Saturday, April 03, 2010

A dor de cabeça que um picareta pode lhe proporcionar



O título explica um pouco o porquê de não estar atualizando o blog nos úlitmos dias. Em certos momentos da nossa vida, cruzamos com seres que realmente desejaríamos não ter conhecido, ante a dor de cabeço que nos proporciona.
Caso em tela: meu computador pegou vírus! Ora, e quem não pegou? Assumo, minha máquina contraiu vírus e pronto! Instalei essa porcaria de AVG que é o equivalente a uma camisinha furada no mundo da informática e deu no que deu.
A solução foi então procurar uma pessoa que fizesse o trabalho de “limpesa” do computador, já que o desemprenho estava pífio. Tentando me livrar da dependência do meu cunhado – que trabalhou muito tempo com isso – pedi informação a um professor de um curso preparatório para concurso que estou fazendo. Como o cara sabe bastante e é analista de informática, pedi que me indicasse alguém e ele de bate-pronto indicou seu estagiário. Confiei cegamente e chamei o mesmo para fazer o serviço, acredidando na qualidade e na idoneidade de quem é aluno do Centro Tecnológico da Ufes.
Para começar o cara disse que teria que formatar o HD, ou seja, perderia todos os programas e seria feito um backup dos arquivos principais. Até aí sabia que seria assim pois sabia que, tal como um adolecente que vai na “zona’ e pega gonorréia e o tratamento é doloroso, extirpar esse vírus do meu computador não iria ser fácil. Era o preço a pagar, além do cem reais que ira desembolsar.
O sujeito – o protótipo garotão universitário – ficou a frente do computador mais de uma hora e só depois perguntou do famoso CD de instalação da placa-mãe. Eu e minha esposa reviramos toda casa, encontramos uma porrada de CDs e nenhum era compatível. Como o telefone do sujeito tocava sem parar e o mesmo atendia dizendo que já estava acabando, notei uma certa impaciência por parte dele, com aquele ar de “tenho-que-ir-pro-rock-e-você-está-atrasando-o-lado”. Até aí tudo bem, pois era feriado e o combinado era limpar o vírus e o CD da placa-mãe deveria ser por minha conta. O garotão nerd foi-se dizendo que voltaria no dia seguinte com um CD contendo mais de cinquante mil programas compatíveis com placa-mãe. É claro que não o paguei, pois queria ver o serviço pronto.
Fiquei meio preocupado já que minha esposa está fazendo um curso on line e isso certamente iria atrapalha-la. Qual foi a minha surpresa quando o distinto me ligou a tarde perguntado se dava para resolver o assunto no mesmo dia.
Ele veio, colocou a porra do tal CD e nenhum programa foi compatível. Daí então comecei a ficar preocupado. Minha esposa começou a ficar desesperada e eu me lamentado por ter aquela infeliz idéia de mexer no computador, chamar o cara e não ter resolvido.
Daí então, o universitário disse que precisaria saber qual era a placa de vídeo, de som e o caceta a quatro, para poder baixar o programa na internet. Graças a Deus ainda tenho a nota de compra guardada e apresentei-a ao suposto “expert”, o que não foi suficente já que o mesmo cogitou em abrir o computador. Comecei então a me desevencilhar da culpa e desconfiar do cara.
Minha desconfiança ficou maior quando olhei a configuração da nota de compra e comparei com um dos CDs que entreguei ao cara para verificar se era da placa-mãe. O referido CD dava todas as indicações que era.
Mesmo assim acreditei que poderia estar enganado e deixei o cara prosseguir. Ele deixou baixando um programa referente a placa de vídeo e disse desconhecer qual era o programa compatível com a placa de som. Por fim disse que eu deveria ir na loja que comprei para ver se conseguia uma cópia do tal CD de instalação e que qualquer coisa, ligasse para ele. Dei o dinheiro, com mixto de desânimo e desconfiança, olhando a minha esposa desesperada.
No outro dia meu cunhado apareceu para resolver o problema. E não é que o cara tinha colocado o CD correto e não conseguiu fazer! Pior: ele deixou da fazer outras coisas!
Bom, como estou numa fase de retorno ao Kardescismo, tento não me deixar levar por questiúnculas e mazelas, focando sempre no perdão e no amor. Mas, com esse cara, não deu! Por algumas horas,meu lado kardescista deu lugar a um dos instintos mais baixos que um ser humano pode ter e, além dos xingamentos, liguei reiteradas vezes para o pilantra até que atendesse. Disparei uma metralhadora contra ele, a ponto do mesmo não conseguir nem argumentar e ainda ameacei a queima-lo com o cara que me indicou. É lógico, terminei mando-o tomar no lugar apropriado a ocosião.
A situação serve para ilustrar o quanto uma pessoa que se diz profissional, pode ser picareta e proporcionar-lhe uma dor de cabeça desconal.

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