restaurante, identificado como um português chamado Eduardo Amado.
Atualmente, o site do restaurante já exibe uma mensagem explicando a verdadeira intenção. “Cada pedaço de carne é uma parte da humanidade”, diz a campanha, que fala dos malefícios do consumo de carnes.
Fonte: Comunqiue-se

sexta-feira, setembro 03, 2010

Centenário de peso

A frase de semana

A Hebe é tão velha que, quando ela nasceu o signo de Câncer ainda era um tumorzinho.
@andrefilho

Deu no blog do Japiassu

Caçada a bandidos vira zorra total no Ceará



A considerada Rebecca Fontes, jornalista, assessora de imprensa em Fortaleza, sumidíssima deste espaço há algum tempo, remete de seu escritório na Praça do Ferreira:
Essa eu realmente não entendi. Saiu na versão online do jornal O Estado, do Ceará, na quarta, 25 de agosto.
Perseguição e morte na BR-222
Mulher morre atropelada, filho e marido ficam feridos em acidente após uma caçada a bandidos na avenida Mister Hull.
Um homem identificado como Antônio de Souza, 26, foi assassinado na calçada de um mercadinho no Montese. O crime ocorreu ontem pela manhã, por volta das seis horas, na rua Jorge Duma. Segundo moradores da região, o homem dirigia-se para o estabelecimento quando foi abordado pelos bandidos.
Logo com os primeiros toques no corpo da vítima os peritos encontraram, pelo menos, quatro perfurações. Os autores do crime ainda não foram identificados. De acordo com pessoas que falaram sobre o caso à Polícia, os assaltantes fugiram do local em um automóvel preto, cuja placa não foi anotada.
Quanto ao rapaz assassinado, a Polícia já tem a informação de que ele respondia pelo crime de ameaça, mas estava em liberdade. As investigações sobre o assassinato ficarão ao encargo do 25º Distrito
E é só!!!!!!!!!!!!!!
Confira aqui e tente descobrir o pé e a cabeça do caos.

Apreender é a mãe!
Janistraquis está convencido de que jamais seria repórter policial nos dias de hoje:
"Considerado, chamar de suspeito um bandido preso em flagrante é má-fé cínica ou obtusidade córnea, que nos perdoe o velho Eça. Você concorda?"
Concordo e também acho que o verbo apreender não condiz com bandidos, tenham a idade que tiverem. Apreendidos são os bens, as mercadorias; pessoas são presas; PRESAS!!!

Filho da puta
Se for "conheci um juiz fdp": adjunto adnominal (ou paronomástico).
Se for "o juiz é um fdp", é predicativo.
.Agora, se for "esse fdp é um juiz", é sujeito.
Porém, se o elemento aponta uma arma para a testa do juiz e diz: "Agora nega a liminar, fdp!", então é vocativo.
Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele fdp, desviou o dinheiro da obra pública assim-assim", é aposto.
Que língua, a nossa, hein?!?!?!?!?

O lado ruim da festa

Band e Globo têm carros apedrejados na festa do centenário do Corinthians
Anderson Scardoelli


O comentarista esportivo Neto foi o mestre de cerimônias da comemoração do centenário corinthiano, mas ele não foi o único da mídia envolvido no evento que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (1/9), no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Durante a celebração, carros da TV Globo, Band e Rádio Bandeirantes foram apedrejados por torcedores do Corinthians.
O Grupo Bandeirantes foi alvo do ato de vandalismo cometido por alguns torcedores corinthianos que invadiram o local que era reservado para a imprensa. Segundo a produção esportiva da Band, um carro da TV e outro da Rádio Bandeirantes foram apedrejados. Nenhum profissional ficou ferido.
“Isso não é coisa de torcedor, é vandalismo. São coisas que não dá para entender”, disse Ronildo Santos, chefe de reportagem da Band.
A TV Globo também teve problemas com a comemoração dos 100 anos de Corinthians. A direção da emissora, por meio da assessoria de imprensa, confirmou que “dois carros foram danificados” durante o evento no Anhangabaú.


Fonte: Comunique-se

quinta-feira, setembro 02, 2010

Reencontro com o passado

Hoje, estarei de frente com pessoas que não gostaria mais de ver e que, por circunstâncias do destino, são colocadas de novo do meu caminho. Espero ter muita parcimônia para passar por essa provação.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Terceira margem mais próxima

Há algum tempo venho ansiando pela existência de algo que abraçasse a comunicação alternativa aqui no ES e saísse dessa mesmice que gira em torno de A Gazeta e A Tribuna. Parece que finalmente há uma perspectiva de mudança nesse cenário de jogo viciado.
Recentemente participei de uma reunião com voluntário e colaboradores no intuito de construir um projeto de jornal alternativo aqui no ES, com foco no jornalismo cultural.

Participei da reunião e confesso que, apesar de estar ainda iniciando, o projeto trouxe um pouco mais de alegria a minha alma, já que não agüento mais esse controle da informação por meia dúzia de veículos de comunicação.

Vamos ver se o negócio vai adiante e se renderá frutos. Por enquanto vou me limitar a participar  como colaborador e se render, esse blog e vários outros estarão mais ativos do que nunca, fomentando textos, idéias e tudo mais que o mundo virtual permitir

Reta final da campanha

Ao PIG com carinho

O Jabá nosso de cada dia


Jabá dificulta acesso aos meios de comunicação, dizem músicos

A modernização da Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/98), proposta pelo Ministério da Cultura (MinC), prevê a criminalização das execuções de músicas em troca de dinheiro ou favores, por emissoras de rádio e TV. A prática, chamada “jabaculê” – ou “jabá” –, limita o acesso de músicos que não fazem parte das listas de prioridades das gravadoras e, ao mesmo tempo, aumenta o faturamento desses artistas prioritários, uma vez que o cálculo da distribuição de direitos autorais se baseia no número de execuções de cada música. Todos os brasileiros podem contribuir com o texto do anteprojeto, que fica em consulta pública até a próxima terça-feira (31) e já registra mais de 6 mil contribuições.
O multi-instrumentista Otto Ramos, da banda Mini Box Lunar, de Macapá, acredita que o favorecimento de músicos em detrimento de outros é ruim no país inteiro. “Mas é ainda pior quando a gente pensa nos veículos do Norte e do Nordeste”, afirma. “O jabá nos deixa sem argumentos para conversar com as rádios sobre nossos direitos autorais”, completa. Otto coordena o coletivo Palafita, que representa músicos independentes e produtores culturais. De acordo com ele, a pauta prioritária entre os artistas não só do Amapá, mas de toda a região amazônica, é a cobrança e a distribuição dos direitos autorais.
De acordo com o diretor de Direitos Intelectuais do MinC, Marcos Souza, quanto mais se paga para executar uma música, mais se ganha com direitos autorais. Por isso, o jabá deve ser visto como uma prática de concorrência desleal. “Com a proposta de alteração da lei, ele passa a ser considerado ilegal”, explicou.


Grandes artistas se apropriam dos direitos de bandas independentes
O guitarrista da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, BC, vai além. Em artigo publicado na página da banda na internet, BC defende a modernização da lei e a sua devida adequação às práticas de mercado. Ele critica o fato de uma banda precisar pagar os direitos autorais, mesmo quando o repertório é totalmente autoral. Isso porque, somente 70% desse valor voltam para a banda. BC conta ainda que, na maioria das vezes, grandes artistas acabam recebendo o dinheiro que deveria ser repassado aos grupos independentes: “Quando não há a declaração do set list por parte do responsável pelo pagamento ao Ecad (o que ocorre na maioria das vezes), aí temos outro problema: o direito autoral dos artistas que estão tocando trabalho autoral vai para quem está tocando em rádios”, explica. Para o músico, o critério é “totalmente injusto com os artistas”, “obsoleto” e “incentiva a indústria do jabá”.


Consulta pública
O anteprojeto de lei que moderniza a legislação sobre direitos autorais está em consulta pública até o próximo dia 31, no endereço www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral. Desde que entrou no ar, no dia 14 de julho, a proposta já recebeu mais de 6 mil contribuições.


Fonte: FNDC

Para isso só há um remédio: Pirataria neles!

Nota de falecimento


Jornal do Brasil circula em papel pela última vez


Circula nesta terça-feira (31/8) pela última vez a edição impressa do Jornal do Brasil, fundado há 119 anos, no Rio de Janeiro. De agora em diante, o JB terá apenas a versão online, uma forma de superar os problemas financeiros da empresa. O passivo acumulado chega a R$ 800 milhões, em dívidas trabalhistas e fiscais, de acordo com notícia do O Estado de S.Paulo.(...)


Fonte: Conjur

Briga pela água que passarinho não bebe


Corte da UE arbitra briga entre cachaças brasileiras


Por Aline PinheiroAs férias do verão europeu chegaram ao fim. Já nessa semana o Judiciário de alguns países europeus volta a funcionar normalmente. Até o dia 15 de setembro, todos os países já devem estar funcionando a todo o vapor. Nos tribunais da União Europeia, o trabalho já foi retomado.
O Tribunal de Justiça da UE analisa na sexta-feira (3/9) pedido da brasileira Companhia Muller de Bebidas, que tenta barrar o registro da também brasileira águardente 61 no bloco europeu. A Muller alega que a marca de bebida pode ser confundida com a sua Cachaça 51, já registrada em alguns países da Europa. Na quarta-feira (1/9), a Corte dos Direitos Humanos analisa recurso de um afegão que aponta deficiências na concessão de asilo pela Grécia.


Fonte: Conjur

Já vai longe o tempo em que cachaça era motivo de briga só em boteco. Agora, todos querem ganhar dinheiro com a "mardita"!

As metas do judicário capixaba

Tribunal do Espírito Santo conclui duas Metas do Judiciário
O Poder Judiciário do Espírito Santo já cumpriu duas das 10 metas prioritárias definidas pelo Poder Judiciário e aprovadas pelos presidentes dos 91 tribunais do país, durante o Encontro Nacional do Judiciário e trabalha em ritmo intenso para o cumprimento das demais. As Metas que já foram cumpridas integralmente são a 7 e a 9.
A Meta 7, que propõe divulgar mensalmente a produtividade dos magistrados no portal do tribunal, já está concluída e disponibilizada no Portal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), no link "magistrados".
A Meta 9, que também foi concluída, ampliou a velocidade dos links de comunicação entre o Tribunal e as unidades Judiciárias do estado, iniciadas em 2003. "As ações que dizem respeito à informatização do Judiciário capixaba estão mais adiantadas, e os servidores e magistrados totalmente empenhados para agilizar os trabalhos", informou a gestora de Metas do Tribunal de Justiça, juíza Gisele Souza de Oliveira. (...)
Fonte: CNJ

Espero que entre essas metas estejam o combate ao nepotismo, o fim fraude nos concursos para ingressar no TJES e punição aos juízes mercadores de sentença.

Sem noção

Luis Nassif diz que parte da imprensa brasileira perdeu a noção do jornalismo



Por Izabela Vasconcelos

O jornalista Luis Nassif, apresentador do programa Brasilianas.Org, da TV Brasil, acredita que parte da imprensa nacional perdeu a noção de como se faz jornalismo. Para ele, as regras da profissão passam longe de muitos veículos. “O problema dos jornais brasileiros é que eles perderam a noção de jornalismo. Quando você pega Folha, Veja e O Globo, você não tem jornalismo. O que mais segue as regras do jornalismo é o Estadão, apesar de dar umas escorregadas”, declarou Nassif.
O jornalista foi o convidado do Papo na Redação, nesta terça-feira (31/08). Mais de 60 internautas participaram do chat, mediado por Rodrigo Azevedo, presidente do Comunique-se.


Fim dos impressos
Nassif respondeu outras questões polêmicas, como a do fim do jornal. Para ele, o fim dos jornais impressos é certo. “Vai acabar. A questão é quando?”, disse. O jornalista também acredita que os livros convencionais sumirão das estantes. “Não tem como concorrer”, afirmou ao se referir aos leitores digitais, como o iPad.

Confiança no online
O jornalista também disse que os jornais atuais não estão preparados para a interatividade que existe na internet. “Para trabalhar nessa era digital, eles têm que aceitar as críticas dos leitores, mas eles não conseguem. É o ego”. Por isso, Nassif aposta no sucesso dos meios online. “Eu acredito muito nos jornais que vão nascer agora, nos online, do que nos outros, porque a imprensa não está preparada para as mudanças”.
De acordo com o jornalista, os blogs ganham cada vez mais credibilidade. “As pessoas lêem as notícias e vão nos blogs para ver se é verdade. Confirmam com seus blogueiros de referência”, explicou.
Para Nassif, os blogs são promissores. “Um dia alguns blogs vão virar jornais online. Hoje você tem blogs que têm o mesmo peso que os jornais. Existe um público órfão dos jornais”, disse.


Novidades da web
Para o jornalista, com o avanço da internet, até mesmo as assessorias de imprensa vão mudar seus modelos de negócios. “O release como eu recebo hoje vai acabar, não que os assessores não vão ter mais trabalho. Os jornalistas vão pegar as informações na sala de imprensa da empresa. As empresas vão ser produtoras da suas notícias, criando suas agências de notícias”, defende.

Campanhas digitais
Questionado sobre as campanhas eleitorais na internet, Nassif criticou o trabalho de campanha do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB). Segundo o jornalista, Serra “tem várias personalidades”, uma postura agressiva com a imprensa, outra “paz e amor” no Twitter.
Outro ponto criticado por Nassif foi o ataque da campanha de Serra aos blogueiros. “A campanha do Serra tentou acabar com a reputação de alguns blogueiros. A campanha dele na internet foi um desastre absoluto”, disse.

Processos
Nassif falou do processo no qual foi condenado a pagar R$ 50 mil ao diretor da revista Veja, Eurípides Alcântara, por relacionar seu nome ao do banqueiro Daniel Dantas. Antes desse processo, Nassif já havia sido condenado a indenizar o redator-chefe da revista, Mario Sabino, em 100 salários mínimos. O jornalista também foi processado pelo colunista Diogo Mainardi e, depois de citado no artigo “Nassif, o banana” entrou com uma ação pelo direito de resposta na revista. “Pra eles não representa nada. Pra mim, mesmo que ganhe qualquer ação, eu perco, porque tive um alto custo com advogados”, contou.


Fonte: Comunique-se