quinta-feira, julho 30, 2009

Os precursores da música eletrônica



O Kraftwerk ou "usina de força" (algo similar em português) é um grupo alemão que vem fazendo a pelo menos quatro décadas áquilo que essa garotada tenta fazer hoje. Letras minimalistas que falam sobre o cotidiano e com uma música que mistura percussão, teclados, sintetizadores computadorizados e uma série de outros recursos que praticamente foram criados pelo grupo.
O Kraftwerk tem atualmente na figura dos senhores Florian Schneider e Karl Hutter como os membros remanescentes e cerebros pensantes dessa verdadeira usina de som. São avessos a entrevistas e o pouco que se sabe é que são fanáticos por ciclismo, tendo inclusive intitulado um dos seus CDs com o nome de Tour de France.
Importante destacar a influência do grupo não só na música eletrônica, mas também em outros estilos como por exemplo o funk carioca que tem várias "batidas" originadas do Kaftwerk. A música Transeurope é um bom exemplo.

Notícias que não saem em jornais



Justiça condena programa Superpop por ofensas e danos morais a lésbicas

Integrante de Católicas pelo Direito de Decidir do Brasil foi uma das autoras da ação

O Juiz Mario Sergio Leite, da 2ª. Vara Cível de Barueri-SP, proferiu no último dia 8 de julho uma sentença condenatória à Rede TV e ao advogado Celso Vendramini, no processo movido contra eles pela psicóloga e escritora Valéria Melki Busin, 42, e pela servidora pública Renata Junqueira de Almeida, 44, determinando o pagamento de uma indenização por danos morais a ambas no valor de 80 salários mínimos.

Em março de 2002, Valéria e Renata compareceram ao Programa Superpop da Rede TV, apresentado por Luciana Gimenez, para participar de uma entrevista ao vivo sobre união estável entre pessoas do mesmo sexo, com o objetivo de reduzir a discriminação e o preconceito contra homossexuais.. Ao contrário do alegado no convite, entretanto, ambas foram surpreendidas com a realização de um "barraco", em que foram ofendidas verbalmente em razão de sua orientação sexual.

Na sentença o juiz afirmou que o advogado Celso Vendramini atuava como um preposto da Rede TV e que o programa Superpop era "destinado a clamor publico", "um "show de mau gosto, pré-estabelecido". Disse também que "as autoras foram vítimas de uma encenação, para causar escândalo e segurar o público através do tom apelativo e grotesco".

A cantora, compositora e colunista Vange Leonel e a advogada Ana Elisa Lolly foram testemunhas das autoras, e seus depoimentos embasaram e auxiliaram a decisão condenatória. Um outro ponto que também convenceu o juiz da encenação do programa foi que a vinheta: "BARRACO: GAYS BRIGAM PARA ADOTAR FILHOS" fora gerada no começo do programa, antes mesmo de se iniciar o suposto debate e a série de ofensas. Ou seja, a produção havia premeditado um "barraco".

A ação judicial foi proposta pelo advogado Eduardo Piza Gomes de Mello, do escritório PIZA DE MELLO E PRIMERANO NETTO ADVOGADOS ASSOCIADOS, que declarou que "esta sentença é importante para ajudar a criar uma nova cultura de respeito à diversidade sexual como elemento constitutivo da dignidade da pessoa humana" e que, doravante, "os profissionais de comunicação deverão ser mais cautelosos ao abordar o tema da orientação sexual".

Para Valéria Melki Busin, apesar de a experiência ter sido muito traumática, a condenação dos réus contribui para reparar os danos sofridos por toda a comunidade LGBTT. "Nossa maior preocupação era não deixar que tamanho desrespeito aos direitos humanos das pessoas homossexuais ficasse impune. Agora, esperamos que essa sentença sirva como exemplo e que as pessoas homossexuais, bissexuais e trans se sintam ainda mais estimuladas a lutar por seus direitos, inclusive na justiça."

Renata Junqueira de Almeida declarou: "Sinto que a justiça foi feita e me traz alegria imaginar, em função disto que aconteceu com a gente e de todas as outras conquistas que os LGBTTs vem realizando, que nossa sociedade caminha para uma convivência mais equilibrada e respeitosa com o diferente".
Fonte: Abong


Demorou muito para a Gimusa tomar um processo pois a tempos a baixaria corre solta naquele circo de horrores chamado superpop.

terça-feira, julho 28, 2009

Considerações sobre a situação dos jornais



O fechamento de jornais e o jornalismo público

Por Beto Almeida

No mês passado foi a vez do fechamento do jornal Gazeta Mercantil, com 90 anos de história e deixando a marca de ter sido um periódico qualificado, avaliação partilhada até mesmo pelos discordantes de sua linha editorial, voltada para o público empresarial.

Antes havia ocorrido o fechamento do também legendário Tribuna da Imprensa, agravando o problema do desemprego crônico de jornalistas, já sem ter para onde correr, além de fazer aumentar a também trágica concentração da informação nesta sociedade.

Se olharmos para cenário internacional também registram-se sucessivos fechamentos de jornais, seja nos EUA ou na Europa. No Brasil, especialistas prevêem a continuidade desta trágica tendência de falência de jornais, de redução de postos de trabalho e de lamentável estreitamento das fontes informativas.

A tragédia está em curso e não se escuta ainda uma proposta alternativa capaz de resolver uma das grandes dívidas acumuladas durante mais de século para com o povo brasileiro, a dívida informativo-cultural. O povo brasileiro é vítima de indicadores raquíticos de leitura de jornal e revista, são trágicas as estatísticas da Unesco, estamos em pior posição que o nível de leitura de jornal na Bolívia, país mais pobre da América do Sul.

Comecemos nos indagando se o mercado será capaz de evitar o fechamento do jornais, o desemprego de jornalistas e gráficos e a concentração da informação em poucas empresas. Não tem sido. Ao contrário, o mercado tem se tornado cada vez mais cartelizado, cada vez menos concorrencional, inclina-se notavelmente para o oligopólio, devasta as esperanças dos que ainda sonhavam com um jornalismo com capilaridade, com regionalização, capaz de assegurar informação diversificada, plural e acessível a todo os brasileiros. Falemos do tamanho da tragédia: somadas, as tiragens de todos os pouco mais de 300 jornais diários brasileiros não atingem a marca dos 7 milhões de exemplares. Indigência democrática! O povo brasileiro está praticamente proibido da leitura de jornais, portanto, proibido de ter acesso a uma tecnologia do século XVI, a imprensa de Guttemberg.

Exército de diplomados desempregados
O mercado tem discutido alternativas a isto? As universidades? O movimento sindical? Não se registram debates sobre como assegurar a massificação da leitura de jornal e revista. Nem mesmo a Fenaj que acaba de ser derrotada na sua luta para manter a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo apresenta - nem antes, nem agora - alternativas para evitar que estes profissionais não formassem apenas um imenso exército de diplomados-desempregados. É preciso regulamentar a profissão, mas também é preciso assegurar o fim da proibição à leitura de jornal. Também devemos elaborar políticas públicas - já que o mercado exibe sua incapacidade - para que os brasileiros assim como recebem do estado merenda escolar, remédios, camisinhas, dentaduras, bolsa família, também recebam jornais e revistas para a sua informação. Seria nada mais do que assegurar o cumprimento da Constituição quando esta estabelece a informação como um direito do cidadão. Para que , afinal, que isto não seja apenas retórica legislativa...

Para se avaliar como o sistema de proibição da leitura de jornal vigente contra os brasileiros é tão trágico e paradoxal basta informar que a indústria gráfica registra capacidade ociosa crônica de 50 por cento de suas instalações anualmente. E isto é crônico! Ou seja, povo sem ler, jornalistas e gráficos desempregados e indústria gráfica paralisada na metade do tempo!!! Por que não juntamos os tres ingredientes acima numa política pública de jornalismo para a sua superação da crise? Será que com a nossa indigência de leitura, com a nossa dívida informativo-cultural podemos nos dar ao luxo de ficar esperando indefinidamente por soluções de mercado, quando o este apenas nos sinaliza com freqüência exuberante a sua tendência de fechamento de mais e mais empresas jornalísticas, mais desemprego e mais concentração? (...)

Nascem jornais públicos, fecham jornais privados
Exemplos nos chegam a cada dia. Evo Morales, cansado de perceber que os jornais privados estão editorialmente comprometidos com a fragmentação da Bolívia, com os planos nacionais e internacionais de desestabilização da democracia, e que eram jornais inacessíveis à grande massa pobre de bolivianos, lançou o jornal “Cambio”, destinado a ser um órgão de informação de circulação popular, a preços populares. Também agora na Venezuela, quando praticamente todos os jornais encontram-se enfileirados na oposição ao governo eleito de Hugo Chávez, ressurge o jornal popular e público “Correio do Orenoco”, recuperando o nome original do periódico fundado por Simon Bolívar, no qual foi redator o General José Inácio Abreu e Lima, brasileiro que lá é considerado herói na luta de libertação contra o Império Espanhol.

Mas, não apenas em governos considerados de esquerda surgem iniciativas deste naipe, como alguns poderiam objetar. Também na França há sólidas experiências bem sucedidas de jornalismo público, como o periódico editado pelo sistema previdenciário francês que chega à casa de cada segurado, com informações sobre toda a realidade nacional e internacional, sobre a cultura e a economia, e não apenas sobre temática previdenciária.

Assim, há razões públicas defensáveis para que o governo salvasse um jornal de tradição de 90 anos como a Gazeta Mercantil. Não apenas porque provavelmente também estará em débito com os cofres públicos. Quantas vezes empresas jornalísticas em dificuldades financeiras recorreram aos cofres públicos para superar suas crises? E seguiram depois condenando editorialmente o papel do estado mas, na primeira dificuldade, batem novamente às portas do estado?

Por que ao invés de empréstimos, não pode o estado assumir o controle acionário de um jornal como o Gazeta Mercantil, ou como o Tribuna da Imprensa, aproveitando sua estrutura industrial, empresarial, seus recursos humanos, sua tradição informativa, sua marca social na sociedade e, com novos critérios administrativos, transformá-los em jornais de ampla circulação popular, com tiragens realmente massivas, de milhões de exemplares, a preços módicos ou mesmo distribuição gratuita, já que o direito à informação é um direito constitucional do cidadão?

O papel protagonista do estado
No início governo Lula, em 2003, divulgou-se a existência de um Proer da Mídia, pelo o qual as empresas de comunicação endividadas, tal como os bancos a que alude a sigla, recorreriam ao estado para escapar à ameaça de falência. Houve solicitação ao BNDES para reestruturação das dívidas das grandes empresas de mídia. Na época o então Ministro José Dirceu pronunciou a frase forte “a Globo é uma questão de estado”. Foi proposto então que a serem empregados recursos públicos no salvamento da empresa das dificuldades, que estes recursos fossem investidos como compra de ações, passando o estado a ser acionista destas empresas desvedoras, assegurando que os recursos não fossem empregados em vão, como já ocorreu, e em certas circunstâncias, mais de uma vez, com as crise repetindo-se.

Agora estamos diante de uma crise sem precedentes, crise internacional, até mesmo City Bank e a General Motors já se transformaram em empresas estatais, ocorrendo o mesmo com inúmeros bancos na Inglaterra, na Alemanha, na França. Aqui a Caixa Econômica anuncia que irá lançar um cartão de crédito próprio para não mais depender do cartel internacional que domina e impõe regras discricionárias ao segmento. Os exemplos estão aí. Será que mesmo assim não teremos capacidade, como sociedade, de realizar um debate sobre como garantir que o povo brasileiro tenha finalmente o acesso à leitura de jornal?

São muito positivas as iniciativas de comunicação partidas do campo público recentemente, seja o Blog da Petrobrás, as colunas O Presidente Responde, a criação da Empresa Brasil de Comunicação, além da convocação da I Conferência Nacional de Comunicação. Mas, o público ainda se queixa: “como sintonizar esta TV Brasil? Ela só pega na tv a cabo? Isto é pra quem pode pagar!” Da mesma forma que as colunas escritas diretamente pelo presidente, embora importantes, não chegam ao grande público, já que as tiragens de jornal continuam raquíticas e não existe ainda um jornal ou vários jornais populares de grande circulação, seja gratuita ou a preços bem módicos. Existiria alguma proibição escrita nas estrelas determinando que não se possa também uma política pública para a democratização da leitura de jornal no Brasil? Não é razoável que a EBC assuma também a publicação destes jornais? Não é razoável que o BNDES que tanto financia grandes empresas privadas e até transnacionais apoie um projeto de um jornal público, de massa, gratuito?

Enquanto isto, jornais fecham as portas e há prenúncios de que novas falências venham a ocorrer. Não é hora, portanto, de debater um programa público de massificação da leitura de jornal?

Fonte: Núcleo Piratininga de Comunicação


Não coloquei o texto na íntegra porque estava enorme e falava de uma experiência que não vingou em Brasília, mas o texto oferece algumas críticas pertinentes a atual situação dos jornais, o papel do Estado em relação ao mercado editorial e a formação dos jornalistas.

segunda-feira, julho 27, 2009

Charge tucanesca

Rapidinhas



A nova leva de páginas que disponibiliza músicas na internet via streaming está transformando a experiência de encontrar e escutar músicas legalmente tão sedutora quanto baixá-las de forma gratuita. Reportagem do Estadão aponta que muitos observadores da indústria musical acreditam agora que uma transformação fundamental esteja em curso: o download ilegal dá lugar a serviços licenciados de streaming como o MySpace, Imeem e Spotify, por meio dos quais o usuário pode escutar qualquer música a qualquer hora e, em breve, em qualquer dispositivo. Fonte: Conjur
É claro, O Estadão vai querer levar um caraminguá nesse novo filão. O império contra-ataca!

Ainda de acordo com o Estadão, o advogado Andrei Zenknet Schmidt, que defende o banqueiro Daniel Dantas em processo de gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na 6ª Vara Criminal de São Paulo, informou neste sábado (25/7) que apresentará na defesa preliminar provas de que agentes que participaram da Operação Satiagraha teriam recebido pagamentos da Brasil Telecom. Fonte: Conjur
Será que o Daniel Mendes vai querer jogar merda no ventilador? Seguuuura Gilmar Dantas!

Controladas por empresas estrangeiras, a maioria das distribuidoras de energia elétrica promoveu, em 2009, reajustes de tarifas muito acima dos índices de inflação apurados nos últimos 12 meses. No caso da região metropolitana de São Paulo, a mais populosa do país, o aumento médio foi de 13%, contra uma inflação de 4,67%. Estão metendo a mão no bolso do povo com a cumplicidade da Aneel – a agência fiscalizadora do setor.Fonte: Jornal Brasil de Fato
Para que serve mesmo esse negócio de agência reguladora?

Está em tramitação na Câmara dos Deputados a emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora- extra de 50% para 75% da hora normal. É claro que as duas medidas favorecem os trabalhadores, mas, enquanto não são aprovadas, bem que o Ministério do Trabalho poderia fiscalizar o registro dos trabalhadores nas empresas e o cumprimento da jornada atual. É o mínimo a fazer! Fonte: Jornal Brasil de Fato
Se for fiscalizar bem que poderia dar uma passada no ES, principalmente nas redações de jornais, como um que sempre tem na capa uma foto do flamengo, anúncio de milhões de empregos, brigas e ameaças nas escolas e outras coisinhas do tipo “espreme que sai sangue”. O pessoal bate cartão na saída às 18 horas e depois são obrigados a voltar para fazer jornada extra.

Em agosto de 2008, a Veja denunciou – sem apresentar provas – a existência de grampo no Supremo Tribunal Federal. A matéria serviu de pretexto para o presidente do STF, Gilmar Mendes, atacar os responsáveis pela investigação do banqueiro Daniel Dantas na Polícia Federal e na Abin. Agora, depois de dez meses, a PF não encontrou o menor vestígio de grampo. Os farsantes serão punidos?
Claro que não! A Veja está exercendo o seu direito de liberdade de expressão...

sexta-feira, julho 24, 2009

Um poquito de salsa



Esse aí eu conheci no cyloop. Não sei ainda se é Portoriquenho ou cubano mas pelo jeito o cara é bem popular na comunidade latina. Com letras melosas e um som cheio de ritmo, Rey Ruiz parece representar bem a salsa caribenha. A voz lembra um pouco José Feliciano, cantor portoriquenho que faz algum sucesso nos EUA.

Notícias que não saem nos jornais

Fim do diploma gera dúvidas sobre aplicação do direito de sigilo da fonte
Por Izabela Vasconcelos

Com o fim da Lei de Imprensa, revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30/04 deste ano, o jornalista continua tendo o sigilo da fonte garantido, mas advogados divergem sobre a insegurança jurídica que o fim da exigência do diploma de jornalismo pode causar.

“Mesmo sem disposição legal, a Constituição garante o sigilo da fonte diante do exercício profissional, pelo artigo 5º, inciso XIV. Há sigilo profissional para psicólogos, médicos e advogados”, explica Antonio Paulo Donadelli, especialista em Direito Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional – ESDC.

O artigo da Constituição diz: “É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

Quem é jornalista?

A desregulamentação da profissão gerou dúvidas sobre a abrangência do direito de sigilo da fonte. “A questão é que com o fim da exigência do diploma, a desregulamentação da profissão, quem vai dizer o que é exercício profissional? A quem cabe esse sigilo?”, indaga o advogado Felippe Mendonça, mestrando em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP, e Membro-Colaborador da Comissão de Defesa da República e da Democracia da Secção São Paulo.

O deputado e advogado Miro Teixeira (PDT–RJ), um dos responsáveis pela ação que pediu a extinção da Lei de Imprensa, discorda que a queda da lei, e da exigência do diploma, tenham causado insegurança jurídica. “Não muda nada, como agora se ampliou muito o direito de sigilo da fonte. Qualquer pessoa que exerça atividade jornalística tem esse direito”, afirma Teixeira, que propôs recentemente um Projeto de Lei pela volta da exigência do diploma de jornalismo.

Trabalho independente

Mendonça explica que existe um vácuo na questão, no caso de jornalistas que escrevem em blogs ou mantêm outro tipo de trabalho independente. “Nesses caso quem pode julgar quem é jornalista ou não? Os juristas irão apelar para o bom senso, mas pelo bom senso se corre muitos riscos”, afirma Mendonça, que leciona com Donadelli o curso A Liberdade de Expressão sem a Lei de Imprensa, pela Escola Superior de Direito Constitucional.

Apesar das discussões, a Lei de Imprensa ainda não é uma resolução no Supremo porque o acórdão, a manifestação de um órgão judicial colegiado, ainda não foi publicado. Diante das dúvidas de profissionais e representantes do setor, o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, e a Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, defendem a auto-regulamentação da mídia.
Fonte: site Comunique-se

quinta-feira, julho 23, 2009

Jornada em busca da casa própria



Até onde vai a persistência do ser humana na busca por moradia? Não, isso não é tema de nenhum seminário sobre habitação ou palestra motivacional. É simplesmente a saga que eu e mais 93 famílias temos enfrentado para conseguir uma moradia financiada por política pública na área de habitação.
A saga começou no final de 2006, quando a prefeitura resolver se mexer e elaborar um plano de habitação no centro da cidade. Lembro-me até hoje o tamanho daquela fila que tive que enfrentar e todas as etapas que iam de entrevistas até entrega de documentação pedida para comprovar endereço, renda e outros indícios que provam a minha existência e possuo algum tipo de renda.
De lá pra cá aconteceu de tudo um pouco: atraso no cronograma das obras, problemas envolvendo a estrutura de dois prédios, mudanças no comando do projeto, enfim uma série de coisas que transformaram uma necessidade, que é o direito a moradia, numa odisséia, digna de Ulisses, pois não sabemos onde e quando isso vai terminar. Sem falar da minha vida que mudou muito nesses últimos anos.
Nesse ínterim estão sendo realizadas reuniões mensais onde vários temas são abordados com o intuito de dar, digamos, “subsídios” para a habitação nessas moradias. São abordados temas que vão desde passeios turísticos pelo centro até um esboço de convenção de condomínio – algo que eu acho que deveria ser prioridade.
Ontem foi a vez de ter uma palestra de um representante do corpo de bombeiros dando ênfase aos cuidados contra focos de incêndio. Não sei se é por que houve recentemente alguns incêndios no centro de Vitória, mas o fato é que é a segunda vez que esse tema é abordado dentro de palestras. Será um aviso? Eu heim!
Após a palestra vieram às perguntas e depoimentos, a maioria abordando sempre o óbvio: “Se a panela de pressão explodir, o apartamento vai pegar fogo?” ou “Quase queimei minha casa com uma guimba de cigarro” e por aí vai. Às vezes tenho a sensação de alguns dos meus vizinhos são do tipo que tomam ácido no café da manhã dado a quantidade de besteiras que falam. Outros já são mais comedidos ou entram na esculhambação falando algum tipo de graça.


A reunião foi marcada pela ilustre presença de uma fotógrafa – deve ser cargo comissionado – que registrou a “solenidade” para que o material seja posteriormente aproveitado em alguma campanha. Não precisa fazer um exercício de futurologia para saber qual, ainda mais sabendo qual será o principal evento político no próximo ano.
Enquanto a situação da casa própria não se define, fico imaginando as agruras por que passam aqueles que nem perspectiva tem. É só lembrar o que já gastei de grana com aluguel e fazer as contas para perceber que dava para ter comprado um imóvel com esse dinheiro.

quarta-feira, julho 22, 2009

Arte na internet



A internet é uma festa mesmo!É só dar uma pesquisada que encontramos algumas figuras bem criativas que apresentam trabalhos sensacionais. A minha mais recente descoberta é o http://www.lactobacilom.blogspot.com/ ou simplesmente lactobacilo morto. O cara tem um trabalho bem legal, focado essencialmente em charges, coisa que valorizo muito pois combina desenho, humor, internet e uma porrada de outros recursos.

Em tempos de gripe suína...

terça-feira, julho 21, 2009

Notícias que não saem nos jornais

Manifesto Movimento Música para Baixar

O manifesto Música Para Baixar (MPB) defende que o usuário que baixa música não é um criminoso, e sim um divulgador da obra do artista. O documento - que registrou mais de 500 assinaturas, entre elas de artistas como Léo Jaime, Leoni, Zélia Duncan e André Abujamra - afirma que "novos tempos necessitam de novos valores". Leia na íntegra:

Manifesto Movimento Música para Baixar

É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional - não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do "jabá" nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do "jabá" em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar. Fonte: FNDC


Tremam gravadoras, rádios AM e FM e jabazeiros profissionais

segunda-feira, julho 20, 2009

Dueto entre Nelson e Tim



Essa música eu desconhecia completamente. Nem sabia que os dois tinham gravado alguma coisa. Duas vozes primorosas e marcantes.

Rapidinhas



Estudo feito por técnicos da área de fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral diz que o texto da reforma eleitoral aprovado pela Câmara, e que tramita no Senado, abre brechas que permitem burlar a lei eleitoral e dificultar a fiscalização das campanhas, segundo O Globo. De acordo com os técnicos, isso poderá ocorrer principalmente porque o texto deixa claro que os partidos podem receber doações para repassar aos candidatos – as doações ocultas – e assumir dívidas de campanhas majoritárias.
Não brinca!É sério? Essa notícia vindo de O Globo é um bálsamo para minha alma. Só falta às organizações Globo se posicionarem contra as concessões de rádio e TV

A iniciativa do juiz federal Ali Mazloum, que denunciou suposta "proliferação de investigações secretas" no Ministério Público Federal em São Paulo, provocou forte reação e indignação de procuradores da República em todo o País, segundo O Estado de S. Paulo. "Os procuradores não temem tentativas de intimidação à sua atuação funcional nem deixarão de cumprir seu dever diante de notas e declarações que busquem lançar desconfiança sobre seu trabalho, de forma confusa e tecnicamente equivocada e com objetivos pouco claros", declarou o procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva, presidente em exercício da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
Num bom português a máfia togada quer cortar as asinhas dos procuradores

O Ministério Público Eleitoral entrou com uma ação no TRE-RJ contra a CBF, por causa das doações de campanha a Roseana e José Sarney, segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A família é ligada à CBF. Fernando, outro filho de Sarney que acaba de ser indiciado, é vice-presidente da entidade do futebol.
Será que o Anselmo esqueceu que o Sarney detêm as concessões de rádio e TV que são afiliadas da Globo no Maranhão? Tá querendo perder o emprego Anselmo!

Editorial da Folha de S. Paulo comenta a condenação contra o colunista do jornal José Simão. “Em despacho que poderia facilmente figurar na categoria "piada pronta", não fossem graves as suas implicações, o juiz João Paulo Capanema de Souza, do 24º Juizado Especial Cível do Rio, proibiu o colunista José Simão, de mencionar a atriz Juliana Paes, "confundindo-a com sua personagem Maya, quando motivado por assunto afeto ao papel vivido na ficção". “Trata-se de decisão clamorosamente inconstitucional. A Carta Magna, embora alguns a prefiram ignorar, veda qualquer tipo de censura, como a decretada pelo juiz”.
Pela Folha de São Paulo, esse negócio de Constituição é um atendo a liberdade de expressão. Hare baba!

Antes tarde do que nunca?



A Central Única dos Trabalhadores (CUT) aprovou moção de repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal que extinguiu a obrigatoriedade da formação universitária para o acesso à profissão de jornalista, na tarde de ontem (17/07). A Central declarou sua adesão à "luta em defesa do diploma de jornalista para garantir os critérios de responsabilidade social dessa importante profissão". E alertou que a decisão do STF diz respeito a todos os trabalhadores.

A CUT argumenta que sua ação desregulamentadora ameaça outras categorias, leva à precarização das relações do trabalho e também atinge os movimentos sociais, já tão criminalizados pela mídia.

Para a Central, a decisão do STF, na verdade, "privatiza a liberdade de expressão e de informação no Brasil". A moção foi aprovada ao final do 5º Encontro Nacional de Comunicação (ENACOM) da CUT, que reuniu sindicalistas de todo o país em São Paulo, de quarta-feira, dia 15, até esta sexta, dia 17. Leia abaixo a íntegra da moção.
Fonte: O Jornalista


Depois de quase um mês, uma das centrais sindicais vem a público se posicionar contra a decisão do STF. Eu disse um mês! Outrora pioneira nas lutas pelos direitos do trabalhador brasileiro a CUT demorou esse tempo todo para reconhecer um ataque a um direito de uma categoria profissional. Isso é preocupante, ainda mais se levarmos em consideração que existem outras centrais sindicais que até agora ignoram o tema solenemente.
Confesso que estranhei esse silêncio das centrais sindicais, principalmente da CUT. Querendo ou não, são as entidades que tem sua razão de ser na luta pelos direitos do trabalhador e, se abandona esse tema certamente não terão qualquer utilidade para a classe trabalhadora.
Na última assembléia do Sindijornalistas cheguei a questionar esse silêncio da CUT e a resposta da presidente do sindicato foi a de que o tema não era consenso dentro da entidade. Comecei então a pensar: Se tem gente dentro da CUT que acredita nesse discurso patronal de liberdade de expressão e livre mercado, então a coisa ta feia. Soma-se a isso todo o aparelhamento que vem sendo feito pelo governo Lula dentro da entidade, o que levou vários sindicatos a se desfiliarem.
Há algum tempo padecemos daquilo que alguns chamam de crise de representação. O projeto sindical via Governo Lula deu com os burros n’água e deixou o movimento sindical meio a deriva, sem muito rumo. O próprio movimento sindical dos jornalistas é um bom exemplo já que não consegue grandes mobilizações da categoria e as conquistas histórias vêm sendo suprimidas.
Diante dessa situação envolvendo o movimento sindical, ainda não descobrimos se ficaremos procurando uma solução ou vamos esperar um novo salvador da pátria operário para depositar nossas esperanças.

sábado, julho 18, 2009

Notícias que não saem nos jornais

Parecer da PGR considera inconstitucional Lei da TV Digital
16/07/2009 |
Redação Convergência Digital *
Convergência Digital


A Procuradoria Geral da República considerou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo PSOL contra o Decreto 5.820/2006, que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O parecer, assinado pelo ex-procurador geral Antonio Fernando de Souza e publicada no último dia 19 de junho, coloca novamente em questão a legalidade do dispositivo. O parecer da Procuradoria foi solicitado pelo relator da Adin no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, que deve definir seu voto até aproximadamente o mês de agosto. A decisão final sobre a ação caberá ao plenário do STF.

A justificativa da Adin, solicitada pelo PSOL, corroborada pela Procuradoria Geral da República, é a de que o SBTVD não se trata de uma simples atualização de tecnologia de transmissão de TV. O espaço de 6 MHz ocupado para transmitir uma única programação no sinal analógico pode ser usado para transmitir de quatro a oito vezes mais conteúdo no sistema digital. A digitalização, portanto, rompe com o paradigma atual da radiodifusão e cria novas possibilidades de comunicação para as empresas concessionárias, de modo a superar a abrangência de suas atuais outorgas.

No parecer, a PGR considera que a transmissão em sinal digital teria de ser considerada como um serviço diverso da transmissão analógica, para o qual seria necessário nova outorga de concessão de canais. Estes novos processos, portanto, estariam sob a competência do Poder Legislativo, responsável pelas concessões e renovações de outorgas.

A Procuradoria Geral da República faz observações ainda sobre vários pontos. Entre eles que a multiprogramação, objeto de desejo das emissoras comerciais - a ABRA está na justiça solicitando o direito de uso, hoje, concedido apenas às emissoras públicas, reforçaria o cenário de oligopolização do setor. O Convergência Digital disponibiliza a íntegra do parecer da PGR.

Veja a íntegra do parecer da PGR, favorável à inconstitucionalidade da Lei
(PDF - 370 KB)

*Com reportagem Luis Oswaldo Grossman, Ana Paula Lobo e Cristina De Luca

sexta-feira, julho 17, 2009

Um pouco de Elvis



Ontem eu vi um documentário sobre Elvis no Cinemax. Foram alguns shows realizados no início da década de 70 e ele já estava com aquele visual espalhafatoso (costeletas, roupas cheias de lantejoulas, gola estendida, etc) característico da moda desse período. Nunca fui muito fã mas, ao escutar as músicas no documentário, fiquei com vontade de ouvi-lo mais.

quinta-feira, julho 16, 2009

Vida inteligente na internet



Recentemente estive navegando pela internet para descobrir por onde andam os colunistas do extinto O Pasquim21, do qual eu era fã e leitor assíduo. Fausto Wolf infelismente faleceu. Sergio Augusto continua escrevendo em alguns sites que ainda não consegui identificar totalmente. Mauro Santayama e Fritz Utseri continuam na ativa em jornais de circulação como o JB ou em seus sites (o do Utseri é pago). Ziraldo e mais alguns estão por aí lançando livros, dando palestras ou escrevendo músicas como o brilhante Aldir Blanc.
Só não consegui achar o Fernando de Castro. O cara parece que simplesmente sumiu. Ninguém sabe, ninguém viu. Eis que o santo google me deu uma indicação de alguns textos do mesmo e acabei descobrindo a Revista M (de merda mesmo). Tem entre os editores o Silvio Lach, um dos colaboradores do Pasquim21.
O estilo da revista M é bem parecido, mantendo uma edição impressa, um blog e um twitter, com aquele humor escrachado que existia no Pasquim. O pessoal tá usando bastente o twitter para divulgar textos e fazendo uma espécie da sala de bate-papo.
O blog tem seções do tipo: cagadas homéricas, humor marrom, shit parede, cocô-laborações (para os que dezejam mandar texto), caguei pra você, falou merda, dentre outros que ainda estou descobrindo.
Para quem gosta de textos sarcasticos e bem escritos vale dar uma olhada.

Mais uma do velho Lobo

Muita droga, muito sexo e roquenrol

Talvez a imprensa brasileira tenha um único aspecto positivo: se a vida pessoal do poderoso de plantão (não importa a máfia de origem) não perturbar demais a vida do país e de seus habitantes, ela é deixada em paz.

Somos latinos, católicos, filosoficamente mais cínicos (e menos hipócritas que os puritanos), e todos sabem que tivemos até papas fratricidas, incestuosos, assassinos, drogados e genocidas.

Que eu lembre, Getúlio recebia visitas das principais vedetes do teatro de revista da época. Dutra conformara-se com o fato de sua cara não atrair ninguém. Juscelino era pé-de-valsa e namorador. Jango era mulherengo desde garotinho, enfim... o resto é sabido. Lula nos deu de presente oito anos de FHC, pois não soube responder à altura as provocações de Collor, que o acusava de ter uma amante em Brasília. Foi muito amadorismo do torneiro mecânico, dono de um avião de R$ 70 milhões e que nos brindou com o direitismo de esquerda.

Esse não meter-se na vida pessoal das pessoas - por preguiça ou caráter - é sem dúvida uma virtude. Em mais de 50 anos de jornalismo, jamais mencionei nada sobre a vida pessoal de quem quer que fosse, pois me interessa o que patifes fazem no poder e não na cama ou no bar. Não era certamente sobre isso que eu pretendia falar.

Mas como tenho que dar uma rechecada no cuore ingrato e fibrilato, decidi dar uma certa ordem literário-jornalística a algumas anotações sobre sexo, segundo Freud a mola que move a humanidade. Confesso que já tive mais interesse no assunto (um interesse até exagerado, diria), quando as mulheres também se interessavam por mim.

Sério, hoje em dia, se uma jovem se assanhar, como disse outro dia, terá de declarar isso com a cara muito séria. Não sou velho assanhado da porta da Colombo e nem de outra porta qualquer. Ando tão gordo e tão feio que sou capaz de mandá-la escrever isso de próprio punho, assinar e depois registrar em cartório.

Já a imprensa americana gosta de guerra, sexo e poder, nessa ordem. Se as coisas estiverem embaralhadas, melhor ainda. Isso, porém, quando o homem do poder dá bandeira, quando faz pipi fora do penico. Coitado do Clinton. Quase mata algumas centenas de milhares de árabes e kusovários da Bósnia para provar que seu eufemismo não era íntimo da metáfora de Mônica Lewinsky.

Entretanto, Nova York teve recentemente um prefeito declaradamente homossexual que - como era discreto e mantinha sua vida particular longe dos olhos do público - nunca foi incomodado pela imprensa. O problema é que, em matéria de sexo, drogas e roquenrol, americano dá muita bandeira. Povinho estranho.

Primeiro mataram os índios, depois os franceses, em seguida os ingleses e, um século depois, mataram-se entre si. Para o trabalho pesado e tiro ao alvo, tinham negros. Como os negros, porém, procriavam (e procriam) com muita rapidez, não deu para matá-los todos. Os que sobraram - os que não se submetem como Condoleeza Rice e Colin Powell - continuam dando problemas.

Problemas periféricos, pois sempre que surge um líder negro forte e capaz de insuflar a revolta, o FBI aparece com algumas centenas de quilos de cocaína, que distribui gratuitamente pelos guetos afro-americanos. E tudo volta ao normal, ou seja, ao anormal.

Como eu ia dizendo, corria solta a Primeira Guerra Mundial e a imprensa não ligou para os encontros amorosos de Woodrow Wilson com a amante Mary Hulbert Peck. Roosevelt, porém, não conseguiu esconder que sua amante e secretária Missy Lehand também vivia na Casa Branca. Mais sofreu sua mulher, Eleanor. Não porque o marido e primo tivesse uma namorada, mas porque a imprensa revelou que ela era amante da secretária, Lorena Hickock, um dragão.

Kennedy, que, em usando saia, só perdoava escocês e padre, também se salvou da imprensa por causa da longa guerra fria. Por incrível que pareça, Reagan era monógamo. Não à toa a ex-mulher, a atriz Jane Wyman, comentou: "Foram os anos mais chatos de minha vida". Nixon teve um único caso, que a mulher, Pat, logo descobriu e jogou água no chope. Johnson passou louco a maior parte do seu mandato, e Ford, se teve uma amante, nem ela se lembra dele hoje em dia.

Na América colonial, Lord Cambury, governador de Nova York, presidia a assembléia vestido de mulher. Quando reclamaram, ele disse:

- Pois se estou aqui representando a rainha da Inglaterra, tenho de representá-la do modo mais fiel possível, seus caipiras.

George Washington casou-se por dinheiro com Martha Dandridge, uma viúva de 28 anos, e manteve um caso com Sally Fairfax por mais de 25. Thomas Jefferson sempre condenou a escravidão, mas teve vários filhos com suas escravas.

O segundo filho de Quincy Adams morreu bêbado num apartamentinho sujo de Nova York, em 1800, e fez questão de jamais ver o pai enquanto ele foi presidente. O mesmo aconteceu com o caçula, Thomas, que também morreu de porre. John Quincy, o mais velho, foi eleito presidente e queria que o filho, George Washington Adams, seguisse as suas pegadas. Mas ele preferiu cheirar ópio e se matou aos 28 anos.

Andrew Jackson, que venceu a campanha para presidente em 1828, já vivia há 37 anos com a mulher, Rachel, quando descobriram que ela ainda era casada com outro. Matou-se sem ver a posse do marido, que não era seu marido.

James Buchanan, eleito em 1850, até os Bushs foi o mais corrupto dos governantes. E o único presidente homossexual assumido que os EUA já tiveram. Teve um caso durante 23 anos com o congressista William Rufus de Vane King, mais conhecido como "Miss Nancy". A noiva verdadeira de Buchanan, Ann C. Coleman, se suicidou.

A mulher de Lincoln gastava mais dinheiro que Jacqueline Kennedy, mas tinha a desculpa de ser louca, e louca morreu num sanatório. O presidente Garfield, eleito em 1890, embora casado com Lucrécia Rudolph, tinha uma amante, a sra. Calhoun. Foi assassinado alguns meses depois da eleição.

O presidente Grover Cleveland, eleito em 1884, casou-se aos 50 com uma jovem de 21 anos. Tinha um filho bastardo mais velho que a esposa. Sobre Wilson já falei e passo direto para Warren Harding. Logo após jurar que seu passado era limpo, telefonou para a amante, Nan Britton, com quem tinha um filho, e mandou-a fazer um cruzeiro. Telefonou para seu velho amigo Jim Phillips, cuja mulher desfrutava há anos, e mandou-o fazer outro cruzeiro, outra rota. Depois começou a campanha vitoriosa ao lado de Florence, sua mulher legítima. Roubou vergonhosamente.

Durante a Segunda Guerra, Eisenhover teve um caso com o chofer. Calma! Era uma motorista, a inglesa Kay Sommersby. Disse que deixaria o posto e voltaria aos EUA para divorciar-se da mulher e casar com a moça, que muitos anos mais tarde escreveria um livro chamado Meu caso de amor com Eisenhover. Mas os superiores de Dwight já tinham outros planos para ele.

O resto é coisa sabida: Edgar Hoover gostava de se vestir de mulher e amou seu assistente, Clay, durante mais de 30 anos. Carter quase perdeu a eleição por causa dos porres do irmão mais moço, Billy. Reagan escondia o único filho homem, Júnior, e sua vida de bailarina.

Como vocês vêem, a imprensa americana, se o poder escorregar em público, não perdoa. A nossa só expõe roupa suja que já tenha sido lavada em público, como a história da moça que, depois de confiscar o dinheiro do povo, foi dançar Besame mucho com o ministro da Justiça.

Fausto Wolff

quarta-feira, julho 15, 2009

Simplesmente a marrom



Sempre achei incrível a voz dessa mulher. Canta muito e transita entre o samba e a chamada MPB com uma competência que poucos têm hoje em dia.

O Centro de Vitória



Vitória pode não ser uma cidade cosmopolita, com pouca atividade cultural e uma certa desorganização, mas possui um certo charme. Uma das coisas que mais gosto quando vou ao centro da cidade é passar pelos prédios antigos, alguns com séculos de existência. Palácio Anchieta, Capela de Santa Luzia, Viaduto Caramuru, Parque Moscoso, fragmentos de épocas que retratam a história da cidade bem como a formação do seu povo.
Sábado passado realizei um desejo que vinha tendo a alguns meses que era o de tomar uma cerveja num boteco próximo a Fonte Grande. A Fonte Grande foi a primeira fonte de abastecimento d’água da cidade – isso ainda na época da colonização – e existe até hoje um monumento no local. É claro que a fonte já não jorra mais água devido à expansão da cidade, ocupação desordenada, desmatamento e tantas outras coisas que alteraram a estrutura urbana. Mesmo assim ainda podemos enxergar beleza e tranqüilidade no local, que fica ao pé da um parque municipal.
O bar em si é tranqüilo, com um bom tira-gosto e sem aqueles cachaceiros ou pessoas que vivem te pedindo alguma coisa. E tem uma coisa que eu gosto muito: o preço é justo.

Da série: “Notícias que não saem nos jornais”

Economista do Dieese: salário menor para ampliar lucro, com prejuízo para assalariado
Agência DIAP

Indústria mantém demissões mesmo com recuperação da demanda. Setor aproveita-se da crise para promover um ajuste nos custos salariais e para rever margens de lucro

Demissões na indústria automobilística e de bens de capital em São Paulo e Minas Gerais contribuíram para a redução do nível de emprego em maio, que caiu 0,5% em relação a abril (oitava queda consecutiva) e 6% na comparação com mesmo mês do ano passado.

Em 2009, o emprego na indústria acumula queda de 4,7% e, em 12 meses, redução de 1,1%.

Para o economista Jardel Leal, do Dieese, a indústria está se aproveitando da crise para promover um ajuste nos custos salariais e para rever margens de lucro.

"A crise oferece oportunidade para essa rearrumação, que deve alterar a relação capital-trabalho, em função da demanda e da adoção de novas tecnologias. A indústria está aproveitando a crise para fazer recomposição. Para manter as margens de lucro, usam a questão da ameaça do desemprego", critica, lembrando que normalmente os empresários brasileiros se apropriam dos ganhos de produtividade, o que também pode estar provocando efeitos agora.

Segundo Leal, a indústria, sobretudo a exportadora, "puxou o freio de mão" e deve ficar assim até que as coisas se arrumem.

"Uma parcela da atividade industrial é fornecedora de insumos a exportadores e, com a crise, acaba usando as melhores condições de uso da força de trabalho. Agora mesmo dizem que a redução da jornada de trabalho vai aumentar custos".

Para o economista do Dieese, existe sempre um estoque e uma capacidade ociosa planejados.

"Quando o estoque baixa a tendência é que haja uma reposição. Em algum momento vão repor estoques, mas a capacidade ociosa permanecerá se não houver demanda. Tudo vai depender, também, da capacidade de reconversão da produção do mercado externo para o interno", resumiu. Fonte: Monitor Mercantil

segunda-feira, julho 13, 2009

Rod and Eric

Rapidinhas



O jornal Folha de S. Paulo informa que a Associação Nacional de Jornais criticou o projeto de nova lei eleitoral, aprovado na quarta-feira pela Câmara dos Deputados. Embora não seja concessão pública, a internet poderá ter as mesmas regras eleitorais previstas para rádios e TVs. "Nem bem comemoramos a decisão do STF, de abril de 2009, derrubando a antiga Lei de Imprensa do regime militar, e já surgem novas tentativas de limitar, numa penada, a liberdade de expressão dos jornais, por meio de um projeto sobre o qual não houve qualquer discussão pela sociedade", disse a ANJ em nota. Fonte: Conjur
Se tem uma coisa que a ANJ nunca fez foi discutir liberdade de expressão com a sociedade. Liberdade, nesse caso, somente para os donos de jornais.
Os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso, presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, viajaram sábado (11/7) para a Rússia, onde assinarão protocolo de intenções no âmbito do Fórum Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e conhecerão a Suprema Corte daquele país. Fonte Conjur
Um gostoso passeio pelas planícies russas com dinheiro público. Agora, falar em protocolo de intenções e conhecer a suprema corte russa me dá até medo pensar no que pode resultar essa troca de experiências, já que conhecemos bem o nosso "supremo" e sabemos a fama da máfia russa

Mais de 70% dos presos provisórios de Salvador (BA) ficam mais do que os 45 dias previstos na Lei, por morosidade da Justiça e ausência de defensores públicos. A informação é do próprio diretor da Unidade Especial Disciplinar, Paulo Roberto Salinas. Até agora o Supremo Tribunal Federal não adotou nenhuma medida efetiva para alterar essa situação. Quem rouba a liberdade dos outros é ladrão? Fonte: Jornal Brasil de Fato
Eu dou um doce para quem acertar a resposta...

O presidente da República fez duas declarações polêmicas nos últimos dias: deu apoio aos desmatadores da floresta Amazônica, entre os quais está o grileiro-governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e deu apoio ao presidente do Senado, José Sarney, especialista na nomeação secreta de parentes e apaniguados. A orientação presidencial – normalmente seguida por muita gente – só fortalece o que há de pior no Brasil.Fonte: Jornal Brasil de Fato
Essa é a tal teoria da governabilidade desenvolvida por alguns "intelectuais" do PT. Precisa dessas figuras para se manter no poder, mesmo sabendo que se trata de gente que não presta. No final é fácil: É só dizer que não sabia...

sexta-feira, julho 10, 2009

Pink floyd para escutar


Essa é uma daquelas bandas históricas que marcaram o rock'n roll. pioneiros do chamado rock progressivo, o Pink Floyd se notabilizou por uma obra complexa marcada por letras que remetiam a viagens alucinógenas, questões políticas,educação, repressão, cotidiano, etc. Recentemente faleceu o tecladista e parece que a banda acabou de vez. Mesmo assim deixam um grande legado que fica para sempre.

Jus esperniandi

PEC dos Jornalistas é protocolada na Câmara

Na manhã de quarta-feira (8/7), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restitui a exigência do diploma de curso superior para exercer a profissão de jornalista. A PEC nº 386/2009 foi respaldada com a assinatura de 191 deputados.

Com conteúdo semelhante à proposta protocolada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) no dia 1º de julho, a PEC apresentada na Câmara dos Deputados também obteve número de assinaturas bem superior ao mínimo necessário para sua tramitação. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e, caso aprovada, será encaminhada para apreciação em plenário.

O deputado Paulo Pimenta foi um dos primeiros a reagir à decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Já no dia 17 de junho, logo após a votação no STF, o parlamentar, que também é jornalista, protestou no plenário da Câmara dos Deputados.

Na avaliação do parlamentar gaúcho, a rápida reação da sociedade desaprovando “o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira” foi importante para a repercussão do descontentamento social no Congresso Nacional. Ele lembra que a decisão do STF abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões e destacou que a atividade jornalística é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. “Ela influencia na decisão dos receptores da informação. Por isso, não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”, sustentou.
Fonte; Fenaj

quinta-feira, julho 09, 2009

Último prego no caixão



Réquiem para a reforma agrária

Por Plinio de Arruda Sampaio

Se o presidente Lula não vetar a lei que dá nova disciplina jurídica aos índices de produtividade dos imóveis rurais, quem ainda falar em reforma agrária estará dando a si próprio um atestado de sandice.

Índices de produtividade são medidas da eficiência no uso das terras de uma fazenda. Foram introduzidos na legislação agrária por força da Constituição de 1988 e são elementos decisivos para classificar como produtivo ou improdutivo um imóvel rural objeto de desapropriação - somente os desta categoria podem ser desapropriados para fins de reforma agrária.

A lei que disciplinou o preceito constitucional atribui aos ministros do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura a competência para assinar uma Instrução ministerial conjunta fixando periodicamente esses índices.

A Instrução atualmente em vigência está defasada em mais de três décadas! No Brasil, como se sabe, há leis que se acatam, mas não se cumprem.

No governo FHC, o ministro Jungmann encomendou a duas instituições especializadas estudos técnicos para atualizar os índices, sem mencionar a cada uma delas o que a outra estava fazendo. O resultado foi a coincidência quase absoluta dos resultados. Nem assim a Instrução atualizadora foi assinada.

Lula herdou essa situação e teve que avocar a decisão sobre publicá-la ou não ao seu despacho porque o ministro da Agricultura negou-se a assinar o texto que lhe enviou o ministro do Desenvolvimento Agrário. Para não desagradar a bancada ruralista manteve a Instrução guardada em sua gaveta, apesar dos apelos do MST.

Sem novos índices, não há mais fazendas improdutivas nas regiões efetivamente ocupadas pela exploração agropecuária e florestal.

Mas o agronegócio, que é previdente, não quer ficar na mão de governo algum e apresentou o projeto de lei aprovado nesta semana em virtude de um "cochilo" da bancada governista.

Se o Lula sancioná-lo, a reforma agrária, que já está agonizante, morrerá de vez, pois o projeto aprovado exige que a atualização dos Índices seja feita periodicamente por uma lei do Congresso – garantia de que jamais uma atualização verdadeira será aprovada.

Porém, seguindo a mesma tática da Medida Provisória da "legalização da grilagem" – já comentada nesta coluna -, o Projeto contém um "bode".

Para descobri-lo, é preciso recorrer a um exemplo: a classificação de uma fazenda como produtiva (não suscetível de desapropriação) é feita por meio da aplicação de dois índices: um mede o uso da terra; outro, a eficiência na exploração da terra utilizada.

Assim: pela lei atual, uma fazenda que tem 10.000 hectares e só cultiva 1.000 hectares, mas apresenta um índice de produtividade (quantidade de produção por hectare) igual ou superior à média do país na área cultivada, poderá ser desapropriada por não usar suas terras de acordo com a média do país, apesar de ser bastante eficiente nas terras que cultiva.

O projeto aprovado abole o primeiro índice, de modo que um imóvel com essas características escapa da desapropriação.

Não é difícil prever o que vai acontecer: Lula vetará esse artigo. Em outras palavras: retirará o "bode" do projeto.

Os lulistas, aliviados, passarão a defender a lei, porque afinal ela não contém mais o que seria perigoso para a reforma agrária.

A bancada ruralista, para não dar muito na vista, ensaiará um simulacro de protesto. Mas ela está radiante porque seu principal objetivo – transferir a competência da atualização dos índices para uma instância absolutamente segura como o Congresso – foi plenamente atingido.

O povo que tem voz na política não dirá nada, pois uma parte é conivente com o golpe e outra parte, embora indignada, encontra-se dividida, confusa e, por isso, sem condições de agir.

O povo que não tem voz na política... esse não dirá nada, porque uma parte dele está inebriada pela ilusão de consumismo que o Bolsa Família propicia e a outra parte encontra-se em estado de absoluta prostração.

Quisque tandem!

Plinio de Arruda Sampaio, de 78 anos, é advogado, presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária) e diretor do "Correio da Cidadania". Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Fonte: Correio da Cidadania

Rapidinhas



A maior indústria de cinema do mundo, Bollywood, está com planos de usar as lindas paisagens brasileiras para filmar os seus filmes, de acordo com Surana. Esta é uma das oportunidades de negócios entre Brasil e Índia, como aponta o advogado. Para quem não conhece o cinema indiano, ele compara com Hollywood: “Os filmes indianos falam de dança, amizade, religião e paz. Os americanos, de dinheiro, violência, sexo e armas”. Fonte: Consultor Jurídico
Talvez esse pessoal do Bollywood possa dar algumas aulas à Gloria Peres sobre como escrever roteiro. Vai que ela aprende e melhora o texto dessas novelas que escreve

O blog da Petrobras provocou grande comoção e forte reação da imprensa neoliberal-burguesa, já que estava veiculando o conteúdo integral das entrevistas feitas com dirigentes da estatal. O que para a sociedade é dever público com a transparência, para os jornais e revistas do capitalismo é uma afronta à exclusividade jornalística. Pena que a Petrobras tenha recuado diante das pressões do oligopólio da distorção. Fonte: Jornal Brasil de Fato
E aquele papo de liberdade de expressão? Acabou com a decisão do STF?

O blog da Petrobras inaugurou a contrainformação em tempo real na relação da grande imprensa neoliberal com o aparelho estatal. Na sexta, dia 12, o jornal Valor Econômico veiculou artigo sob o título “Manobra contábil da Petrobras é usada por grandes empresas”. No mesmo dia foi postada no blog, às 9h46, uma contestação bem fundamentada ao artigo do jornal. Não esperou nem a seção de cartas do dia seguinte.
Fonte: Jornal Brasil de Fato

A idéia é boa. Acho que o Franklim martins não vai se importar se for copiada

Chamem o professor Pasquale! Uma simples pesquisa de decisões nos sites de tribunais estaduais revela que a palavra embriaguez é grafada embriagues – assim mesmo, com S – em dezenas de acórdãos. Mas não para por aí! Recentemente, o presidente de um tribunal escreveu Mandato de Segurança, no lugar de Mandado, mais de três vezes em um espaço de menos de duas páginas. Fonte: Coluna do Haidar
Iço vai armenta bastanti nos jornal já qi nau priçisa di deproma

Advogados colocaram as barbas de molho por conta de um precedente aberto pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Os desembargadores permitiram que uma cidadã sem formação jurídica representasse uma senhora incapaz em causa inferior a 20 salários mínimos, no Juizado Especial. Em processos até esse valor, a lei dispensa a contratação de advogados, mas só permite que a pessoa atue em causa própria. O receio é o de que o precedente permita a criação de uma classe de advogado sem diploma para atuar em causas de menos de 20 salários. Fonte: Coluna do Haidar
Ae pessoal do jornalismo, nem tudo está perdido!

quarta-feira, julho 08, 2009

Campeão em arrecadação e péssimo em distribuição

Só 14% dos impostos retornam em forma de prestação de serviços públicos

De acordo com a entidade (Ipea), isso equivale a dizer que, de cada R$ 2,40 que fazem parte da carga tributária bruta arcada pela sociedade brasileira, apenas R$ 1 é efetivamente destinado a bens e serviços em prol da população



O Brasil destinou em 2008 apenas 14,85% dos impostos recolhidos no ano para serviços públicos, como saúde, educação e segurança, e para a viabilização de bens, como estradas, aeroportos e prisões.


Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (7), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com a entidade, isso equivale a dizer que, de cada R$ 2,40 que fazem parte da carga tributária bruta arcada pela sociedade brasileira, apenas R$ 1 é efetivamente destinado a bens e serviços em prol da população.

Dos 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB) que atingiu a carga tributária em 2008, 5,61% são para pagar juros, 14,85% chegam à sociedade e 15,34% vão para transferências públicas.

"Do total que é arrecadado pelo Governo, o bolo que chega à sociedade é muito pequeno", avalia o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, lembrando que o ideal é que um montante maior fosse aplicado em saúde, educação e transporte, por exemplo. Fonte: O Dia Online, com Terra


E tem gente que ainda defendia a CPMF

segunda-feira, julho 06, 2009

As palavras de Sergio augusto

Sempre que posso gosto de colocar no blog um texto daqueles que tenho como referência dentro da literatura e do jornalismo. Tive contato com os textos de Sergio Augusto quando era leitor do Pasquim21 e a identificação foi imediata. Além de brilhante jornalista, Sergio Augusto conhece muito de cinema e é botafoguense assim como este escriba (ô sofrimento!). Segue abaixo um texto que foi publicado no jornal O Estado de São Paulo e no site digestivo cultural.

Para tudo existe uma palavra
Não seria ótimo que uma só palavra pudesse expressar aqueles presentes que a gente dá para aplacar uma culpa? E aqueles desejos e caprichos que costumam acometer as mulheres grávidas? Não poderiam ser resumidos numa só palavra? E aquilo que a gente sente por uma pessoa que um dia amamos, mas deixamos de amar? Não teria um nome? Tem, sim. Para tudo existe uma palavra. Pena que quase sempre em outra língua e geralmente intraduzível.

Foi o que aprendi vivendo, viajando—e, acima de tudo, lendo um livro do professor Howard Rheingold, intitulado There´s a Word For It, lançado no final da década de 80. Ao lado de vocábulos já universalizados, como déjà-vu (que já consta do Aurélio), mantra (idem) e bricoleur, Rheingold listou outros, que são autênticas preciosidades semânticas, boa parte em idiomas tão fora do alcance comum como o sânscrito, o chinês, o javanês, o balinês e o havaiano. Não incluiu a nossa tão decantada e superestimada saudade, no que, a rigor, fez bem, já que ela pode ser substituída, sem grandes perdas, por nostalgia, longing, Sehnsucht e banzo.

Mais singulares do que saudade, por exemplo, são Drachenfutter, dohada e razbliuto. Agora vocês já sabem como expressar de forma concisa (Drachenfutter) aqueles mimos com que os maridos farristas e adúlteros presenteiam as suas Amélias, após uma noitada fora, aqueles desejos e caprichos (dohada) que costumam acometer as mulheres grávidas, nas horas mais impróprias, e aquela estranha afeição (razbliuto) que sentimos por alguém que deixamos de amar. Drachenfutter é um termo alemão; dohada é tão sânscrito quanto mantra; e razbliuto, apesar da sonoridade italiana, veio da Rússia.

O alemão pode ser uma língua eufonicamente bisonha, de pedregosa prosódia, para muitos impenetrável, mas sua versatilidade semântica, digamos assim, talvez só não seja maior que a do inglês. Vivemos cercados de termos alemães, incorporados não apenas ao jargão musical (Lied, Leitmotiv) e filosófico (Gestalt, Dasein), mas também a instâncias mais elásticas, como Zeitgeist (espírito do tempo), Doppelgänger (duplo) e Weltanschauung (cosmovisão), esta última já incluída no Aurélio. Outros mais poderíamos agregar ao nosso vocabulário, enriquecendo a língua franca a que fomos inexoravelmente condenados. Pela prosaica razão de não dispormos de similares para Drachenfutter, Torschlüsspanik, Korinthenkacher, Weltschmerz e Schlimmbesserung na última flor do Lácio, mal não faria a vulgarização desses vocábulos entre nós. A menos, é claro, que conseguíssemos sintetizar numa só palavra o medo que as moças solteiras sentem quando começam a passar da idade de casar (Torchlüsspanik), aquelas pessoas extremamente preocupadas com detalhes irrelevantes (detalhista é pouco se comparada a Korinthenkacher), a cavernosa tristeza de certos jovens (Weltschmerz) e o resultado adverso de um suposto aprimoramento (Schlimmbesserung).

Se ditames protecionistas nos obrigassem a incorporar apenas uma palavra do alemão, eu abriria mão de todas as citadas para ficar com Schadenfreude. Esta é tão significativa e única que americanos e ingleses a utilizam com freqüência há muito tempo (oficialmente desde 1852, que foi quando o arcebispo R.C. Trench empregou-a pela primeira vez na Inglaterra), inclusive em textos jornalísticos, sem ter de explicar entre parêntese o seu significado, pois boa parte dos povos de línguas inglesas sabe que Schadenfreude (pronuncia-se chadenfroid) é aquela sensação de prazer que a desgraça alheia nos provoca.

Por que rimos quando alguém escorrega numa casca de banana? Schadenfreude.

Por que tantos se divertem com as agressões mútuas dos Três Patetas? Schadenfreude.

Por que tantos se regozijaram com a situação de Pinochet em Londres? Schadenfreude.

No carnaval de 1947, Francisco Alves lançou um samba de Benedito Lacerda e Herivelto Martins, “Palhaço”, que começava assim: “Eu assisti de camarote/ O teu fracasso/ Palhaço/ Palhaço...” Schadenfreude puro.

É mais do que um sentimento sádico, uma desforra ressentida, uma emoção cruel. Ou seja, é tudo isso somado a mais alguma coisa, uma vingança metafísica. Nada mais humano, no sentido de próprio do ser humano. Nem os mais bondosos cristãos deixaram de sentir um Schadenfreude quando souberam da morte de Hitler. Emoção diabólica, “sinal infalível de um coração perverso”, achava Schopenhauer. Nietzsche discordava. Para ele, a única coisa melhor do que ver um desafeto sofrer é fazê-lo sofrer. Schopenhauer e Nietzsche não podiam faltar —e não faltam— no livro que John Portmann dedicou à expressão Schadenfreude, When Bad Things Happen To Other People (Quando os outros entram pelo cano), recém-lançado pela Routledge International Thompson Organization (242 págs., US$ 26,95). Portmann fez um cuidadoso ensaio filosófico, explorando os variados ângulos do que, a certa altura, define como “um emoção, ao mesmo tempo, pungente e mercurial”, citando aqui e ali algumas pérolas do Schadenfreudismo. Como esta, de La Rochefoucauld: “Sempre encontramos algo que não nos desagrada nas adversidades de nossos melhores amigos”. E esta, de Mark Twain: “Para ser profundamente magoado, você precisa da ação conjunta de um inimigo e um amigo; o inimigo para falar mal de você e o amigo para lhe trazer o notícia”.

As melhores, porém, são de Gore Vidal. “Toda vez que um amigo meu faz sucesso, eu morro um pouco”. Mais Schadenfreude do que essa, só esta: “Não basta ser bem sucedido; os outros também, precisam fracassar”.

sábado, julho 04, 2009

Mais um das antigas: Peter Frampton



Esse cara anda meio sumido mas o trabalho é de qualidade.Ontem fiquei me divertindo no cyloop e descobri três CDs do Frampton. Confesso que não conhecia muito sua obra, somente sucessos como: breaking all the rulles, show me away, dentre outros. Ao escutar os CDs fiquei realmente surpreso com a qualidade. Vale dar uma escutada.

Ficou apenas a pose

Representação é bastante frágil

Mesmo sem o fim do diploma, a tabela de pisos salariais que consta na página da Fenaj na internet reflete, em parte, a desorganização e a precariedade da categoria. Na relação, constata-se que os estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Roraima não têm um piso salarial normativo. (...)

A resposta para os baixos salários está na fragilidade da representação dos sindicatos e federação dos jornalistas. Apesar de calcular em torno de 80 mil profissionais em todo país, a última eleição para direção da Fenaj contou com os votos de apenas 5.077 jornalistas, o representa um quorum de 34,32% dos associados aptos a votar. (...)
Fonte: Jornal Brasil de Fato


Acredito que a falta de uma organização mais forte seja um dos componentes que servem de resposta para entender o momento que vive a categoria. Precarização e baixos-salários não são exclusividades de meia-dúzia de categorias profissionais mas, a forma como os jornalistas se posicionam diante da exploração da mão-de-obra é algo que realmente mereça atenção.
A maioria, principalmente o pessoal das redações, se comporta como se não fosse com eles. É como se pensasse: “estou aqui de passagem pois meu objetivo é chegar na Globo ou BBC de Londres, onde irei fazer um contrato de trezentos mil e produzir matérias que irão mudar o mundo”. É bom lembrar que existe também o submisso (ou seria poliana?) que aceita tudo e acha que a vida é assim mesmo e que devemos levá-la como tal.
Lembro bem na graduação a postura do pessoal, bem mais novo que eu, classe média alta, com intercâmbios e cursinhos concluídos.Um pessoal bem nascido, que não precisava trabalhar e que não passaram por vicissitudes ao longo da vida. Diferente deles e oriundo de um curso de geografia – onde o pessoal é bem “surrado” – foi inevitável de minha parte estabelecer comparações entre essas realidades distintas.
É claro que a coisa não é melhor no que tange a um curso de licenciatura como geografia. Se fosse eu não teria saído de lá da forma que saí. Mas é flagrante que o pessoal dá mais valor ao trabalho e é mais atenta a questão salarial. Talvez devido a própria necessidade de sobrevivência, já que muitos trabalham e estudam.
Quanto mais a necessidade de sobrevivência, maior será a disposição em lutar pelos direitos. Vi muito isso no período em que fui assessor de comunicação de sindicato, onde o pessoal que tinha menos instrução e que por sua vez ganhava menos, era quem puxava as greves, as passeatas, que iam as assembléias e que estavam mais conscientes das negociações.
Talvez seja o momento da categoria dos jornalistas fazer valer o diploma e relembrar daquelas aulas de sociologia, onde era citado um tal de Karl Marx e coisas como “mais-valia”, “exploração”, “relação capital/trabalho”. Momento de repensar nosso discurso, fazer aquela análise semiótica (greymasiana ou o caralho que for) sobre como agimos e propagamos um discurso patronal. Recordar aquelas aulas de ética e como estamos desempenhando nosso trabalho. Enquanto isso não for feito restará apenas a pose e o glamour de sermos os melhores em reproduzir o discurso patronal e achar que somos o quarto poder.

quinta-feira, julho 02, 2009

Relembrando sucessos



Não sou muito fã dessa biba mas recoheço que era muito talentoso. Com sua morte resolvi ouvir alguma coisa da sua obra, especialmente as antigas e eis que encontro "Off the wall" no Goear. Essa música tocava muito na minha época de guri (final da década de 70). O som é bem legal e resolvi postar no próprio Goear já que do tal o Ijjig tá uma droga.

Mais um round


O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentou, nesta quarta-feira (1º), proposta de emenda à Constituição (PEC) que vincula, obrigatoriamente, o exercício da profissão de jornalista aos portadores de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação. A PEC tem como objetivo superar o impasse provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no mês passado, declarou nula a exigência do diploma prevista no Decreto-lei (DL) 972, de 17 de outubro de 1969.
Fonte: Nelson Oliveira / Repórter da Agência Senado


Depois da “trolhada” dada pela quadrilha do STF, financiada pelos seus congêneres barões da mídia, a categoria parece que sentiu o baque e resolver fazer algum tipo de mobilização. A Fenaj junto com outras entidades está fazendo lobby dentro do Congresso Nacional para que seja aprovada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que retornaria a obrigatoriedade do diploma.
Entretanto, como nada sai de graça, principalmente quando falamos de Legislativo. O teor da PEC faz algumas concessões que podem fazer “aquela” diferença para ser aprovada e sancionada pelo Legislativo e Executivo. A PEC permite que colaboradores possam publicar artigos ou textos semelhantes e os jornalistas provisionados continuem atuando, desde que com registro regular.
Acredito sinceramente que essa proposta vem acompanhada de uma negociação de bastidores para criar o tão falado Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Aspiração antiga da Fenaj e de todos os sindicatos de jornalistas, o CFJ quase foi criado a cerca de três anos, mas, na hora “H”, o nosso presidente vetou. Como existe um projeto de lei no Congresso Nacional, que não tem o apoio da Fenaj, acho que isso pode ganhar força, pois desfigura ainda mais. O fato é que a categoria terá que fazer alguma concessão para conseguir a aprovação dessa PEC.
Em contrapartida começam a ações no STF questionando a obrigatoriedade do diploma para outras categorias. O governador do Paraná, Roberto Requião protocolou uma ação questionando a obrigatoriedade do diploma para oficial de justiça. Agora agüenta Gilmar Mendes!

quarta-feira, julho 01, 2009

Fausto Wolf e os peixotários

Um texto que dá uma amostra do brilhantismo do velho lobo.

BOI BRASIL!!


No Brasil e em qualquer país onde um homem pode convencer o outro que ele é inferior, toda malandragem pega.

Em termos de arte, principalmente, todo dia acadêmicos com hemorróidas naquela vasta região árida do cérebro inventam vocábulos que são bem mais complicados do que aquilo que pretendem explicar. E tome metalinguagem, desconstrução, minimalismo, descontextualização e outras palavrinhas sacanas que sempre foram ditas de forma mais simples e eficaz. Lembram-se quando Molière deixou o burguês gentil-homem impressionado consigo mesmo ao descobrir que falava em PROSA? Pois é. O show continua e isso é visto na internet e na TV todos os dias onde as redes são poucas para tantos peixotários, um neologismo que inventei agora e que certamente terá pouca aplicação lítero-jornalística.

O ideal é dizer o máximo num mínimo de palavras nas quais todas tenham seu peso e ritmo certo a fim de formar um conceito. Minhas filhas quando bebês já falavam metalinguagem sem o saberem e por isso menos impressionadas do que o burguês. Isso para não falar do concretismo que era chato como o tachismo ou impressionista lírico nas artes plásticas. Podem ter certeza que a essa altura da vida se eu for a um cinema e não entender o filme é porque o diretor não queria ou não sabia se expressar. Os poemas japoneses contam histórias maravilhosas com palavras simples, corretas e exatas. Tentemos. No país mais rico do mundo onde a Amazônia tem boa parte da água e dos minerais do mundo, o Sr. Eike Batista ganhou R$ 24 bilhões em meio segundo. O que fará com eles? Tendo o governo como, sócio aproveitará para ganhar mais dinheiro e ajudar os desvalidos? Não. É como colecionador de figurinhas de bala. Comprará mais ações na bolsa, enriquecerá ainda mais e morrerá como todo mundo. Este dinheiro dificilmente ficará no Brasil, embora haja leis que impeçam isso, mas cuja aplicação não interessa a quem tem a grana. Os pobres ficam mais pobres, os ricos mais ricos, os serviços públicos piores, a polícia mais violenta, a educação mais torturada e os políticos mais corruptos.

Por que o Estado e a indústria privada não se unem num esforço comum para, de acordo com a população e topografia de cada lugar, construir clínicas, asilos, escolas e hospitais em cada bairro? Por que a Igreja não colabora em vez de comprar mais uma obra de arte para o Museu do Vaticano? Por que não transformam cada praça num clube para os que não tem clube? Por que não se recuperam os Cieps e se reurbanizam as favelas, acabam com essa sociedade com o tráfico (que não foram os pobres que trouxeram para o Brasil), por que não transformamos os brasileiros em cidadãos? Meu Deus do Céu, quantos vigaristas já passaram pelas chefias dos três poderes prometendo fazer essas coisas e hoje só não estão na cadeia porque podem pagar bons advogados com nosso dinheiro?

Quem disser que isso é impossível é um crápula, um mentiroso, uma excrescência que prefere brutalizar seu povo a ter um iate a menos na sua frota. Brizola e Darcy construíram mais de 300 Cieps. Se fossem usados seriamente para o que foram criados teríamos 300 mil assaltantes, mendigos e ladrões a menos porque é raro o filho que não retribui à mãe o que ela fez por ele.

Por que não partimos todos para a construção do paraíso em vez de aumentar o lixo? Porque educação e saúde abririam os olhos dos que hoje aceitam rações como se fossem cachorros. Porque para fazer o bem o Estado e as grandes transnacionais teriam de abrir mão de comissões, fraudes, subornos que fazem com que qualquer pracinha custe uma fortuna; poderíamos viver felizes além da ilusão de que temos um excelente futebol. Por que educar se isso significa perder figurinhas? Por que dar saúde se isso significa energia e capacidade crítica? Na Escandinávia, onde não existe classe C, a classe média não vive muito melhor do que a nossa, nem os países são maiores do que o nosso e os impostos são altíssimos, mas nada falta ao povo e o que falta, o Estado provê. Na Escandinávia, Estado e indústria privada colaboram para o bem do povo. E os ricos não se queixam porque são antes de tudo patriotas e não gerentes de filiais de grandes transnacionais do COISO onde a única coisa importante é o lucro.

A fórmula da mina de ouro no Brasil é a seguinte: ração a seres humanos, comissões a políticos e a classe média burra e alienada que se vire para sobreviver. No Brasil o crime compensa, sim. Se ainda não descobriram onde foram parar as jóias gatunadas pelo ex-governador de Minas, hoje senador e presidentes de CPIs, quando vocês acham que os grandes ladrões – alguns quase chegaram a conhecer o COISO – Dantas, Naji e Pita irão e permanecerão na cadeia? O caso TAM como está? O rombo do BNDES do Paraná? E a Gol? E o buraco do metrô em São Paulo e milhares de outros genocídios arquivados? O sangue escorre pelas patas do boi Brasil enquanto o chicote abre novos lanhos no couro para adubar a nossa (eu disse nossa?) terra.

[ Fausto Wolff, JB, 23/07/2008 ]