terça-feira, setembro 18, 2007

Os labirintos que cercam o nosso vernáculo

Ultimamente venho escrevendo textos cujo tom é direcionado ao desabafo e este não será diferente. Com o intuito de passar num concurso federal – ainda não perdi a esperança – venho me dedicando ao estudo da língua portuguesa. Percebi que a língua de Drumond e Vinícius de Moraes é o grande eliminador nos concursos públicos, dado a quantidade de “pegadinhas” existentes nas provas.
Como tenho por meta o ingresso no maravilhoso mundo do plano de cargos e salário da esfera federal, e pelo fato de que trabalho com a escrita, resolvi estudar gramática.
Entusiasmado, matriculei-me num curso oferecido na Ufes, para aprender de uma vez por todas, os segredos que cercam a gramática do nosso vernáculo. Sempre fui aluno mediano em língua portuguesa, já que a minha preocupação restringia-se a ler e escrever bem e não identificar o verbo transitivo direto, agente da passiva, quando é crase, etc.
Desembolsei uma quantia significativa na esperança de que a qualidade viesse ao alcance da minha expectativa. Ledo engano. A professora, devidamente graduada e com mestrado na área, tornou intragável aquilo que já era antipático aos meus olhos e ouvidos. Ela fez uma confusão ao explicar concordância verbal e nominal, que deixou-me impressionado. A situação persistiu na conjugação do verbo haver e assim prosseguiu com o restante do conteúdo.
Tentei aumentar o nível através de perguntas e colocações, mas a mulher achou que eu estava querendo testá-la. Quando isso acontece, passo a adotar uma postura que adquiri para essas situações desde que fiz a besteira de cursar geografia na Ufes: paro de prestar a atenção, ligo o piloto automático e literalmente viajo de primeira classe na maionese.
Eu e mais duas alunas conseguimos perceber a enrolação, enquanto os outros começaram a entrar naquele sentimento de culpa do tipo “como sou burro”. Eu não sei se é porque fui professor (aaargh), mas consigo perceber quando os (as) professores (as) estão enrolando. Nesse caso, a atitude é provocada pela falta de um planejamento – a figura dá aula em trocentas faculdades – e muita cara-de-pau.
O episódio me faz questionar o porquê (substantivado) que os (as) professores (as) dificultam tanto o aprendizado da gramática. São regras intermináveis, flexões de verbos intangíveis, declinações apocalípticas que nos leva a crer que o português é uma língua mais difícil que o japonês. Fico com a impressão de que uma meia dúzia sabe realmente gramática e controla esse saber. O restante é um monte de mulheres feias (a maioria) e frustradas e algumas bichas encubadas que se dedicam a falar mal dos textos produzidos pelos jornalistas – como se isso abalasse o pedantismo dessa corja.
Mesmo após sofrer esse estupro em meu aprendizado (ui), vou continuar estudando gramática só de raiva. Quero ter o prazer de decorar todas aquelas regrinhas gramaticais para causar constrangimento a esses picaretas que tornam a língua portuguesa, algo inatingível.

Down em mim - Cazuza



Nada mais apropriado do que uma música de Cazuza para mostrar como anda meu estado de espírito nos últimos dias. De vez em quando, bate aquela sensação de que por mais que a gente se esforce, não é o bastante.

sexta-feira, setembro 14, 2007

EM BRASÍLIA, SENADO E BORDEL É TUDO IGUAL

VERGONHA, SHAME, VERGOGNA, HONTE, VENGÜENZA, SCHANDE, SKAM, CТЫД, NΤΡΟΠΉ, 恥

Sejam para sempre malditos Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Três homens que desgraçaram o Brasil, criando a perfeita capital do absolutismo e da cleptocracia: Brasília, concretizando um sonho das elites (essas sim, elites), que Luiz XIV não conseguiu realizar plenamente quando transferiu a capital francesa de Paris para Versalhes. JK, ON e LC, criaram a cidade perfeita para o poder exercido sem controle, longe do povo, uma cidade onde Renan Calheiros pode escarnecer de um país todo sem que nada aconteça.

Seria possível essa mesma pantomima no Rio de Janeiro, no Palácio Monroe? Quem ia sair do Senado para tomar cafezinho na Rua Senador Dantas ou na Cinelândia depois de cuspir na cara do povo como o fizeram os 40 ladrões que absolveram o malfeitor-mor? Aqui no Rio, pelo menos o bordel funcionava do outro lado da avenida Rio Branco, no Edifício São Borja, onde havia um rende-vouz famoso, conhecido pelo nome de Senadinho e que era freqüentado pelos políticos. Naquele tempo era preciso atravessar a rua para fornicar; hoje as laboriosas trabalhadoras daquele estabelecimento ficariam certamente mortas de vergonha ao ver o lupanar de quinta categoria em que se transformou o Senado da República.


Sei que é delírio, aqui no Brasil ninguém desiste de nada. Se houvesse um mínimo de decência, os 35 senadores que votaram pela cassação de Renan deveriam entregar o mandato e ir para casa, criando uma tremenda crise política e colocando em pauta uma questão suscitada por setores do NeoPT: Afinal, para que serve o Senado? Não seria melhor ter um legislativo unicameral? O Senado por sua natureza em regimes presidencialistas, é o garantidor da igualdade federativa. Nele os estados, não importa grandes ou pequenos, têm o mesmo número de representantes: Três no Brasil e dois nos Estado Unidos (podíamos começar cortando um terço das vagas, sem qualquer perda moral ou intelectual e certamente economizando muito dinheiro).

Um Senado menor já seria suficiente e na Câmara deveria ser restabelecido o princípio de um homem um voto, violentado pelo ditador Ernesto Geisel, com o famigerado “pacote de abril”. Em lugar de representação parlamentar proporcional à população do Estado, criou-se no Brasil uma regra que valorizou o voto dos grotões como o Amapá (que elege Sarney, uma das pragas mais duradouras e nocivas da política brasileira), o Nordeste e o Norte.

A representação proporcional desses estados foi inchada porque o governo militar (e o atual) sabiam e sabem que podiam contar com o respaldo desses grotões do atraso para manter o statu quo.

Nos EUA há estado com até um representante (equivalente a deputado federal). No Brasil o pacote determinou que os estados tenham pelo menos oito deputados federais e um máximo de 70. Estados inexpressivos como Roraima tem 233 mil eleitores e oito deputados. Para ser eleito, um deputado federal de Roraima precisa obter 29 mil votos.



Em São Paulo, com 28 milhões de habitantes, cada um dos 70 deputados eleitos precisa no mínimo de 400 mil votos para ir a Brasília. Isso quer dizer que o voto de um roraimense vale mais de 17 vezes o voto de um eleitor paulista, o que é em parte responsável pela péssima qualidade dos ditos “representantes do povo”. Com a Câmara tão desequilibrada, qual é o papel do Senado a não ser o de coonestar a desonestidade, a fraude, o compadrio, os negócios escusos e safadezas de toda ordem?

Autor:Fritz Utzeri

terça-feira, setembro 04, 2007

um pouco de baianidade



Uma das integrantes da famosa trindade musical baiana (ou seria quarteto?). A irmã mais famosa de Caetano Veloso ou não!

Os percalços da “mudernidade”

Há exatamente uma semana tento, insistentemente, aprender como se faz dowload de filmes e músicas na internet. O que deveria ser um processo fácil, acaba por se tornar uma via crucis que te leva ao calvário da aporrinhação e ao inferno da sensação de ignorância. Eu disse sensação, pois não estou só nessa jornada. É só olhar os comentários nos blogs onde são postados os links para verificar que nesse caso, burrice não tem necessariamente ligação direta com o desconhecimento das chamadas “mudernidades”.
Nomes como gigeshare, akido, rapidshare, emule, dentre outros tem ocupado a minha mente, o meu vocabulário e tempo nas últimas semanas. Alguns, são fáceis de lidar, como o rapidshare. Outros, são verdadeiros testes de paciência, onde por mais que o blogueiro mostre step by step como é fácil fazer, sempre dá algo errado. É o arquivo que foi corrompido , é o tempo gasto, é dificuldade em saber qual é o link, enfim tem stress para todo o gosto.
Meu record até agora está sendo o akido. Deixei o arquivo fazendo dowload por três horas e quando chegou na metade, veio à mensagem de que o tempo havia sido esgotado. Não preciso dizer que deu vontade de quebrar o computador, até mesmo porque estava morrendo de vontade de ver o filme. Finquei com aquela sensação de morrer de sede em frente ao mar.
O que dá para perceber nesse “mundo on line” é que não há a menor intenção de padronizar os mecanismos a fim de facilitar a vida do cidadão comum - aquele, que não é hacker, não passa o dia inteiro na frente de um computador e quem tem vida social e sexual. É impressionante a quantidade de informações que são veiculadas para muitas vezes fazer a mesa coisa de maneiras diferentes.
Alguns diriam que se trata de maior capacidade de armazenamento ou recursos mais específicos, mas eu digo que se trata de um monte de modismos que passam bem rápido, para então serem substituídos por outros. O que realmente interessa, a informação, o conteúdo, o prazer em compartilhar a comunicação, isso sim é o objetivo. Ferramentas para melhorar a comunicação são válidas, desde de que sejam assessíveis e eficientes a todos.
Passei os anos 80 e 90 com aquela sensação de que acontecia uma porrada de coisas, mas não tinha informação de nada, pois tudo era restrito, sempre a mercê do mercado que sempre filtrou aquilo de deveria ser ou não veiculado e consumido. Com a difusão da internet e outros recursos como o youtube, essa barreira foi ficando mais frágil, através do acesso a imagens, reportagens, som e tantas outras coisas que sempre gostaríamos de conhecer e tínhamos que se sujeitar aos modismos do mercado, da indústria fonográfica ( docemente em crise), TV, telefonia, etc.
Mesmo assim, esse admirável mundo novo precisa voltar-se para o processo de democratização das informações, no sentido de facilitar o seu acesso. Por mais tapado que uma pessoa seja, ela não chega a um nível viceral de burrice ao perceber que para baixar o arquivo em dowload (postado no blog) deverá fazer um outro dowload de um programa, que por sua vez necessitará de outro para codifica-lo. Portanto meu amigo, se você não conseguiu baixar aquele filme no real player, apesar de ter instalado o codec ou se o arquivo do rapid share baixado pede um aplicativo, não se desespere, pois não estará só em sua agonia.

A vida é doce...

Deu mico na cabeça



durante a assembléia dos técnicos da Ufes, um grupo de micos deram o ar da graça. Para não perder o costume, tve gente que deu até mesmo doce.