segunda-feira, outubro 05, 2009

Rapidinhas



Os jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo publicam reportagem no último domingo sobre o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli. O Estado destaca que Toffoli vai demorar para ser notado como juiz da mais alta corte do país. De acordo com o jornal, pelo calendário previsto para o último trimestre deste ano, o ministro terá que se declarar suspeito ou impedido na maioria dos grandes julgamentos do STF.
O Toffoli está redondamente enganado: ele é, no momento, o juiz mais notado do STF. Isto devido aos holofotes da grande mídia que não queriam ver mais um aliado de Lula ocupando uma vaga na mais alta corte do país. O interessante é que não precisa ser membro de carreira do Judiciário para ocupar o cargo...

Pesquisa Datafolha feita em todo o país mostra que 13% dos brasileiros admitem já ter trocado seu voto por dinheiro, emprego ou presente. Esse percentual corresponde a cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos em um universo de 132 milhões de eleitores. Ao mesmo tempo, 94% dos entrevistados veem como condenável a venda do voto, percentual idêntico ao dos que dizem ser errado pagar propina.
Provavelmente esse percentual é maior. A maioria da população sabe que após a eleição a conversa muda e as relações são outras.

A Polícia Federal indiciou neste sábado (3/10) dois suspeitos de fraudarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o empresário e publicitário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A PF está convencida do envolvimento de ambos na trama do vazamento das provas. O exame foi cancelado na quinta-feira depois que o Estado de S.Paulo avisou o Ministério da Educação (MEC) que havia tido acesso ao caderno de questões.
Essa falcatrua envolve o nebuloso universo das empresas que elaboram os concursos, cuja regulamentação é praticamente nenhuma. A garotada agora vai ter que se rasgar para fazer duas provas: o Enem e o vestibular. Será que ninguém vai tocar nesse assunto?

Os 2.853 servidores da Assembleia Legislativa de São Paulo tiveram ampliado um benefício já extinto no funcionalismo público federal e em alguns municípios: a licença-prêmio, uma regalia concedida aos servidores como recompensa por assiduidade ao serviço, de acordo com reportagem do Estadão.
Para o Estadão, direito previsto na CLT é regalia. O bom mesmo é trabalhar igual escravo numa redação, sendo humilhado e ganhando um salário de fome.

O Jornal Brasil de Fato publicou uma nota onde ressalta o resultado de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa aponta a falta de confiança do povo nos juízes e nos tribunais brasileiros e a crença de que o Judiciário tem sido o maior aliado das classes dominantes e das forças hegemônicas na aplicação do modelo econômico neoliberal. O jornal cita como exemplo as desregulações praticadas pelo Supremo Tribunal Federal.
É só lembrar a forma como foi feita a “operação” do fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista

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