Secretário de Audiovisual lamenta que mídia não queira debater comunicação
Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura Sílvio Da-Rin lamenta que detentores de concessões, principalmente de TV, se recusem a debater a comunicação no País. “A Constituição define a comunicação como algo de interesse público. No entanto, a mídia não quer discutir mídia, e os empresários – sobretudo detentores de concessões, principalmente de canais de TV aberta – estão sempre contrários a discutir comunicação no Brasil”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil.
Na opinião do secretário, o debate em torno da comunicação é visto pelos empresários como “um cartório intocável”. “Eles criticam até mesmo o horário político e a Hora do Brasil, como se a comunicação fosse privada, e não social”.
Ele afirma que a comunicação social deve ser regida pelo interesse nacional e público. “Os princípios já estão estabelecidos no Art. 221 da Constituição Federal”.
“Há 21 anos o país vem insistindo na regulamentação desse ponto [Artigo 221], mas os detentores do serviço nunca comparecem e nem favorecem a regulamentação. Prova disso é a retirada da Abert [Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão], do evento [1ª Conferência Nacional de Comunicação]”. Ele se refere à ausência das entidades representativas do patronato na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que está sendo realizada em Brasília até dia 17/12, e da qual ele será palestrante. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre isso durante abertura da Confecom, nesta segunda-feira (14/12).
Ao lembrar que o código que rege a imprensa é de 1962, Da-Rin defende uma nova lei de comunicação.
Fonte: Comunique-se
O nobre secretário parece desconhecer a má vontade dos donos dos grandes veículos de comunicação em discutir qualquer tentativa de democratização do setor. Na cabeça dessa corja, discutir regulamentação do setor de comunicação é ferir liberdade de expressão. A deles, é claro!
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