Tuesday, February 02, 2010

Uma noite na clínica



A última sexta-feira foi movimentada. Minha senhora resolveu fazer uma cirurgia que há muito ansiava – coisas do sexo feminino – e tive que acompanhá-la nessa empreitada. Foram horas a fio, esperando o término para saber se tudo correu bem – e correu – e como iria ser o quadro de recuperação.
Ressalto a disposição que uma pessoa tem que ter para fazer esse tipo de procedimento. Pode não ser doloroso na hora mas, o pós-operatório não é dos mais agradáveis, ainda mais quando levamos em consideração o quadro de cicatrização, as dificuldades e inconvenientes de estar preso a bandagens, curativos, tubos e tudo mais que um paciente tem direito. Definitivamente não é agradável!
No caso em questão, minha senhora resolveu operar o nariz e a dificuldade no pós-operatório foi a ausência completa de respiração pelo nariz, algo feito somente pela boca. Não é difícil imaginar a agonia que é dormir respirando pela boca. E comer?Falar? Tal como a dança do creu, para fazer cirurgia tem que ter disposição.
A mim, coube uma pequena parte neste latifúndio clínico, que foi passar uma noite na clínica para acompanhar minha esposa. Confesso que não nutro grande simpatia por médicos e hospitais (coisas passadas), ainda mais quando tenho que dormir em cima de um sofá, com direito a apenas duas garrafinhas de água. Está certo, tinha um filtro, mas nada além disso.
No mais as coisas transcorreram num curso favorável, sem grandes surpresas, tudo dentro da normalidade. Gostaria de poder dizer que é a última vez que piso numa clínica ou hospital mas, a vida prega surpresas indesejáveis que muitas vezes nos levam a entrar em contradição. Enquanto isso vou maldizendo essa máfia de branco e seus preços exorbitantes.

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