
Qual foi a minha surpresa ao ler no jornal de hoje o imbróglio referente a recusa dos jogadores do Santos em entrar numa casa espírita para distribuir ovos de Páscoa para pessoas carentes. E o pior de tudo: a iniciativa parece que partiu dos mais jovens como Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Além do gesto de fanatismo religioso, pois quem se recusou parece ser evangélico da turma dos atletas de cristo, o que impreciona é o envolvimento dos jovens no episódio.
De uns anos pra cá, vem se acentuando na Terra Brasilis a intolerância religiosa para com o próximo, promovida na maior parte das vezes por evangélicos pentecostais e neo-pentecostais, mostrando um sentimento de repulsa até então inexistente entre a população.
Qual seria a problema em distribuir ovos de páscoa num centro espírita? Será que os jogadores acham que irá baixar algo neles? Onde está aquele sentimento cristão, que versa sobre amor ao próximo, tolerância, caridade, respeito? Parece que ficou só no discurso envolvendo vitória sobre os adversários e na hipocrisia contida dentro dos discursos de humildade e união do time.
Desse lamentável episódio fica o seguinte pensamento: Será que somos tão diferentes assim dos muçulmanos?
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