domingo, janeiro 31, 2010

Frase do dia

Orgia de nerd é ligar vários computadores cada um em um site pornô diferente.

@microcontoscos

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Jerry Goldsmith


Outra figura fácil na composição de trilhas sonoras de Hollywood. Mister Jerry Goldsmith é californiano de Los Angeles, sendo um excelente instrumentista e compositor.Foram dezoito indicações para o Óscar, sendo agraciado com a horaria no ano de 1977, pela trilha sonora do filme " The Omen", que no Brasil ficou conhecido como "A Profecia". O prêmio foi mais que merecido, pois, a trilha sonora realmente dá medo e fica a curiosidade para saber como foi o processo de criação de mister Goldsmith. O tinhoso deve ter se sentido honrado com as melodias criadas pelo maestro.
Além deste, Goldsmith faz trilhas desde a década de 50, e vem construindo uma obra digna de um grande compsoitor. entre os filmes podemos citar: A profecia. A mumia, Alien - o oitavo passageiro, Star Trek, Poltergeist, Gremilins, Rambo, Congo e vários outros sucessos.
Várias composições de Jerry Goldsmith foram nomeadas para os prêmios Globo de Ouro e Grammy.Aí vão algumas:

Do filme "A profecia"


Poltergeist


O 13º Guerreiro


Rambo


A Mumia

A gritaria sobre liberdade de imprensa

O medo da mídia golpista: uma gritaria para manter o monopólio
Mário Augusto Jakobskind*

Os leitores possivelmente estão acompanhando a gritaria dos grandes veículos de comunicação relacionada com uma suposta ameaça de censura ou algo do gênero. Na verdade, atrás disso esconde-se uma estratégia destinada a enganar a opinião pública e dessa forma evitar avanços na área da mídia, cuja regulamentação está totalmente defasada e precisa ser atualizada.

Ou seja, no fundo os barões da mídia presentes principalmente em O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo, TV Globo, Record, etc. querem apenas defender privilégios e em nome disso misturam o conceito de liberdade de imprensa com o de liberdade de empresa.

Quando da realização no mês passado da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), quase diariamente os jornais e televisões se dedicaram ao muro de lamentações midiático de entidades que exatamente se recusaram a debater questões de interesse de toda a população.

Aí a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), capitaneada pelas Organizações Globo, juntamente com a Associação Nacional dos Jornais, não pararam de acusar a Confecom infundadamente, ou seja, com mentiras deslavadas sempre tendo como norte a suposta ameaça à liberdade de imprensa e de expressão.

E isso quando ocorria exatamente ao contrário, isto é, os participantes da Confecom — representantes de movimentos sociais, do governo e setores empresariais não vinculados ao esquema Abert/ ANJ — aprovavam 655 propostas a serem encaminhadas ao Congresso para debate e aprovação ou não. A Abert e a ANJ simplesmente recusaram-se a participar da Conferência, exatamente porque se negavam a debater, o que é uma contradição total para quem se diz democrata.

Os jornalões, os mesmos que apoiaram o golpe de 64, como O Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, dedicaram editoriais com premissas mentirosas e totalmente distorcidas, para criticar a Confecom e, como se não bastasse, logo em seguida o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Bóris Casoy, que nos anos 60 militava no Comando de Caça aos Comunistas (CCC), e até Joelmir Beting entraram no jogo da manipulação com mentiras e no mais puro estilo de babar ódio.

Mais uma vez foi colocado em pauta o falso argumento das ameaças à liberdade de imprensa e de expressão. Eis, portanto, uma adjetivação que se repete em vários países das Américas e sob o patrocínio de ideólogos recomendados a consolidar mentiras até que virem absolutas verdades. Na Argentina, os papagaios de pirata não param de inventar histórias, que são repetidas pelos quatro cantos da América Latina.

Um item chamou muito a atenção de quem tenta analisar os fatos: a repetição da alegação de que a imprensa estaria ameaçada pelo projeto de direitos humanos. Uma mentira que não resiste à menor análise. Os barões da mídia vestiram a carapuça.

O projeto do 3º PNDH, na parte referente à mídia, apenas defende a regulamentação de um artigo da Constituição com a indicação no sentido de apontar punições para violações dos direitos humanos. Uma determinação, diga-se de passagem, que consta da Convenção de Direitos Humanos, o Pacto de São José, do qual o Brasil é signatário.

Portanto, nada propriamente de novo no front, apenas medidas preventivas no sentido de evitar que se utilizem as concessões públicas com o objetivo de desrespeitarem os direitos humanos, como ocorre em certos programas de TV que jorram sangue e têm média de grande audiência.

A mídia conservadora ligou todas as baterias para contestar o fato de se questionar a existência do monopólio na área de comunicação. Aí apareceu um parlamentar que se imaginava ter se regenerado pelo que fez no passado, tomando as dores dos big-shots do setor midiático, ao afirmar que “no Brasil não há monopólio”.

O parlamentar mencionado é Miro Teixeira, do PDT, que saiu em campo para negar a existência de monopólio dizendo que no país há concorrência no setor, etc. e tal. Consciente ou inconscientemente, o deputado que no passado ascendeu à política pelas mãos do então governador Chagas Freitas, exemplo concreto de fisiologismo e linha auxiliar da ditadura, fez o jogo favorável a um poderoso grupo midiático. Tem espaço garantido nos telejornais da TV Globo, o que é de grande serventia para os políticos em ano eleitoral.

Teixeira alguns meses atrás ganhou tremendo espaço na mídia conservadora ao defender com unhas e dentes a revogação da Lei da Imprensa, utilizando nesse sentido o argumento do gênero meia verdade, ou seja, que era necessário remover um entulho da ditadura. Certamente que foi importante a remoção, mas só que nada foi colocado no lugar e o direito de resposta ficou prejudicado.

Ou seja, se alguém agora se sentir prejudicado em algum comentário ou matéria e quiser responder vai penar. É o caso então de se perguntar: não seria justo remover de vez o entulho autoritário e deixar uma mínima regulamentação para evitar o hiato atual na questão do direito de resposta? Por que então não se removeu apenas o entulho autoritário e se aprimorou uma lei de imprensa como existe em vários países democráticos?

Na questão do monopólio, na prática, Teixeira simplesmente limpou a barra das Organizações Globo, a mesma empresa que tem propriedade de rádio, televisão e jornal numa mesma área, o que caracteriza o monopólio. O parlamentar desconhece que o poder da Globo é tamanho que consegue marcar hora para o início de partida de futebol, usa o espaço eletrônico, seja no jornalismo ou na teledramaturgia, para defender poderosos interesses econômicos.

E tudo isso acontece na prática em detrimento de uma verdadeira democracia, não aquela defendida pelo patronato midiático conservador, que em tempos passados apoiou o golpe de Estado que derrubou o presidente constitucional João Goulart e lançou o país numa noite escura de desrespeito aos direitos humanos.

É sempre importante lembrar esse fato, porque para se conhecer melhor o presente é preciso também não esquecer fatos relevantes da história nacional. Até porque, nos momentos em que o país se esforça para consolidar a democracia e avançar nas transformações sociais necessárias neste século 21, a mídia conservadora volta ao esquema golpista muito parecido ao de 46 anos passados.
Fonte: FNDC

Loucura, loucura, loucura!

Decreto de Cabral favoreceu cliente da mulher em Angra
Alvo de ação civil pública movida pelo município de Angra dos Reis em outubro de 2007 por supostos danos ambientais e construções irregulares em sua casa de veraneio, o apresentador de TV Luciano Huck é representado pelo escritório de direito do qual é sócia a primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo Cabral. Seu marido, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), editou, em junho do ano passado, o Decreto 41.921, que alterava a legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, na Baía de Ilha Grande. A medida, cuja constitucionalidade é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, beneficiaria proprietários de residências consideradas irregulares na região - caso de Huck e sua casa na Ilha das Palmeiras.

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Ambientalistas contrários às mudanças determinadas por Cabral se referem ao decreto como "Lei Luciano Huck". Na Ação 2007.003.020046-8, que tramita na 2ª Vara Cível de Angra, o apresentador é representado por dois integrantes do escritório Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados. O município obteve liminar, em maio de 2008, que obrigou Huck a paralisar as obras em sua casa, que incluíam a construção de bangalôs, decks, garagem de barcos e muro para criação de praia artificial, "o que pode ocasionar danos ambientais irreversíveis, assim como agravar os já existentes" - conforme despacho do juiz Ivan Pereira Mirancos Junior.
Desde domingo, o jornal O Estado de S. Paulo vem mostrando a atuação da primeira-dama e de seu escritório de advocacia em ações judiciais, como a defesa do Metrô Rio e do grupo Facility, um dos maiores fornecedores do governo Cabral.
Procurado, o governo do Estado indicou Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para comentar o caso. Cabral e Adriana estão em Londres, na Inglaterra, e não foram localizados. Em nota, o Inea informou que a licença ambiental para a casa de Luciano Huck foi concedida em junho de 2004 e o Estado "desconhece a existência de ação do município de Angra contra o apresentador e os motivos que fizeram com que o município movesse a ação citada". Segundo o Inea, Huck nunca fez pedido ao Estado com base no decreto.
Por sua assessoria, Luciano Huck informou que o escritório da primeira-dama "atua há vários anos como correspondente de Lilla, Huck, Otranto, Camargo Advogados", seus advogados em São Paulo, desde antes da gestão Cabral. "Não tínhamos conhecimento, até o momento, de que a primeira-dama do Rio de Janeiro era sócia desse escritório", informou a assessoria. O advogado Sérgio Coelho não quis comentar o caso e informou apenas que representa Huck e seus sócios desde 2002. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Yahoo

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Michel Legrand


Esse aí é da turma do jazz, mas sabe fazer uma boa trilha sonora.O parisiense Michel Legrand é pianista, arranjador e compositor, dono de uma carreira sólida construída no jazz e na elaboração de trilhas sonoras marcantes aponto de ser premiado com 3 Òscares.
São dele as trilhas sonoras de Lola, Les Misérables, Prêt-à-Porter, Duas Garotas Românticas, Les Parapluies de Cherbourg (I Will Wait for You), Windmills of your Mind, Summer of 42 ( trilha simplesmente fantástica), Une Femme est une Femme (Uma mulher é uma Mulher),entre outras.

Legrand parece ter paixão mesmo pelo jazz, gênero em que se tornou conhecido através de bandas lideradas por ele e que contavam com feras de grosso calibre como: Miles Davis, John Coltrane, Bill Evans e Herbie Mann. Compôs para álbuns de Stan Getz (1971), Sarah Vaughan (1972) e Phil Woods - em várias ocasiões. Vários músicos de jazz regravaram canções de Legrand, como What Are You Doing the Rest of Your Life, Watch What Happens e The Summer Knows.

Em 2004, a Biscoito Fino lançou Homenagem a Luiz Eça, em que o pianista francês presta um tributo ao músico brasileiro. O CD foi gravado nos estúdios da Biscoito Fino. Quando tem algum tempo disponível ele se dedica a fazer trilhar sonoras e ganhar algum Óscar, que coisa chata né!

Do filme "Houve uma vez um verão...", música que a Globo chegou a utilizar em novela das sete - só a Globo mesmo!



Do filme Parapluies Der Cherbourg


Do filme Retratos da Vida


Um pouco de Jazz

terça-feira, janeiro 26, 2010

Ennio Morricone

E dando sequência aos grandes compositores de trilhas sonoras para filmes, hoje é a vez de Ennio Morricone. Nascido em Roma, Morricone é compositor, arranjador e maestro, responsável ao longo da sua carreira pela composição e arranjo de mais de 500 filmes e programas de televisão.

Entre as suas trilhas sonoras mais conhecidas estão as que fez para filmes de western, dirigidas em sua mairoia pelo diretor Sergio Leone. Além do gênero western, Morricone se notabilizou pela composição de tyrilhas para filmes como: Era uma vez na América (1984), A Missão (1986), Os Intocáveis (1987), Cinema Paraíso (1988), Lolita (1997) e Malèna (2000).

Apesar de ter ganho cinco prémios BAFTA entre 1979 e 1992 e de ter cinco indicações aos Óscar, nunca foi premiado pela "academia" (copyright José Wilker). Para não ficar muito feio a omissão de Hollywood, deram-no um Óscar honorário "pelas suas magníficas e multifacetadas contribuições musicais ao cinema". Apesar desse prêmio de consolação, Morricone ganhou (e ganha) muito dinheiro e sua obra foi imortalizada.

Do filme "Era uma vez na América"


Outra do mesmo filme


Do excelente "Cinema Paradiso"


Mais uma do filme acima


Do filme "A Missão"


Do filme "Por um punhado de dólares"


A clássica do filme "O bom, o feio e o mau"

O preço da beleza


Ao elaborar esta charge, o Kemp foi de uma felicidade sem tamanho. Nas imagens que vi do São Paulo Fashion Week ou São Paulo Fashion bicha (copyright José Simão), as modelos estão cadavéricas.

Tem certeza que é ajuda?

Jogos,trapaças e muita lama

Governo italiano escoltou propina no Brasil
Por Claudio Julio Tognolli
Uma mala de euros com a finalidade de comprar um senador, agentes de espionagem, policiais federais e inocular vírus informáticos nas maiores empresas de telefonia do mercado brasileiro. Mais: para garantir o transporte da propina, o pessoal da Telecom Italia contou, no Brasil, com proteção e escolta de agentes do serviço secreto italiano, o Sismi, para evitar que fossem revistados por autoridades brasileiras — o Sismi (Servizio per le Informazioni e la Sicurezza Militare) mudou de nome para Aise, em agosto de 2007. As afirmações constam de depoimento de Fabio Ghioni, um dos ex-executivos da Telecom Italia (TI), em processo que corre em Milão e cita dezenas de brasileiros. (Leia o depoimento mais abaixo)

Uma parte da papelada com as acusações já chegou ao país. A outra está sendo aguardada. No depoimento, ele menciona também o investidor Naji Nahas. De acordo com a revista Veja, "a Telecom Italia fez pelo menos um saque de 3,25 milhões de reais em dinheiro vivo em nome do investidor Naji Nahas, personagem central da crise que abalou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989". Segundo Ghioni, o dinheiro dado a Nahas serviu para "corromper políticos para obter concessões em nível local que servissem à TIM Brasil para o exercício da telefonia" e "recompensar funcionários da Telecom pela maneira como utilizaram em favor da Telecom o material extraído da Kroll", entre outras finalidades.

Em 2006, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu pela requisição do material. Em dezembro de 2009, a juíza Adriana Zanetti, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, responsável pelo processo que apura atos ilegais de espionagem praticados pela Kroll, por encomenda de prepostos do banqueiro Daniel Dantas, decidiu suspender os trabalhos até que chegue da Justiça italiana o inquérito de Milão. Dele, fazem parte as acusações de Fabio Ghioni.

Ghioni, Giuliano Tavaroli, e Angelo Jannone, ex-executivos da Telecom Italia, foram denunciados pelo Ministério Público de Milão, com outros 31 envolvidos no caso, por violar sistemas de informática e fazer escutas ilegais contra pessoas na Itália e no exterior em nome da Telecom Italia. O grupo de espiões da Telecom Italia foi batizado de Tiger Team.

Todos esses episódios investigados pertencem à primeira fase da privatização da telefonia no Brasil. Daniel Dantas, segundo seus desafetos, pretendia eliminar da disputa seus concorrentes. Estes, por sua vez, uniram-se contra ele. Os italianos acreditavam que se afastassem Dantas receberiam como troféu a Brasil Telecom — o que justificaria o investimento. Mas com a saída do governo de Luís Gushiken, fiador do negócio, os italianos ficaram apenas com o prejuízo.

Diante da demora da chegada dos papéis sobre a ação do Tiger Team ao Brasil, a defesa de Dantas habilitou-o na Itália como vítima da trama investigada e, nessa condição, ele próprio cuidou de trazer alguns capítulos dessa intrincada novela, com cópias certificadas e traduções juramentadas.

Tiger Team
As notícias da Itália dão conta de que o grupo conseguiu grampear a imprensa italiana, entrou nos computadores da CIA e da Kroll, de onde sacou a investigação contra ele, acrescentou o material que lhe interessava e entregou à imprensa brasileira como uma prova da desonestidade de Daniel Dantas. O Tiger era um grupo especial do setor de segurança da Telecom Itália. Seu papel era o de pavimentar a expansão da ex-estatal italiana no mundo. As interceptações eletrônicas no Brasil duraram de 2003 a 2005, no contexto da disputa pelo controle acionário da Brasil Telecom entre a Telecom Itália e o Banco Opportunity.

O Tiger Team contava com figuras de proa da espionagem italiana. Angelo Jannone foi tenente-coronel do corpo de carabinieri. Ele trabalhou ao lado do juiz Giovanni Falcone na luta contra a máfia siciliana. E fez-se chefe do setor antifraudes da Telecom Italia para a América Latina. Morou no Brasil em 2004. Mario Bernardini era dono de uma empresa de investigações. Foi contratado na época pelo grupo italiano, mas ao se tornar réu aderiu a um programa de delação premiada e se tornou a principal testemunha do Ministério Público italiano no inquérito sobre a rede de espionagem clandestina e subornos da Telecom Italia no mundo.

Fabio Ghioni era o “hacker de primeira linha” dessa trinca. Nascido em Milão em 26 de novembro de 1964, prestou declarações no Palácio da Justiça, em Milão, no dia 15 de novembro de 2007, às 9h35, na presença do procurador da República Nicola Piacente e do carabinieri sub-oficial Vincenzo Morgera. São essas declarações que agora prometem fazer uma reviravolta no caso todo em território brasileiro.

Os parceiros
No Brasil, a Telecom Italia é dona da operadora de telefonia celular TIM. Foi por muitos anos também acionista da Brasil Telecom, numa sociedade com Daniel Dantas e os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef). Em 2005, os fundos de pensão, em acordo com o Citibank, conseguiram destituir o Opportunity da administração da Brasil Telecom. Foi então selecionada a consultoria Angra Partners para gerir a BrT.

Em 2004, a PF iniciou a Operação Chacal, que investigou suposta atividade ilegal da Kroll no Brasil, por encomenda de Daniel Dantas. Além do trabalho oficial da PF, os italianos promoveram uma série de ações contra os agentes da Kroll. Numa delas, em um hotel no Rio, invadiram o computador de um deles e roubaram vários arquivos, que depois foram selecionados e gravados em um CD entregue à PF.

Em 6 de novembro de 2007, Giuseppe Ângelo Jannone, o homem que denunciou a Kroll de fazer espionagem no Brasil, foi preso na Itália por fazer espionagem. Junto com Jannone, ex-integrante de um grupo de elite dos carabineiros e ex-chefe de segurança da Telecom Itália no Brasil, foram presos Alfredo Melloni e Ernesto Preatoni, dois técnicos de informática que trabalhavam no setor de segurança da matriz da Telecom Itália. Era outro núcleo duro do Tiger Team.(...)
Fonte: Conjur

E ainda tem gente chamando isso de tertulia flacida ad bovinum adormentare, ou seja, conversa para boi dormir.

sábado, janeiro 23, 2010

Show dos Paralamas

Sem muito o que fazer na última sexta-feira , fomos eu e minha senhora , juntamente com um casal de amigos, assistir Hebert Viana e cia tocar velhos sucessos do rock nacional. Mesmo levando em consideração que esse pessoal só aparece em terras capixabas quando a carreira está na descendente, confesso que ainda é prazeroso escuta-los. Ainda mais em época de monculturas musicais.
O show foi em Jacaraípe, balneário - ou coisa parecida - localizado no município da Serra, região metropolitana. Como não podia deixar de ser, veio gente de toda Grande Vitória, além de um porilhão de mineiros que estão 'veraniando" no local. Como sempre a estrutura deixou a desejar e o som estava sofrível mas, com a grana que a banda ganhou, tudo pode ser perdoado.
No final o baixista - não lembro sequer o nome pois é irrelevante - desfraudou uma bandeira do Flamengo, externando toda sua alegria de ser rubro-negro, tal como um homosexual enrustido que resolve sair do armário e revela suas preferências sexuais. É claro que tomou uma vaia.
Abaixo da esquerda para a direita: Larissa, Cajaíba e minha senhora

Eu e Mirian, minha senhora

Cajaíba fazendo cara de mau

O show

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Frase do Dia

Coxinha de galinha é como a Geisy da Uniban. A gente fala que tem muita gordura, mas até come quando ninguém ta olhando.
@Deeercy

Deu no blog do Japiassú



Descaminhos dos mapas da Folha
O considerado Marco Antonio Zanfra, assessor de imprensa do Detran de Santa Catarina, que nunca se perdeu nos caminhos de ida ou volta, envia de seu QG na Praia da Joaquina:

No começo do mês, eles ignoraram Namíbia e Suazilândia num mapa da África, além de trocarem Zimbábue por Zâmbia. Agora, empurraram o Rio de Janeiro para cima, fazendo Angra dos Reis invadir o litoral baiano, conforme reconhecem no “Erramos” publicado na edição deste sábado, 16 de janeiro [“(...) o Estado do Rio de Janeiro e o município de Angra dos Reis (RJ) estavam incorretamente localizados (no lugar do Espírito Santo e no litoral da Bahia, respectivamente)”].

A publicação desses “Erramos” nos dá uma certa tranquilidade, no entanto: representa que os mapas estão errados, sim, e não, como poderíamos supor, que o jornal esteja pensando em capitanear uma ampla reforma geográfica, para adequar o planeta à sua linha editorial.

Afinal, reforma é com a “Folha”: depois de inventarem o horrendo “risco de morte”, pode apostar que em breve o “por conta de” – usado sem qualquer constrangimento pela maioria de seus repórteres – vai ser assimilado, também sem constrangimento, por seu manual de redação.

Janistraquis lembra, ó Zanfra, que certamente por influência da Folha, "risco de morte", "por conta de", "em função de" já invadiram o rádio e a TV.

Mais eufemismo
O considerado leitor está lembrado do que foi dito aqui a respeito do eufemismo, essa doença infantil do jornalismo brasileiro? Pois no domingo, durante o jogo Flamengo X Duque de Caxias no Maracanã, alguém da Rede Globo que Janistraquis não pôde identificar se referiu a "clubes de menor investimento".

Nós, que acompanhávamos a partida vencida, injustamente, pelos flamenguistas (3 a 2), só não estranhamos o comentário porque já estamos carecas de escutá-lo pela vida afora. Pois saibam os desavisados que "clube de menor investimento" é aquele nosso velho conhecido "time pequeno".

Não mais para ficar escondido através de fake


Provedor deve fornecer dados de autor de e-mail
A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou a provedora NET Serviços de Comunicação S/A a fornecer todos os dados referentes às conexões de acesso à internet que originaram as transmissões de duas mensagens por e-mail ofensivas a uma funcionária pública. Caso não cumpra a decisão, poderá ter de pagar multa diária de R$ 100.

“Não há dúvida de que os dados apontados pela funcionária pública permitem a localização de informações pela NET”, afirmou o desembargador Saldanha da Fonseca, relator do recurso. “Se os dados são pouco específicos e não estão restritos somente ao usuário suposto causador dos transtornos, isto não obsta o cumprimento da liminar”, concluiu.

A funcionária pública recebeu duas mensagens ofensivas em sua conta de correio eletrônico institucional, nos dias 5 e 6 de junho de 2009. As mensagens com termos chulos envolvem pessoas de seu convívio íntimo. Representada pelo advogado Alexandre Atheniense, a funcionária entrou com ação no Judiciário, pedindo a concessão de liminar para que a NET informe todos os dados armazenados referentes à conexão, inclusive nome de usuário, CPF ou CNPJ, RG, endereço residencial e outros dados que identifiquem a autoria do e-mail.

Atheninense explicou que a decisão do TJ mineiro obrigou o provedor de acesso a informar todos os dados cadastrais que possui de um assinante identificado a partir da data e hora, além do IP que utilizou para publicar na internet conteúdo impróprio contra sua cliente.

O advogado afirmou que não se trata apenas de fornecer o número IP que denota a localizacao geográfica do internauta, mas sim dados a partir de um cadastro válido para identificar quem praticou a agressão e que deverá ser punido. "Um provedor de acesso possui um cadastro válido que detém informações que podem formar o convencimento de um magistrado no cotejo com outros fatos acerca da prática de um ilícito", disse.

A liminar foi concedida pelo juiz Llewellyn Davies Medina, da 13ª Vara Cível de Belo Horizonte. A empresa recorreu ao TJ mineiro, alegando a impossibilidade de apresentar informações somente com o número de IP (Internet Protocol) informado na petição inicial.

Segundo a empresa, o número de protocolo pode ser alterado durante a navegação, após um determinado período e, no próximo acesso, outro número de IP será atribuído ao acesso daquele usuário, ou seja, a cada momento um usuário diferente poderá utilizar o mesmo IP. A empresa argumentou, ainda, que para a exata identificação do usuário é necessário atrelar o número de determinado IP ao momento de conexão, devendo este ser apresentado por dia, hora, minuto e segundo, o que, segundo disse, não foi informado pela funcionária pública.

Identificação na rede
É cada vez mais comum internautas recorrerem ao Judiciário para tentar identificar autores de ofensas em blogs e sites de relacionamentos. Para o especialista em Direito Informático, Omar Kaminski, para identificar o emissor de um e-mail são necessários, além do número IP, a data e a hora, conhecidos por timestamp ou carimbo da hora.

“A maioria dos provedores utiliza o chamado IP dinâmico. Quando um usuário desconecta do serviço, o próximo usuário que entrar poderá pegar o mesmo IP”, explica. “Imagine os problemas que podem ser gerados se a investigação chegar na pessoa errada”, completa.

Ele lembra que é preciso de ordem judicial para obter os dados cadastrais do usuário de determinado IP em determinado momento. “Porém há um detalhe importante: o IP identifica máquinas, e não pessoas. Se for uma máquina de uso coletivo teremos mais um complicador”, constata. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.
Fonte: Conjur

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Colocando na forma certa

Presidente do Grupo Abril anuncia a criação de uma Escola Superior de Jornalismo
O presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, anunciou em entrevista à revista Negócios da Comunicação, que irá patrocinar a criação de uma escola de pós-graduação em jornalismo. Em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a instituição deverá ser inaugurada no segundo semestre de 2010 ou no primeiro de 2011. A faculdade deve receber o nome de Escola Superior de Jornalismo.

A ideia do empresário é patrocinar um curso para profissionais que tenham em torno de dez anos de experiência. “Vou dar dinheiro para esse curso, montar a escola, não só para o pessoal da Abril, mas para o Brasil inteiro”, declarou.

Para colocar o projeto em prática, Civita visitou os melhores cursos de pós-graduação em jornalismo. “Peguei dois professores da ESPM e fomos para os Estados Unidos visitar as quatro melhores faculdades de Jornalismo de nível de pós-graduação. Fazer perguntas, ver como é estruturado, currículo, professores, quanto custa e quanto cobram, as bolsas, enfim, o funcionamento da escola. Conhecemos, pelo menos, 60, 70 pessoas, dos reitores até os professores e os alunos. O que aprendemos, tanto para o curso como para ajudar a pensar, foi extraordinário”, afirmou.

Com informações do Jornalistas&Cia.
Fonte: Comunique-se


E depois de assistir todo o processo que envolve a fim da lei de imprensa até culminar na desregulamentação do diploma de jornalismo, leio esta notícia. Quando dizem que o Grupo Abril orquestra campanhas difamatórias através de suas publicações – leia-se nas entrelinhas a Revista Veja - o pessoal da liberdade de expressão diz que isso é uma campanha da esquerda, do Governo Lula, do MST e o cacete a quatro.
Agora parece que a idéia é formar ‘quadros” que estejam em consonância com as técnicas de difamação. Será que as aulas de ética serão dadas pelo Diogo Mainardi?

Leu, pagou!

New York Times vai cobrar por conteúdo online a partir de 2011

O jornal Americano The New York Times anunciou nesta quarta-feira (20/01) que irá cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet a partir do início de 2011. A medida foi tomada para compensar a queda nas receitas causada pela diminuição da circulação da versão impressa.

Apesar de não dar maiores detalhes, a Times Company, proprietária do jornal, informou que os leitores terão direito à leitura gratuita de um certo número de matérias por mês. Alcançado esse limite, o acesso só será permitido mediante o pagamento. Os assinantes da versão impressa terão acesso ilimitado ao site.

“É uma aposta, até certo ponto, onde pensamos que a internet está indo. Isso não é algo que irá mudar a dinâmica financeira da noite para o dia”, afirmou o presidente da Times Co., Arthur Sulzberger Jr.

A medida é vista como arriscada por analistas, já que existe a possibilidade de as perdas com publicidade serem maiores que os ganhos com as assinaturas. O NYTimes.com é o site jornalístico mais popular dos Estados Unidos, com mais de 17 milhões de leitores por mês, e, certamente, o que mais arrecada com publicidade.

É a terceira vez que o NYT tenta implantar um sistema de cobranças para o conteúdo online. Nos anos 90, o site cobrou por acessos de fora dos Estados Unidos. Entre 2005 e 2007, a empresa criou o TimesSelect, que dava acesso a conteúdos exclusivos para os assinantes. O serviço atraiu 210.000 leitores, que pagavam US$ 49,95 por ano, mas ele foi descontinuado por causa das vantagens dos ganhos com publicidade.

Com informações do New York Times.
Fonte: Comunique-se


São notícias iguais a esta que me fazem acreditar no crescimento dos blogs e no chamado jornalismo cidadão independente.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Haja coração!

Jogador Roberto Carlos critica Galvão Bueno por falta de profissionalismo

O lateral esquerdo do Corinthians Roberto Carlos disse que deixou a seleção brasileira por críticas feitas por jornalistas e criticou o narrador da TV Globo, Galvão Bueno. De acordo com o jogador, Galvão não foi profissional e espalhou histórias a seu respeito.

"Isso não tem nada a ver. É uma história que inventaram aí. Isso é uma reação normal, e as pessoas mal intencionadas acabam inventando uma história, mas elas um dia terão um momento de sofrimento e vão precisar de alguém para ajudá-las. Na época da Copa do Mundo, essa pessoa que eu falei há pouco [Galvão Bueno] fez minha mãe chorar durante muito tempo", afirmou o lateral esquerdo em relação ao episódio em que a seleção brasileira levou um gol da França.

Roberto Carlos deixou claro que os jornalistas o afastaram da seleção brasileira e criticou novamente Galvão Bueno. "Essa pessoa não foi profissional. Eu estou sendo profissional até hoje e sou respeitado no mundo todo. Nunca fui um protagonista de nada, sou apenas um jogador de futebol, mas algumas pessoas querem ser mais protagonistas que o jogador. Duas pessoas não foram profissionais e deixei a seleção por causa delas".

O jogador não citou o nome do outro jornalista, mas, ao que tudo indica, um dos responsáveis pela saída de Roberto Carlos é o colunista Renato Maurício Prado, do jornal O Globo. O jogador afirmou apenas que o outro jornalista "é um problema pessoal".

As informações são da ESPN.
Fonte: Comunique-se

Não sou muito fã do Roberto Carlos mas, tenho que admitir que os senhores citados são realmente intragáveis.

Começou o lobby

PNDH: Deputados divergem sobre mecanismos de controle da comunicação

Os deputados Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Luiza Erundina (PSB-SP) têm divergências sobre os mecanismos de controle citados na terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos. O ponto mais polêmico da discussão é a regulamentação do artigo 221, que exige que as emissoras de radiodifusão respeitem os direitos humanos.

O plano também prevê que as renovações e concessões sejam condicionadas ao respeito aos direitos humanos, com penalidades como advertência, multa, suspensão da programação e cassação de outorga.

O deputado Eduardo Gomes, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, considera que o PNDH não traz avanços porque a Constituição já prevê mecanismos de controle dos meios de comunicação.

Já a deputada Luiza Erundina afirma que o Brasil não possui nenhum tipo de mecanismo de controle no setor, orientado pelo “descaso” e “desrespeito” aos direitos humanos e cidadania.

"As concessões de rádio e TV são concessões de um serviço público, e o Brasil é o único país que não tem nenhum mecanismo de controle, de fiscalização e de participação da sociedade civil”, alega.

Além de prever o controle social da mídia, o texto sugere que o Ministério Público atue na suspensão de programação e publicidade que atente contra os direitos humanos.

Até o final do ano o Congresso deve receber 27 projetos para efetivar as medidas previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos.
Fonte: Comunique-se

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Henry Mancini

O ítalo-americano,Enrico Mancini é um dos grandes compositores de trilhas sonoras para filmes. Influenciado por seu pai, exímio flautista, rapidamente começou a tocar flauta e piano inicando posteriomente seus estudos sobre Arranjo e Composição na famosa Juilliard School of Music, em Nova York (em 1942).
No seu currículo consta trabalhos com outras feras como Glenn Miller. Começou a compor para o Cinema, quando entrou para a Universal City Studios, na década de 50, em que arranjou e regeu música para filmes como "Creature from the Black Lagoon", e "The Glenn Miller Story" (mais conhecido no Brasil como "Música e Lágrimas"), que valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora para Mancini e os músicos comandados por Joe Gershenson, na Universal, em 1954.

Com uma vida praticamente toda dedicada à arte, à divulgação e ao ensino do melhor da Música popular, Henry Mancini morreu aos setenta anos de câncer no pâncreas, em Beverly Hills,Los Angeles, na Califórnia, em junho de 1994.

Mancini compôs trilha para mais de 80 filmes, ganhou 4 Oscars da Academia de Hollywood, 2 Prêmios Emmy (O Oscar da TV americana) e 20 Grammys, o prêmio máximo da indústria fonográfica.Abaixo, alguns dos seus sucessos:
Do filme "Bonequinha de Luxo"


O famoso passo do elefantinho, do filme "Hatari"


O tema do filme "A pantera cor de rosa"


Do filme "Casablanca"

E viva a natureza!

E agora Ecad?

Tocar música em casa noturna não é crime
Por Gláucia Milício
O Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que não há crime na conduta dos proprietários da casa noturna Anzu, no interior de São Paulo, que executam obras musicais no estabelecimento comercial. A 5ª Câmara Criminal do TJ paulista determinou o arquivamento da Ação Penal contra os sócios da discoteca. A discussão sobre violação de direitos autorais tem de ser feita no âmbito civil, afirmaram os desembargadores.

O relator, desembargador Pinheiro Franco, afirmou que a acusação penal do Ministério Público, na verdade, diz respeito a execução pública de obra, não de reprodução por cópia, coisa substancialmente diferente, “de sorte que crime não há, senão mera obrigação civil quanto ao pagamento dos direitos autorais, tema a ser debatido em outra esfera”.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo aponta que o artigo 184 do Código Penal determina que violar os direitos autorais e os que lhe são conexos implica em pena de detenção de três meses a um ano ou multa, mesmo que a violação consista em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante. Ainda de acordo com a denúncia, a danceteria incorreu nesse crime pelo fato de reproduzir obra musical dentro do seu estabelecimento.

Para o advogado Jaime Rodrigues de Almeida Neto, responsável pela defesa dos sócios da danceteria, a denúncia confunde o conceito de "reprodução" com o de "execução pública de música, que são absolutamente distintos e muito bem delineados na Lei de Direitos Autorais (Lei .9.610/98)”.

O advogado reforça que, para a lei, a reprodução (artigo 5º, VI, da Lei Autoral) significa “a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica, ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido”.

Segundo Almeida Neto, não há a previsão de conduta criminosa no ato de executar obras musicais, mas sim o de copiar execuções, o que é totalmente diferente, eis que a proteção legal se dá em relação ao próprio bem imaterial, que não pode ser copiado sem a devida autorização de seu autor. A Ação Penal havia sido aberta em setembro de 2007 e tramitava na 2ª Vara Criminal de Itu (SP).

Procurado pela Consultor Jurídico, o Ecad informou que não concorda com a decisão e espera que o MP recorra. Segundo o órgão, a decisão do TJ paulista em nenhum momento entende pela legalidade da utilização de músicas sem autorização dos detentores dos direitos dos autores e dos que lhe são conexos, “mas apenas e tão somente determina, com equivocada fundamentação, o trancamento da Ação Penal, a partir de uma análise processual”.
Fonte: Conjur

Jurisprudência sobre ofensa on line

Ofendido deve processar todos os debatentes
Por Marina Ito
Quando há discussões travadas em fórum de debates na internet, o ofendido deve acionar, criminalmente, todos os que aderiram ao debate, e não apenas um deles. O Judiciário é quem decidirá qual conduta foi delituosa. Com base nesse entendimento, a 1ª Câmara da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou a queixa-crime de um empresário contra um professor.

O desembargador Figueiredo Gonçalves, relator da apelação, lembrou que as trocas de mensagens na internet fizeram com que o Judiciário se perguntasse sobre outras questões. “A discussão de um tema, por um grupo de usuários de um mesmo sítio eletrônico, é uma ação única, de múltiplos autores, ou ações diversas, ainda que coordenadas, a cada intervenção?”

Para Gonçalves, a discussão demanda uma ação única. “Se no âmbito da discussão alguém se excede e realiza crime ao referir-se a outrem, ainda que isso se repita em oportunidades diversas, há uma mesma conduta continuada, ou uma mesma ação. Aqueles outros que interveem, participam dessa continuidade e, se reiteram ofensas, assumem responsabilidades pessoais pelo fato praticado”, explica.

No caso analisado, não apenas o professor, mas outras pessoas fizeram comentários no fórum de debates e, segundo o desembargador, ofenderam o empresário que ajuizou a ação. “Isso obrigava a propositura do processo a todas”, entendeu. O desembargador afirmou que, assim, caberia ao Judiciário decidir sobre eventual punição a todos ou apenas a alguns. “Ainda que lhe parecesse menos grave a conduta dos demais e não tivesse interesse em puni-los, não poderia excluí-los da ação.” O direito de punir, continuou o desembargador, é do Estado.

O caso começou quando o empresário, citado em fóruns de discussão, ofereceu queixa-crime contra um professor que havia participado dos debates. O empresário afirmou que o professor escreveu insultos, com o uso de termos agressivos, ofendendo sua honra e dignidade. Depois que o professor, representado pela advogada Carmen Patrícia Coelho Nogueira, apresentou a defesa preliminar, o juízo da 1ª Vara Criminal de São Paulo decidiu pela absolvição sumária do professor. O entendimento foi de que outras pessoas postaram mensagens ofensivas contra o empresário e este as excluiu propositadamente da ação.

O empresário recorreu ao TJ. Disse que os outros integrantes do fórum de discussão escreveram apenas uma mensagem, comentando as ofensas do professor. O argumento não foi aceito pelo TJ paulista.
Fonte: Conjur

sábado, janeiro 16, 2010

Cólica etílica

Lucia Hippolito explica confusão em comentário na CBN

A comentarista de política da rádio CBN Lucia Hippolito explicou o que aconteceu no Jornal da CBN 2ª Edição da última quarta-feira (13/01), quando gaguejou por várias vezes e não conseguiu apresentar seus comentários ao jornalista Roberto Nonato e aos ouvintes da rádio sobre o anteprojeto da Comissão da Verdade do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). De acordo com Lucia, uma cólica muito forte, causada por uma gastroenterite, a impediu de comentar na rádio.

“No dia 13, quarta-feira, errei ao entrar no ar. Estava com muitas cólicas e, na hora de falar, tive uma cólica lancinante. Não conseguia controlar a dor. Não tenho ideia nem do que falei”, disse em seu blog.

Depois da tentativa frustrada de responder a Nonato sobre o PNDH, um vídeo da conversa foi parar no YouTube e levantou comentários polêmicos no site de vídeos, em blogs e no Twitter. Alguns chegaram a dizer que a comentarista não estava em plena consciência e criticaram o comportamento de Lucia.

“Eu tenho 25 anos de análise política, não é a primeira vez, nem será a última que isso (crítica) acontece. Eu não controlo a patrulha da lama e a internet potencializa isso tudo. Mas é assim, quem está nessa área tem que estar preparado”, afirmou à reportagem.
Fonte: Comunique-se


Taí, essa desculpa eu não conhecia! Quando chegar de “fogo” em casa e minha esposa perguntar se eu bebi, direi a ela que estou com cólica.

Críticas à liberdade de empresa

Para especialistas, PNDH não limita a liberdade de expressão

Por Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Alvo de críticas por parte de entidades patronais de comunicação, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é apoiado por especialistas na área. Para eles, o plano será um marco regulatório para o País e conterá os excessos contra a dignidade humana. O PNDH foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seguirá para avaliação do Congresso.

Um dos objetivos do plano é regular os meios de comunicação para que mantenham uma linha editorial de acordo com os Direitos Humanos, com punições para os que desrespeitarem as normas. A proposta foi contestada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) que afirmam que o plano é uma tentativa de limitar a liberdade de expressão.

Regulação e censura
“No Brasil há uma prática dos empresários atribuírem como censura qualquer possibilidade de ampliar a discussão sobre conteúdo veiculado pela mídia. A proposta nada mais é do que a vontade da sociedade no sentido de exigir que os meios respeitem a dignidade humana”, defende Laurindo Leal Filho, jornalista, professor da ECA/USP e ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação.

Laurindo também ressalta que a mesma proposta já estava presente no 1º PNDH na gestão de Fernando Henrique Cardoso e que não há motivos para polêmicas. “Isso é uma prática consagrada no mundo. Eu não sei por que no Brasil se faz tamanho escarcéu sobre algo que deveria ser corriqueiro”, emenda.

Carlos Chaparro, doutor em Ciências da Comunicação e professor de jornalismo da USP, também acredita que o plano não interfere na liberdade de expressão. “Isso não altera muito o que está na Constituição, não mexe com a liberdade de expressão, isso faz parte da democracia e reproduz o que está na Constituição”.

Apesar de concordar que o programa não afeta a liberdade de imprensa, Chaparro reprova a forma como o PNDH foi encaminhado. “Não penso que seja papel do governo produzir documentos desse tipo, mas sim do Congresso, que representaria a sociedade. O governo deveria apenas cumprir a Constituição, porque é só olhar ao redor e ver que ele não cumpre”, critica.

Para Edson Spenthof, presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), as críticas das empresas apenas reproduzem o mesmo que aconteceu na elaboração de outras propostas de comunicação para o País. “O que eu vejo é a ladainha de sempre das empresas de comunicação. Tudo o que é regulação e democratização eles veem como censura, o que não é. É o mesmo que aconteceu na Confecom, com a Lei de Imprensa, o diploma de jornalismo, o Conselho Federal de Jornalistas, entre tantos outros”.

Lula defende legalidade da proposta
O presidente Lula, que assinou o programa alterando apenas um ponto referente à repressão militar, respondeu as críticas contra o plano. "Não brinco com esse assunto. Para mim, não existe democracia sem liberdade de imprensa. O decreto não propõe controle sobre nenhuma mídia. Se propõe que sejam apurados os abusos contra os direitos humanos, caberá aos órgãos responsáveis verificar o que está ocorrendo, como é hoje”, declarou.
Fonte: Comunique-se

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Ah, os nossos articulistas políticos!



Que cachaça é essa!E depois quer criticar o Lula...

Quem tem um representante como esse não precisa de inimigo



Cônsul do Haiti diz que terremoto está 'sendo bom'

O cônsul geral do Haiti em São Paulo, Gerge Samuel Antoine, apareceu em reportagem exibida na noite desta quarta-feira no programa "SBT Brasil" dizendo que o terremoto está "sendo bom" para seu trabalho e que a tragédia pode ter ocorrido por causa da religião praticada por boa parte dos haitianos, descendentes de africanos. O vodu é uma delas.

Sem saber que estava sendo gravado pela equipe da repórter Elaine Cortez, o cônsul diz um interlocutor: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f..."

O âncora do programa, Carlos Nascimento, informou que após a gravação foi feito um outro contato com o cônsul, interpelando-o sobre as declarações. Antoine disse que se sente preparado para o cargo.
Fonte: Redação Yahoo! Brasil

Deu no blog do Japiassú

Morte matada na manchete do jornal
O considerado jornalista e poeta Talis Andrade ficou impressionado com a manchetona de capa do diário pernambucano Aqui PE:

LEVOU ONTEM 15 TIROS E... MORREU.

Faltou, evidentemente, o ponto de exclamação, também conhecido como "pau" na gíria das redações d'antanho.

Talis, que despachou a, digamos, magnificência ignorantista/debochada do seu escritório com vista para o Capibaribe, comentou:

Cá acontecem coisas impressionantes!

(Com a exclamação que faltara, contrabandeada por Janistraquis, pois este é o único pau que meu assistente aprecia.)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Frase do dia

Minha maior preocupação é o que o El Niño vai ser quando crescer
@silviolach

Coisas de uma quinta-feira

A gritaria já está dando resultados

Lula modifica decreto de PNDH, mas mantém pontos polêmicos

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva modificou o decreto da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que prevê regular os meios de comunicação, com concessão ou renovação de outorgas, a partir de diretrizes dos Direitos Humanos.

O plano foi criticado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) que afirmam que o programa atenta contra a liberdade de expressão.

Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), apoio o plano e vê como positiva a criação de um marco regulatório para a comunicação no País.

O único ponto alterado no programa diz respeito à criação da Comissão Nacional da Verdade. No documento, foi retirada a expressão “repressão política” e mantida o termo “violação aos direitos humanos”.

As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Comunique-se

terça-feira, janeiro 12, 2010

O hino de futebol mais bonito do Brasil



Sou botafoguense mas na minha modesta opinião, o hino do América do RJ é aquele que considero o mais bonito do Brasil. Seu criador, Lamartine Babo, era torcedor do "diabo vermelho".Queria achar a versão cantada por Tim Maia mas o Goear não tem.
Diz a lenda que Lamartine foi contratado para criar os hinos dos grandes times do Rio de Janeiro - na época o América ainda era grande - e ficou enrolando nos butecos da vida. Eis que o retiraram do bar e colocaram-no num quarto, com autorização para sair só depois que concluisse o trabalho. Daí então surgiram os hinos do Botafogo, Fluminense (muito bonito também), Vasco da Gama, Flamengo (aaargh) e América, cujo trabalho ele disse a posteriori que realmente caprichou.

Um pouco de nostalgia

Na quarta-feira da úlitma semana fui a Ufes com o intuito de utilizar a biblioteca. Aproveitei e resolvi tirar algumas fotos do Restaurante Universitário e depois do novo bar do Mãozinha, localizado fora do campus. Bateu uma saudade!Ultimamente tenho pensado bastanto sobre o que fiz da minha vida.


O bar do Mãozinha, pintado e decorado pelos alunos da universidade.

Filme com final previsível



MNDH lança dia D em defesa do PNDH 3

O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) - rede que reúne cerca de 400 organizações de direitos humanos de todo o País – CONVOCA as entidades filiadas para realizarem, no próximo dia 14 de janeiro (quinta-feira), o Dia D em defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) e da democracia brasileira.

A mobilização se justifica frente a escalada conservadora contrária ao PNDH 3, escalada esta capitaneada por militares, parte da mídia, segmentos econômicos conservadores e até alguns ministros do Governo Federal.

A mobilização deve ser realizada nas cidades e nos estados onde estão sediadas as organizações, de modo a sensibilizar as populações locais e denunciar a campanha que procura desqualificar a luta pelos direitos humanos no Brasil.

Movimento Nacional de Direitos Humanos
Brasília, 11 de janeiro de 2010.


Recebi isso hoje. Depois de insistentes ataques promovidos através da mídia – a ação é bem coordenada – o governo federal parece que mais uma vez irá recuar. Talvez seja isso que dê raiva em relação ao governo Lula e o PT: arma o circo, incentiva, diz que vai dar certo, mas depois recua dizendo que tem que atender a toda sociedade. Leia-se nas entrelinhas, a base aliada e o pessoal que financia a campanha.
O que definitivamente eu não entendo – olha aí Mezenga! – é o fato do governo Lula recuar ao menor esboço de ataque proferido pelos meio de comunicação. Será que o atual governo não percebe que, para sua própria atuação, é preciso quebrar esse poderio dos meios de comunicação? Ou ele acha que está sozinho?

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Hans Zimmer

Falar de trilha sonora dos filmes de Holywood é falar de Hans Zimmer. Esse alemão de Frankfurt iniciou sua carreira musical tocando teclados e sintetizadores, com as bandas 'Ultravox' e 'The Buggles'.
Cansado de dar murro em ponta de faca, Zimmer começou a compor e produzir,ainda nos anos 80, trilhas sonoras para filmes. Seu primeiro grande sucesso veio em 1988 com o tema de Rain Man, pelo qual foi indicado ao Oscar. Daí então, tem composto música para muitos filmes como A Rocha, "Backdraft - Mar de Chamas", O Último Samurai, Gladiador, "Black Hawk Down"Hannibal, Telma e Louise, O Código Da Vinci, Pearl Harbor, Missão Impossível 2 e uma série de outros sucessos. ele é simplesmente o "cara" das trilhas sonoras atuais.
Em 1995 foi premiado com o Oscar de melhor Trilha Sonora Original com o longa animado O Rei Leão,além de outras indicações pelas trilhas sonoras dos filmes: Melhor Impossível, Príncipe do Egito e Gladiador. Também venceu por duas vezes a disputa pelo Globo de Ouro com as trilhas sonoras dos filmes :Rei Leão e Gladiador.

Piratas do Caribe


Gladiador


Rei Leão

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Professor não consegue anular punição por crítica
Os servidores públicos têm o dever legal de tratar as pessoas com urbanidade. Caso não seja cortês ao lidar com os usuários dos serviços ou com superiores e colegas pode ser punido com advertência, suspensão e até demissão. A partir dessa premissa, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo) negou o pedido de um professor que criticou a direção da escola. O professor foi impedido de exibir aos alunos o filme Diários da Motocicleta, que conta a viagem do argentino Che Guevara por países da América Latina.

Em reação, o professor afirmou que a instituição “desestimula até a projeção de filmes, inclusive com a proibição de exibição de alguns títulos, numa clara demonstração de autoritarismo e falta de flexibilidade dignos de uma ditadura”. A crítica foi escrita no relatório anual de atividades da instituição.

O desembargador Poul Erik Dyrlund disse que o relatório anual das atividades acadêmicas não é o veículo adequado para edição de opiniões pessoais do servidor sobre o empregador ou sobre os seus colegas. Para o desembargador, a sindicância instaurada pela escola e a penalidade de advertência foi aplicada em razão do conteúdo depreciativo do comentário e a sua inserção em documento oficial.

Dyrlund disse, ainda, que a obrigação do servidor em ser polido no trato com as pessoas está na Lei 8.112, de 1990, que rege o funcionalismo público e que também estabelece as punições para quem violar a norma.

A escola envolvida no caso é a Fundação Osório, vinculada ao Comando do Exército, e funciona como instituição de ensino regular e profissionalizante para filhos e dependentes legais de militares. De acordo com os autos, em 2005, o professor decidiu exibir o filme para uma de suas turmas. Os alunos já estariam na sala de projeção quando chegou ordem superior determinando que a sessão fosse suspensa.

Em razão das críticas do professor no relatório daquele ano, a Fundação determinou que os fatos fossem apurados por uma comissão de sindicância. As críticas motivaram a punição com advertência.

O professor entrou com ação ordinária na Justiça Federal, pedindo a anulação da penalidade e indenização por dano moral. Em primeiro grau, o pedido foi negado. O professor recorreu, alegando cerceamento de defesa no procedimento interno da escola.

Ao analisar o recurso, o desembargador Dyrlund entendeu que foi concedida ao professor a oportunidade de apresentar sua defesa. Segundo o desembargador, o professor teria sido ouvido pela comissão de sindicância e teria respondido a todas as perguntas formuladas. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-2.
Fonte: Conjur

sábado, janeiro 09, 2010

Começou a gritaria

Programa Nacional de Direitos Humanos prevê lei para a comunicação no País

O Programa Nacional de Direitos Humanos, marcado pelo debate em torno da revisão da Lei de Anistia, também prevê a criação de marco regulatório para a comunicação no País. Lançado por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de dezembro de 2009, o plano propõe a criação de “marco legal” para condicionar a concessão e renovação de outorgas dos serviços de radiodifusão.

“Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas”, diz o programa, na diretriz 22.

O projeto também prevê parceria com o Ministério Público para suspender programas e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos; suspensão de publicidade oficial em veículos que atentem contra os Direitos Humanos; e a criação de ranking com os veículos comprometidos e contrários aos Direitos Humanos.

O programa ainda propõe avançar na regularização das rádios comunitárias; desenvolver programas em veículos públicos para informar a população sobre as políticas de inclusão digital e acessibilidade; e eliminar das barreiras que prejudicam o acesso de pessoas com deficiência à programação em todos os meios de comunicação e informação.

O fomento à produção de conteúdo e pesquisas também está no projeto, que propõe parcerias com entidades da sociedade civil para a produção e divulgação de materiais sobre Direitos Humanos; incentivo a pesquisas que identifiquem as violações dos Direitos Humanos na mídia; e apoio para a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, “voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência”.
Fonte: Comunique-se

A turma do “isso não tem importância”



Barbara Gancia defende Boris Casoy por declaração sobre garis

Em coluna publicada nesta sexta-feira (08/01) na Folha de S. Paulo, a jornalista Barbara Gancia defendeu o apresentador do Jornal da Band, Boris Casoy, que se envolveu em polêmica com declaração ofensiva ao trabalho de garis. No texto, intitulado “Sirvam a cabeça do Boris com batatas!”, a colunista diz que não vê “onde esteja o enorme preconceito de que o jornalista foi acusado”.

“Foi infeliz o comentário do apresentador do "Jornal da Band"? Foi. Mas, vem cá: tem alguma relevância? Muda em um iota todos os anos de excelentes serviços prestados por Boris Casoy ao jornalismo tapuia? É evidente que não”, defende Barbara.

No último programa de 2009, Casoy declarou, em áudio vazado por motivos técnicos, “Que m... dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho”.

“Que eu saiba, o lixeiro é mesmo ‘o mais baixo na escala do trabalho’, como afirmou Boris com desavergonhada crueza. Ou será que algum dalai lama vai ousar me dizer que o posto é ocupado pelos médicos? Um gari e um lixeiro desejando ‘muito dinheiro’ em 2010 é mesmo motivo de riso; não vejo onde esteja o enorme preconceito de que o jornalista foi acusado”, defende Barbara.

A declaração dada pelo apresentador motivou entidades trabalhistas a ingressarem com três ações contra o apresentador, sendo uma delas criminal, por preconceito.
Fonte: Comunique-se

Deu no blog do Japiassú

Na capa do UOL:
Obcecado por tetra estadual, Flamengo ignora
Janistraquis, que é do tempo em que ganhar o Campeonato Carioca era o supra-sumo do luxo, debochou:

"Considerado, não é possível que a presidenta do Flamengo queira enganar a maior torcida do Brasil; ora, até os cães que escaparam das últimas enxurradas sabem que o paupérrimo torneio denominado 'campeonato fluminense' não vale porra nenhuma; dizer que ignora a Libertadores é somente uma estratégia para explicar a derrota mais tarde..."


De aposentadorias
Foi notícia de destaque em toda a mídia:


Roberto Carlos vai se aposentar no Corinthians.

Janistraquis estranhou:

"Considerado, pensei que o craque tinha vindo pra jogar, mas ele veio pra se aposentar... Coisa mais esquisita!!!"


Sky sem MTV
Janistraquis leu que os assinantes da Sky vão perder o canal MTV e imediatamente desabou no solo ainda enlameado neste sítio, com as mãos para o céu, olhos arregalados e a voz tonitruante dos desesperados:

"Não, ó Altíssimo, nããããããããoooo!!! É desgraça demais para um pobre mortal suportar!!! Como haveremos de seguir nesta vida sem a MTV?!?!?!

Confesso que fiquei preocupado.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Pensamento do dia

Já vou antecipando a mensagem da semana devido a situação mensionada no post anterior

Boris Casoy vai dar a maior caixinha da história dos lixeiros no fim deste ano. @sociedadejm

Um mendigo me perguntou se eu queria saber a sorte. Falei que se fosse a mesma dele era melhor não ficar sabendo.
@tiodino

Novas diretrizes para o blog



Ano novo, velhos problemas! Essa é a tônica que rege a minha vida nos últimos tempos. Já estava sem emprego, agora estou com dificuldades de acesso à internet, devido a problemas de cunho, digamos, pessoal. Não entremos em detalhes sórdidos e questiúnculas.
Sendo assim, acho que não poderei atualizar esse blog com a freqüência que vinha fazendo, o que me causa uma grande tristeza. Na medida do possível farei atualizações e vou ver no que vai dar.

Tensão no norte do ES

Recebi essa mensagem por email, cuja pessoa que a elaborou é liderança atuante nas comunidades quilombolas do norte do ES.Como eu sei da gravidade da situação, resolvi dar uma força na divulgação.

Camaradas

Não houve invasão da polícia no quilombo São Domingos em Conceição da Barra/ES, nesta madrugada. Quilombo este do episódio de 11 de novembro de 2009.
A Aracruz Celulose hoje Fibria, realizou uma reunião na terça feira (05/01/2010) com as Lideranças do Quilombo São Domingos para 'acordos' a fim de obter um cala-boca.
Porém, algumas lideranças importantes da Comunidade e da Comissão Quiombola não foram nesta reunião, entendendo que o processo será construído em conjunto e não por uma minoria.
A reunião foi muito tensa e aconteceu no P.A (Ponto de Apoio) da Aracruz (Fibria) no trevo de Conceição da Barra e não no quilombo.
Não há dúvida que se a comunidade continuar resistindo e com certeza continuará sempre, haverá outra 'ação' da Polícia no quilombo ou em outros.
Falei agora pouco com Luzia do Quilombo São Domingos (onde a mesma não fora a reunião) e ela relatou o que escrevi acima e disse que ontem por toda tarde helicópteros voaram baixo do quilombo São Domingos ao quilombo Angelim (próximo a Itaúnas) tirando fotos, aéreas dos quilombolas retirando facho, o mesmo era da Polícia Civil.
Mas ela pediu para agradecer a todos (as) pelas ligações e ao mesmo tempo tranquilizando-nos, pois até o presente momento nada mais grave aconteceu e se vir acontecer que nós quilombolas não hesitaremos em ligar pedindo ajuda.

Mais uma vez agradecemos pelo carinho, apoio e solidariedade a nossa luta, desejando a todos e todas, um 2010 mais terno e calmo, e principalmente com vitórias nas lutas que continuaremos a travar pela retomada do nosso território, por que Justiça Social e a Regularização dos Territórios Quilombola, Indígenas e pela Reforma Agrária, ainda que tardia!

Ninguém quer ficar com a batata quente

Regras eleitorais nos tribunais são levadas ao STF

Por Lilian MatsuuraMesmo depois de o Supremo Tribunal Federal definir que apenas os integrantes mais antigos dos tribunais podem concorrer aos cargos de direção (presidência, vice-presidência e corregedoria), como está previsto na Loman, as regras regionais ainda prevalecem nas eleições. Contra as tradições internas e interpretações peculiares, desembargadores têm recorrido aos ministros da suprema corte para que o artigo 102 da Loman seja cumprido.

O artigo 102, além de prever que os mais antigos que ainda não exerceram cargos de direção ocupem a cúpula do tribunal, diz que ninguém pode assumir mais de dois cargos de direção por mais de quatro anos consecutivos. Apesar de estar previsto em lei que o critério de antiguidade deve prevalecer, muitos acreditam que esta não é a melhor forma — ou a mais democrática — de se escolher um presidente.

Muitos juízes que defendem a aplicação da Loman não são a favor do critério da antiguidade. No entanto, como esta é a previsão legal, ressaltam que uma norma interna de tribunal não se sobrepõe à lei. Uma reforma na Loman seria necessária para que o acesso à cúpula do Judiciário seja ampliado e mais democrático, dizem. Outro argumento usado é o de que o juiz tem de cumprir a lei. Se um tribunal não a cumpre, a segurança jurídica fica prejudicada. (...)

Fonte: Conjur

E a bobagem proferida pelo senhor Casoy continua rendendo...

CUT repudia declaração de Boris Casoy

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS) se manifestaram contra a declaração do jornalista Boris Casoy. Segundo as entidades, a afirmação do apresentador do Jornal da Band foi “ultrajante”.

No último dia 31/12 Boris declarou que os garis estavam “no mais baixo na escala de trabalho”. No dia seguinte o apresentador pediu “profundas desculpas” durante o jornal, mas o caso ganhou repercussão pelos vídeos no YouTube. Ontem (05/01), a Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), anunciou que nesta quarta-feira (06/01) daria entrada com uma ação civil pública contra o jornalista.

“A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS/CUT) como representante da categoria considera ultrajante o ato e repudia as declarações do jornalista Boris Casoy. E destaca que a categoria é de grande importância social para toda a sociedade, incluindo o próprio jornalista”, diz o texto.

As entidades comentaram especificamente sobre a cena dos garis desejando feliz ano novo que motivou a declaração do jornalista. “Para os autodenominados formadores de opinião, o razoável é que o trabalhador ou trabalhadora, particularmente aqueles que realizam tarefas manuais, se coloquem em 'seu devido lugar', portanto, garis varrendo ruas e não dirigindo mensagens de confraternização na celebração do novo ano. Afinal, não é qualquer um que pode pronunciar mensagens ao público em geral, essa é a função dos mais preparados, ou seja, da elite pensante”.

O texto também lembra da falha do operador de áudio. “O operador de som, sem saber, prestou um grande serviço público ao mostrar a verdadeira face do conservadorismo do país, com seu autoritarismo, preconceito e ódio em relação aos trabalhadores pobres que varrem ruas, servem café ou limpam seu ambiente de trabalho e sua casa”.
Fonte: Comunique-se

França vive um dia sem jornais

Uma greve organizada pelo sindicato da Presstalis, empresa responsável pela impressão e distribuição de jornais, fez com que quase todos os veículos impressos não circulassem nesta quarta-feira (06/12). Apenas o Le Parisien, que possui gráfica própria, chegou às bancas.

A principal região atingida foi o norte do país, mas Paris também foi afetada. Os grevistas bloquearam o centro de distribuição de Gonesse, na periferia da capital, responsável pelo envio para o norte.

O motivo da greve é um plano da Presstalis de reduzir os custos, o que, na prática, significa demissões. A empresa planeja não renovar os contratos dos funcionários temporários e afirma que o corte é justo, já que a circulação de jornais na França está em queda.

Para tentar contornar o problema, as empresas jornalísticas liberaram o acesso às versões digitais na Internet.

Com informações da EFE e do El Mundo.
Fonte: Comunique-se

Se fosse no Brasil...

Tribunal português julga falso jornalista

O Tribunal português de Amares inicia no dia 27/01 o julgamento de um falso jornalista, Joaquim A., acusado do crime de usurpação de funções. O réu dizia ser “ex-jornalista do TSF”, uma rádio, e afirmava possuir registro profissional de imprensa.

Joaquim foi acusado pelo jornalista freelancer Manuel Araújo, de tê-lo enganado quando o contratou para a Life TV Online Comunicação, empresa de comunicações. Araújo diz que o falso jornalista não possui registro profissional e mesmo assim exerceu a função na década de 90, na rádio Antena Moinho.

O falso jornalista dizia-se "proprietário da Life Online, Life Rádio Online e Life Notícias, um jornal em papel que iria ser distribuído no estrangeiro, em especial junto das comunidades de emigrantes portugueses".

Com informações da RTP.
Fonte: Comunique-se

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Giorgio Moroder

O italiano de Ortisei, Giorgio Moroder é outra fera das trilhas sonoras.Moroder é produtor e compositor musical e atribui-se a ela a inovação da chamada disco music, a partir do uso de sintetizadores nos anos 70, abrindo caminho para o que mais tarde foi chamado de techno.
Fez trabalhos com Donna Summer,além de trilhas sonoras para filmes como o Expresso da Meia Noite ( Oscar de melhor trilha sonora), além de músicas para trilhas sonoras dos filmes Neverending Story, Cat People, Flashdance, Scarface, Top Gun, Beverly Hills Cop II(*) e para o filme restaurado Metropolis, de Fritz Lang. Produziu também as bandas Information Society e Sigue Sigue Sputnik. Abaixo, alguns de seus sucessos do filme "Expresso da Meia Noite".






Do filme Flashdance




Do filme E=MC2

Rendeu!

Sindicato vai entrar com ação civil pública contra Boris Casoy

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, afirmou que irá entrar com uma ação civil pública contra o jornalista Boris Casoy, por sua declaração sobre o trabalho dos garis no Jornal da Band. “Vamos entrar com uma ação civil pública para que ele se retrate na Justiça. Já assinei a procuração”, declarou o presidente da entidade.

O apresentador do Jornal da Band tem sido criticado desde o dia 31/12, quando saiu no ar o áudio de uma declaração sobre os garis que desejavam feliz ano novo. Ainda na vinheta do jornal, sem saber que seu microfone estava aberto, Casoy declarou: "Que m... dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho".

No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. “Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”, disse.

Nesta segunda-feira (04/12), o Siemaco entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. “Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores..."

Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento dado ao trabalho dos garis. “Lamentavelmente Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza", diz a nota.

A assessoria de imprensa da Band informou que o apresentador já pediu desculpas em público. A direção de jornalismo da emissora ainda não se manifestou sobre o caso.
Fonte: Comunique-se

Ser ou não ser?

Especialistas reprovam exposição de ganhador da Mega Sena pela imprensa

Por Rafael Menezes

Até onde a identidade de um ganhador da Mega Sena é de interesse público? É ético revelar o nome do vencedor de um prêmio tão visado? Para especialistas em comunicação, a exposição, neste caso, é um erro da imprensa.

Nos últimos dias, informações como nome, idade, cônjuge, profissão, número de filhos e cidade do ganhador, de apenas 30 mil habitantes, foram divulgadas por diversos veículos. O Estadão chegou a publicar a foto da casa e o nome da rua onde o ganhador mora.

Antes das informações serem reveladas, os ganhadores pediram à Caixa, responsável pelo prêmio de mais de R$ 70 milhões para cada um, que não divulgassem nenhum dado sobre eles, mesmo informações básicas, como o órgão costuma fazer. O ganhador de Brasília é desconhecido, mas o de Santa Rita do Passa Quatro (SP) foi divulgado pela mídia.

“Isso faz parte da vida privada. Existe um conflito entre o direito de privacidade e o direito da informação. Esse é um caso que podemos deslumbrar uma situação de conflito entre esses dois direitos”, disse Manuel Carlos Chaparro, doutor em Ciência da Comunicação e professor da ECA/USP.

Para Chaparro, expor a identidade do vencedor pode ser prejudicial para ele e sua família. “As proporções do prêmio e as pressões que isso pode envolver recomendam a proteção da vida privada”, completa.

Nilson Lage, Mestre em Comunicação e professor da UFSC, também concorda que revelar a identidade do vencedor pode trazer problemas. “Não é de interesse público. Porque vai trazer para ele um problema insolúvel. A não ser que ele queira se expor". E acrescenta. "Ele vai ter um incômodo terrível, vai ter que se avivar em outro lugar. Ninguém ganha com a divulgação do nome dele. Não é de interesse público saber o nome do homem”, critica.
Fonte: Comunique-se

terça-feira, janeiro 05, 2010

Geógrafo cria site sobre impactos de desastres naturais



Em meio a catástrofes naturais, como a que ocorreu em Angra dos Reis, a população verifica a inexistência de planejamento e prevenção das autoridades em relação a situações de risco. A partir dessa deficiência, o geógrafo Luiz Amadeu Coutinho teve a iniciativa de elaborar um site, o Disaster Map ou Mapa de Desastres, cujo intuito é construir um banco de dados sobre catástrofes naturais que acontecem em todo o planeta. O objetivo é criar uma ferramenta de inventariação e difusão dos dados sobre desastres naturais, recolhidos na mídia e também publicados por outros usuários que tem interesse no tema.
Coutinho é aluno de mestrado em Gestão do Território com especialização em Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informações Geográficas, do Departamento de Geografia da Universidade Nova de Lisboa em Portugal e o Disaster Map é fruto de sua pesquisa envolvendo a construção de banco de dados geográficos de desastres naturais.
A grande vantagem do Disaster Map é a simplicidade e objetividade que ele oferece aos usuários. Segundo Coutinho, a idéia é criar um site onde o usuário possa inserir no mapa a ocorrência de desastres naturais em qualquer parte do mundo, independente de data.
De acordo com Coutinho, o Disaster Map pretende reunir pessoas de todo o mundo que queiram compartilhar suas histórias relacionadas a Catástrofes. “O objetivo é criar condições para que todos possam contribuir com textos, links, fotos e vídeos. Já foram publicados os principais desastres ocorridos no mundo nos últimos dias, incluindo a tragédia em Angra dos Reis no Ano Novo” declara.
Coutinho ressalta que a utilização do site é bem simples e espera avaliar o grau de precisão entre as informações que são publicadas, envolvendo ocorrências de desastres naturais. “Em alguns casos um jornal publica X Mortos e Y Feridos e outro publica a mesma noticia com valores diferentes ou dizem o nome da cidade errada, dentre outras informações. Quero sentir o quanto às pessoas tem interesse em participar de forma interativa numa ferramenta Geográfica na WEB” explica.
Para Coutinho, mais do que criar um banco de dados acessível a todos, o Disaster Map pode ser utilizado como uma ferramenta importante nas ações que deverão ser tomadas pelo poder público na ocorrência de desastres naturais, evitando assim grande número de vitimas. O acesso ao site pode ser feito através do endereço: http://wikimapps.com/index.php/a/disastermap/show ou pelo site http://geoinformacaonline.com/.

Disaster Map
Passo a passo:
1 – Faça o login na página inicial, clicando nas opções de conta no lado direito. (Pode utilizar sua conta do Google ou criar um user no próprio serviço)
2 – Em seguida, na página em que aparece o mapa clique em “Mark on the map”, preencha os com o endereço (rua, número, bairro e cidade, o endereço exato não é obrigatório) e clique em “Confirm Address”.
3 – Agora é só preencher os campos com a descrição do Desastre, Tipo, Data, página WEB para mais detalhes, etc.
4 - Você também pode incluir vídeos do youtube ou qualquer outro site de vídeos que tenham o recurso "Embed". Também é possível incluir fotos de serviços como o Flickr, Picasa, ou links para imagens publicadas noutros sites. Basta clicar em Media e inserir as informações.

Casa fantasma

TJ-SP descobre servidores recebendo sem trabalhar
Por Fernando Porfírio

O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4,8 mil servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.

A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4/1), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.

Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária teria usado como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.

“Fiquei surpreso com a descoberta”, afirmou o desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos. Em seu discurso de despedida, Bellocchi revelou a fraude. “A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.”

A direção do tribunal informou que todos os afastamentos foram lastreados com atestados, mas diz não ter motivos para suspeitar dos médicos que os assinaram.

A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.

Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. “Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa”, disse Viana Santos em entrevista depois da solenidade de posse. “Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.”
Fonte:Conjur

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Entrando nos eixos

Anteprojeto prevê regras para o Terceiro Setor
Por Flávio Rodrigues
A Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL) lançou, no dia 17 de dezembro, uma série de 20 publicações do projeto Pensando o Direito. Entre elas, o Estatuto Jurídico do Terceiro setor — a ideia é criar um marco legal para as organizações sociais brasileiras. O anteprojeto estabelece o conceito de Terceiro Setor, assim como as características, diretrizes, princípios e finalidades da área. E, também, tenta introduzir uma política nacional de desenvolvimento das organizações sociais e mecanismos de fiscalização das atividades desenvolvidas. A expectativa é que o anteprojeto seja apresentado, na Câmara dos Deputados, no próximo ano.

O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Pro Bono, órgão dedicado à promoção da advocacia solidária no país, a pedido da SAL. A pesquisa foi coordenada pelo professor doutor Gustavo Justino de Oliveira, da Universidade de São Paulo. Ele teve, ainda, a tarefa de elaborar o anteprojeto de lei do Estatuto. O trabalho inclui um levantamento sobre a legislação pertinente ao Terceiro Setor nacional e em países desenvolvidos, como a Inglaterra, Itália, Alemanha e França.

Regulamentação e desenvolvimento
O anteprojeto de lei possui duas dimensões normativas marcantes: uma, de regras disciplinadoras dos direitos, deveres e obrigações das entidades do Terceiro Setor, frente ao Estado, à população e à própria sociedade civil; e outra de necessária promoção de políticas públicas para o desenvolvimento do Terceiro Setor.

Em relação às regras de controle das entidades do Terceiro Setor, o anteprojeto diz que elas deverão criar em sua estrutura um Conselho Fiscal, encarregado de avaliar periodicamente a prestação de contas e demais relatórios de desempenho financeiro, contábil e de performance, entre outros. Já o controle externo, será feito por órgãos e pessoas que não estejam ligadas à estrutura organizacional da entidade, como: Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e Tribunal de Contas e Ministério Público, dentre outros.

O Ministério Público será responsável pela edição de manuais de orientação para as entidades, com informações de prestação de contas e cumprimento de outras normas relacionadas com o controle e fiscalização do órgão.

Um ponto importante do anteprojeto é a criação do Conselho Nacional do Terceiro Setor (Conats), no âmbito organizacional do Ministério da Justiça. O Conats será reponsável pela formulação da Política Nacional de Desenvolvimento do Terceiro Setor. Estabelecer diretrizes, elaborar normas e articular a coordenação de tais políticas também ficaram a cargo do Conats. Além disso, ele poderá estimular a criação de órgãos colegiados, nos estados e municípios, com competências ao Conselho Nacional.
Fonte: Conjur

Não há óleo de peroba que chegue!


Ministro diz que ricos e probres têm tratamento igual
O canal oficial do Supremo Tribunal Federal no YouTube exibiu, no dia 31 de dezembro, vídeo em que o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, responde a perguntas enviadas por detentos do Distrito Federal. Na entrevista, gravada com exclusividade para o YouTube, o ministro garante que, no STF, “processos de ricos e pobres recebem a mesma atenção”. (...)

Até onde vai a cara-de-pau deste bandido de toga?

Falou e disse

Para JB, Justiça brasileira tem de ser reinventada
“O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país”, na opinião do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro afirma que a impunidade no Brasil é planejada e que as instituições criadas para combatê-la, na prática, são organizadas de uma forma que as tornam impotentes.

Segundo o ministro, a Polícia e o Ministério Público, apesar dos erros cometidos e de suas deficiências, cumprem o seu papel. Já no Judiciário, afirma com acidez o integrante do STF, “a falta de transparência na tomada de decisões” e “as interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção” criam a sensação generalizada de impunidade no país.

Para finalizar as críticas feitas à instituição da qual é integrante, Joaquim Barbosa afirma que o Judiciário precisa ser reinventado “para ser minimamente eficaz”.
Fonte: Conjur

O fim do mito da justiça cega



A importância do voto do juiz
Por Roger Spode Brutti

Tudo o que existe, sem exceção, é, necessariamente, político, ou teve sua gênese na política. Não há um único átomo existente no Universo que não exista por uma questão política. Entenda-se acerca de “política” o ato de decidir ou de escolher o melhor caminho, ou seja, o que é mais conveniente e oportuno dentro de um momento e das condições que se apresentam. Por isso, a posição dos astros, as várias formas da fauna, da flora, enfim, cada movimento atômico e celular, por serem expressões da vida, ou melhor, uma vontade desta, na escala da sua natural evolução, ocorrem em virtude de uma questão de “conveniência e de oportunidade”, ou seja, em decorrência de uma vontade “política”.

No mundo jurídico a situação é idêntica. Imagine, por exemplo, um episódio em que dois grupos que demandam o Estado estejam em posições absolutamente idênticas no âmbito jurídico, porém onde a decisão do juiz, como expressão da Justiça, é diferente para os dois, tudo por questões políticas. Vamos ao exemplo: existe na Argentina um princípio que fundamenta a responsabilidade do Estado por atividade legislativa legítima. Trata-se do princípio do “sacrifício especial”. Exsurge ele, quando uma lei, visando um benefício maior, acaba gerando um pequeno sacrifício a grande parte da população. Todavia, uma pessoa ou um grupo de pessoas acaba sofrendo um sacrifício demasiado em relação ao resto do grupo social, o que, forte no princípio da igualdade de todos perante a lei e perante as cargas públicas, possibilita-se, então, o direito à indenização.

O problema nasce, todavia, quando o reconhecimento desse “sacrifício especial” acaba tornando-se um peso insustentável aos cofres públicos, o que ocorre, por exemplo, quando o grupo que reclama a indenização é muito grande, ocasião em que isso inviabiliza o investimento do Estado em setores indispensáveis à sociedade. Dessa arte, o “ponto de inflexão” da decisão judicial acaba sendo “econômico” e não jurídico, ou seja, o critério passa a ser, por adotar questões de conveniência e de oportunidade aos cofres públicos, puramente “político”.

Não obstante, esse critério está correto. Ocorre que não é crível que em casos tais o juiz prefira manter o status patrimonial de uma classe já naturalmente privilegiada economicamente, prejudicando, assim, ainda mais, aquela classe social que já nasce desprivilegiada e que, em verdade, não vive, mas sobrevive dependendo de investimentos do Estado na saúde, na segurança e na educação. Como se vê, tudo o que existe é puramente “político”. Percebes, agora, o porquê de o teu voto ser tão importante?
Fonte: Conjur