quarta-feira, março 11, 2009

Mais uma do Nei Lisboa

O que uma besta faz em nome de Deus

"Um pedaço da história de São Mateus, Norte do Espírito Santo, foi depredado por um homem que diz ter feito isso em nome de Deus. A placa de mármore em homenagem às prostitutas do Sítio Histórico localizada no Largo do Chafariz virou pedacinhos depois que o artesão Rogiário Turial Alves, de 30 anos, acertou marretadas na pedra.

Segundo ele, Jesus indicou através de um sonho que destruísse a placa, porque fazia menção ao "derrotado". Ele estava trabalhando fazendo obras talhadas em madeira quando tudo aconteceu". Fonte: Gazeta on line

Em plena manhã desta quarta-feira me deparo com uma notícia dessa, onde um idiota, desprovido de inteligência, danifica um monumento que conta uma parte da história da cidade. Fico indignado porque morei em São Mateus por quatro anos, sendo seis meses no Porto. Apesar do perengue que passei nessa época, ficava encantado com aquele casario antigo e todas as histórias que envolvia aquele lugar. Achava o porto de São Mateus um lugar mágico, especial e tendo a impressão de que a população da cidade não dava o devido valor.
Eis que uma besta usando o nome de Deus - infelizmente isso não é novidade - simplesmente resolve destruir algo que não lhe pertence e que tem um imenso significado para a história da cidade. Das duas uma: cadeia nele ou esse animal tem que ser internado, pois pode fazer mais alguma besteira.

terça-feira, março 10, 2009

Adoro a voz dessa mulher



Acho do caralho a voz dessa mulher. Na verdade o duo Anne Lenox e Dave Stuart marcou época, mas ela tem uma voz primorosa. Esses dias eu a vi num programa transmitido pela RAI e continua bem (em todos os sentidos). Gostaria de ter postado Missionary man mas não encontrei. Então vai uma outra do início da década de 80.

O trabalhador super homem

O ano de 2009 tem sido, até agora, uma "caixinha de surpresas" na minha vida. Mudanças profissionais, no estado civil, no endereço, enfim um turbilhão de coisas. Uma das coisas que ainda venho persistindo, e olha que tenho me dedicado bastante, é a disputa por uma vaga num concurso público.
É impressionante a quantidade de pessoas em cada turma desses cursos preparatórios. Estou atualmente numa turma de exercícios comentados e deve ter pelo menos uns 120 dentro da sala. Não dá nem para ver direito o que professor escreve no quadro tal é a distância em relação ao lugar onde sento.
Com excessão de um picareta que deu aula de atualidades, o nível está legal mas vale ressaltar o perfil de quem está na sala. Tem de tudo. Desde pessoas extremamente capacitadas que estão há cinco anos estudando afinco até o pessoal que não sabe nem o que está fazendo ali.
Isso me faz refletir a capacidade desse exército de reserva do mercado de trabalho, onde alguns chegam ao ponto de fazer várias vezes o mesmo curso, com os mesmos professores e, muitas vezes, com o mesmo contéudo. Mesmo assim são vítimas das armadilhas contidas nas provas de concurso, que chegam ao absurdo de cobrar detalhes contidos em orientações jurisprudenciais.
Eu nunca estudei tanto na minha vida e ao mesmo tempo nunca me senti tão aquém dessas exigências contidas nos editais. Teve um da Anatel que eu descartei só em ler o conteúdo programático.
Como não existe parâmetro nenhum para essa seleção e o negócio tá correndo ao bel prazer dessas bancas examinadoras, sobra apenas a exigência de um super trabalhador que deverá atender a todos os requisitos exigidos. A pergunta é: Se há crise (sempre houve) e o desemprego está batendo recordes, por que tanta exigência? A idéia não é dar trabalho?Parece que não.
A meta passou a ser cada vez mais explorar a mão-de-obra através de um mercado de trabalho fechado, seletivo e pautado pelas exigências dos empresários que almejam cada vez mais diminuir ou simplesmente acabar com qualquer garantia trabalhista.
Parece que o poder público também segue este modelo oferecendo a "estabilidade" e um salário razoável - em alguns casos de fome, como os das áres de educação e saúde - para seduzir àqueles que já não aguentam mais a iniciativa privada ou simplesmente não coseguem entrar no mercado de trabalho. A pergunta que fica é:Haverá salvação para a classe trabalhadora diante dessa situação?

I'm back

É, depois de muito tempo, resolvi dar uma passada por aqui e postar algo. Como a há muito não escrevo nada e, como me falaram que tenho que escrever pelo menos uns 10 minutos por dia, para passar no concurso do TRT, vou ver se fico mais presente nesse blog e no twitter.