
"O cantor americano Michael Jackson poderia encontrar o descanso eterno no rancho de Neverland, um universo próprio que o "rei do pop" construiu para se refugiar do mundo adulto e onde a família estuda agora enterrar o artista". Fonte: Agência EFE
E terminou de forma estranha - no melhor estilo do próprio - a trajetória daquele que foi considerado o rei do pop. Talentoso, artista completo,bizarro, pedófilo, enfim, vários são os adjetivos que podem ser atribuídos a Michael Jackson durante toda a sua carreira. Nos úlitmos vinte anos vinha numa queda vertiginosa que chegava a dar dó.
Mas,convenhamos, tirando todas as bizarrices e os problemas da sua vida privada, Michael representava o ideal daquilo que no imaginário das pessoas seria um artista. Confesso que nunca fui muito fã do mesmo, mas seu trabalho merece respeito.
Lembro quando Triller estourou. Era adolecente e todo mundo só falava nisso. Todas as músicas do LP tocavam em casas, boates, bares sem que houvesse distinção social. Era praticamente uma unanimidade. Lembro de um colega que ia dar uma força lá em casa quando tinha um trabalho mais complexo - construir cerca, cavar fossa, etc. - e ele levava um toca fita com o cassete de triller. Ficávamos escutando enquanto trabalhávamos duro, imaginando como seria a vida desse cara, o que ele gostava, etc.
Também tinha a moda do corte de cabelo, dança e várias outras coisas que o tornaram um ícone pop. Acredito que isso deva ter mexido com o imaginário dos negros, pois até então não existia uma estrela de tal grandeza. Acho que pode ter vindo daí o "Yes, we can".
Passou a década de 80 e a imagem do ídolo começou a ruir. Foi mudando de cor, liberando ainda mais suas esquisitices e ficou pra lá de enrolado com escândalos de pedofilia. Escândalos que revelaram a face de uma pessoa atormentada, com perversões e de um gosto que simplesmente é repudiado em nossa sociedade. Daí para frente foi ladeira abaixo.
Ao assistir ontem ao programa do Roberto Cabrini na Record, via partes do documentário produzido pelo jornalísta Michael Bashir, que no Brasil foram abafadas. O documentário mostra um pessoa perturbada, com sérios problemas com sua sexualidade, mentiroso e cheio de rancores familiares, em específico pelo seu pai.
Com a morte da biba muitos outros detalhes sórdidos deverão aparecer, mas o fato é que ele (ou ela, sei lá!)conseguiu ficarimortalizado no panteão onde estão figuras como Elvis Presley, Jim Morrison, entre outros. Que a morte seja também uma forma de descanso para aquela pessoa atormentada que vi ontem no documentário.



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