sexta-feira, outubro 05, 2007

Do Flamengo às vacas (do Renan)

Por Fritz Utzeri

— Meeeeeeengoooooo!!!

Rosalvo, o despreocupado, entrou no Flor do Lavradio vindo direto do Maraca, nem foi dormir, ainda vestia a camisa e trazia a bandeira de seu rubro-negro. Seu Manuel (que não é preciso dizer, é vascaíno) fechou a cara, mas o dia era de Rosalvo.

— Olha aí galera, o Mengão ainda vai acabar sendo o clube carioca mais bem classificado no Brasileirão, me dá umas empadinhas de camarão (huuummmm...) e um chope bem tirado, na pressão, seu Manuel e sentou-se à mesa onde já estava Harald Magnussen, o nosso Magu, jornalista sueco, com seu lepitópi aberto sobre a mesa, algumas tulipas (o copo, não as flores, que Magu não é holandês) bebidas e outra cheia de um chope em estado de plasma. Magu tinha uma cara de inteiramente perdido.

— O que houve ó sueco? Você é botafoguense? — provocou Rosalvo.

— Eu, não, torço pelo IFK Norrköping.

— ????

— É meu time, na Suécia, o azul e branco, caímos pra superettan, a segundona de lá.

— Olha aí a segundona, igualzinho ao Coríntians, o Fluzinho já andou por essas bandas, disse provocando diretamente Fefeu, o filósofo, que é tricolor doente.

— Socorro, devo estar ficando maluco!

Aos gritos, com ar apavorado, desgrenhado, Apolônio, o indignado, apareceu na porta do Flor com cara de quem fugiu do manicômio.

Levou algum tempo para a respiração dele voltar ao normal e só dizia “Renan... Renan... Renan... estão por toda parte.... Renan...”.

— Endoidou de vez — sentenciou Nelson Vitamina degustando um rissole de carne seca que era um primor, só o cheirinho... Divino, como todos os quitutes que saem da cozinha da Otília, que, alheia à confusão, cantava o samba enredo da Caprichosos do Juramento: “Na terra de Renan, vaca por vaca, sou mais a do Playboy.”

— É isso, as vacas estão em toda parte, isso é coisa do Renan! — dizia (agitado) Apolônio que estava convencido de ter enlouquecido na hora em que foi andar na orla de Copa e deu de cara com a estátua do poeta com uma vaca enorme sentada no mesmo banco e lendo um livro! Saiu às pressas (ainda não havia bebido) quando deu com outra vaca e outra, cada uma mais estranha do que a outra e concluiu que isso devia ser coisa do Renan para desviar a atenção das vacas dele, ou então estava tendo uma alucinação etílica, mas como, se não havia bebido ainda?

Rosalvo explicou a multiplicação das vacas a Apolônio foi ficando mais sossegado, sossegado não, indignado, sinal de que voltava ao normal:
— É um escândalo um partido como o PMDB chutar para escanteio dois senadores como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos! Caso de polícia! O PMDB deixou de ser Partido do Movimento Democrático Brasileiro e passou a ser o Prostíbulo Mor Do Brasil.

— Epa! Cuidado, Apolônio, que as coleguinhas da Bebel vão reclamar, elas não merecem isso!

Magu estava cada vez mais perdido e começou a dizer coisas desconexas em sueco.

— Esse boteco virou sucursal do Pinel, Seu Manuel, manda a Otília botar um sossega-leão no feijão e suspende o chope — palpitou Fefeu pedindo mais uma caipirinha de lima.

— Eu resolvi fazer uma reportagem a respeito das votações na Câmara e no Senado sobre a CPMF. O primeiro problema foi o editor entender o que é a CPMF e se admirou que os brasileiros aceitassem chamar de contribuição o que é um imposto compulsório e de provisório algo que já dura anos e não dá sinais de acabar. Meu editor acha que eu não entendo português e não capto o sentido exato das coisas, das palavras. Aí eu disse que os aliados do governo só votam a favor do governo em troca de favores, de cargos públicos ou de liberação de emendas milionárias e tentei traduzir “chinelinho novo” para o sueco e foi uma luta. Meu editor disse que eu estava louco ou de porre. Depois mandei uma foto do Wellington Salgado e eles me disseram que devia ter havido um engano; aquele indivíduo devia ser o campeão de “Tele catch”, jamais um senador. Minha situação já estava difícil e aí...

Aí eu resolvi contar que no Brasil o Presidente da República dispõe de 25 mil cargos para distribuir. Meu editor perguntou se eu não estava confundindo as coisas. Sustentei que não e ele me disse que, na Alemanha, o Executivo só pode mexer em 170 cargos; na Inglaterra, o Primeiro-ministro só pode influir na nomeação de 300 pessoas. Não daria nem pra comprar meio Senado ou meia Câmara brasileira.

Sobre o que está acontecendo no Senado, o meu editor me disse que devo estar maluco. Agora estou sabendo que o Supremo decidiu que os mandatos dos políticos são do partido no qual estão inscritos. Aqui os parlamentares trocam de partido como se troca de camisa, mas não vai acontecer nada, ninguém vai perder mandato, porque se não for resolvido de um jeito, será de outro e aqui ninguém vota em partido, a maioria vota é naquele que dá mais dinheiro e promete mais vantagens, dane-se o partido! Como vou explicar isso para o meu editor? E pra meus leitores? Soube que as cartas pedem pra me transferir para a sessão de humor ou da polícia...

— Melhor falar de vacas, não, conta a história do boi voador, garanto que vai fazer o maior sucesso — emendou Rosalvo catando sua bandeira, sua camisa e seguindo feliz pela rua.

— Meeeennnggooooooooo!!!


PS:Pode não ter sido a idéia do autor, mas da minha parte, associar o time flamengo a essa esculhambação e a sinônimo de presunção, faz sentido

terça-feira, setembro 18, 2007

Os labirintos que cercam o nosso vernáculo

Ultimamente venho escrevendo textos cujo tom é direcionado ao desabafo e este não será diferente. Com o intuito de passar num concurso federal – ainda não perdi a esperança – venho me dedicando ao estudo da língua portuguesa. Percebi que a língua de Drumond e Vinícius de Moraes é o grande eliminador nos concursos públicos, dado a quantidade de “pegadinhas” existentes nas provas.
Como tenho por meta o ingresso no maravilhoso mundo do plano de cargos e salário da esfera federal, e pelo fato de que trabalho com a escrita, resolvi estudar gramática.
Entusiasmado, matriculei-me num curso oferecido na Ufes, para aprender de uma vez por todas, os segredos que cercam a gramática do nosso vernáculo. Sempre fui aluno mediano em língua portuguesa, já que a minha preocupação restringia-se a ler e escrever bem e não identificar o verbo transitivo direto, agente da passiva, quando é crase, etc.
Desembolsei uma quantia significativa na esperança de que a qualidade viesse ao alcance da minha expectativa. Ledo engano. A professora, devidamente graduada e com mestrado na área, tornou intragável aquilo que já era antipático aos meus olhos e ouvidos. Ela fez uma confusão ao explicar concordância verbal e nominal, que deixou-me impressionado. A situação persistiu na conjugação do verbo haver e assim prosseguiu com o restante do conteúdo.
Tentei aumentar o nível através de perguntas e colocações, mas a mulher achou que eu estava querendo testá-la. Quando isso acontece, passo a adotar uma postura que adquiri para essas situações desde que fiz a besteira de cursar geografia na Ufes: paro de prestar a atenção, ligo o piloto automático e literalmente viajo de primeira classe na maionese.
Eu e mais duas alunas conseguimos perceber a enrolação, enquanto os outros começaram a entrar naquele sentimento de culpa do tipo “como sou burro”. Eu não sei se é porque fui professor (aaargh), mas consigo perceber quando os (as) professores (as) estão enrolando. Nesse caso, a atitude é provocada pela falta de um planejamento – a figura dá aula em trocentas faculdades – e muita cara-de-pau.
O episódio me faz questionar o porquê (substantivado) que os (as) professores (as) dificultam tanto o aprendizado da gramática. São regras intermináveis, flexões de verbos intangíveis, declinações apocalípticas que nos leva a crer que o português é uma língua mais difícil que o japonês. Fico com a impressão de que uma meia dúzia sabe realmente gramática e controla esse saber. O restante é um monte de mulheres feias (a maioria) e frustradas e algumas bichas encubadas que se dedicam a falar mal dos textos produzidos pelos jornalistas – como se isso abalasse o pedantismo dessa corja.
Mesmo após sofrer esse estupro em meu aprendizado (ui), vou continuar estudando gramática só de raiva. Quero ter o prazer de decorar todas aquelas regrinhas gramaticais para causar constrangimento a esses picaretas que tornam a língua portuguesa, algo inatingível.

Down em mim - Cazuza



Nada mais apropriado do que uma música de Cazuza para mostrar como anda meu estado de espírito nos últimos dias. De vez em quando, bate aquela sensação de que por mais que a gente se esforce, não é o bastante.

sexta-feira, setembro 14, 2007

EM BRASÍLIA, SENADO E BORDEL É TUDO IGUAL

VERGONHA, SHAME, VERGOGNA, HONTE, VENGÜENZA, SCHANDE, SKAM, CТЫД, NΤΡΟΠΉ, 恥

Sejam para sempre malditos Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Três homens que desgraçaram o Brasil, criando a perfeita capital do absolutismo e da cleptocracia: Brasília, concretizando um sonho das elites (essas sim, elites), que Luiz XIV não conseguiu realizar plenamente quando transferiu a capital francesa de Paris para Versalhes. JK, ON e LC, criaram a cidade perfeita para o poder exercido sem controle, longe do povo, uma cidade onde Renan Calheiros pode escarnecer de um país todo sem que nada aconteça.

Seria possível essa mesma pantomima no Rio de Janeiro, no Palácio Monroe? Quem ia sair do Senado para tomar cafezinho na Rua Senador Dantas ou na Cinelândia depois de cuspir na cara do povo como o fizeram os 40 ladrões que absolveram o malfeitor-mor? Aqui no Rio, pelo menos o bordel funcionava do outro lado da avenida Rio Branco, no Edifício São Borja, onde havia um rende-vouz famoso, conhecido pelo nome de Senadinho e que era freqüentado pelos políticos. Naquele tempo era preciso atravessar a rua para fornicar; hoje as laboriosas trabalhadoras daquele estabelecimento ficariam certamente mortas de vergonha ao ver o lupanar de quinta categoria em que se transformou o Senado da República.


Sei que é delírio, aqui no Brasil ninguém desiste de nada. Se houvesse um mínimo de decência, os 35 senadores que votaram pela cassação de Renan deveriam entregar o mandato e ir para casa, criando uma tremenda crise política e colocando em pauta uma questão suscitada por setores do NeoPT: Afinal, para que serve o Senado? Não seria melhor ter um legislativo unicameral? O Senado por sua natureza em regimes presidencialistas, é o garantidor da igualdade federativa. Nele os estados, não importa grandes ou pequenos, têm o mesmo número de representantes: Três no Brasil e dois nos Estado Unidos (podíamos começar cortando um terço das vagas, sem qualquer perda moral ou intelectual e certamente economizando muito dinheiro).

Um Senado menor já seria suficiente e na Câmara deveria ser restabelecido o princípio de um homem um voto, violentado pelo ditador Ernesto Geisel, com o famigerado “pacote de abril”. Em lugar de representação parlamentar proporcional à população do Estado, criou-se no Brasil uma regra que valorizou o voto dos grotões como o Amapá (que elege Sarney, uma das pragas mais duradouras e nocivas da política brasileira), o Nordeste e o Norte.

A representação proporcional desses estados foi inchada porque o governo militar (e o atual) sabiam e sabem que podiam contar com o respaldo desses grotões do atraso para manter o statu quo.

Nos EUA há estado com até um representante (equivalente a deputado federal). No Brasil o pacote determinou que os estados tenham pelo menos oito deputados federais e um máximo de 70. Estados inexpressivos como Roraima tem 233 mil eleitores e oito deputados. Para ser eleito, um deputado federal de Roraima precisa obter 29 mil votos.



Em São Paulo, com 28 milhões de habitantes, cada um dos 70 deputados eleitos precisa no mínimo de 400 mil votos para ir a Brasília. Isso quer dizer que o voto de um roraimense vale mais de 17 vezes o voto de um eleitor paulista, o que é em parte responsável pela péssima qualidade dos ditos “representantes do povo”. Com a Câmara tão desequilibrada, qual é o papel do Senado a não ser o de coonestar a desonestidade, a fraude, o compadrio, os negócios escusos e safadezas de toda ordem?

Autor:Fritz Utzeri

terça-feira, setembro 04, 2007

um pouco de baianidade



Uma das integrantes da famosa trindade musical baiana (ou seria quarteto?). A irmã mais famosa de Caetano Veloso ou não!

Os percalços da “mudernidade”

Há exatamente uma semana tento, insistentemente, aprender como se faz dowload de filmes e músicas na internet. O que deveria ser um processo fácil, acaba por se tornar uma via crucis que te leva ao calvário da aporrinhação e ao inferno da sensação de ignorância. Eu disse sensação, pois não estou só nessa jornada. É só olhar os comentários nos blogs onde são postados os links para verificar que nesse caso, burrice não tem necessariamente ligação direta com o desconhecimento das chamadas “mudernidades”.
Nomes como gigeshare, akido, rapidshare, emule, dentre outros tem ocupado a minha mente, o meu vocabulário e tempo nas últimas semanas. Alguns, são fáceis de lidar, como o rapidshare. Outros, são verdadeiros testes de paciência, onde por mais que o blogueiro mostre step by step como é fácil fazer, sempre dá algo errado. É o arquivo que foi corrompido , é o tempo gasto, é dificuldade em saber qual é o link, enfim tem stress para todo o gosto.
Meu record até agora está sendo o akido. Deixei o arquivo fazendo dowload por três horas e quando chegou na metade, veio à mensagem de que o tempo havia sido esgotado. Não preciso dizer que deu vontade de quebrar o computador, até mesmo porque estava morrendo de vontade de ver o filme. Finquei com aquela sensação de morrer de sede em frente ao mar.
O que dá para perceber nesse “mundo on line” é que não há a menor intenção de padronizar os mecanismos a fim de facilitar a vida do cidadão comum - aquele, que não é hacker, não passa o dia inteiro na frente de um computador e quem tem vida social e sexual. É impressionante a quantidade de informações que são veiculadas para muitas vezes fazer a mesa coisa de maneiras diferentes.
Alguns diriam que se trata de maior capacidade de armazenamento ou recursos mais específicos, mas eu digo que se trata de um monte de modismos que passam bem rápido, para então serem substituídos por outros. O que realmente interessa, a informação, o conteúdo, o prazer em compartilhar a comunicação, isso sim é o objetivo. Ferramentas para melhorar a comunicação são válidas, desde de que sejam assessíveis e eficientes a todos.
Passei os anos 80 e 90 com aquela sensação de que acontecia uma porrada de coisas, mas não tinha informação de nada, pois tudo era restrito, sempre a mercê do mercado que sempre filtrou aquilo de deveria ser ou não veiculado e consumido. Com a difusão da internet e outros recursos como o youtube, essa barreira foi ficando mais frágil, através do acesso a imagens, reportagens, som e tantas outras coisas que sempre gostaríamos de conhecer e tínhamos que se sujeitar aos modismos do mercado, da indústria fonográfica ( docemente em crise), TV, telefonia, etc.
Mesmo assim, esse admirável mundo novo precisa voltar-se para o processo de democratização das informações, no sentido de facilitar o seu acesso. Por mais tapado que uma pessoa seja, ela não chega a um nível viceral de burrice ao perceber que para baixar o arquivo em dowload (postado no blog) deverá fazer um outro dowload de um programa, que por sua vez necessitará de outro para codifica-lo. Portanto meu amigo, se você não conseguiu baixar aquele filme no real player, apesar de ter instalado o codec ou se o arquivo do rapid share baixado pede um aplicativo, não se desespere, pois não estará só em sua agonia.

A vida é doce...

Deu mico na cabeça



durante a assembléia dos técnicos da Ufes, um grupo de micos deram o ar da graça. Para não perder o costume, tve gente que deu até mesmo doce.

sexta-feira, agosto 24, 2007

As elites e a teoria da conspiração

Afinal, que “elites” são essas?

Por Fritz Utzeri

Pois é, e o Brasil está quase virando um país para se investir, segundo as agências de risco. Ontem foi a vez da Moody’s elevar a nossa (deles) cotação de BA-2 para BA-1, última nota abaixo do grau de investimento, um selo dado a países com baixo risco de calote. Outras duas agências, a Fitch e a Standard & Poor’s já haviam feito o mesmo e pelo jeito o Brasil está com a bola toda. Ou não está?

"Os indicadores de vulnerabilidade externa do Brasil têm apresentado reduções seguidas. A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um colchão financeiro e deve servir como defesa contra choques externos, que poderiam se materializar na eventualidade de um ciclo adverso de eventos atingir a economia brasileira", disse o analista sênior da Moody’s, Mauro Leos.

Aliás, essas agências de risco estão sob ataque de economistas, como o ganhador do Nobel de economia de 2006, Edmond Phelps, que considera que elas não foram capazes de antecipar a crise causada pelos empréstimos de alto risco (subprime) do mercado hipotecário dos EUA. Segundo o Nobel, a metodologia dessas agências está errada e elas deverão ser substituídas por outras agências de rating (classificação de risco) que sejam capazes de errar menos. Que tal Mãe Estela e seus búzios?

Curioso país é o Brasil em que o governo jura que faz tudo pelos pobres e vive a denunciar as “elites”, ao mesmo tempo em que ganha sucessivos atestados de bom comportamento dessas agências e do FMI (cujo Presidente, por coincidência, se chama Rato) e que certamente representam o “povo”. Uma dessas agências de classificação, a Standard & Poor’s pelo menos garante que é “dos pobres”, em inglês (pobre nem imagina que tem agência em Wall Street). Mais escracho impossível. Desse jeito, essas organizações da “internacional capitalista” vão acabar classificando o Brasil como país apto a receber investimentos até o final de 2008. Então vamos entrar no paraíso. Ou não vamos?


É provável que não cheguemos nem perto. Os representantes do “povo” gostariam que a CPMF fosse mantida, e defendem a reforma da Previdência (essa instituição inexistente para a maioria dos brasileiros, perguntem a mim que sou aposentado e não quis pedir “bolsa ditadura”, fui processado em IPM e perdi emprego). Se algo pode complicar nossa entrada no “paraíso” é a quase total falência de nossa infra-estrutura que, segundo a agência, “impõe sérias limitações ao potencial de crescimento do Brasil e apresenta-se como um fator que poderia limitar as perspectivas de médio prazo”. Enfim o “céu” está perto, mas não há avião, estrada ou trem para chegar lá.

E eu me pergunto qual seria a “elite” que segundo o Molusco quer tanto derrubar o chamado “governo popular”, que faz tudo pelos pobres? E a moda de xingar a “elite” pega. Além dos porta-vozes de certa “esquerda” e de certo “pensamento acadêmico” (?), os políticos da chamada “base aliada” também vivem denunciando as “elites”, como o fazem Cláudio Lembo (daquele partido “popular”, o Democrata, ex-PFL, que tem horror à elite) e Sergio Cabral (PMDB), do alto de sua condição de “povo” bem instalado em Angra, enchem a boca para desqualificar a “elite” chegando a referir-se à “elite branca”, em mais uma das tentativas, nunca antes vista neste País, de gerar animosidades sociais e raciais. Quem são esses brancos safados?

O próprio Molusco, recentemente, acusou essa mesma “elite” de ser contra o Bolsa Família e apoiar as bolsas a estudantes de pós-graduação para formar doutores, um investimento que países como a China e a Índia colocam em primeiro plano e que tem sido responsável por um prodigioso desenvolvimento científico e tecnológico desses países.

Ao mesmo tempo vejo os números do Bolsa Família e me convenço que o governo comprará cada vez mais votos nas eleições, votos para manter a mediocridade, a pobreza, a impunidade e a corrupção. O discurso anti “elite”, chega a afirmar, como o fez Renan Calheiros, que seu processo é manobra dessas “elites” para atingir o Molusco, argumento que é usado por muitos neopetistas envolvidos pura e simplesmente em corrupção.

Em nome da decência (o que vem a ser isso?) é preciso que se aponte quem são essas “elites”. E, por favor, não venham com Hebe Camargo e João Dória Júnior. O que queremos saber é se os banqueiros, se Olavão Sertubal, se Milú Vilella, do Itaú, e Marcio Cipriano, do Bradesco, se a turma da Febraban ou qualquer um dos banqueiros e financistas deste País ou dos bancos estrangeiros aqui instalados fazem parte dessa “elite”. Quem são afinal esses “conspiradores”? Que conspiração é essa? Visa exatamente o quê? O socialismo? Talvez o “companheiro” Delfim Netto, que — como sabemos — sempre foi “povo” e que já comandou a economia quando o Brasil era bom para investir, crescia e a pobreza aumentava, saiba de quem o Molusco e seus "companheiros" andam falando. Juro que estou curioso.


Utzeri, sempre com seu habitual brilhantismo, desmonta essa história de “golpe das elites contra o governo democrático”

quinta-feira, agosto 23, 2007

Van Halen



Enquanto não aprendo a postar música no Ijigg e saber como funciona o emule, vou postando alguns sons. Não sou muito fã do Van Halen,mas reconheço que algumas músicas tem lá o seu charme. Essa aí é "Ain't Talkin''Bout love"

Raposa toma conta do galinheiro

Juiz da Vara de Execuções Penais é acusado de beneficiar presos perigosos com progressão de regime

O juiz Edmilson Souza Santos, titular da Vara de Execuções Penais de Cachoeiro de Itapemirim, está sendo investigado por beneficiar com prisões domiciliares presos perigosos envolvidos com tráfico de drogas, homicídios e estelionato. Segundo o superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, Geraldo Guimarães, a Polícia Federal investigou a situação do magistrado e remeteu os autos à Justiça. Os detalhes da investigação da PF, segundo ele, não podem ser divulgados. O caso, que está sob segredo de Justiça, já está sob apreciação do pleno do Tribunal de Justiça.
O relator do processo envolvendo o magistrado, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, declarou que pela lei da magistratura ele não pode dar nenhuma declaração sobre o andamento do caso.
Letícia Cardoso - redação Gazeta Rádios e Internet

Quando nos deparamos com uma notícia dessa, vem a nossa mente aquela idéia de que Justiça nesse país, definitivamente, não é para todos. Raciocine comigo: o cara é juiz, recebe um salário nababesco – no meio de oceano de miséria e desemprego - , tem uma porrada de regalias e, ainda por cima, é acusado de arrumar aquele famoso “jeitinho” para que determinados criminosos de alta periculosidade, consigam cumprir a pena em casa. E mesmo investigado, o “suspeito” sequer será afastado do cargo.
Possivelmente, essa investigação não dará em nada – o acusado conta com isso – e o caso será arquivado, sobre as benções do generoso manto da justiça.
O que me deixa revoltado é o fato de que nem cara o acusado é divulgada. Todo processo envolvendo juizes ou membros da alta cúpula do judiciário, são cercados de discrição, de receio, de ações que visam preservar a imagem do suspeito. É um corporativismo explícito, que o Poder Judiciário mantêm com toda as forças.

terça-feira, agosto 21, 2007

Nei Lisboa



No meio dessa enchurrada de coisas ruins que existe na chamada "indústria fonográfica brasileira" de vez em quando ainda dá para encontrar algo que preste.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Crônica de um soldado do exército de reserva

E lá fui eu fazer mais um concurso! Eu disse mais um, porque a saga pode prolongar-se. Depois que eu saí do maravilhoso mundo do sistema publico educacional brasileiro (aaargh!), vi minha renda diminuir proporcionalmente ao preço dos gêneros alimentícios, lazer, vestuário e tudo aquilo que um ser humano necessita.
Tentei uma vaga para jornalista. Eu e mais 169 pessoas, cuja capacidade mental varia infinitamente, pois é claro, são alunos ou profissionais da chamada “comunicação social”. A prova foi ministrada por uma fundação que nunca ouvi falar e começou às 8:00 horas do domingo. Não que a prova fosse um vestibular do ITA, mas era tanta “pegadinha” que começo a colocar em dúvida se deve ou não estudar.
Para aqueles que por ventura estão lendo este texto e já fizeram um concurso público, sabem perfeitamente que o critério de seleção extrapolou por completo as normas de escolha de quem é ou não apto para o cargo. O conceito de aptidão passou a ser regido pela lógica de quem consegue não cair nas pegadinhas. As provas de português chegam ao nível de critério tão subjetivo, que eu tenho a impressão de que figuras ilustres do vernáculo como Camões, Machado de Assis, Castro Alves, Eça de Queiroz e José Saramago, tomariam “pau” nessas provas.
Lembro uma entrevista a poetisa e atriz capixaba Eliza Lucinda dizendo que um texto dela foi aplicado no vestibular da Ufes. Ela tentou resolver as questões ligadas ao texto e, pasmem, errou todas. O mesmo aconteceu com Mário Prata.
Há muito saímos daquele patamar de escrever e falar corretamente a língua portuguesa dentro dos concursos públicos. A demanda agora é saber onde está o Verbo Intransitivo, se tirando uma vírgula muda a concordância verbal, se o que está escrito na terceira linha do texto tem o mesmo sentido nas múltiplas alternativas da questão e por aí vai.
Confesso que não conheço outro método mais justo para a seleção em concursos – e não me venham com esse papo de cotas que para mim não cola. Entretanto, é tanta gente desempregada, é tão imenso esse exército de reserva, que me sinto na obrigação de fazer uma análise sobre a situação dos concursos públicos no país. Em certos casos, passar numa dessas provas equivale a acertar num prêmio de loteria. Seria mais um mito capitalista? Ascensão social via emprego público... Enfim, tem gente que acredita piamente e se mata de estudar. Pode ser que nunca passem num concurso. Nem para gari.
Ver aquele povo na sala, um querendo ver literalmente a caveira do outro, me traz uma sensação de que estamos perdendo cada vez mais a humanidade, dando lugar a um processo de “coisifiação” do ser.
Enquanto espero a divulgação do gabarito pela internet, fico imaginando como seria um filme sobre isso. No estilo documentário, poderia pegar os depoimentos de quem passou, de quem tenta e só gasta dinheiro, da ideologia contida nesses cursinhos e na propaganda governamental. Depoimentos do tipo “Passei em seis concursos e continuo estudando” ou então “Minha vida mudou depois que entrei no cargo da Receita Federal”.
É meus amigos, estamos falando do brilho fugaz da ascensão social, da ideologia do vencedor, da moral cristã onde Deus está do lado de quem estuda e vence, daquele que é honesto e consegue mobilidade social. É claro que nesse grupo estão poucas vagas a disposição e o exército de reserva é grande. Façam suas inscrições, matriculem-se nos cursinhos, planeje seu estudo em português, direito, matemática, etc. Você um dia pode conseguir um emprego!

quarta-feira, agosto 15, 2007



O dia hoje foi da classe "mérdia". Vilipendiada em seus direitos - Oh, doce ilusão! A classe "mérdia" andou protestando. Primeiro foram os alunos da medicina que foram privados de colocar seus possantes no Centro de Biomédicas da Ufes. Ficaram raivosinhos e parece que hoje não vão tomar o seu danoninho direito.
Depois foram os alunos de escolas particulares, que protestaram contra os sitema de cotas na Ufes.Tirando algumas meninas bem bonitinhas, só consigo fazer uma observação sobre esse fato: It's to late my friends!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Escritos sobre o Brasil atual

Os golpistas cansados e o eterno surpreso

Fritz Utzeri

Quer dizer que vaiar o Molusco é brincar com a democracia? Quer dizer que ele admite que nunca antes na história deste País os ricos (esses ingratos) ganharam tanto dinheiro como em seu governo? Quer dizer que todos os que andaram vaiando o Molusco são ricos e banqueiros que lotaram o Maracanã e estão preparando um golpe, uma “marcha da família” para derrubá-lo como fizeram com Jango em 64? Quer dizer que (mais uma vez) ele se declarou “surpreso” com a extensão do apagão aéreo? Quer dizer que na véspera de um novo apagão de energia, o “grande timoneiro” nomeia Luiz Paulo Conde (e a turma do Garotinho) para o comando de Furnas?

É duro de engolir. É só recuar alguns anos, nem tantos assim. Lembram do “Fora FHC”? (O “Fora Lula” ainda não aconteceu, até aqui os ricos apenas “cansaram”, ai, ai... Ganhar dinheiro cansa). Pois é, o PT passou o governo do príncipe dos (soc)ociólogos vaiando, obstruindo e clamando contra ele. Passou o tempo todo acusando de um modo que hoje eles mesmos definem como “sem provas”. Não que FHC não o merecesse, mas é bom que se diga que o antecessor do Molusco jamais desenvolveu teorias conspiratórias e, colocado diante da crise de um apagão energético (também anunciado, é bom que se diga), não usou a desculpa do “eu não sabia” e tomou medidas, mobilizou o País e conseguiu superar o problema.
Foram necessários 11 meses, cerca de 400 mortos e um imenso prejuízo econômico (além de manchetes diárias nos jornais) para que finalmente algo fosse feito para tentar resolver o apagão aéreo. O novo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, pelo menos tem uma virtude: age e transmite a impressão de que há um comandante na cabine tomando decisões e orientando o avião e não uma figura alegórica e alienada, que jamais sabe de nada, não decide e, quando a coisa aperta, joga a carga no mar, recitando sua “sabedoria”, um conjunto de sandices que nem mesmo presidentes primários como o General Figueiredo conseguiram igualar.

Está instituído entre nós o reino da mediocracia, onde não estudar é mérito, onde a “sabedoria” brota das raízes “populares” e inatas do nosso governante, que se orgulha de seu apedeutismo, um detalhe que nada tem a ver com pobreza (pobreza, aliás, que abandonou há muito), haja vista o número de pobres que estudam para tentar chegar a uma posição na vida. Em sua alienação, ele faz paralelos estapafúrdios como o de comparar-se a Jango e denunciar as “elites” que querem derrubá-lo. Quem? O João Dória Jr.? Fala sério!

Imaginem que Jango, em 64, estivesse aliado com pelo menos dois desses três políticos (Carlos Lacerda, Adhemar de Barros e Magalhães Pinto) e exercesse a política deles, com os banqueiros enchendo as burras. Teria havido golpe de 64? O problema é que Jango podia ter muitos defeitos, mas certamente tinha muito mais caráter que o Molusco e é fácil imaginar o que este faria se alguém como o General Amaury Kruel (na época Comandante do Segundo Exército) lhe telefonasse na hora H e lhe dissesse que o apoiaria se ele se livrasse dos comunistas.
Como falar em elites golpistas quando vemos que tudo o que existe de mais “elite” e historicamente golpista está na chamada “base de sustentação” do governo? Gente da antiga UDN, da ex-Arena, da ex-república das Alagoas, tudo está no balaio do Molusco, e agora mesmo, quando se anunciam ameaças de nova crise energética, inevitável se o País começar de fato a crescer, oferece uma empresa estratégica como Furnas a um arquiteto sofrível (visitem a UERJ se quiserem comprovar) e a toda a turma de Garotinho & Rosinha que vem com ele. Positivamente, o atual governo (?) conseguiu a adesão de tudo aquilo que o PT passou a vida combatendo e denunciando, até o PSDB. Não é, Senador José Sarney? Não é, Ministro Jobim?

O comportamento do Molusco e de sua gente é tão estranho que, quando FHC pretendeu contratar servidores públicos pelo regime da CLT, o então partido das vestais, o PT, foi ao STF contestar a medida, considerada pelo petismo como um verdadeiro anátema. O tempo passou, os tucanos foram escorraçados pelas urnas e o Molusco chegou cheio de esperança. Durante o seu governo, o que ele mais fez foi seguir os passos de seu antecessor. Agora mesmo queria repetir o feito sob o disfarce de “fundações”, contratar pela CLT. Mas como a Justiça é lenta, a ironia se estabelece. O STF decidiu que o PT tinha razão e criou um paradoxo. Temos agora o PT contra o PT.

P.S.: E o Engenhão, hein? Custou quase R$ 400 milhões e será alugado por 20 anos ao preço de R$ 1.680,00 mensais. Por esse preço dá para alugar um apê de sala e dois quartos em Copacabana (e ainda tem que pagar condomínio e taxas). É isso mesmo? Alguém aí topa rachar o aluguel?

Só mesmo uma pessoa com o brilhantismo do Fritz Utzeri poderia escrever algo que representa tão bem o país em que vivo. Já era seu fã desde o natimorto "O Pasquim 21", mas agora posso dizer: Quando crescer quero ser igual a ele.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Hoje, nada deu certo!

Tem dias que, por mais que você planeje, faça esforço,combine, telefone, remarque horário, etc., a coisa não anda. A situação: tinha uma reunião pela manhã para tratar de assuntos jurídicos do trabalho, mas o "adevogado" simplesmente foi para Brasília e não avisou. Talvez seja essa uma das características que mais ressalta as qualidades desse profissional, conhecido pelo apelído carinho de "rábula de cadeia".
Tinha que entregar um relatório a tarde, em Domingos Martins e, é claro, receber. Depois da passagem comprada, resolvi - num ímpeto de desconfiança - dar uma ligada para a responsável técnica. Segundo a mesma, não dava para resolver a questão porque o responsável financeiro estava em outra atividade. Ela vem me falar isso depois de uma semana!
Tentei agilizar uma reunião com uma técnica de educação ambiental numa prefeitura da Grande Vitória. Ela não podia. Tentei entregar uma documentação para o processo burocrático da emissão do meu diploma de pós graduação e o cara responsável só poderia estar a noite. Detalhe: ele perdeu a documentação e eu tenho que entregar novamente.
Diante disso, só me restou a adotar o lema mais difundido nesse país nos últimos dias: "Relaxa e goza" (copyright Marta Suplicy).
As vezes eu penso que essa esculhambação envolvendo a falta de compromisso é algo exclusivamente brasileiro. Esse maldito jetinho, essa canhestra desconsideração para com o próximo é algo que parece ser um pouquinho de Brasil iá, iá! E olha que estamos levando em consideração toda América Latina, África, Oceania, Ásia e o chamado mundo desenvolvido - sim lá também existe esculhambação - como Europa, América Anglo-saxônica e afins.
Para quem gosta de sociologia ou antropologia, o "Relaxa e goza" da dona Marta parece ser a síntese mais acabada do famoso jeitinho brasileiro. A idéia é que: já que tudo está esculhambado, vamos entrar na esculhambação. E para isso temos que sacanear o próximo para que ele fique na mesma situação.
Isso daria uma bom estudo científico de sociologia. Ridículo? Não creio. Depois que um cara da Estácio de Sá do Rio de Janeiro fez um estudo antropológico sobre a churrascada de final de semana,e com reportágem no Fantástico, o "relaxa e goza" da Marta é o must. Derepente alguém já está fazendo isso, pois o que tem de merda sendo produzida dentro das academias científicas é uma festa.
Fica então a sugestão para o pessoal das ciências humanas fazer um estudo, quem sabe uma tese sobre o assunto. Isso inclui o pessoal da geografia, que gosta de teorizar sobre o espaço. "A espacialidade geográfica do relaxar e gozar" seria a linha de pesquisa. Com direito a bolsa de iniciação científica da CAPES.

terça-feira, agosto 07, 2007

George Thorogood and The Destroyers



Eu acho esse som simplesmente do caralho! Adoro blues e esse é daqueles inesquecíveis. Demorei a achar o nome da banda e da música "Bad to the bone", mas consegui. Infelizmente só consegui no desabilitado Goear - um problema para quem não é cadastrado. Mas é só fazer o cadastro ou então esperar que um dia eles voltem a habilitar o site.

Dia trabalhoso

Hoje foi um dia produtivo e por que não dizer trabalhoso!Entre entrevistas com comunidades - foram mais de sete - e viagens de carro, consegui alcançar o meu objetivo. Amanhã promete ser mais movimentado com uma reunião pela manhã e uma viagem bate-volta a tarde. Estou trabalhando muito, mas feliz.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Ramones



Já que eu peguei a manha de postar músicas e o programa parece ser bom, vou abusar. Aí vai uma das minhas bandas preferidas.

Mais uma do Orbison. Essa eu escutei num filme do David Lynch


Vamos ver se esse é melhor do que o Goer

A Revolução dos Bichos



Incorporação de Santo?Mutação genética? Teatro de vanguarda? Nada disso! É apenas uma manifestação dos técnico-administrativos em Brasília. Essa foi feita no MEC, no dia 25/07

O Lindomar Castilho dos EUA



Além, de gostar de rock acho que tenho uma queda pela música brega. e não é qualquer brega. Tem que ser algo "cult". Daí meu gosto pelo Roy Orbison. Teve um fim trágico, tal como a melancolia de suas músicas. É o Lindomar Castilho que deu certo.

madrugada adentro

Uma coisa que vem se tornando normal na minha vida é trabalhar no computador de madrugada. Não sei se é o silêncio, mas o fato é que estou acostumando. Estou tentando terminar um artigo científico da minha monografia de pós graduação. Não que eu esteja muito estimulado a tentar a chamada "carreira científica", mas é ainda estou pensando em tentar um mestrado.
o problema reside na dualidade entre mestrado versus profissão. Atualmente a minha prioridade tem sido dar um rumo profissional à minha vida, princpalmente depois das trasnformações que vem ocorrendo este ano. Como sempre trabalho com prioridades, acabo deixando para escanteio aquilo que não me interessa no momento.
Observo a situação de colegas que se superaram para entrar em mestrados na UFRJ, USP e até mesmo doutorados na Espanha. O retorno está sendo pífio. Recentemente, um colega teve que prestar concurso para professor de ensino fundamental numa prefeitura da Grande Vitória. Isso depois de ter feito mestrado na USP e de ter investido num doutorado na Espanha.
A maioria tem como opção, trabalhar nessas faculdade particulares, o que sinceramente não me agrada muito, pois, conheço a lógica de mercado que norteia o ensino nesses estábulos.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Led Zeppelin

sensação estranha

Nessa assembleía, senti algo estranho. Parecia que eu estava diante de uma cena que nunca mais ira se repetir. De fato, acho que assembléias como essa, com mobilização de trabalhadores, faixas, portões fechados, o café coletivo, entre outras coisas, são características do século XX. Não que as desigualdades estejam acabando. Pelo contrário, estão mais acentuadas.
Entretanto, vivemos numa sociedade atomizada, onde cada um pensa em si e não mais na coletividade. A média de idade das pessoas que estavam naquela assembléia estava acima dos 40 anos.
Muitas vezes me pergunto: Até onde a humanidade vai chegar com seu egoísmo e mesquinhês? As mobilizações sociais estão cada vez menores e as ideologias partidárias foram jogadas na mesma vala comum da mediocridade e da corrupção.
Atualmente não vejo opção para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Parece que estamos regredindo à barbárie, promovendo a exploração pura e simples.
Sinceramente gostaria de ver mais perspectivas nesse mundo que vivemos.

Uma gostosa apareceu na assembléia

Um fato curioso, pois não é todo o dia que aparece uma mulher com um corpo daquele, foi a presença de uma gostosa na sssembléia. No meio daquele monte de caco, com mais de 40 anos, surgir uma mulher com um corpo que chama a ataneção. Como tava com uma cãmera tirei algumas fotos. Talvez eu poste algumas no blog.

O dia em greve

Os trabalhadores da Ufes entraram no 62º dia de greve. O governo parece não dar a mínima, mas o pessoal é persistente. Fizeram uma assembléia em frente a Prograd, deu bastante gente, muitos conhecidos e algumas pessoas indignadas pelo fechamento da Prograd. Com o tempo eles acostumam, pois perdi a conta de quantas greves peguei nessa universidade.

fiel aos princípios e dia agradável

Mantendo a minha promessa - sou um cara de palavra - escrevo algumas coisas curiosas ou importantes que aconteceram hoje. Enquanto minha namorada não me chamar no skype! Acabo de saber que o Botafogo ganhou de 4x0 do América (RN). Apesar da robalheira contra e dos goleiros medíocres estamos mantendo a ponta. Esse André Lima foi a melhor aquisição que o clube fez esse ano.
O Botafogo também parece que conseguiu a concessão do Engenhão. Quem é botafoguense tem que louvar o trabalho de Bebeto de Freitas.

terça-feira, julho 31, 2007

retorno em grande estilo

Extraindo ânimo e disposição do fundo da minha alma, jurei para mim mesmo hoje, dia 31/07, que irei utilizar mais esse blog, postando textos, fotos, vídeos dentre outras "cositas mas". Prometo me empenhar cada vez mais para saber como usar os recursos que a internet proporciona.
Pronto, está aí a promessa.