sexta-feira, outubro 30, 2009

A tempestade está querendo passar


Mas se isso acontecer, ainda não sei os efeitos dos estragos.

Pensamento do dia

"Halloween de pobre é acordar de madrugada com alguém gritando: "Devolve meu chipêêêêê!"
De @sandrofortunato para o Na_kombi

Tropeços no vernáculo

Que a língua portuguesa é difícil e traiçoeira nos já sabemos, agora não dá para resistir quando um “coleguinha” de um veículo de comunicação dá uma escorregada. Ainda mais depois de passar por cursos de residências, dinâmica de grupo, inglês avançado, teste do sofá e o escambau. Eis aqui algumas pérolas expostas no blog do Moacir Japiassu e que me concede o direito de excercer o meu “jus sananeandi”.
Chamada na capa do UOL: Pressão internacional -- ONU volta a pedir fim do embargo americano à Cuba
Não sei de onde o coleguinha achou essa crase, mas está equivocado. Só para recordar Tia Neném: Se vou a e volto da, crase há. Se vou a e venho de, crase para quê?

Essa outra aqui foi identificada pelo jornalista Sergio Gomes
"Minimizada desde 1992, a eterna rivalidade entre Nélson Piquet e Ayrton Senna se reacendeu nesse sábado. Buscando defender o filho Nelsinho do acidente proposital em que se envolveu na edição 2008 do GP de Cingapura, o ex-piloto garantiu não ver motivo para histeria no mundo da F1, mesmo porque Senna 'ganhou dois títulos' utilizando de artefatos semelhantes."
Além do erro em utilizar alguns estilos gramaticais o autor utiliza o termo “artefatos” quando o certo seria “aritfícios”. Esses cursos de residência...

quinta-feira, outubro 29, 2009

O Frank Sinatra da música brega


Ah, o brega! Patrimônio brasileiro e renegado pelos eruditos. Querendo ou não é um dos gêneros musicais mais escutados desse país, seja por sua letras de duplo sentido ou pelos acordes que misturam bolero e ritmos nordestinos. A música brega tem até uma variante no que tange ao estilo: o Tecnobrega.
Costumo dizer que a música brega nesse país ocupa o mesmo patamar de filme pornô: todo mundo fala mal, desse o cacete, mas no fundo gosta bastante. Alguns cantores se destacam no gênero e viraram expontes "cult" do brega como é o caso de Reginaldo Rossi e de Odair José (o Bob Dylan da Central do Brasil e menestrel das putas), Manhoso, Sandro Becker dentre outros que até hoje fazem sucesso principalmente no norte e nordeste do Brasil.
De todos eles eu destaco Genival Lacerda. Desde que me entendo por gente o cara já faz esse tipo de música e chegou até gravar em ritmo de dance music a versão de "De quem é esse jegue". Ao contrário de Sinatra, Lacerda não tem olhos azuis e muito menos um passado glamuroso em Hollywood, mas se tornou bem conhecido pelas sua apresentações em programas de TV, onde praticamente interpretava a música usando o seu jeito bonachão. É literalmente uma figura!

Toda geladeira tem o pinguim que merece

Assim caminha a humanidade

França distribui jornais para jovens em tentativa de recuperar mercado

Da Redação

O governo francês lançou o projeto “Meu jornal gratuito”, que pretende criar a cultura de leitura de jornais impressos entre os jovens no país. A principal medida é oferecer, gratuitamente, assinaturas de jornais para jovens entre 18 e 24 anos. Os detalhes da ação foram divulgados nesta terça-feira (27/10).

“Recuperar jovens leitores é essencial para a sobrevivência financeira da imprensa”, afirmou o ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand.

O projeto faz parte de uma série de medidas propostas pelo governo para recuperar o mercado de comunicação. Os jovens poderão escolher para receber de graça, durante um ano, uma entre as cerca de 60 publicações participantes, que incluem os tradicionais Le Monde e Le Fígaro, a edição internacional do New York Times e até jornais esportivos, como o L´Équipe.

Aproximadamente 30 mil pessoas já efetivaram um pré-cadastro no projeto. Os custos serão divididos com as empresas e o governo francês vai investir US$ 22,5 milhões.

A ação pretende reverter a queda na leitura de jornais entre os jovens. Pesquisa realizada pelo governo mostra que, em 2007, apenas 10% da população com idades entre 15 e 24 anos liam jornais pagos diários. Em 1997, o percentual era de 20%.

Fonte: Com informações do New York Times.

Liberdade de imprensa ou de empresa?

Imprensa livre é imprensa privada?

Por Emir Sader

A ideologia liberal – dominante nestes tempos – costuma caracterizar se um país é democrático, pelo seu regime político, fazendo suas perguntas clássicas: se há pluralismo partidário, separação de poderes no Estado, eleições periódicas e imprensa livre. Não contempla a natureza social do país, se há universalização de direitos básicos, se se trata de uma democracia social ou apenas do sistema político.

Um dos problemas dessa visão redutiva que marca o liberalismo, seccionando a esfera político-institucional do resto da formação social, é que vai buscar a resposta no lugar errado. Saber se um país é democrático é saber se sua sociedade é democrática. O sistema político é uma parte dela e deveria estar em função não de si mesmo, mas de criar uma sociedade democrática.

Mas o pior desses critérios é tentar fazer passar que imprensa privada é critério de democracia. Imprensa privada (isto é, fundada na propriedade privada, na empresa privada) como sinônimo de imprensa livre é uma contradição nos termos. Imprensa centrada na empresa privada significa a subordinação do jornalismo a critérios de empresa – lucro, custo-benefício, etc. . etc., a ser financiado por um dos agentes sociais mais importantes – as grandes empresas. O que faz com que a chamada imprensa “livre” seja, ao contrário, uma imprensa caudatária dos setores mais ricos da sociedade, presa a seus interesses, de rabo preso com as elites dominantes.

A chamada imprensa “livre” representa os interesses do mercado, dos setores que anunciam nos veículos produzidos por essas empresas, que são mercadorias, que transformam as noticias e as colunas que publicam em mercadorias, que são compradas e vendidas, como toda mercadoria.

Antes de serem vendidos aos leitores, os jornais – assim como os outros veículos – são primeiro vendidos às agencias de publicidade, que são os instrumentos fundamentais de financiamento da imprensa “livre”. “Um anúncio de uma página em Les Echos (publicação econômica francesa), com tarifa normal, rende mais do que a totalidade de suas vendas nas bancas” – diz Serge Halimi, em artigo no Le Monde Diplomatique de outubro.

São então “livres” de quê? Do controle social, da transparência do seu financiamento, da construção democrática da opinião pública. Prisioneiros do mercado, dos anúncios, das agências de publicidade, das grandes empresas privadas, do dinheiro.

Uma imprensa livre, democrática, transparente, não pode ser uma imprensa privada, isto é, mercantil. Tem que ser uma imprensa pública, de propriedade social e não privada (e familiar, como é o caso das empresas jornalísticas brasileiras).

A Conferência Nacional de Comunicacáo, a ser realizada em novembro, é um momento único para redefinir as leis brasileiras, promovendo a construçãao e o fortalecimento de uma imprensa realmente livre, democrática, transparente, pública.
Fonte: Comunique-se

quarta-feira, outubro 28, 2009

Não sei se rio ou se choro

Abril é condenada a indenizar Collor por matéria da Veja
A editora Abril e o jornalista Roberto Civita foram condenados a pagar indenização no valor de R$ 30 mil ao senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello. O motivo da condenação é a publicação de matéria, em julho de 2004, na revista Veja. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A reportagem fala sobre o caso PC Farias e cita o ex-presidente junto com pessoas condenadas por envolvimento no “Esquema PC”. Collor foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

"É bem verdade que o autor se viu envolvido em fatos que causaram grande repercussão e comoção pública, mas foi ele absolvido pelo Judiciário. Ainda que seja por falta ou invalidade das provas, não pode a imprensa substituir o poder competente para julgá-lo, tratando-o como corrupto. Misturar no mesmo contexto pessoas condenadas e absolvidas, ainda que para comentar a dificuldade de apuração de corrupção, é ofensivo à honra e à dignidade", escreveu a desembargadora Nanci Mahfuz, relatora do processo.

De acordo com a juíza, as pessoas públicas estão sujeitas a críticas, mas a imprensa deve respeitar os limites da liberdade. “Se a notícia ou reportagem imputa crime a quem foi absolvido e deseja reconstruir sua vida, superando episódio nefasto, é de se reconhecer a dor moral”, afirmou.

Fonte: Comunique-se

terça-feira, outubro 27, 2009

Um pouco do ex-ministro


Essa foi tema de novela da Globo. A debaixo é da década de 60, nos aureos tempos dos festivais da canção da Record.

A latinidade solidária na desgraça

Atribuí-se ao jornalista Otto Lara Resende a autoria de duas frases mordazes: “O mineiro só é solidário no câncer” e “Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto”. Longe de ter o intuito de tripudiar sobre o povo de Minas Gerais – até porque quem criou as frases era mineiro – mas a idéia das mensagens proferidas por Otto pode ter várias interpretações condizentes com a realidade que nos cerca. Talvez uma que caiba adequadamente ao conceito de solidariedade mencionado pelo jornalista é a de que somente nos reconhecemos na medida em que identificamos problemas em comum.
Assim parece ser a saga da América Latina. Mais do que laços culturais, somos unidos pela nossa história de exploração, pelos conflitos com quem nos apunhala e a forma como nos comportamos perante às vicissitudes.
Recentemente tive conhecimento de uma situação grotesca envolvendo uma comunidade tradicional situado em pleno deserto do Atacama, Chile. Comunidade que sofre todo tipo de pressão possível, vilipendiada em seus direitos e que luta por um bem que deveria ser comum a todos: a água.
Eis que a solidariedade mencionada pela máxima de Otto Lara Resende se materializa concretamente bem perto de mim e de toda população capixaba. Materialização acompanhada pela punhalada travestida de recurso jurídico, onde vale a lei do mais forte. Deixo de lado as minhas palavras e reproduzo a nota divulgada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) para mostrar o quão é solidária a América Latina em sua desgraça.


OUTORGA D”AGUA
POSIÇÃO DO MOVIMENTO DOS PEQUENOS AGRICULTORES/ES

A água é um bem natural e cada vez mais é centro de disputa. Ter o controle da água significa ter o controle do território, da produção e do poder. Os camponeses querem ter acesso à água para garantir sua sobrevivência e para a produção de alimentos. O agronegócio quer a água para produzir algumas mercadorias para exportação e garantir seus lucros. Neste conflito o Estado tem o dever de atuar em defesa dos interesses da população.
Historicamente as comunidades camponesas tiveram na água, seu meio de sobrevivência e reprodução utilizando-a de forma equilibrada para uso doméstico, dos animais e das plantações. Nunca tivemos problemas, havia água com fartura para todos. Por causa da grande importância que a água representa na vida das comunidades, elas a preservaram com muito carinho, cuidando bem das nascentes, encostas, riachos, etc. a prova disso é que em regiões aonde tem muitas famílias camponesas a água e as florestas estão mais preservadas. Não é da cultura camponesa, destruir aquilo que é vital para sua própria sobrevivência. Se de um lado os camponeses lutam para preservar, do outro, o agronegócio, com o apoio dos governos e plena concordância dos órgãos de defesa ambiental, aumentam a destruição e a contaminação das águas, terras, ar, alimentos.
Recentemente os camponeses, que sempre conviveram e respeitaram a natureza, passaram a ser ameaçados, coagidos e obrigados a todo custo a fazerem a OUTORGA D”AGUA para terem o direito de usar a água que eles mesmos preservaram.
OUTORGA D”AGUA: o Governo do Estado do Espírito Santo está aplicando a LEI DA OUTORGA D”AGUA. Segundo o governo, com esta lei os agricultores e empresas passam a ter o direito ao uso da água, não importando a finalidade, se é para produzir alimentos - como fazem os camponeses, ou para produzir celulose, etanol, mamão, etc. como faz o agronegócio.
Nesta corrida, os técnicos do IDAF, INCAPER, IEMA estão dizendo que quem chegar ao poço primeiro vai beber água limpa, ou seja, os primeiros que fizerem a outorga d’água poderão fazer uso da água, quem não fizer estará impedido de usar água, mesmo que seja para produzir alimento. Já tem vários casos em que um único fazendeiro requereu toda a água que poderia ser licenciada no córrego, impedindo “pela Lei”, os camponeses que ali moram, preservam e produzem alimentos há décadas, a fazer uso da água.
O MPA é radicalmente contrário a exigência da outorga d’água como está sendo feita. Orientamos todas as famílias camponesas para não aceitar esta exigência, e muito menos, não aceitar que fiscais de órgãos de fiscalização ambiental, que não tem nenhuma sensibilidade e coerência, venham afrontar e ameaçar as famílias camponesas.

SOMOS CONTRARIO A OUTORGA D’ÁGUA PELAS SEGUINTES RAZÕES:
1.Não resolve o problema da falta de água.
2.Vai privilegiar os grandes, o agronegócio.
3.Vai aumentar o consumo de água na agricultura, pois os grandes terão mais liberdade para usar. Estarão licenciados para isso.
4.Vai aumentar os conflitos entre quem vai ter e quem não vai ter o direito ao uso da água.
5.Vai aumentar a exclusão social, a pobreza e a fome.

A PROPOSTA DO MPA;
1.Que seja garantido em lei, que a água seja usada prioritariamente para: 1 - consumo humano, 2 - consumo dos animais, 3 - produção de alimentos saudáveis;
2.Garantir que as famílias camponesas que estão produzindo alimentos à margem dos córregos possam continuar, eliminando os agrotóxicos e agroquímicos;
3.Avançar em pesquisas de sistemas de irrigação localizada. Hoje 80% da água usada na irrigação é desperdício;
4.Recuperar todas as nascentes, córregos, rios e áreas de muito declive com a finalidade de conservar e proteger as águas;
5.Instalar sistemas de captação de água de chuva em todas as propriedades. Ex: cisternas de bica e de enxurradas, caixas secas, etc.;
6.Construir pequenas barragens em todos os córregos com o objetivo de armazenamento de água;
7.Que o Governo do Estado crie uma linha de credito especial para a agricultura camponesa, a juro zero, com 20 anos para pagar, objetivando; recuperar nascentes e encostas, implantar sistemas de irrigação de baixo consumo de água, pequenas indústrias, transporte coletivo da produção, implementos leves, sistemas de comercialização local.
A agricultura camponesa, historicamente, é quem garanti a produção de alimentos para os brasileiros. Portanto, não vamos aceitar a criminalização por parte do Estado, enquanto que o agronegócio tem toda a liberdade para destruir a natureza e todos os privilégios com o Governo.

PLANO CAMPONÊS- POR SOBERANIA ALIMENTAR E PODER POPULAR

Vanguarda européia

OAB repudia violação de prerrogativas de advogados

Ao participar do Colégio de Advogados de Madri "III Encuentros en Madrid", no Colégio de Advogados da capital espanhola, o secretário-geral adjunto do Conselho Federal, Alberto Zacharias Toron, firmou, em nome da OAB, moção de solidariedade a advogados portugueses e espanhóis.

Segundo Toron, os advogados portugueses estão sendo vítimas de busca e apreensões em seus locais de trabalho. Já os espanhóis tiveram suas conversas gravadas pela Polícia ao falarem com clientes presos (...)

Fonte: Conjur

A pergunta que não quer calar é a seguinte: Se as autoridades européias vem fazendo isso, não será um indício de que a categoria em questão precisa rever suas ações? Principalmente no que tange a ética?
Não é segredo para ninguém que aqui no Brasil, muitos advogados são meros "pombos-correio" de seus clientes traficantes, além de fazer aqueles favorezinhos extras. Vamos cortar na carne excelentíssimos!

segunda-feira, outubro 26, 2009

Assim caminha a humanidade II

Especialista em segurança polemiza ao propor 'passaporte de internet'

Por Altieres Rohr
O diretor-executivo da fabricante de antivírus Kaspersky Lab causou polêmica ao propor um “passaporte de internet”, justificando que o anonimato na rede é um problema. Ele disse que a internet não foi desenvolvida para uso público, mas sim para cientistas, e foi errado introduzi-la à população da mesma forma como era usada por um grupo limitado de pessoas.

Também nesta semana: O plugin do Windows Presentation Foundation (WPF) foi bloqueado pela Mozilla no final da semana passada, juntamente com o plugin do .NET Framework Assistant. Ambos são instalados automaticamente no Firefox pelo Windows Update. Esse último plugin já foi desbloqueado, depois que a Microsoft informou que o mesmo não representa risco. E veja ainda a disponibilização da versão gratuita do AVG 9.0.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

Eugene Kaspersky é criticado por sugerir “passaporte de internet”

Em uma entrevista para a ZDNet Asia, o diretor-executivo da fabricante de antivírus Kaspersky Lab propôs um “passaporte de internet”. Para ele, o anonimato na rede é um problema. Ao responder a pergunta da repórter sobre “três coisas que ele mudaria relacionadas a segurança da informação”, Kaspersky limitou-se a responder “o design da internet, isso é suficiente”. Em seguida disse que faria isso porque “há o anonimato”.

“Todo mundo deveria ter e precisar de uma identificação, ou passaporte de internet. A internet foi desenvolvida não para uso público, mas para os cientistas e o exército dos Estados Unidos. Esse era um grupo limitado de pessoas – centenas, ou talvez milhares. A internet foi liberada para o público e foi errado introduzi-la do mesmo jeito”, opina o especialista.

Kaspersky sugere que a internet seja regulamentada internacionalmente. Países que não seguissem ou concordassem com as regras, deixando de criar seus “passaportes de internet” deveriam ser “simplesmente desconectados”. O anonimato seria o grande problema, e, segundo ele, apenas os criminosos são capazes de ficar anônimos na rede.

As afirmações atraíram críticas, que afirmaram a possibilidade de governos autoritários se aproveitarem disso para restringir a liberdade de expressão trazida pela internet. Kaspersky foi forçado a publicar explicações adicionais no site de segurança Threatpost, mantido pela própria Kaspersky.

No site, o especialista voltou a ser criticado. “Eu perdi muitos bons amigos na China [por causa do autoritarismo do governo] e acabar com seus esforços de anonimato em um lugar que precisa um pouco dele para equilibrar as coisas é um ideia terrível”, comentou Chris Boyd, diretor de pesquisa antivírus da empresa de segurança FaceTime, no Threatpost. Boyd opina que não é tão difícil ficar anônimo na rede, e que isso é muito importante para quem não pode expressar suas opiniões livremente.

Na web podem ser encontradas ferramentas que tentam tornar os internautas anônimos ou, pelo menos, aumentar sua privacidade. É o caso da Freenet e do software Tor, que já foi assunto da coluna.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 veda o anonimato.
Fonte: G1

Não precisa nem dizer oque está por trás dessa proposta né!

Assim caminha a humanidade I

Onda de suicídios leva França a discutir cultura ‘pós-privatizações’
Por Daniela Fernandes

Uma onda de suicídios numa das maiores empresas francesas vem levando o país a discutir o "choque cultural" entre os valores tradicionais do funcionalismo público do país e o foco na competição adotado após processos de privatização.

Após o 25º suicídio de um funcionário da France Télécom em apenas 20 meses, o governo francês fixou nesta semana um prazo para que grandes empresas do país adotem medidas contra o estresse no trabalho.

A própria empresa, privatizada em 2004, anunciou a suspensão de seus processos de restruturação e de realocação obrigatória de funcionários após os 25 suicídios, além de 15 outras tentativas de empregados de tirar suas próprias vidas.

Para analistas, o fenômeno é consequência desse "choque cultural" que opõe a visão tradicional que atribuía ao funcionalismo público um caráter social e as novas políticas comerciais agressivas, que privilegiam o aumento constante das vendas e da rentabilidade.

Abertura

O primeiro “choque” empresarial sofrido pela France Télécom ocorreu em 1998, com a abertura do mercado francês de telecomunicações à concorrência, por determinação de uma diretiva europeia.

A segunda grande transformação foi em setembro de 2004, quando a empresa foi privatizada, 115 anos após ter sido nacionalizada.

Os empregados da operadora histórica de telefonia, que foram funcionários públicos durante mais de um século, se transformaram nos últimos anos em agentes comerciais e passaram a sofrer pressões constantes da direção em relação ao desempenho das vendas.

Para enfrentar a concorrência, a direção da empresa criou um plano de restruturação que vem obrigando os funcionários a mudar de serviço, desempenhar novas funções e serem transferidos para outras áreas geográficas.

Após o 25° suicídio em menos de dois anos, além de 15 tentativas de outros empregados de pôr fim à vida, a direção da France Télécom anunciou a suspensão de todas as reestruturações até o dia 31 de dezembro.

Em setembro, o grupo já havia anunciado o congelamento, também até o final do ano, da transferência obrigatória de trabalhadores para outras regiões.

Funcionários supérfluos

Muitos técnicos, que instalavam e faziam a manutenção das linhas telefônicas, se tornaram supérfluos devido às mudanças tecnológicas e também em razão do fato de o país ter atingido um nível de cobertura da rede que não necessitava mais a instalação de várias novas linhas, diz o economista Thomas Coutreau, que lida com questões de saúde no emprego no ministério francês do Trabalho.

“Eles se tornaram agentes comerciais sem preparo nenhum para a atividade. O trabalho deles não era vender qualquer coisa a qualquer preço. Eles viam antes sua função como um serviço público, algo que tinha valor para a sociedade. A cultura comercial de privilegiar vendas os deixou desestabilizados”, diz o economista.

O mal-estar dos empregados também foi ampliado pela instauração de uma competição individual, em relação a metas de vendas. “Isso minou a solidariedade entre os colegas”, afirma Coutreau.

“Há 30 ou 40 anos, não havia suicídios no trabalho. O surgimento disso está ligado à desestruturação da solidariedade entre trabalhadores. Ela foi esmagada pela avaliação individual dos desempenhos”, diz o psicanalista Christophe Dejours, co-autor do livro “Suicídio e Trabalho, o que fazer?”.

Os empregados que ocupam cargos de chefia na France Télécom também sofrem pressões da alta direção para demitir funcionários que não têm bom desempenho. O grupo demitiu 22 mil trabalhadores entre 2005 e 2008.

O psicanalista se diz cético em relação à utilidade dos questionários sobre o estresse no trabalho enviados nesta semana pela France Télécom aos seus empregados. A medida foi aprovada pelos sindicatos. “Essa pesquisa não diz o que é preciso fazer realmente”, afirma.

Comoção

Os suicídios na companhia comoveram a sociedade francesa e levaram a direção da France Télécom, que se recusa a demitir seu presidente, Didier Lombard, a substituir o número dois do grupo, Louis-Pierre Wenes.

Para o economista Coutreau, a crise na France Télécom não teria alterado a imagem dos franceses em relação à empresa. “Muitos se identificam com esses problemas porque vivem pressões semelhantes no trabalho”, diz ele.

“Mas alguns pensam que os ex-funcionários públicos não sabiam o que era a vida profissional e não aguentam a competição no mercado de trabalho”, afirma.

Entre os países ricos, a França possui uma das mais altas taxas anuais de suicídios, de 19,6 por 100 mil habitantes.
Fonte:BBC Brasil

sexta-feira, outubro 23, 2009

E falando de Nordeste...

Elba Ramalho


A paraibana Elba Maria Nunes Ramalho ou simplesmente Elba Ramalho é considerada uma das estrelas da MPB. Cantora, compositora, produtora e atriz, Elba começou como baterista na banda do seu primo, Zé Ramalho.
Dona de uma vóz primorosa, suas canções mistruam ritmos regionais nordestinos como: baião, maracatu, xote, frevo, caboclinhos e forró,além da sua performance no palco -Elba dança forró pra caramba!
Diz a lenda que Elba rchegou ao Rio de Janeiro na década de 70 e se apresentou como crooner do lendário grupo regional "Quinteto Violado". Na cidade maravilhosa, ela continuou desenvolvendo paralelamente o seu trabalho como atriz, chamando a atenção da crítica pela sua vóz e pela presença de palco. Chegou a atuar em filmes como a "Ópera do Malandro" e em produções para a TV como "Morte e Vida Severina", exibida pela Globo - essa eu lembro um pouco!
A carreira se consolidou mesmo nos anos 80 quando Elba emplacou vários sucessos como: "Bate Coração", "De volta pro meu aconchego", "Nordeste Independente", dentre outros. Era figura fácil em vários programas de TV como o "Cassino do Chacrinha".
Anda meio sumida, mas sempre está fazendo shows por todo Brasil e no exterior.Abaixo, um de seus sucessos cantado junto com Zé Ramalho e Geraldo Azevedo.

Pensamento do dia

Do twitter Na_kombi
"São Paulo é uma espécie de Saturno piorado. É cercado de rodoanéis"
(@silviolach)

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Demitiram um morto em Minas Gerais

Marcos Spínola
Cataguases-MG

"Em Cataguases, na Zona da Mata mineira, Sudeste do estado, berço do cinema nacional com Humberto Mauro, o prefeito Willian Lobo (PSDB), de 36 anos, baixou a Portaria 339, publicada na edição de 25/9 do Diário Oficial do município (DOM), exonerando um servidor concursado por motivo de falecimento. Atesta o artigo único da portaria: 'Exonera, por falecimento, o senhor José Alexandre Giovani, do cargo de auxiliar de serviços gerais, para o qual foi nomeado em 6 de maio de 1996'.

O ato inusitado virou motivo de chacota e a viúva do 'exonerado por falecimento' pensa em ingressar com ação de danos morais. Interessante é que durante a campanha eleitoral o slogan dele anunciava 'mudança pra valer'.


Cenoura & honra
O jornalista Álvaro Larangeira, que vive em Portugal, enviou essa notícia ao site “Comunique-se” com a seguinte manchete:
Vila Velha de Ródão -- CASAL SUSPEITO DE VIOLAR PASTOR... COM CENOURA.

Larangeira informa que o jornal faz parte do grupo do Diário de Coimbra, desta bela cidade onde ele faz pós-doutorado em jornalismo.

Para não perder a piada, o pessoal do “Comunique-se” recordou aquele boato dos anos 70, segundo o qual o ator Mário Gomes, num arroubo de sexo solitário, procurou hospital para livrar-se de um auto-encenouramento. A piada pronta rendeu a seguinte elocubração:
"Considerado, a carreira do Mário Gomes sofreu grande abalo com a divulgação do episódio que nunca existiu, mas a verdade é que ninguém se salva quando a história envolve essa erva bianual (Daucus carota) de raiz fusiforme, caule ereto e de até 80 cm; duvideodó que o pobre pastor de almas ainda seja respeitado em Vila Velha do Ródão, embora a manchete tenha, piedosamente, deixado pra lá o ponto de exclamação."


Vinagre
O bafômetro não mede o nível de álcool e sim, a presença de cetona, que é o efeito da queima de gordura. Como o álcool diminui o açúcar no sangue, o corpo passa a queimar gordura e, como conseqüência, o hálito começa a apresentar corpos cetônicos.

Um detalhe: um dos motivos para serem necessários vários níveis de tolerância é que as pessoas em dieta de Atkins , ou em jejum, também apresentam corpos cetônicos no hálito, pela ausência de carboidratos causada pela dieta e conseqüente queima de gordura.

Mas a mutreta do bafo é a seguinte: leve sempre no carro um vidrinho com vinagre, e, a qualquer sinal de blitz, tome um gole, porque o ácido acético (denominação química do vinagre) reage com a cetona, dando como resultado o acetato, que é 'indetectável' no bafômetro.

Ricardo - Engenheiro Químico da
Fábrica de Vinagres Lucélia – SP


Emprego muito louco
O jornal americano Westword, de Denver, no Colorado, está procurando um crítico de maconha. O profissional contratado será responsável pela publicação de artigos para a coluna Mile Highs and Lows, especializada no uso medicinal da erva.

Colorado é um dos 14 estados americanos onde o consumo de maconha para uso medicinal é permitido. Para se candidatar ao emprego, o interessado deve possuir um cartão de identificação que permita o acesso ao medicamento. Além disso, deve enviar um “currículo”.
Fonte: Comunique-se

Depois do caso Escola Base, Valmir Salaro diz que desconfia até de si mesmo

Por Izabela Vasconcelos

O jornalista Valmir Salaro, repórter da TV Globo, afirmou que depois do caso Escola Base, em que donos de uma escola infantil foram presos sem provas, desconfia até de si mesmo. “Fui o primeiro a cobrir o caso Escola Base, eu acreditei no caso e assumi meu erro, assim como outro veículos, mas desde esse caso, desconfio até de mim mesmo”, declarou em debate no Seminário “A Polícia e a Mídia”, realizado nesta quinta-feira (22/10), pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Salaro disse ainda que foi muito criticado pela entrevista que fez com o casal Nardoni, no caso de Isabella, assunto que foi pauta da mídia por meses. “Fui muito criticado por não pressionar o casal em entrevista, mas não cabe ao jornalista condenar”, afirmou.

O jornalista discorda do uso do termo repórter investigativo. “Não concordo que o jornalista de polícia seja classificado como repórter investigativo, porque quase sempre nós usamos uma fonte oficial, uma informação oficial da polícia, de um delegado”, explicou.

Para Salaro, o repórter de polícia enfrenta desafios diários. “Existe muita arrogância no jornalismo e o profissional que cobre essa área sofre muitos preconceitos dentro da redação”.

O repórter lembrou do caso de Suzane Von Richthofen. “Se o mesmo acontecesse na periferia, ninguém cobriria, mas como é uma moça rica e que fala duas línguas, todo mundo cobre”, criticou.

O jornalista também fez outra crítica à imprensa, por haver poucos representantes da mídia no evento, que contou com a maioria de policiais. “Vejo poucos colegas jornalistas aqui, e esse assunto é fundamental para nós, precisamos fazer uma reflexão”, concluiu.
Fonte: Comunique-se

quinta-feira, outubro 22, 2009

Falco


Falco é o pseudônimo do cantor austríaco Johann Hözel inspirado em Falker, sobrenome de um esquiador alemão. Falco começou como baixista numa banda de rock austríaca, ainda no final dos anos 70.Falco foi o primeiro artista que escutei cantado em alemão.
Ainda nos anos 70, se mudou para a Alemanha e fez participações em algumas bandas, além de desenvolver um trabalho paralelo com música pop. Já nos anos 80, começou a se interessar pelos sons e ritmos da música rap, atribuindo-se a ele o fato de ter sido um dos primeiros na Europa a incorporar tal estilo nas músicas pop e rock. Emplacou seu primeiro sucesso "Der Kommissar", que chegou a ganhar uma versão em inglês feita por uma banda norte-americana.
O sucesso mesmo veio com a canção "Rock Me Amadeus", inspirada pelo filme "Amadeus", de Milos Forman, que tal como Falco, também era músico e austríaco. Rock Me Amadeus pegou carona com o filme e se tornou um "hit" mundial em 1986, atingindo o número 1 na lista dos singles mais vendidos nos Estados Unidos da Revista Billboard. A partir daí vieram outros sucessos como "Viena Caling" ( chegou ao requinte de samplear uma valsa),"Jeanny", dentre outros que marcaram os anos 80.
Falco era um cara pioneiro, criativo e controverso. A música "Jeanny" causou bastante polêmica na Europa já que contava a história de um estuprador pedófilo. É só ver o clip no youtube para ver que a mensagem é bem "direta". A polêmica levou várias estações de rádios e DJs se recusarem a tocar a canção por toda a Europa,o que não impediu de se tornar um grande "hit" em vários países europeus. O engraçado sobre esse fato é que a música tocou muito nas rádios brasileiras e absolutamente ninguém levantou essa polêmica. Talvez pelo fato da música ser cantada em alemão e não haver interesse nas chamadas "letras traduzidas", muito comuns nas revistas de música dos anos 80.
No final dos anos 80, Falco não consegue emplacar mais nenhum sucesso e se afunda na depressão e nas drogas. Impõe um autoexílio na República Domincana nos anos 90, quando preparava uma volta triunfal com o disco "Out of the Dark", quando foi vitimado por um acidente automobilístico em 1998. Recentemente foi lançado um filme na Alemanha sobre a vida do cantor e a sua contribuição para a música alemã. Abaixo, o seu grande sucesso.

Paisagem carioca

Pensamento do dia

"O Bispo Macedo criou a UNIVERSAL já pensando em expandir seu negócio quando encontrarem vida em outros planetas".
@Na_Kombi

Onde os fracos não tem vez

Súmula 354 do STJ protege propriedade improdutiva
Por Lucas Castex Aly de Santana

“A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária.” (Referências: RESP 819.426/GO, RESP 893.871/MG, RESP 938.895/PA, RESP 590.297/MT e RESP 964.120/DF)

O Superior Tribunal de Justiça editou no ano passado a Súmula 354 que trata das invasões a imóveis rurais. Entende que, ainda que a invasão seja posterior a avaliação e vistoria de classificação de produtividade, tal fato ensejaria na suspensão do processo expropriatório.

A alegação da respeitável corte é de que “a comprovação da produtividade do imóvel expropriado, conquanto não se possa efetivar dentro do feito expropriatório, pode ser buscada pelas vias ordinárias. Conclui-se, daí, que eventuais invasões motivadas por conflito agrário ou fundiário de caráter coletivo podem, sim, alterar o resultado das demandas dessa natureza (...) (REsp 1057870/MA, Rel. Ministra Denise Arruma, Primeira Turma, julgado em 21/08/2008, DJe 10/09/2008).

Neste sentido, já se pode notar a aplicação da referida Súmula no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que em decisão proferida pelo desembargador Baptista Pereira, em sede de Agravo de Instrumento (autos nº 2008.03.00.030437-0), suspendeu liminarmente a ação de desapropriação para fins de reforma agrária, adotando o citado entendimento jurisprudencial.

Em uma análise marginal da matéria, o posicionamento do STJ poderia parecer o mais acertado. Contudo, a Súmula revela, na verdade, o ideal conservador da corte, priorizando a proteção da propriedade improdutiva do particular, em detrimento do interesse público e da justa distribuição de terras no país.

Desta feita, outra coisa não se conclui senão que a Súmula 354 é um retrocesso jurídico, visto que a invasão do imóvel não pode funcionar como uma proteção para aquele cuja propriedade não cumpre sua função social.

Criou-se, assim, um mecanismo para barrar todos os procedimentos administrativos e judiciais que visam desapropriar os imóveis rurais improdutivos, sob a escusa da proteção ao direito de propriedade.

O que de fato se incentiva, aqui, é a criação de um novo artifício para os grandes proprietários de imóveis rurais: o das invasões por encomenda. Basta contratar um sem número de cidadãos para invadir o imóvel, que ele estará imune de qualquer imposição legal.

É de se espantar o posicionamento adotado pelo STJ, vez que não coaduna com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, conforme sê depreende do próprio conteúdo do REsp 1.057.870/MA, que ensejou a edição do Enunciado 354 da Súmula do STJ.

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal considera que:

“ (...) as invasões hábeis a ensejar a aplicação do § 6º do art. 2º da Lei nº 8.629/93 são aquelas ocorridas durante a vistoria, ou antes dela (MS 26.136/ MS 25.186/ 25.022/ 25360)”. (g.n.)

Ora, evidente que se ficar constatada a improdutividade do imóvel, o fato da invasão ou esbulho possessório ocorrer posterior à vistoria, embora condenável, não poderá ter o condão de assegurar ao proprietário a manutenção da terra que não cumpre sua função social.

Ademais, a aludida norma legal (§ 6º do art. 2º da Lei nº. 8.629/93) visa a proteção da propriedade privada, nos exatos termos da Constituição, no sentido de preservar a possibilidade de ser avaliada corretamente a produtividade e o cumprimento da função social da terra. Este é, pois, o sentido da MP 2.183/2001: garantir a inviolabilidade da produtividade e do cumprimento da função social.

O entendimento do Supremo Tribunal Federal, portanto, parece ser o mais coerente.

Assim, nos casos em que já ocorreu a vistoria e a apuração do descumprimento dos critérios legais de produtividade e função social, deverá se considerar inócuo o esbulho coletivo, pois, admitir que este fator (posterior à produção dos laudos) influencie no andamento dos processos judiciais e procedimentos da administração pública, criaria uma alternativa para o proprietário imunizar a sua terra contra qualquer possibilidade de desapropriação para fins de reforma agrária, ferindo aquilo que a Constituição Federal pretendeu defender em seus artigos 5º, XXIII; 170, III e 184, caput.
Fonte: Consultor Jurídico

quarta-feira, outubro 21, 2009

Blog sobre meio ambiente

A blogosfera realmente é incrível. Vez ou outra nós encontramos blogs que discutem desde assuntos temáticos de relevância mundial até futilidades do nosso cotidiano, sendo sem dúvida, um espaço importante de interação e por que não dizer de democracia - apesar do peso que essa palavra carrega.
Cada vez mais interesso-me por essa mundo virtual e sempre que posso abordo temas ligados ao cotidiano e a comunicação social, além de imagens, música e tudo mais que a tecnologia me permita e saiba operar.
Recebi um email de um amigo que está no Chile - virou de fato cidadão do mundo - e criou um blog sobre meio ambiente. Longe de ser algo extremamente técnico ou voltado a preservação de alguma espécie, o blog Medio y Ambiente (http://www.medioyambiente.blogspot.com/) traz uma visão antropológica envolvendo a relação homem/ambiente, fugindo do lugar comum que envolve o mero tecnicismo da engenharia, biologia dentre outras ciências que se esmeram em apresentar a sua visão sobre o tema.
Longe de ser um blog que trata apenas sobre fatos envolvendo: hidrografia, relevo, vegetação, clima e poluição, Medio y Ambiente traz o olhar sensível de quem enxerga o ser humano sobre o espaço terrestre, mostrando a suas tradições, costumes, necessidades e lutas.
Ao amigo Breno, criador do blog, parabens pela inciativa e que seja bem vindo à blogosfera.

Notícias que não vão sair nos jornais

Pesquisa mostra que Rede Globo mascarou com estratégias técnicas realidade do movimento grevista da década de 70

Por Danielle Veras

Imagens e sons associavam grevistas à rebeldia, ao perigo e à desordem

Com o intuito de obter o grau de Mestre em História, em 1995, Sônia Maria de Almeida Ignatiuk Wanderley apresentou à banca da Universidade Federal Fluminense (UFF) a dissertação intitulada A Construção do Silêncio: A Rede Globo nos Projetos de Controle Social e Cidadania (1970 / 1980). Tendo por base a análise de diversas reportagens, a autora procurou estabelecer um paralelo entre o nascimento da Rede Globo de Televisão, com sua rápida ascensão à liderança da audiência, e o “projeto de modernização conservadora e de integração nacional” idealizado em plena ditadura militar.

Como analisar a questão do poder nas sociedades atuais sem levar em consideração o chamado quarto poder? – interroga a autora, para em seguida mostrar que a televisão foi o meio elegido pelas forças do golpe de 1964 como o mais eficiente para “fazer chegar às massas o modelo de sociedade e de cidadão baseado na modernização autoritária, associado aos interesses do capitalismo internacional, construído a partir de uma visão de integração nacional puramente geopolítica e tendo no consumo sua base de sustentação”.

Sônia considera que, dentre todas as emissoras existentes na época, a Rede Globo foi a escolhida para representar a euforia típica dos anos 70, em tempos de “milagre econômico”. Segundo ela, essa opção pode ser facilmente justificada: “nascida da modernização autoritária, a emissora foi a primeira a responder às especificidades de uma verdadeira rede nacional, correspondendo às iniciativas infra-estruturais oferecidas pelo Estado e atendendo ao projeto que os governos militares propuseram para o país”.

Uma das principais preocupações da pesquisa, segundo o texto da dissertação, foi escolher uma linguagem que melhor representasse seus objetivos. Depois de muitas considerações, o jornalismo revelou-se a melhor das opções. “Tanto do ponto de vista técnico quanto do conteúdo, esta é a linguagem televisiva que mais capacidade possui de produzir simulacros do real como se fossem realidade objetiva, na medida em que a noticia é trabalhada como a representação da realidade, como se fosse a construção da história do cotidiano”.

Para fundamentar a análise, foram utilizadas basicamente notícias divulgadas pelo então recém criado Jornal Nacional. Sônia enfatiza no texto que, em 1971, apenas dois anos depois de seu surgimento, o telejornal transformou-se na principal fonte de informação de expressiva parcela da população, criando e modificando hábitos, atitudes e ideais de vida. “Deixava de ser um programa-sanduíche, ganhava vida própria e uma audiência fiel que consolidou sua importância econômica para a Rede Globo”. Com isso, segundo ela, tornou-se uma reconhecida fonte de recursos publicitários, a maior que a emissora possuía, momento em que a linguagem e os interesses mercadológicos passaram a exercer uma poderosa influência nas redações. “Por trás das notícias, encontramos determinantes econômico-políticas que irão influenciar a emissão e também a recepção da informação”, diz.

A temática da dissertação recaiu sobre as reportagens veiculadas pelo Jornal Nacional relativas às greves de trabalhadores, “pela sua importância no cenário nacional a partir de 1978. Neste ano, abre-se um ciclo de movimentos grevistas sem precedentes no Brasil, anunciando a necessidade de mudanças, de modo que se vencesse a profunda crise econômico-social na qual o país estava mergulhado”.

A autora explica que a possibilidade de radicalização dos metalúrgicos e dos bóias-frias colocou esses dois grupos como alvos das principais notícias. Ela analisou 194 reportagens sobre os movimentos grevistas de metalúrgicos e 53 matérias sobre movimentos de trabalhadores rurais, entre 1979 e 1989. Através dos dados levantados, Sônia procura abordar claramente a posição da Rede Globo quanto aos movimentos grevistas e a forma como seus desdobramentos foram retratados, sobretudo por meio da televisão. De acordo com o texto do trabalho, chegou à conclusão de que novos significados haviam sido criados para as greves. “A Rede Globo utiliza todo seu aparato técnico-discursivo para descaracterizar a greve como resultante de conflitos sociais. Na verdade, precisa-se de uma versão que despolitize os movimentos, respondendo, porém, ao crescente desejo da sociedade por informações”.

Ela chama atenção ainda para o texto do noticiário, a princípio assumidamente neutro, mas que viria imbuído de ideologia, alterando e moldando o conteúdo a ser transmitido a milhões de pessoas. Por isso, para muitos, devido à imagem que a Rede Globo almejava mostrar, as greves não passavam de transtornos à ordem pré-estabelecida, à qual todos estavam habituados. “A rua, a reunião pública e mesmo o sindicato parecem espaços dos outros, nunca são valorizados pelas imagens. Quando aparecem no telejornal, normalmente estão relacionados à desordem, à rebeldia, ao perigo. Espaço onde não cabe o pacato cidadão comum, aquele que assiste e tem a televisão como sua principal, senão única, escola de cidadania”.

A dissertação é concluída ao mostrar que prevalece nas notícias não o olhar do trabalhador sobre a greve, mas um olhar externo, construído para melhor controlar as possibilidades do movimento. “Retira-se dele a capacidade de múltiplas significações: tijolos de imagens e sons construindo o silêncio”, afirma o texto.

Foi exatamente no período destacado por Sônia Maria de Almeida que Antonio Brasil, professor do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Uerj, trabalhou na Rede Globo. Em entrevista à AGENC, Brasil explicou que, enquanto esteve na emissora, de 1973 a 1980, a questão da cobertura das greves era só mais uma das facetas da delicada relação entre a empresa e os governantes da época.

“A cobertura era sempre tímida, limitada e extremamente seletiva. As greves aconteciam, tinham que ser reportadas, mas os editores da Globo não podiam ou não ‘queriam’ desagradar os militares e seus aliados políticos”. O professor realça também que a objetividade, o equilíbrio e a imparcialidade na cobertura de greves, assim como na cobertura de tantos outros assuntos de interesse dos proprietários das empresas jornalísticas nunca existiu.

Apesar de suas afirmações, Brasil acredita que “a Globo não é necessariamente a pior, é somente a maior. Hoje, creio que melhorou muito. Não se pode comparar com a cobertura durante a Ditadura. Mas ainda é um assunto delicado”, diz.
Agência UERJ


E ainda tem gente que acredita na objetividade da notícia e na liberdade de imprensa...

terça-feira, outubro 20, 2009

Notícias que fazem o meu dia mais feliz

A revista Veja foi condenada a indenizar a jornalista Eliana Simonetti por danos morais e materiais. Simonetti foi demitida, em novembro de 2001, sob acusação de ter mantido relações impróprias com Alexandre Paes dos Santos, que por sua vez, vinha sendo acusado de exercer atividade de lobista em Brasília em reportagens publicadas pela revista. Apesar das investigações da Polícia Federal sobre Alexandre Paes dos Santos não terem surtido resultados, a jornalista foi demitida, o que não impediu que fosse publicada, na mesma semana, nota na seção de cartas que avisava os leitores da demissão e enumerava os motivos.
A decisão é da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Além de pagar o salário que ela recebia quando foi demitida do cargo de editora multiplicado por 20 vezes, a revista terá de publicar a íntegra da sentença condenatória, além de retratação no alto da seção de cartas. Os desembargadores mantiveram a decisão da 4ª Vara Cível do Fórum de Pinheiros(SP).


Dois anos depois de ter ganhado fama por ir para a calçada atender comissários responsáveis por fiscalização de casas noturnas, a juíza Mônica Labuto, da Vara da Infância e Juventude do Fórum Regional de Madureira (RJ) conseguiu o arquivamento do processo disciplinar administrativo a que respondia no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Por unanimidade, os desembargadores entenderam que não foi comprovado que ela quem chamou a imprensa para cobrir seu trabalho na calçada. Tampouco foram constatadas respostas ofensivas nas entrevistas que a juíza concedeu a programas na TV.
Depois que imagens da juíza trabalhando na calçada foi veiculada em rede nacional em agosto de 2007, o presidente do tribunal à época, desembargador Murta Ribeiro, propôs um procedimento disciplinar contra ela por insubordinação, além de comportamento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções.


O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou 13 vereadores de São Paulo por captação ilícita de recursos. Com a decisão, os políticos também foram declarados inelegíveis por três anos. Cabe recurso ao TRE paulista.
Em todos os casos, o juiz entendeu que os vereadores receberam doações da Associação Imobiliária de forma irregular. Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP).


O Ministério Público Federal em Bauru ajuizou Ação Civil Pública para que a Faculdade de Direito de Bauru volte a adotar a exigência de média 5. De acordo com órgão, a Faculdade não informou os alunos corretamente sobre a mudança.
Na ação, o MP pede que o Instituto Toledo de Ensino (ITE) suspenda a exigência de média final 6 e a mantenha em 5, até que o Ministério da Educação aprove a mudança no sistema de notas e os alunos sejam informados corretamente. Para o procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado, a alteração no sistema de médias foi feita em dezembro de 2007 sem informar os alunos da maneira adequada, com ampla publicidade e antes de começar o ano letivo.

Cristina fez o que Lula não fez

Por Venício A. de Lima
No dia 10 de março passado escrevi neste Observatório artigo em que perguntava: "conseguirá Cristina fazer o que Lula não fez?" (ver aqui). Referia-me, então, ao anúncio da presidente argentina na abertura da sessão legislativa do Congresso reiterando o envio de um projeto de lei de regulação dos serviços audiovisuais, no dia 1º de março de 2009. O projeto, dizia Cristina, teria por objetivo desmonopolizar o mercado e democratizar a comunicação, substituindo o decreto-lei 22.285 promulgado pela ditadura militar, em 1981.
No último 10 de outubro, o projeto anunciado se transformou na Lei 26.522 – Serviços de Comunicação Audiovisual. Amplamente discutido em todo o país, foi alterado duzentas vezes durante sua tramitação e, finalmente, aprovado na Câmara dos Deputados (146 votos a favor, 3 contra e 3 abstenções) e no Senado (44 votos a favor e 24 contra).
Exatos sete meses depois, portanto, a resposta à pergunta formulada é: Cristina Kirchner conseguiu, sim, fazer o que Lula não fez.
Garantindo a liberdade de expressão
Você leitor(a) já deve ter ouvido e/ou lido sobre a nova lei Argentina (certamente, contra). Ela contraria interesses de poderosos grupos de mídia locais que contam com aliados também poderosos no nosso país.
Pergunto, todavia, se ouviu e/ou leu em algum veículo de comunicação no Brasil, a própria lei ou mesmo o endereço eletrônico que dá acesso a ela? Faço-lhe, então, um convite: leia e estude a Lei 26.522 e tire, você mesmo, suas conclusões. Ela está disponível aqui.
O leitor(a) que se der ao trabalho verificará que a lei argentina busca a regulação do mercado de mídia, que fica dividido em três partes iguais: para a iniciativa privada, o Estado e a sociedade civil. Com isso, impede-se a concentração da propriedade, a propriedade cruzada e, sobretudo, promove-se a pluralidade e a diversidade através da garantia da liberdade de expressão de setores até aqui excluídos do "espaço público midiático" – povos originários, sindicatos, associações, fundações, universidades – através de entidades sem fins comerciais.
Além disso, são garantidas cotas de exibição para o cinema argentino, para a produção nacional, o fomento à produção de conteúdos educativos e para a infância. As novas concessões e as renovações de concessões terão que passar por audiências públicas e foi criada uma Autoridade Federal de sete membros e um Conselho Federal de 15 membros, que cuidarão do cumprimento da lei, incluindo os vários itens a serem ainda regulamentados pelo Congresso Nacional.
É interessante observar que algumas das normas da lei argentina constam também de nossa própria Constituição. Como, todavia, aqui essas normas não foram regulamentadas, se transformaram em letra morta. Muitas normas já são, também, rotina em democracias consolidadas.
Onda latino-americana
A lei audiovisual argentina foi aprovada num momento histórico em que alterações na regulação da mídia ocorrem em países latino-americanos que passam por transformações políticas profundas: Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador, Nicarágua.
O que há em comum entre os países que hoje patrocinam iniciativas de regulação do setor audiovisual?
Primeiro, é preciso lembrar que as mudanças tecnológicas das últimas décadas fizeram das antigas regulações da mídia leis obsoletas e, portanto, de atualização inevitável. Segundo, os atuais governos desses países tiveram sua origem na mobilização e participação de setores da população até aqui marginalizados ou excluídos dos processos políticos e chegaram ao poder através de eleições democráticas, em geral, enfrentando a oposição partidarizada, explícita ou não, da grande mídia local.
Dessa forma, a desqualificação rotineira de populistas ou neopopulistas que a grande mídia latino-americana – e seus aliados – faz a esses governos carece de qualquer fundamentação conceitual ou teórica. Não é sem razão, portanto, que conceitos como "autoritarismo eleitoral" (?!) já começam a ser utilizados, pelo menos no Brasil, entre os setores da grande mídia e/ou acadêmicos que defendem "a circulação democrática das elites" e se estremecem diante até mesmo da possibilidade de aumento da participação popular no poder.
Partidarização
É dentro deste amplo contexto político que adquire sentido a crescente partidarização da grande mídia, certamente um fenômeno que não está restrito às democracias da América Latina (vide o que acontece nos Estados Unidos e/ou na Itália), mas que assume, aqui, um caráter particular. [Ver, neste Observatório, "A mídia como partido político", "A imprensa entre o `quarto poder´ e o `quarto partido´" e "O governo entrou no jogo"]
Registre-se que a partidarização da mídia não é um fenômeno novo. Trata-se de tema universal que tem sido objeto de pesquisa e análise nos estudos de Comunicação e da Ciência Política há décadas e que conta com robusta bibliografia.
Se a "crise" que, sobretudo, a mídia impressa enfrenta, em decorrência da revolução digital, está hoje levando à partidarização como forma (equivocada) de sobrevivência, o fenômeno histórico não pode, com o mínimo de seriedade, ser reduzido a uma mera "acusação ideológica da esquerda radical à imprensa".
A cobertura que a grande mídia brasileira tem oferecido às iniciativas de regulação das atividades de comunicação nos países referidos – Argentina, Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador e Nicarágua – certamente passará à história como exemplo emblemático de partidarização e defesa dos próprios interesses.
A Lei 26.522 – Serviços de Comunicação Audiovisual aprovada na Argentina precisa ser estudada e debatida por todos nós. Ela certamente servirá de exemplo para iniciativas democráticas de regulação que pretendam garantir aos cidadãos a liberdade de expressão, plural e diversa, e, ao mesmo tempo, a competição complementar e equilibrada no mercado de mídia.
Fonte: Observatório da Imprensa

segunda-feira, outubro 19, 2009

sábado, outubro 17, 2009

Os precursores do punk gótico


Esses aí têm história. Quando Susan Balion e Steve Severin resolveram formar uma banda punk para abrir os shows dos Sex Pistolls, não imaginavam o que estavam criando. Balion era uma daquelas fãs - por sinal muito gostosa - que acompanhavam os Sex Pistolls nos anos 70. Filha de uma secretária bilingue, perdeu o pai muito cedo e caiu no mundo, no auge do punk.
Diz a lenda que Susan trabalhava como modelo vivo na loja de Viviene Westwood, então esposa de Malcon Maclaren, empresário e criador dos Pistolls. O nome da banda foi criado a partir do nome de uma tribo indígena dos EUA chamada Siox, mas o pessoal resolveu aperfeiçoar e flexionou para Siouxie,que soa próximo de susie, algo em português como "susaninha" - demorei mais de duas décadas para pronunciar esse nome corretamente. Banshees surgiu devido a um filme de terror que passava na TV inglesa, chamado "Cry of the Banshees", cujo nome banshees vem de um mito celta sobre entidades que anunciam a morte - ufa!
O convite para criar uma banda teria partido de Malcon, que se encarregou de arregimentar a trupe com: Siouxie (vocal),Severin (baixo), Sid vicus (bateria) e um guitarrista que iniciou uma saga dentre muitos que passaram pela banda, onde nenhum deles conseguiu se firmar.Mais tarde juntou-se ao grupo o baterista Buggie que veio ser o atual senhor "Siouxie".
A banda fez seu primeiro show em 1977, ganhou personalidade e acompanhou a transição do punk, tendo a primazia de ficar a frente de uma variante do punk, que veio a ser conhecida como punk gótico ou simplesmente dark. Na verdade esse pessoal criou um estilo que inclui tipo de roupa, música, livros e até forma de comportamento.
A banda emplacou vários sucessos como: Citties in Dust, Spellbound, Candyman, dentre outros que, apesar de sua popularidade e do público fiel na Europa, eram solenemente ignorados pelas rádios e por grande parte da mídia, que tentava moldar ao máximo a imagem da banda para poder comercializar.
Ignorados pela maior parte da mídia, a banda lançou vários albúns e tiveram turnes bem sucedidas, chegando a fazer shows no Brasil no final dos anos 80. Em declarações dadas à imprensa na época, Siouxie disse estar estarrecida com a quantidade de meninos de rua visto em São Paulo e o respectivo grau de miserabilidade destes. Parece que o Brasil era punk demais e deixou mais dark a rainha dos góticos. Haja vodca!
A banda permaneceu na ativa até o ano de 1997, quando decidiram encerrar as atividades. Curiosamente foi o ano em que os Sex Pistolls se reagruparam para uma turne caça-níquel, o que parece ter desegradado Siouxie e seus banhees. Em comunicado à impresa deu atender que, agora que o punk era comercializável, não via mais motivos para continuar. Depois disso só uma breve aparição num show em Londres, no ano de 2002.
Atualmente Siouxie e Buggie moram na França e levam adiante o projeto de uma banda chamada "Criatures" e Severin está tocando em alguma banda em Londres.Abaixo um de seus maiores sucessos.

Feitiço contra o feiticeiro

Refazendo-me da porrada de ontem, resolvi refletir sobre um fato bem curioso que vem acontecendo na mídia. Os jornalistas esportivos brasileiros estão incomodados com a atitude do jogador Fred, do Fluminense, de se pronunciar somente através do seu blog e do twitter. Fred alega que está sendo perseguido e resolveu somente dará informações pela internet.
Os jornalistas, é claro, estão morrendo de raiva. Alegam que o jogador é “estrela”, que tem um relacionamento ruim com a imprensa e o acusam até mesmo de prejudicar o clube, pois não está dando retorno de imagem. Retorno de imagem!? Bom, para um time que está com um pé na segunda divisão isso soa até engraçado.
Mas por que a imprensa resolveu fazer essas acusações a Fred? Será porque o jogador percebeu que tudo que ele falar poderá ser utilizado contra o próprio? Ou então porque ele arrumou um jeito de se pronunciar ao público, dispensando os jornalistas? Ou mesmo porque Fred já percebeu que não precisa ficar numa coletiva de imprensa respondendo perguntas maliciosas, que serão devidamente editadas para o público?
Eis a questão meus amigos! Com as novas ferramentas da internet, encontrou-se uma maneira de dispensar os repórteres e jornalistas “especializados” e, por que não dizer, os grandes veículos de comunicação. Isso é simplesmente o pesadelo para àqueles que mandam na mídia. E olha que não é somente o jogador do Fluminense que percebeu isso.
Neste ano, um site de fofocas chamado TMZ “furou” os grandes veículos de comunicação ao dar em primeira mão a notícias sobre a morte de Michael Jackson. Enquanto todos titubeavam, um site de fofocas afirmava o fato e não deu outra: começou a pautar as grandes redes de TV dos EUA.
Outro fato curioso ficou por conta da Petrobrás. Escaldada com a campanha tendenciosa que vem sendo desenvolvida contra suas ações e imagem, a empresa resolveu se pronunciar através de blog, desprezando até mesmo aquela seção de cartas destinadas ao público. A atitude desencadeou reações raivosas por parte de mídia, fazendo com que a empresa recuasse. Mesmo assim ficou a idéia: Podemos falar com o público sem utilizar os grandes veículos de comunicação.
Alguns diriam: Mas o acesso a internet é restrito ainda é muito restrito? Sim, mas a velocidade com que isso avança é algo impressionante. Chego a dizer que não há um controle efetivo por parte das grandes empresas de comunicação, pois se houvesse, o desenvolvimento tecnológico nesse campo seria bem limitado. Há necessidade de difusão dessa mídia e das possibilidades que podem ser alcançadas.
Essa situação soa irônica ante ao fato de que os donos de empresas de comunicação patrocinaram a desregulamentação do diploma de jornalismo no Brasil, alegando que isso feria a liberdade de expressão. E não é que o pessoal acreditou tanto que resolveu exercê-la! É divertido ver blogs furando grandes emissoras de TV, apresentadoras de TV sendo expostas ao ridículo pelo twitter, o sites de imagens como o youtube mostrando aquilo que só poderia ser visto pagando, a possibilidade de você mesmo criar uma TV, rádio e jornal num veículo só, a troca de músicas pela internet, que deixou a indústria do setor docemente em crise. Enfim, as possibilidades ainda estão longe de serem esgotadas.
Um bom exemplo é a descoberta de uma nova tecnologia que permite dar aroma a emails – parece até piada! O Google vem desenvolvendo um novo conceito de email chamado “wave” que permite redigir um texto em conjunto com seus amigos. O que não dizer do Skype? Do Second Life? E olha que menciono apenas o que conheço ou ouvi falar.
Enfim, até arrumarem um jeito de controlar a internet, a diversão está garantida. Numa época em que o mercado de trabalho levanta barreiras e o desemprego parece ser a vala comum da maioria, o cidadão tem a chance de ver o que realmente está acontecendo perguntando diretamente a fonte, sem intermediários. Viva o mundo virtual!

sexta-feira, outubro 16, 2009

Pensamento do dia

Este ano, morreram uns 10 políticos e o Sarney continua lá, firme e forte. Conclusão: Deus vota mal pra caralho.
Silvio Lach

Balde de água fria nas pretenções à casa própria


Depois de esperar três anos por uma coisa, recebo isso aí de cima.É levantar, sacudir a poeira e tentar, mais uma vez, dar a volta por cima. Toca o enterro!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Já encheu o saco!

Batida eletrônica com rock


Os ingleses do New Order foram figurinha fácil no dial das FMs do mundo inteiro devido ao fato de terem antecido a febre do "eletro" e o retorno às pistas de danças nos anos 90. Teve a primazia de fazer uma mistura bem sucedida entre a batida eletrônica e o rock'n roll, o que o elevou a patamar diferenciado das bandas de sua geração.
A maioria dos membros veio de outro grupo, o Joy Division, que, depois do suicídio de seu volacilista - Ian Curtis - resolveram seguir outra linha, optando por um tom mais comercial mas nem por isso de baixa qualidade.
Sucessos como Love bizarre Triangle (abaixo),Everytime I see you faling e regret marcaram a fase mais criativa da banda que a cabou no início dos anos 2000, no meio de um tiroteio verbal entre seus membros, mostrando a existência de um incomensurável conflito de egos. Se estivesse vivo, Ian Curtis deve ter se divertido muito.

Ministro do STM pede Lei do Abate contra Ahmadinejad

Por Eurico Batista
“Esse homem tinha de ser proibido de atravessar o espaço aéreo brasileiro e se atravessasse, teria de se autorizar o emprego da Lei do Abate.” “Esse homem” é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o autor da frase é o ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Bierrenbach, que se aposenta nesta sexta-feira (16/10). Para Bierrenbach, “o convite feito pelo Brasil ao presidente do Irã é uma bofetada na memória da Força Expedicionária Brasileira, que foi para a Europa lutar contra o nazismo”.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou nesta terça-feira que o presidente do Irã chega ao Brasil no próximo dia 23 de novembro para uma visita oficial do país e um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A visita, que estava prevista para o dia 6 de maio, foi adiada a pedido de Ahmadinejad. O presidente do Irã provocou indignação e repúdio internacional ao negar reiteradamente a ocorrência do Holocausto, o extermínio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ahmadinejad classificou o Holocausto de mito: “[O Holocausto] é uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada”, proclamou Ahmadinejad em setembro, em um discurso contra Israel na Universidade de Teerã.

Flavio Flores da Cunha Bierrenbach chegou ao STM em janeiro de 2000, nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ex-réu naquele tribunal por sua militância contra a ditadura militar, Bierrenbach deu uma enorme contribuição para a abertura do tribunal e o fortalecimento de suas posições mais liberais.

Fonte: Conjur

A população brasileira quase não ouve falar do STM e quando sai alguma notícia, lemos que um dos ministros do referido tribunal quer abater o avião de um Chefe de Estado que vem a convite ao nosso país.
O mais interessante é a argumentação que ele usa, alegando que as declarações do líder iraniano são vergonhosas, comparadas a práticas nazistas. Bom, e o que Israel faz com os árabes, também não se assemelha a essas práticas? E olha que o ministro em questão tem um passado de luta contra a ditadura!Imagine se não tivesse...
Acho que estão fazendo um estardalhaço sobre essa visita do líder iraniano e desviando o foco de quem realmente deveria ter seu posicionamento cobrado.

Condenados

Condenados I
O jornalista Luis Nassif e o portal IG foram condenados a pagar, solidariamente, 100 salários mínimos (R$ 46,5 mil) ao redator-chefe da revista Veja, Mario Sabino, por danos morais. O limite para a informação é o da honra da pessoa, escreveu o juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível de São Paulo, ao decidir (leia sentença no final do texto).

Nassif e o IG foram processados por uma série de artigos escritos e publicados pelo jornalista em seu blog, criticando a atuação de Sabino na revista Veja. Para Nassif, Sabino era inexperiente em temas como política, economia e em grandes reportagens, já que vinha da “área cultural”. O jornalista também afirmou que nenhum outro diretor “praticou cacos tão ostensivamente grosseiros quanto Sabino”. Cacos, segundo explica no artigo, são “modificações introduzidas no texto da reportagem original”.

A pergunta é: Por que a Veja, que ofende e achincalha quem bem entende, nunca é condenada?

Condenados II
A RedeTV! foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a Rafaela Almeida. A estudante processou a emissora de TV por ter veiculado sua imagem, sem autorização, em um programa humorístico da emissora. A decisão é da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Rafaela estava na praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, quando foi abordada por dois apresentadores do programa Pânico na TV para participar do quadro “Vô, num Vô”. De acordo com Rafaela, mesmo manifestando vontade de não fazer parte do quadro, ela foi filmada e sua imagem veiculada em setembro de 2007. A autora da ação alega também que uma foto sua, em trajes de banho, foi disponibilizada no endereço eletrônico do programa para servir de link para a filmagem.

É mais um para a montanha de processos que esse pessoal do pânico vem arrumando

Condenado III
Por considerar que as Lojas Renner usaram indevidamente a imagem da apresentadora Babi em camisetas vendidas em suas lojas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização de R$ 15 mil, por dano moral, além de reembolso por dano material. A decisão é do juiz Régis de Oliveira Montenegro Barbosa, da 18ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre. A empresa Luatex Têxtil Ltda., litisdenuciada e responsável pela confecção das camisetas, foi condenada ao pagamento de mesmo valor à Renner, por ferir cláusulas contratuais. Cabe recurso.

Anna Bárbara Xavier, a Babi, ajuizou ação exigindo a indenização sob a alegação de que a empresa colocou à venda, em diversas lojas do país, camisetas com sua imagem, sem a devida autorização. Afirmou que a imagem contida nos produtos comercializados foi a mesma veiculada pela revista Capricho, de 16 de janeiro de 2000, o que foi confirmado com perícia técnica.

E olha que a Renner nem fiz menção a exótica boca da referida apresentadora

Só faltava essa...

TJ-ES contratou degustadores de café

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo divulgou uma nota dizendo que seguirá a determinação da Corregedoria Nacional de Justiça e encerrará o contrato de serviço de análise do café consumido por seus desembargadores e servidores. O TJ-ES alega ter contratado a empresa especializada para “analisar se o pó de café entregue pelo vencedor da licitação pública estava em conformidade com as especificações do edital”. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o TJ-ES, a empresa recebeu apenas R$ 110 por cada lote de 3 mil quilos de café e a contração se deu “por zelo com o dinheiro e a saúde pública.” A nota trata ainda das acusações de morosidade, excesso de servidores requisitados da Justiça de primeiro grau e suspeitas de nepotismo, constantes no relatório da Corregedoria aprovado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, com base em inspeção feita em junho.

O presidente em exercício do tribunal, o desembargador Álvaro Manoel Rosindo Bourguignon, disse que, se houver de fato casos de nepotismo, serão raros. "Deve-se lembrar que pessoas com o mesmo sobrenome muitas vezes não têm laços de parentesco e que, em alguns casos, ainda que haja essa relação, o servidor comissionado já ocupava o cargo antes de seu parente vir a se tornar autoridade judicial", argumentou Bourguignon.

Fonte: Conjur

Dia da criança: cidadã ou consumista?

Por Frei Betto

Na próxima segunda, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Momento de refletir o que temos feito com as nossas. Estamos formando futuros cidadãos ou consumistas?

Pesquisas indicam que as crianças brasileiras costumam passar 4 horas por dia na escola e o dobro de olho na TV. Impressiona o número de peças publicitárias destinadas a crianças ou que as utilizam como isca de consumo.

A pesquisadora Susan Linn, da Universidade de Harvard, constatou que o excesso de publicidade causa nas crianças distúrbios comportamentais e nutricionais. De obesidade precoce, pela ingestão de alimentos ricos em açúcares ou gorduras saturadas, como refrigerantes e frituras, à anorexia provocada pela obsessão da magreza digna de passarela.

Sexualidade precoce e desajustes familiares são outros efeitos da excessiva exposição à publicidade. São menos felizes, constatou a pesquisadora, as crianças influenciadas pelas idéias de que sexo independe de amor, a estética do corpo predomina sobre os sentimentos, a felicidade reside na posse de bens materiais.

Impregnada desses falsos valores, tão divulgados como absolutos, a criança exacerba suas expectativas. Ora, sabemos todos que o tombo é proporcional ao tamanho da queda. Se uma criança associa a sua felicidade a propostas consumistas, tanto maior será sua frustração e infelicidade, seja pela impossibilidade de saciar o desejo, seja pela incapacidade de cultivar sua auto-estima a partir de valores enraizados em sua subjetividade. Torna-se, assim, uma criança rebelde, geniosa, impositiva, indisciplinada em casa e na escola.

A praga do consumismo é, hoje, também uma questão ambiental e política. Montanhas de plástico se acumulam nos oceanos e a incontinência do desejo dificulta cada vez mais uma sociedade sustentável, na qual os bens da Terra e os frutos do trabalho humano sejam partilhados entre todos.

Um dos fatores de deformação infantil é a desagregação do núcleo familiar. No Dia dos Pais um garoto suplicou ao pai, em bilhete, que desse a ele tanta atenção quanto dedica à TV... Um filho de pais separados pediu para morar com os avós após presenciar a discussão dos pais de que, um e outro, queriam se ver livre dele no fim de semana.

Causa-me horror o orgulho de pais que exibem seus filhos em concursos de beleza. Uma criança instigada a, precocemente, prestar demasiada atenção ao próprio corpo tende à esquizofrenia de ser biologicamente infantil e psicologicamente "adulta". Encurta-se, assim, seu tempo de infância. A fantasia, própria da idade, é transferida à TV e ao apelo de consumo. Não surpreende, pois, que na adolescência o vazio do coração busque compensação na ingestão de drogas.

Com freqüência pais me indagam o que fazer frente à indiferença religiosa dos filhos adolescentes. Respondo que a questão é colocada com dez anos de atraso. Se os filhos fossem crianças, eu saberia o que dizer: ore com eles antes das refeições; leiam em família textos bíblicos; evitem fazer das datas litúrgicas meros períodos de miniférias, como a Semana Santa e o Natal, e celebrem com eles o significado religioso dessas efemérides; incutam neles a certeza de que são profundamente amados por Deus e que Deus vive neles.

Crianças são seres miméticos por natureza. A melhor maneira de interessar um bebê em música é colocá-lo ao lado de outro que já tenha familiaridade com um instrumento musical. Ora, o que esperar de uma criança que presencia os pais humilharem a faxineira, tratarem garçons com prepotência, xingarem motoristas no trânsito, jogarem lixo na rua, passarem a noite se deliciando com futilidades televisivas?

Criança precisa de afeto, de sentir-se valorizada e acolhida, mas também de disciplina e, ao romper o código de conduta, de punição sem violência física ou oral. Só assim aprenderá a conhecer os próprios limites e respeitar os direitos do outro. Só assim evitará tornar-se um adulto invejoso, competitivo, rancoroso, pois saberá não confundir diferença com divergência e não fará da dessemelhança fator de preconceito e discriminação.

É preciso conversar com elas, através da linguagem adequada, sobre situações-limites da vida: dor, perda, ruptura afetiva, fracasso, morte. Incutir nelas o respeito aos mais pobres e a indignação frente à injustiça que causa pobreza; senso de responsabilidade social (há dias vi alunos de uma escola varrendo a rua), de preservação ambiental (como a economia de água), de protagonismo político (saber acatar decisão da maioria e inteirar-se do que significam os períodos eleitorais).

Se você adora passear com seu filho em shoppings, não estranhe se, no futuro, ele se tornar um adulto ressentido por não possuir tantos bens finitos. Se você, porém, incutir nele apreço aos bens infinitos – generosidade, solidariedade, espiritualidade – ele se tornará uma pessoa feliz e, quando adulto, será seu companheiro de amizade, e não o eterno filho-problema a lhe causar tanta aflição.

Saber educar é saber amar.

Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
Fonte:Correio da Cidadania

quarta-feira, outubro 14, 2009

Homenagem ao ano da França no Brasil

Mais não deu outra!

Parte não pode atuar no TST sem advogado
Por Flávio Rodrigues

O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho negou, nesta terça-feira (13/10), por 17 votos a 7, o jus postulandi em matérias que tramitam na corte. A prática consiste na atuação de uma das partes no processo, em causa própria, sem a representação de um advogado.

Ela tem sido usada nas Varas do Trabalho, onde começam os processos, e nos Tribunais Regionais do Trabalho, locais em que são apreciados os Recursos Ordinários. A partir daí, quando há recurso ao TST, não mais estão em discussão aspectos relacionados com os fatos e provas da ação, mas sim questões técnicas e jurídicas do processo. O que esteve em discussão nesta terça foi exatamente a possibilidade de a parte continuar a atuar em causa própria no TST.

Para Ophir Cavalcante Junior, designado pela OAB para a defesa da extinção do mecanismo junto ao TST, “a decisão de afastar o jus postulandi foi uma grande vitória da advocacia e da cidadania brasileira, que vê respeitado o equilíbrio verdadeiro do processo".

Em sua sustentação feita perante os ministros do TST, Ophir defendeu o afastamento do jus postulandi e questionou que tipo de Justiça se desejava para o país: "uma Justiça de faz de conta, uma de meras estatísticas ou uma que aplique efetivamente os princípios do acesso à Justiça, do contraditório e da ampla defesa?", questionou. "Esses princípios só são respeitados com a presença do advogado, com a garantia à parte de que ela terá a melhor defesa técnica possível. Só o advogado está preparado para manejar esse tipo de recurso", enfatizou o advogado.

A matéria já havia sido votada pela Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), quando o então relator, ministro Milton de Moura França, atual presidente do tribunal, manifestou-se pela impossibilidade de adotar o jus postulandi no âmbito do TST. O ministro Brito Pereira abriu divergência. E foi seguido por outros colegas da SDI-1. Com isso, a discussão acabou sendo remetida ao Pleno, por sugestão do ministro Vantuil Abdala. Ele propôs a votação de um incidente de uniformização de jurisprudência, instrumento pelo qual o TST adota um posicionamento único sobre determinado assunto.

No Pleno, coube ao ministro Brito Pereira assumir a relatoria. Ele manteve seu entendimento, adotado na SDI-1, ou seja, a favor do jus postulandi no TST. Prevaleceu, no entanto, o voto em sentido contrário, do ministro João Oreste Dalazen, vice-presidente do TST. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.


Olha o corporativismo aí gente!Eu sinceramente esperava que isso chegasse ao STF, mas o corporativosmo no TST falou mais alto.

O pós-operatório



E eu que pensei estar livre dos dentistas!

terça-feira, outubro 13, 2009

Data Venia doutor

Você sabe o que é jus postulandi? Não sabe? Pois bem, jus postulandi ou direito de postular é o princípio consubstanciado no artigo 791 da CLT, que estabelece aos empregados e empregadores o direito de reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Dessa forma, o artigo 839-A da CLT também salienta que a reclamação trabalhista poderá ser apresentada pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por representantes, e pelos sindicatos de classe.
O que significa isso tudo? Ora, em função desse princípio, o reclamante e reclamado poderá atuar sem a presença de advogados em todas as instâncias trabalhistas, mesmo nos Tribunais regionais e no Tribunal Superior do Trabalho.
É isso mesmo que você leu: NÃO É PRECISO DE UM RÁBULA DE PORTA DE CADEIA PARA AJUIZAR RECLAMAÇÃO TRABALHISTA! Somente no caso de eventual recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal é que ainda é preciso, sob pena de não ser reconhecido o recurso.
O jus postulandi foi criado com o objetivo social de atender a população mais desassistida, sem acesso a advogado.A medida visa facilitar o acesso ao Judiciário e fornecer condições para que a maioria da população – que não tem um tostão – possa ajuizar uma ação trabalhista sem ter que dar de 10 a 30% da sua indenização a um advogado.
E por que eu estou escrevendo sobre isso? Simplesmente porque o Tribunal Superior do Trabalho julga a possibilidade de aceitar a atuação das partes em processo sem necessidade da intermediação de um advogado.O processo partiu de uma ação movida por um trabalhador que quer advogar em causa própria.A OAB, logicamente, questionou isso e quer obrigar que eu, você e todo mundo, pague um advogado para ajuizar uma ação trabalhista.
Mas eles não estão certos, já que pertencem a categoria de profissionais? – diria alguém mais atento às questões profissionais. O problema é que em junho, esse mesmo pessoal criticou a obrigatoriedade do diploma de jornalista, invocando o direito a liberdade de expressão e o escambau, o que engrossou bastante o discurso patronal. Agora vejo essa mesma raça questionando um princípio que facilita o acesso a justiça alegando que a ausência de advogado em processos fere artigo da Constituição Federal, que garante a assistência desse profissional a todas as pessoas. Veja bem: o Artigo 5º garante. Não quer dizer que ele obriga!
É sob essa argumentação que está sendo construindo um discurso corporativista, que visa prejudicar a população em detrimento do benefício de uma categoria que há séculos mantêm o seu lugar social. E depois são os jornalistas diplomados é que vilipendiam direitos? Data venia doutores...
O Presidente Nacional da OAB, Cezar Brito, já afirmou que se for aprovada, a entidade irá recorrer ao STF. Conhecendo a corja que está instalada no referido tribunal – Gilmar Dantas e seus asseclas – dá para imaginar que a vitória vai ser garantida de um jeito ou de outro.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Mais uma porrada dos anos 90



Os norte-americanos do Rage Against the Machine estão no grupo das bandas surgidas noas anos 90 que marcaram presença. O RATM mistura: hip-hop, rock, funk, punk e heavy-metal, adicionando a esse cocqteil o ingrediente explosivo de letras que versam sobre política e desigualdade social. Musica de protesto? Pode ser, mas o fato é que o grupo se destacou pelo som diferenciado devido ao raivoso vocal de Zack de la Rocha e a guitarra de Tom Morello.

A banda terminou em 2000, mas em 2007 houveram rumores de uma possível volta para uma turnê. Resta esperar.

domingo, outubro 11, 2009

Festa do Dente

Não, não é algo relacionado a fada do dente ou coisa parecida. Tata-se da festa de aniversário do nosso amigo Ricardo Dente, o popular dente, que este ano resolveu adotar o estilo "Kid bigodinho" usando camisa rubro-negra - ele flamenguista mas é meu amigo. O micadente já virou tradição e reúne algumas das peças raras da Grande Vitória.

Esse ano senti falta de algumas figuras que sempre marcavam presença,mas sabe como é: O tempo passa, a idade chega, crianças vão nascendo,os cabelos vão caindo e compromissos vão surgindo. Mesmo assim os guerreiros ainda aparecem.


Abaixo algumas fotos da mitológica banda The Windows e um vídeo tosco que fiz com meu celular. Abençoada seja a tecnologia.


video
Por fim a entrada da casa do Dente, talvez seja a última da Praia do Canto. Essa foto pode virar um registro histórico - maldita especulação imobiliária.

sábado, outubro 10, 2009

Baby



A hoje evangélica Baby do Brasil - viu o que dá tomar muito chá de cogumelo - é daquelas cantoras de vóz primorosa e com interpretação arrebatadora. Conhecida inicalmente como Baby Consuelo, começou no grupo " Os Novos Baianos", que contava com figuras talentosas como: Moraes Moreira, Paulino Boca de Cantor e o seu então marido Pepeu Gomes. O repertório do grupo era bem eclético que ia do samba de Ataulfo Alves até o rock psicodélico dos naos 70.
Com a dissolução do grupo no início dos anos 80, Baby e Pepeu se lançam em carreira solo, ela com sua vóz primorosa e uma interpretação arrebatadora e ele com sua vóz - nem tão primorosa assim - e a sua habilidade com a guitarra.
Chegaram a participar de festivais, como o MPB 81, organizado pela Rede Globo. Eu era muito guri na época e lembro vagamente da música que foi inscrita e chegou até a final, cujo nome era " Todo mal que sai da boca do homem". Começava com o seguinte refrão: " Você pode fumar baseado/ Baseado nisso você pode fazer quase tudo". Em plena ditadura isso foi o suficiente para que tomassem um processo por apologia às drogas.
Superada essa fase, a dupla Bonnie e Clyde da MPB fizeram alguns sucessos, mas foi a vóz de Baby que apareceu. Ainda em meados dos anos 80 os dois se separam - literalmente - e Baby entra de cabeça na carreira solo. Emplaca várias músicas como "Tudo Azul", que foi tema de novela e várias outras músicas que foram tocadas à exaustão nas FMs.
Nos anos 90 Baby parece que resolveu fechar para balanço e apareceu pouco. Ressurgiu como evangélica fanática, indo aos quatro cantos de país dando o seu testemunho e cantado músicas gospel. Apesar dessa guinada a vóz e o talento ainda permanecem.

Maldade do Kemp

Esse troço não é sério!




Obama prêmio Nobel da Paz! Eu disse prêmio Nobel da Paz!Essa foi a notícia mais estranha da semana e porque não dizer a piada mais sem graça dos últimos meses. Obama! Esse que é presidente dos EUA, país que vive jogando bomba na cabeça alheia, que tem aquela famosa base em Guantánamo, onde os direitos humanos são solenemente ignorados. Esse é o prêmio Nobel da Paz de 2009.
O negócio foi tão constrangedor que dá para ouvir a reação de surpresa dos jornalistas na coletiva em que o representante do comitê de premiação fez o anúncio. Pergunta-se: Não tinha ninguém mais merecedor dessa honraria? Para os organizadores desse prêmio parece que não. Não adianta fazer trabalho nos campos de refugiados em Darfur ou qualquer parte da África. O pessoal que fica na linha de tiro lá na Faixa de Gaza também não merece. Muito menos àqueles que tentam preservar biomas, como a Amazônia, e chegam a colocar a vida em risco. E aqueles que lutam por direitos humanos na América Latina, África e Ásia? Esses então nem existem...
Obama! Aquele que ocupa o cargo há apenas nove meses – deu para gestar um prêmio nesse período. O presidente que pretende instalar bases do exército norte-americano em solo colombiano, militarizando ainda mais a América do Sul.
Eu sinceramente já desconfiava a muito, dos critérios em relação à concessão do Prêmio Nobel já que parece ser requisito a cidadania norte-americana para o seu recebimento. É só olhar a lista e verá que não há um ano sequer que um cidadão – naturalizado ou não – dos EUA tenha recebido.
Diante disso só me resta fazer lobby para o próximo prêmio Nobel da Paz: Silvio Berlusconi 2010!

quinta-feira, outubro 08, 2009

O Rio de Janeiro como fonte inspiradora


Carioca tem fama de gozador gosta de sacanear Deus e mundo! Agora aguenta...

Pensamento do dia

O futuro promete ser melhor: de repente, em 2016, o Galvão Bueno já se aposentou? (@silviolach)

O Enem e o sofisma



“O Ministério da Educação (MEC) fixou o dia 5 de fevereiro como a data-limite para a entrega do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ministério julga que, com essa data, o início das aulas nas universidades não será afetado em 2010. No entanto, a intenção é que esse prazo seja antecipado”.
Fonte: Agência Estado

Tem certas coisas que definitivamente eu não entendo – olha aí Mezenga!No meio dessa bagunça toda envolvendo roubo de prova, mudança de calendário de vestibular e o cacete e quatro, ninguém – eu disse absolutamente ninguém! – questionou o propósito e a eficácia desse Enem.
Só para recordar um pouco, esse troço chamado Enem – não tenho uma definição mais condizente – teve origem a partir da crítica envolvendo o vestibular nas universidades. Argumentaram que era injusto, que discriminava e uma porrada de outros argumentos pautados na pedagorréia que paira na educação desse país. Tanto foi falado que o governo federal resolveu criar o tal Enem, alegando ser esta uma maneira mais eficaz de avaliar o desempenho dos alunos durante todo o ensino médio. Até onde eu sei, era uma prova boba, sem que houvesse grandes obstáculos e o objetivo era a princípio substituir o vestibular.
Pois bem, as universidades bateram o pé, fizeram beicinho, com a ajuda dos donos de cursinho, que quase arrancaram todos os cabelos tingidos por Viena Hair. A pirraça deu resultado e o vestibular foi mantido, para desgraça da garotada. O resultado disso é que a rapaziada do ensino médio vai se rasgar para fazer duas provas, com proporcionalmente aumento de stress e gastos. Os cursinhos é lógico, adoraram!
Qual foi a minha surpresa quando vejo no Jornal Nacional a notícia de que foi criada uma entidade estudantil com o objetivo de exigir maior organização no Enem. Comecei então a pensar: se o questionamento é em relação à forma de organização, então concluo que a entidade considera o Enem legítimo. Se considera legítimo, aceita fazer duas provas e está disposto a estudar e gastar mais. Se está disposto a isto é por que aceita tudo o que venha do governo, portanto obedece cegamente.
Resolvi parar com o sofisma, pois a conclusão poderia me deixar mais desesperançoso em relação ao futuro desse país.