quarta-feira, setembro 30, 2009

Notícias que definitivamente não saem nos jornais

Imprensa brasileira: De facto ou interina?

Por Gilson Caroni Filho

Empenhada em afirmar que o governo brasileiro teria agido de maneira irresponsável ao conceder abrigo ao presidente deposto, a mídia corporativa repete um velho procedimento. Tenta armar uma subversão monstruosa: a autoria e a responsabilidade do golpe são transferidas aos que a ele se opõem.

Desde 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi deposto por um golpe militar liderado por Roberto Micheletti, a grande imprensa brasileira, através de seus articulistas mais conhecidos e dedicados editorialistas, voltou a apresentar, como é comum a aparelhos privados de hegemonia, seu vasto arsenal de produção e redefinição de significados. Desta vez, a novidade foi o deslocamento semântico do real sentido do que vem a ser golpe de Estado. Em Honduras, segundo a narrativa jornalística, não há golpistas, mas "governo interino" ou "de facto", pouco importando que a ação militar tenha sido condenada pela União Européia e governos latino-americanos representados pela Organização dos Estados Americanos (OEA)

Como já tive oportunidade de destacar em outra oportunidade "há algo profundo no jogo das palavras". Ainda mais quando, quem as maneja, tem, por dever de ofício, que relatar o que cobre com precisão e clareza. Fica evidente que razão cínica e ética ambíguas são irmãs siamesas. E no jornalismo brasileiro, mudam as gerações, mas as tragédias continuam e o imaginário dos aquários insiste em se engalfinhar contra as evidências factuais.

Agora, empenhada em afirmar que o governo brasileiro teria agido de maneira irresponsável ao conceder abrigo ao presidente deposto, a mídia corporativa repete um velho procedimento. Tenta armar, na produção noticiosa, uma subversão monstruosa: a autoria e a responsabilidade do golpe são transferidas aos que a ele se opõem, de modo que os golpistas, posando de impolutos democratas, ainda encontrem razões e argumentos para desmoralizar, reprimir e, se possível, eliminar seus oponentes. Para a empreitada foram convocados até diplomatas aposentados, saudosos de uma subalternidade quase colonial.

Uma característica saliente do discurso editorial, e de forma alguma sem importância, é o tom mordaz de quem que se propõe a dizer "verdades" a leitores e/ou telespectadores não apenas iludidos, mas idealizados como obtusos. O trecho abaixo, extraído da revista Veja ( edição 2132, de 30/09/2009) é exemplar. Trata-se da reportagem “O pesadelo é nosso", assinada pelos jornalistas Otávio Cabral e Duda Teixeira.

"Com as eleições marcadas para o próximo dia 29 de novembro, o governo interino que derrubou Zelaya se preparava para reconduzir o país à normalidade democrática. O candidato ligado a Manuel Zelaya aparecia até bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Seria uma saída rápida e democrática para um golpe, coisa inédita na América Latina. Seria. Agora o desfecho da crise é imprevisível. O mais lógico seria deixar o retornado sob os cuidados dos amigos brasileiros até depois das eleições, que, se legítimas, convenceriam a comunidade internacional das intenções democráticas dos golpistas"

Não procurem lógica no texto. Muito menos o uso político do mito da objetividade jornalística. O panfletarismo é prepotente e assumidamente faccioso para se preocupar com detalhes. Falar em “intenções democráticas dos golpistas" não expressa dificuldade de ordem racional, mas uma formidável comédia de erros e imposturas orquestradas por setores decisivos de uma direita inconformada com uma política externa exitosa.

Não se trata apenas da insistência da grande mídia brasileira em “manter um viés anti-Lula, fazendo uma cobertura parcial e tendenciosa sobre os acontecimentos que envolvem o fato", como afirmou o deputado José Genoíno. A operação em curso vai bem além desse propósito. O que ela busca ocultar são os resultados da reunião do G-20, em Pittsburgh, com a abertura para a reorganização das instituições financeiras internacionais e maiores direitos para os países emergentes. O êxito diplomático deve ser substituído por uma "trapalhada ideológica que não faz jus à tradição pragmática do Itamaraty”.

É exatamente isso o que confessa o articulista Clóvis Rossi, em sua coluna de sexta-feira, 25 de setembro, na Folha de S. Paulo.

"Escrevendo textos no lobby do Hotel Sheraton, em que Luiz Inácio Lula da Silva está hospedado em Pittsburgh, sou agradavelmente interrompido por Gilberto Scofield, o competente correspondente de "O Globo" em Washington: Cara, Honduras conseguiu eclipsar completamente o G20 nos jornais brasileiros. Só recebo cobranças sobre Honduras".

Essa desenvoltura de militantes eufóricos só reforça o que se sabe da grande imprensa. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas os modelos-teimosos- permanecem como farsa de um jornalismo que não se sabe ao certo se é “de facto" ou interino. Os acontecimentos de Tegucigalpa são contagiantes

Fonte: Agência Carta Maior

terça-feira, setembro 29, 2009

Coisinhas de terça-feira


Pérolas do Na_kombi para refletir:

Falência múltipla dos orgãos ;é mais ou menos o que está rolando no senado hoje. (@silviolach)

Não consigo entender pq a conta do anestesista dói tanto. (@silviolach)

Em casa de vampiro, a TV é de plasma. (@amatos30)

segunda-feira, setembro 28, 2009

Para aqueles que defendem a total liberdade expressão

Estagiário pede vista de processo e acaba preso
Por Alessandro Cristo

Um pedido de vista de inquérito policial feito pelo estagiário de um escritório de advocacia acabou na delegacia. Ao consultar processos no Ministério Público Federal em São José do Rio Preto (SP), o estudante de Direito Luiz Eduardo Kuntz ouviu voz de prisão do procurador federal Álvaro Luiz de Mattos Stipp e foi levado à Delegacia da Polícia Federal da cidade. O fato ocorreu na última terça-feira (22/9). Em outro episódio, o mesmo problema já havia acontecido.

Segundo depoimento prestado pelo estagiário no distrito policial, ele foi abordado pelo procurador por estar em “área restrita” da Procuradoria — uma antessala do gabinete do procurador. Ao argumentar, Kuntz foi acusado de desacato a autoridade, detido por dois agentes em uma sala sem direito a usar o telefone e escoltado até a delegacia.

Kuntz consultava inquéritos policiais contra clientes do escritório em que trabalha, o Toron, Torihara e Szafir Advogados, do qual é sócio o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Alberto Zacharias Toron. Segundo um dos sócios do escritório, Edson Torihara, o estagiário tinha uma certidão que lhe dava direito de ver os autos. Procurado pela revista Consultor Jurídico, o procurador Álvaro Stipp não quis atender.

No MPF de São José do Rio Preto, o constrangimento começou quando um funcionário da Polícia Federal foi à Procuradoria para retirar um dos inquéritos a que o estagiário pedia acesso. Como não conseguiu autorização da servidora do MPF nem pôde conversar com a procuradora responsável pelo caso, Anna Cláudia Lazzarini, Kuntz pediu ao funcionário da PF para ver o processo. Enquanto checava as informações, foi abordado pelo procurador Álvaro Stipp, que o acusou de invadir repartição pública, como contou Kuntz em depoimento ao delegado. Ele afirmou que esteve lá sem oposição de nenhum dos funcionários e que não havia sinalização de trânsito restrito no local. O estudante argumentou que teve autorização do servidor da PF para ver os autos, que já tinham sido despachados para carga da Polícia, e que, além disso, tinha documento que lhe autorizava ver o processo.

Isso foi o suficiente para acabar com qualquer diálogo civilizado, segundo o depoimento. Stipp, acompanhado da procuradora Anna Cláudia, deu voz de prisão ao rapaz, acusando-o de desacato. Kuntz não deixou por menos e rebateu também com voz de prisão contra o procurador, por abuso de autoridade. Os ânimos só se acalmaram depois que o estagiário saiu escoltado para depôr na delegacia, assistido pelo presidente da subseção de São José de Rio Preto da OAB, Odnei Bianchin.

Segundo Torihara, nenhum dos depoimentos dados na delegacia confirmaram a acusação. “Todas as funcionárias do Ministério Público Federal disseram que não foram desacatadas, e tampouco presenciaram qualquer desacato por parte de Luiz Eduardo Kuntz. Este fato também foi confirmado pelo funcionário da Policia Federal”, afirma o advogado. Nenhum dos procuradores compareceu para prestar depoimento.


A imprensa local noticiou o fato justificando a atitude dos procuradores pela suposta falsa identificação de Kuntz, que teria se apresentado como advogado e não como estagiário. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25/9) pela Rede Bom Dia, de São José do Rio Preto, e surpreendeu o chefe do estudante, Edson Torihara. “É um rematado absurdo, já que ele é conhecido na cidade como estagiário, teve acesso aos autos de inquérito policial com certidões apontando sua condição de estagiário e não estava praticando nenhum ato privativo de advogado. As próprias funcionárias do MPF não falam que ele se apresentou como tal, mas que, por conta própria, supunham tal condição”, diz. “O escritório repudia a ação e tomará as providências cabíveis”, afirma em relação à violação de prerrogativas mesmo de estagiário.

Luiz Eduardo Kuntz foi liberado pela Polícia Federal depois de prestar depoimento, sem autuação em flagrante. De acordo com funcionários da Procuradoria, um inquérito foi aberto pela PF para apurar o caso.


Pois é, enquanto existem alguns coleguinhas inocentes úteis fazem coro sobre o fim da obrigatoriedade do diploma, o pessoal do "dereito" joga pesado com quem se aventura a exercer a sua total liberdade de expressão.

domingo, setembro 27, 2009

Rock'n roll com toque feminino



Aí vai um post da banda Heart, das gostosíssimas - na época - irmãs Wilson. Pioneiras, surgiram nos anos 70, época em que só havia bandas com integrantes masculinos. Esse foi o primeiro sucesso e depois de um bom disco as sisters deram uma parada para retornar nos anos 80 com um disco meloso, porém de algum sucesso. Estão ainda na ativa - são senhoras bem gordinhas - e fazem shows eventuais nos EUA.

Baianidade aos domingos



Um pouco da irmã mais famosa de Caetano e uma das integrantes do santíssimo quarteto baiano. Essa foi uma das primeiras que escutei e a letra é, digamos, bem versátil.

sábado, setembro 26, 2009

É primavera, te amooo!

Brincando com a inteligência alheia



Quem gosta de acompanhar as notícias nos meios de comunicação percebeu que o assunto da moda é o golpe de estado em Honduras. Não se fala outra coisa depois que o presidente deposto de Honduras se instalou de mala e cuia na embaixada brasileira na capital hondurenha.
Longe de querer fazer qualquer análise política – isso eu deixo para os “intelectuais” de plantão – mas não dá para deixar de notar a forma como as informações são veiculadas. O que há algumas semanas atrás se tratava de um golpe de estado, passou a ser considerada uma medida prevista dentro da Constituição de Honduras, contra aquilo que poderia ser uma tentativa de se perpetuar no poder. Assim dizem Bandeirantes, Globo e seus parceiros. Sei...
A Veja eu nem sito por que nós já sabemos que isenção, objetividade, imparcialidade, ética e outras palavrinhas congêneres, são termos solenemente ignorados pela linha editorial da revista. Se é que aquilo pode ser chamado de linha editorial! O curioso ficou por conta de um email que recebi – newsletter – com as notícias da edição mais recente. A Veja escalou a repórter Thais Oyama para cobrir o imbróglio em Honduras e, para quem não sabe, a referida repórter é a mesma que revelou informações confidenciais do Caso Satiagraha – aquele do Daniel Dantas e Gilmar Mendes - mesmo dando garantias às fontes, no caso o delegado Portógenes. A revelação da coleguinha atrapalhou bastante as investigações e praticamente livrou a cara de Dantas, Mendes e toda quadrilha. Isso ocorreu quando era repórter na Folha de São Paulo – o jornal da dita branda – e agora Thais parece que conseguiu outro emprego mais condizente com sua, digamos, ética. Subindo na vida em Thais!
Pois é, mas o foco é o Zelaya. Enquanto a grande mídia vocifera contra a gentileza do governo brasileiro em abrigar o presidente deposto, taxando o mesmo de golpista, esquerdista, populista, amigo do Chaves e adorador do capeta, os poucos representantes da chamada imprensa esquerdista tratando o caso com outro viés.
Na visão destes, Zelaya é um presidente que foi usurpado de suas funções, injustiçado e que estava fazendo um bom trabalho. Mesmo com aquela pinta de caudilho latifundiário, alguns coleguinhas e o pessoal da “inteligentzia” insiste que o cara estava usando a democracia para mudar a constituição e ficar quanto tempo quisesse no poder. Afinal de contas para que rotatividade no poder não é mesmo? O cara vai ficando ad eternum, enchendo o rabo de dinheiro, usando a máquina governamental e se tornando pai dos pobres.
Essas visões antagônicas mostram o quanto vai o grau de alienação que querem nos impor. Nosso cérebro é bombardeado impiedosamente por informações que não mostram por completo a realidade, mostrando apenas o posicionamento de quem controla os meios de comunicação. Isso vale tanto para a esquerda como para direita.
Pergunto-me às vezes se há alguma maneira de fazer uma contra-informação a isto. Elaborar um jeito para que qualquer pessoa consiga ter uma visão real do que está acontecendo, sem parcialidade. Talvez essa utopia fique para o século XXII.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Solidão ao som de Romance em Angra



Sem saco para escrever ou fazer qualquer outra coisa, resolvi postar essa música. É da década de 80 mas continua bem atual.

terça-feira, setembro 22, 2009

segunda-feira, setembro 21, 2009

Final de semana revigorante


Eu e minha senhora - como diz áquela música do Língua de Trapo - resolvemos sair de Vitória no último final de semana e demos uma esticadinha no SESC de Santa Cruz, localizado no município de Aracruz. Enquanto o mundo inteiro estava debatendo sobre a escassez de água, estávamos imersos numa piscina com direito a muito cloro e um sol escaldante. Deu até para pegar uma "corzinha".
O que eu achei interessante é que o espaço - enorme - tem algumas áreas temáticas que simplesmente são ignoradas, até mesmo em relação ao seu aproveitamento.

Essa aí é a chamada Praça Indiana, que fica entre uma área de proteção ambiental e o terreno do SESC.Para quem conhece a região já deve ter imaginado a porrada de plantações de eucalipto em volta da área. E realmente existe!



Tem até uns bichinhos de mentirinha como o elefante aí de cima. A praça é uma réplica de outra existente na Índia.


O detalhe é que não há sinalização indicando a local da praça e a sala com as imagens de divindades hindus está permanentemente fechada. Não sei o porquê? Abaixo uma outra praça, também relegada ao esquecimento.


Há também uma praça Africana com artesanato proveniente de vários países da África. Mas o salão fica fechado e não sequer uma pessoa para dar alguma informação.


Para quem gosta dos chamados "não-lugares" é uma visita bem proveitosa.

Notícias que não saem nos jornais

STF, ANJ e Abert faltam a audiência na Câmara sobre o diploma de Jornalismo

Representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), não compareceram à Audiência Pública na manhã desta quinta-feira (17/09), que discutiu o fim da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, criticou a ausência do STF, ANJ e Abert. “Como sempre, não compareceram. Foi um total desrespeito”. As entidades informaram que a ausência foi motivada por viagens e outros compromissos profissionais. Tanto a ANJ, como a Abert, foram favoráveis à decisão do STF, que pôs fim à obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Os participantes da audiência discutiram a PEC 386/09, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O presidente da Fenaj informou que aguardam o parecer do deputado e relator da proposta, Maurício Rands (PT-PE). “Se for a proposta for aprovada, o presidente da Câmara, Michel Temer, se comprometeu a abrir uma comissão especial para reunir todos os projetos e leis. Acreditamos que a partir daí a tramitação seja mais rápida”.

A reunião foi organizada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Legislação Participativa. Participaram do debate representantes do Ministério do Trabalho, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Universidade de Brasília (UnB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ), além de membros de sindicatos e empresas jornalísticas.
Fonte: Comunique-se

sexta-feira, setembro 18, 2009

Rock com hip hop


Um pouquinho de rock'n roll nesta sexta.O Faith no more é uma banda da qual não conheço muito, mas reconheço que eram competentes no que se propuanham a fazer. Lembro dos shows que eles fizeram nos anos 90 e foram aclamados pelo público. Melhor do que Red Hot chili Pepers - que eu tive os desprazer de ver no Hollywood Rock - e do Nirvana. Essa música, Epic, tocou bastante aqui no Brasil.
Agora, é bem verdade que esse negócio de misturar rock com hip hop vem bem antes. Que o digam Rum DMC e Aerosmith...

Política na internet: liberar ou não?

quinta-feira, setembro 17, 2009

Rapidinhas



Segundo o site Conjur, após recuo do relator da nova Lei Eleitoral, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o Senado aprovou, em votação simbólica, a liberação da cobertura das campanhas pela internet, mas com uma exceção relativa aos debates. Apesar de não serem concessão pública, sites e portais de internet terão de seguir as regras estabelecidas para debates organizados por rádios ou TVs: ao menos dois terços dos candidatos precisarão ser chamados, entre eles os pertencentes a partidos com dez parlamentares no Congresso ou mais.
Pois é, começa assim mesmo!Primeiro argumentam que é preciso regras, depois fazem com que um grupo tome conta e depois disso, vira fato consumado. Daí então, qualquer questionamento sobre monopólio terá como escudo a já então famosa “liberdade de expressão”.

Os advogados dos ex-governadores Jackson Lago (PDT), do Maranhão, e Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins, que tiveram os mandatos cassados neste ano pelo TSE, vão tentar reverter as decisões no STF com base na liminar que suspendeu o andamento de processos de cassação propostos diretamente ao TSE. Nos dois casos, os recursos contra a expedição de diploma tramitaram no TSE sem passar pela Justiça Eleitoral dos Estados. Segundo a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, o presidente do TSE , Carlos Ayres Britto, disse que ficou "preocupado" e "surpreso" com a liminar concedida pelo ministro do STF que suspendeu os processos de cassação de mandato contra governadores, deputados federais e senadores que foram propostos diretamente na corte eleitoral.
Uma vez “operado” o morto não pode voltar a viver meus caros. Também, quem mandou não ser amigo do Gilmar Dantas e do restante da quadrilha? Sorry, but....

De acordo com o jornal Valor Econômico, a senadora e possível candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva (AC), corre o risco de perder o mandato por ter deixado o PT. Em uma ação inédita, um grupo de advogados eleitorais do Rio Grande do Sul pediu ao Ministério Público Federal que questione no TSE a troca partidária.
Ela nem bem se animou e já estão querendo operá-la? Isso é que é matar no berço...

O parecer do deputado Régis de Oliveira (PSC-SP) pela legalização dos bingos em todo o país abre caminho para a liberação dos cassinos. Segundo O Globo, o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara incorporou sugestão do deputado Vicentinho Alves (PR-TO), favorável à legalização dessa modalidade de jogos de azar no Brasil. A proposição deve ser votada nesta quarta-feira (16/9) na CCJ, último passo antes do plenário.
Liberou geral! A lavagem de dinheiro vai correr solta!

quarta-feira, setembro 16, 2009

The Windows, o retorno!


Essa semana recebi uma notícia boa: o retorno da banda The Windows. Quem é o The Windows? Bom, primeiro é uma banda formada em sua maioria por colegas. Segundo: tocam The Doors, com um direito a um som da melhor qualidade e performace no palco.
Isso já seria o bastante para justificar esse meu post, mas a banda também tem história aqui em Vitória. Formada nos anos 90, a banda passou por diversas formações até o fatídico show do Congresso de Oceanografia, onde Chakal - o vocalista - incorporou em demasia o espírito de Jim Morrison e surtou no palco. O show teve que acabar depois do mesmo chamar a platéia de Zé Buceta pela 30ª vez. Isso debaixo de uma chuva de latas de cerveja, vaias, com direito a retirada carinhosa de seguranças.
Depois disso houveram brigas, trocas de acusações e enfim a separação. Mas não foi divórcio e sim um desquite! Os caras voltaram e pelo cartaz - é uma charge do rosto de Chakal - o show promete. Pena que vou viajar!

terça-feira, setembro 15, 2009

Notícias que não saem em jornais



TV Globo restringe uso de blogs,Twitter e outras redes sociais

A TV Globo divulgou um comunicado interno na noite desta quinta-feira (10/09), em que restringe o uso de blogs e redes sociais pelos seus contratados. A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora.

“A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”, informa o comunicado.

A Globo também exige autorização prévia para que os contratados possam ter blogs, Twitter e outras redes sociais vinculados a outros veículos de comunicação. “A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa”.

A decisão gerou repercussão, mas até o momento somente artistas da emissora se manifestaram. A atriz Fernanda Paes Leme reclamou.“Não existe Arte sem liberdade de expressão!!”. “Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem... eu vou continuar por AQUI!". Jornalistas procurados pelo Comunique-se informaram que ainda não haviam recebido o comunicado.

Apesar das restrições citadas, a Central Globo de Comunicação informou que não veda qualquer plataforma para o uso pessoal, mas que as ferramentas devem se limitar a isso. “A presença individual e particular dos nossos contratados deve se restringir, se desejada, exatamente a este universo, estando totalmente desvinculada da atuação na Rede Globo, nem tampouco associados a outros veículos de comunicação. Se essa separação clara não puder ser estabelecida, o uso dessas mídias fica inviabilizado”.

A emissora carioca alega que a medida tem o objetivo proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.
Fonte: Comunique-se

domingo, setembro 13, 2009

Notícias que não saem nos jornais

Emissoras de rádio e TV devem respeitar fuso horário em classificação indicativa, diz STJ

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da última última quarta-feira (09), obriga as emissoras de rádio e TV a cumprirem a classificação indicativa de sua programação respeitando os diferentes fusos horários do país e o horário de verão.

O mandado de segurança que determina a exigência foi proposto pelo Ministério Público Federal em face de representação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Anteriormente, o Ministério da Justiça havia suspendido a obrigatoriedade por conta de um pedido da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), presidida por Daniel Slaviero.

A entidade alegou que o cumprimento da classificação indicativa durante o horário de verão implicaria "graves dificuldades de implementação e de prováveis consequências danosas às econômias regionais", informou a Procuradoria Geral da República.

No entanto, o STJ revogou a decisão do Ministério da Justiça, e obrigou as empresas de radiodifusão a cumprirem, já a partir do horário de verão deste ano, a classificação indicativa em todos os estados brasileiros.

Cerca de 26 milhões de crianças e adolescentes que residem em estados não atingidos pelo horário de verão ou com fuso horário com diferença de uma a duas horas de Brasília serão atingidos pela determinação.

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a Abert declarou que não se manifestará sobre a decisão.
Fonte: Portal Imprensa

O último cantor do rádio



“Viadagem dá Ibope santa”. Foi assim que Cauby Peixoto respondeu a uma pergunta de um repórter sobre o seu estilo, digamos, espalhafatoso. Com mais tempo de carreira do que tenho de vida, Cauby é praticamente uma dos últimos remanescentes da era de ouro do rádio brasileiro. Cantor de voz poderosa, Cauby ainda está na ativa, fazendo os seus shows em casas noturnas, bares, churrascarias e o que pintar.
A musica “Bastidores” foi a primeira que ouvi de Cauby e é de autoria de Chico Buarque. O interessante é que a maioria da população que conhece Cauby acha que a música é dele e que se chama “Cantei” ou “Camarim”. Já está em produção um documentário sobre sua vida.

Em se tratando de desemprego, inferno e purgatório andam de mãos dadas


“Estamos sendo atingidos por uma nova doença da qual muito ouviremos falar nesses próximos anos: o desemprego tecnológico”. A frase atribuída a John Maynard Keynes parece ser uma previsão da realidade concreta – e bota concreta nisso! – do que o ser humano passa atualmente. Não basta ser apenas trabalhar, tem que se deixar escravizar!
O inferno de cada dia vivido por quem passa por essa situação é acompanhado de peregrinações constantes a entrevistas para uma vaga, cadastro em algum resquício de política pública estatal, falar com conhecidos ou simplesmente esperar que algo de novo venha a acontecer. Essa caminhada em busca do tão almejado meio de subsistência é acompanhada sempre por palavras como: experiência, falta, formação, contatos ou simplesmente a palavrinha “não”. Simples, porém de uso constante nessa caminhada.
Acompanhado a essa jornada há as poucas iniciativas estatais para recolocação no mercado. Você, como “peça”, não serve mais. Está em desuso e precisa ser recauchutado para que tenha serventia. A “peça” tem que está no formato padrão porque do contrário é inútil.
O Estado reserva a ti uma chance de sobrevivência: o seguro desemprego. Este é um resquício da ditadura - como diriam donos de jornais e seus asseclas – que ainda permanece sob a égide de dar o mínimo de consumo a “peça”. Uma quantia módica de até dois salários e meio, divididos em até cinco parcelas – para não gastar tudo de uma vez. A “peça” que já teve o desprazer de adquiri-lo sabe o quão humilhante é.
Há o FGTS – outro resquício da ditadura – que foi criado como alternativa a estabilidade no emprego. Recurso que é depositado, mas nem sempre creditado ao saque do trabalhador. Isto porque quanto maior o tempo para sacá-lo maior a discricionariedade do funcionário da Caixa Econômica para concede-lo. O dinheiro é dele, perguntam os curiosos? Não, mas a sua discricionariedade conjugada com a vontade é um instrumento de poder. É ou não uma boa metáfora do purgatório?
Para aqueles como este escriba que teima em viver no Século XXI, saibam que a macha do desemprego suplanta o tempo e brinca com sua estima. A estes que se enquadram nesta categoria resta apenas esperar. Vejo-te na fila da Caixa Econômica Federal.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Só pra relaxar


Não sou muito fã do Roupa Nova mas confesso que essa versão ficou bem legal.

O pulso ainda pulsa...




Frente Parlamentar em Defesa do Diploma será lançada dia 16

Na semana passada, a deputada Rebecca Garcia (PP/AM) encaminhou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados requerimento com número de assinaturas superior ao necessário para a constituição da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A instalação da Frente está prevista para o dia 16 de setembro. Atividades em apoio a restituição da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do Jornalismo estão sendo programadas para o Dia Nacional de Luta, 17 de setembro.

Coordenadora dos trabalhos para a constituição oficial da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, Rebecca Garcia anunciou, no dia 2 de setembro, o encaminhamento de requerimento à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para a constituição desta Frente suprapartidária. Durante os meses de julho e agosto foi desenvolvido o esforço de coleta das 198 assinaturas de parlamentares necessárias para sua formalização. Até o dia 2, já haviam sido coletadas 203 assinaturas.

A Frente tem por objetivo ampliar o debate sobre a questão do diploma e de outros temas relacionados à profissão de jornalista, como uma nova legislação, de caráter democrático, para regular as relações entre os veículos de comunicação, os profissionais e a sociedade, após a derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, em junho, da Lei de Imprensa e da exigência da obrigatoriedade de diploma em curso superior para o exercício do jornalismo.

Os trabalhos de sensibilização dos parlamentares, no entanto, não param. “Temos certeza de que outros parlamentares podem e devem aderir a esta Frente, como também apoiar a tramitação das PECs na Câmara e Senado”, diz Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e membro da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma. “Mas para isso é preciso que o esforço de sensibilização dos parlamentares e de cada vez mais setores da sociedade prossiga”, observa. Ela recomenda contatos com os parlamentares integrantes das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara e do Senado, bem como com deputados que ainda não aderiram à Frente Parlamentar.

Além do ato de instalação da Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados, Valci lembra que em reunião ampliada da direção da FENAJ com representantes dos Sindicatos de Jornalistas, em julho, ficou definido que o dia 17 de cada mês é Dia Nacional de Luta, em alusão à data da decisão do STF que derrubou a exigência do diploma (17 de junho). O Sindicato dos Jornalistas do Piauí já programou para 17 de setembro uma grande manifestação em Teresina, com a participação de estudantes, professores e jornalistas em defesa do diploma.

No Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (10/9), às 10 horas, na Assembleia Legislativa (Rua Dom Manuel, Praça 15), haverá o lançamento da Frente Parlamentar Estadual e audiência pública sobre o diploma.
Fonte: FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas

quarta-feira, setembro 09, 2009

terça-feira, setembro 08, 2009

Kleiton e Kleidir



Os irmãos Kleiton e Kleidir foram integrantes de uma banda gaúcha chamada "Os almôndegas" e parece que eram bem conhecidos no sul do país desde a década de 70. Entretanto, só conseguiram projeção em todo o país a partir da sua participação num dos festivais de MPB promovidos pela Rede Globo, nos anos 80. A música "Navega Coração" não ganhou mas deu moral aos caras, que passaram a divulgar seu trabalho pelo país. O curioso é que no auge do sucesso, ainda na década de 80, a dupla resolveu dar um tempo, o que de certa forma criou um hiato em seu trabalho até a volta nos anos 90. Até hoje não sei ao certo o que aconteceu mas parece que ambos resolveram levar adiante suas atividades paralelas. Kleiton se dedicou à matemática durante esse tempo. Kleidir tentou continuar através de carreira solo, só que não teve sucesso.
Atualmente parece que fazem shows pelo Brasil mas ainda hoje são mais conhecidos no sul do país, tal como Ney Lisboa e outros artistas talentosos que não foram para o eixo Rio-São Paulo. Essa música chegou a ser tema de novela na Rede Globo e até hoje é tocada em algumas serestas.

Mais um do Pasquim21: Fernando de Castro

Esse é outra fera que conheci no Pasquim21 e fiquei assíduo leitor de seus textos. Com uma forte carga de ironia e crítica social, Fernando é capaz de narrar uma simples ida ao supermercado e transforma-lo numa verdadeira odisséia, descrevendo suas impressões sobre o cotidiano e a mediocridade que está impregnada na alma humana. O texto abaixo dá uma idéia da sua artilharia.

Fernando de Castro: Toque de recolher
Todas as madrugadas, religiosamente, vou ao supermercado. Menos por fé ou falta de arroz, mais por receio de que numa noite qualquer, por falta de fregueses, algum Diniz em crise conjugal resolva adequá-lo ao horário convencional. Também costumo dar uma passada rápida pela farmácia, para alguns comprimidos, ou apenas entregar palavras de incentivo ao atendente pelo interfone, em gesto de extrema delicadeza que algumas vezes não chega a ser muito bem entendido, como ocorreu noite dessas, quando fui respondido com um educado ''sai fora que eu gosto de mulher''. Levei na esportiva. Sou tão grato aos estabelecimentos 24 horas que ainda funcionam no Jardim Botânico que até eventuais desencontros a respeito da minha sexualidade costumam ser relevados.
Nos bons tempos em que o Rio era apenas uma cidade violenta, um estabelecimento comercial manter-se aberto por 24 horas não causava essa comoção toda - na verdade, a comoção começou quando os funcionários desses estabelecimentos passaram a ser cotidianamente baleados. Como a polícia tinha compromissos mais urgentes na ocasião, como fuzilar menores de rua ou reclamar por salários menos constrangedores, a coisa desandou de vez. Resultado: hoje, qualquer relato que venha dizer de algum endereço que bravamente não cerre suas portas durante a madrugada se tornou um fato digno de grandes providências.



Sei de um sujeito que ficou tão feliz ao passar em frente a um consultório dentário 24 horas e perceber as luzes acesas que nem titubeou: foi lá e arrancou dois dentes à revelia - felicidade esta que não se repetiu na madrugada da semana seguinte, quando retornou eufórico para instalar os pivôs e descobriu que o dentista, depois de ter sido displicentemente espancado por cinco adolescentes médio-classistas entediados com a falta de opções na TV a cabo, havia transferido seu consultório para Juiz de Fora.



Infelizmente, o Rio acostumou-se a ser uma cidade diurna, muito por conta de um justificável instinto coletivo de sobrevivência, mas muito também porque o poder público parece ignorar que a simples extinção da madrugada no cotidiano dos cariocas causa prejuízos de toda ordem - inclusive econômico, que vem a ser o único dialeto que de fato comove administradores como o Cesar Maia.

Não deixa de ser frustrante que uma cidade que teve boa parte da sua produção cultural surgida enquanto o resto do país dormia hoje se sinta obrigada a trajar pijamas ou coletes à prova de balas para manter-se relativamente viva. Ainda que, em se tratando de frustração, isso realmente não tenha a menor relevância, se comparado ao fato de que pessoas são mortas carbonizadas dentro de um ônibus às dez horas da noite, a caminho de casa.

Não tarda, e o próximo passo inevitavelmente será a imposição do toque de recolher.

E o que é pior: provavelmente às seis horas da tarde.

segunda-feira, setembro 07, 2009

O que há abaixo do Pré-Sal?

Homenagem ao Brasilian Independence Day

Só não divulga quem não quer

A cada dia que passa surpreendo-me mais com a internet.Um bom exemplo é o rol de possibilidades que são oferecidas a quem é músico e quer divulgar seu trabalho. Além do youtube e outros sites do gênero, há o orkut, myspace e diversos sites de comunidades virtuais que ajudam a divulgar o trabalho de quem está começando ou simplesmente quer ser idependente. Acabou aquela história de fita demo (demonstrativa)que toda banda ou cantor era obrigada a fazer e rezar para que um produtor ouvisse e resolvesse investir.Isso definitivamente é coisa do passado!
Há ainda a posssibilidade de colocar em sites que compartilham música ou que oferecem uma espécie de "aperitivo" da obra do cantor, com letras, cifra fotos, vídeos. Um exemplo é o http://palcomp3.com/ que reúne essas características. Outro interessante é o http://www.cifras.com.br/ que oferece também letras das músicas.
Quando eu lembro a dificuldade que era conseguir isso...

domingo, setembro 06, 2009

O nome é Gal... Costa



Legítima representante do sagrado quadrilátero baiano - Gil, Gal , Caetano e Bethânia - Gal Costa é uma das divas da MPB. De voz aguda e com jeito todo "seu" de interpretar,que me dá a sensação de estar numa daquelas praias baianas tomando uma cerveja , em plena tranquilidade.
Gal se firmou no panteão das grandes cantoras desse Brasil varonil. Sucessos como "vapor barato", "festa do interior","dia de domingo", cairam na boca do povo num tempo onde as monoculturas musicais não eram tão fortes como hoje. Sim, houve um período em que o povão ouvia MPB!
Escutei Gal Costa pela primeira vez aos sete anos de idade, quando um irmão trouxe para casa um LP que tinha a música "Meu nome é Gal", com Robertinho do Recife mandando na guitarra e duelando com a vóz aguda da baiana. Folhetim é uma das músicas desse disco e me traz algumas boas recordações.
Atualmente a baiana está meio sumida e a última notícia que tive pela imprensa foi o "entrevero" com Marina Lima, onde esta declarou em entrevista que teve a sua primeira experiência homosexual com a musa da MPB. Gal literalmente rodou a baiana - ou seja,rodou ela mesma - e cortou relações com Marina. O que falar dessa do notícia do tipo "TV Fama"? Sei lá, o mundo talvez seja mesmo gay, como diria Andréia Gasparetti, a primeira mulher de tromba do rádio brasileiro.

sábado, setembro 05, 2009

Rádio matraca



Programa da Rádio USP, a Rádio Matraca é uma iniciativa bem interessante para quem gosta de coisa alternativa no dial. O programa é capitaneado por Laerte Sarrumor ( do Língua de Trapo) e uma outra apresentadora. Vale dar uma escutada devido ao humor impagável de Laerte. http://www.radio.usp.br/programa.php?id=20

Eu quero fazer um podcast

Há algum tempo venho tentando, sem sucesso, fazer um podcast. Não consigo fazer aquela conversão da gravação para MP3 nem por reza braba e isso me deixa POSSESSO DE RAIVA!
Fiquei com uma vontade danada de fazer podcast depois que vi algumas boas experiências bem sucedidas envolvendo arquivos de música e até mesmo rádios. Quando que eu podia imaginar que eu poderia fazer uma rádio? E ainda por cima em casa?
Os blogueiros utilizam esse recurso como bem entendem. É verdade que não são todos, mas deram uma nova cara para a utilização do blog. Além disso, as rádios – as mais “antenadas” com tecnologia – vem fazendo isso com maestria.
Baixei dois programas que convertem para MP3, mas o negócio é tão complicado para entender, que estou tomando surras homéricas de ambos.
Ouvi falar que dá para fazer no player do Windows media player, só que não encontrei esse recurso disponível. Não sei se é a versão ou se está bem escondido para que não seja muito utilizado. Alguma alma caridosa que por ventura ler esse apelo, poderia dar uma ajuda a este analfabeto digital.

Ninguém respeita mais



Pois é, depois que o STF – com os cumprimentos de Gilmar Mendes – acabou com a obrigatoriedade do diploma para jornalista, o pessoal perdeu o respeito por aquilo que um dia foi uma profissão “glamurosa”. Sobrou apenas a empáfia de pessoal de TV – que na maioria das vezes ganha uma miséria –, dar aula em faculdade (das que ainda persistirem com curso de comunicação) ou publicar livro contando a sua experiência. Sem contar a ascensão das “piriguetes” como diria um coleguinha da internet nesse meio profissional.
Para não perder a piada, o pessoal do Na_kombi resolveu sacanear as profissões e adivinha qual foi uma das mais comentadas. Segue algumas pérolas:

Diploma de jornalista é tão útil quanto jornais impressos: ainda servem pra embrulhar peixe. (@ulissesmattos)
Enquanto o publicitário vende idéias o jornalista vende as idéias. (@prosopopeio) #memetendonabriga
O publicitário põe presidente ruim no poder. O jornalista tira (ou tenta). #brigaparticularcomsilviolach (@ulissesmattos)
Publicitário faz anúncio. Jornalista, matéria paga. #brigaparticularcom ulissesmattos (@silviolach)
Hoje tem mais publicitário dando furo do que jornalista. (@ulissesmattos) #brigainterna
Hoje tem mais jornalista fazendo propaganda enganosa do que publicitário. (@silviolach)
Se os super-heróis fossem criados hoje, Clark Kent seria blogueiro e o Peter Parker, papparazzo. (@ulissesmattos)
Se nada der certo, viro jornalista. (@georgemacedo)
A internet deixou os jornais tão ultrapassados que a única coisa que ainda me interessa hoje são os classificados de emprego. (@silviolach)
Antigamente a gente tinha liberdade de imprensa. Agora temos assessoria. (@silviolach)
Jornalista é a profissão que deveria consumir menos cocaína. Afinal é uma das únicas que não tem canudinho. (@silviolach)
Expressão profissional paradoxal: "ética jornalística" (@ulissesmattos)
Graças ao grande Gilmar Mendes, agora eu só me apresento com "muito prazer, jornalista Leo". (@prosopopeio)

sexta-feira, setembro 04, 2009

Pensamento para uma noite de sexta-feira

Essa é do pessoal do Na_kombi (by Revista M...)

"Professor já era desvalorizado no Brasil. Agora que o presidente se gaba por não ter estudado, vão ter que virar jornalistas". (@prosopopeio)

quinta-feira, setembro 03, 2009

Mais uma do Língua de Trapo



Qualquer semelhança com um fato ocorrido com artistas da Rede Globo não é mera coincidência.

Quando a gente acha que já viu de tudo...

Escola de Samba é multada por recorrer demais
O Superior Tribunal de Justiça multou a escola de samba Unidos da Tijuca por recorrer demais da condenação das instâncias inferiores. O valor da multa foi fixado em em 1% da indenização de R$ 252 mil que a escola foi condeanda a pagar à atriz — valor que deverá pagar de indenização à atriz Neuza Borges, contratada da Rede Globo. Para os ministros da 3ª Turma, a escola abusou ao recorrer seis vezes contra a mesma decisão.

A escola de samba convidou a atriz Neusa Maria da Silva Borges para ser um dos destaques de um carro alegórico. Antes de entrar na Passarela do Samba, o carro quebrou e a convidada caiu de uma altura de quatro metros, sofrendo inúmeras fraturas. A atriz foi submetida a cirurgias de reconstrução de bacia e implantação de próteses, parafusos e placas. Os procedimentos foram necessários para que ela recuperasse sua mobilidade. Por causa das sequelas (deformações e cicatrizes profundas), Neusa Borges ficou impossibilitada de cumprir o contrato de trabalho com a TV Globo e de honrar compromissos firmados antes do acidente, como atuação em peças de teatro e participação em eventos.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Unidos da Tijuca a pagar R$ 252 mil pelos danos morais, estéticos e lucros cessantes sofridos pela atriz. A partir dessa condenação, a escola apresentou inúmeros recursos, entre eles, seis Embargos de Declaração: contra a sentença, contra o acórdão, contra o despacho que apreciou o Recurso Especial, contra a decisão monocrática no STJ, contra o julgamento do Agravo Regimental e contra a rejeição desses últimos Embargos.

O relator, ministro Sidnei Beneti, considerou esses últimos embargos uma clara tentativa da Unidos da Tijuca de atrasar o pagamento da condenação. Com base no entendimento do relator, os ministros da 3ª Turma negaram o recurso e multaram a escola de samba em 1% sobre o valor da causa, corrigido desde a distribuição, nos termos do artigo 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.


E esse negócio conseguiu chegar ao STJ...

quarta-feira, setembro 02, 2009

O maior expoente da piada-canção brasileira



A primeira vez que ouvi o Língua de Trapo foi num festival de música organizado pela Rede Globo em 1983 (acho que foi nesse ano), onde cantaram a música "Os metaleiros também amam". Qual foi a minha surpresa quando vi um bando de doidos em cima do palco fazendo trejeitos, caras e bocas, cantando uma música cuja letra tinha o deboche como marca principal. Chegaram a final mas não levaram.Desde então tiveram poucas aparições na mídia, apesar de terem lançados discos e feito vários shows.
Reencontrei o Língua de Trapo décadas depois graças a santa internet, onde pude ter acesso a história do grupo, sua origem nos festivais universitários - em plena ditadura militar - e, principalmente, suas músicas.
As letras sãos hilárias, onde sacaneam tudo e a todos, utilizando diversos gêneros musicais que vai do rock'n roll até o samba. Músicas como "Cagar é bom" (que está postada), onde sacaneam João Gilberto ou as pérolas "Fado da falência", "Tudo para o Paraguai" (um vídeo de quatro cabeças você encontra só no Paraguaaaii), "Vasectomia' (essa, em ritmo de axé), dentre outras, que deixam Mamonas Assassinas e outros grupos como meros aprendizes. Mesmo porque o Língua vem antes de todos e tem um trabalho muito ligado ao teatro, duma época onde não tinha tanto o chamado "politicamente correto". Acredito que o Língua não teve um sucesso estrondoso porque é muito underground e faz um humor inteligente- algo raro hoje em dia.
As músicas não são muito fáceis de achar, podendo serem obtidas via emule ou podem ser vistas no youtube, onde tem muita coisa do Língua de Trapo. Pelos vídeos dá para perceber que o show é muito legal. Recentemente coloquei uma de suas pérolas aqui no blog que é o "Xogro da Sasha", mas tem muita coisa. Destaque para "Um brasileiro em Paris" (o vocalista Pituco está impagável), "Sou Pederasta" (Laerte Surrumor incorpora literalmente o personagem), "xingu" e "Eu amo esse homem" (já sacaneavam o PT nos anos 80). Recentemente, baixei uma música chamada "Mantenha a direita" que é simplesmente impagável (...Tal como Bira e Iasmin, desferi-lhe vinte golpes, mas não com uma faca, porque eu sou machista light").
Sou fã do trabalho dos caras e espero postar algumas músicas no Goear para ajudar a divulgar os caras. No blog tem o endereço do site do Língua, bem como blog, vídeos e fotolog do grupo.

terça-feira, setembro 01, 2009

Rapidinhas



Em Juazeiro (513 km de Salvador), por falta de um local adequado, pais que não pagam a pensão alimentícia aos filhos não estão sendo levados à prisão. Segundo a Folha de S. Paulo desta segunda, o diretor do fórum da cidade, juiz Ednaldo Fonseca, disse que desde que a casa de detenção foi fechada, há pouco mais de um ano, os mandados de prisão não vêm sendo cumpridos porque não há onde colocar os chamados presos civis.
Crime por dívida que dá cadeia nesse país é somente este, já que depositário infiel foi perdoado pelo nosso glorioso STF. Alô papais de todo Brasil, ainda há esperança!

De acordo com o Correio Brasiliense, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, recomendou prudência aos julgadores das matérias penais com base na Lei 12.015, que promoveu alterações no Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos com o objetivo de tornar mais severas as punições aos crimes de estupro e pedofilia.
Isso até o dia em que um dos amiguinhos dos ilustres ministros estiver envolvido num crime dessa natureza. Aí eles livram a cara do sujeito!

Segundo a coluna Fatos em Foco, do Jornal Brasil de Fato, uma pesquisa do site Meio & Mensagem revela que os grandes jornais diários do Brasil tiveram, no primeiro semestre deste ano, uma queda média de tiragem de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. No Rio de Janeiro, a maior queda foi do jornal O Dia, com menos 24%; em São Paulo foi do Jornal da Tarde e de O Estado de S. Paulo, com menos 17%. A crise bateu no noticiário.
Sem preocupação com isso, pois o governo federal sempre dá uma forcinha. Alguém se lembra do episódio da Globopar?

A coluna do Jornal Braisil de Fato também ressalta que as representações feitas ao Conselho de Ética do Senado, com denúncias das maracutaias praticadas pelo presidente da Casa, José Sarney, foram devidamente arquivadas pelo esquema de proteção ao velho oligarca do Maranhão. O episódio mostrou como é claro para a sociedade que o jogo político continua atrelado aos interesses do coronelismo. A liberdade partidária e as eleições diretas não deram conta de fazer as mudanças que o Brasil precisa.
Os partidos que apregoam a liberdade partidária é inversamente proporcional ao quadrado do número de políticos que prezam pela ética nesse país.